domingo, 26 de setembro de 2010

O fantasma da votação

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
A campanha de Dilma Rousseff (PT) está em alerta máximo por causa das últimas pesquisas. Além da volatilidade do voto dos eleitores que estão começando a se definir nesta reta final da campanha, as pesquisas mostram que a abstenção pode ser uma ameaça para a vitória da petista no primeiro turno. Seria maior junto aos eleitores de mais baixa renda e nas regiões Norte e Nordeste, exatamente onde Dilma ganha de lavada dos adversários.

Já os tucanos recuperaram o ânimo na reta final. O tracking da campanha de José Serra (PSDB) registra que Dilma teria apenas 15 pontos de frente em relação ao tucano. Essa diferença poderia ser suplantada pela soma dos votos de Marina Silva (PV) e dos demais candidatos. Acreditam que isso levaria o pleito para o segundo turno, ainda mais porque esse crescimento da oposição ocorre com transferência de votos de Dilma para Marina, principalmente, e também para Serra.

É por isso que o PT quer derrubar a obrigatoriedade de os eleitores apresentarem a carteira de identidade com o títulode eleitor na hora de votar. Essa exigência da Justiça Eleitoral poderia aumentar a abstenção e, com isso, o risco de segundo turno. O partido ainda vive o trauma da eleição de 2006, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a campanha abalada pelo escândalo dos aloprados, acabou tendo que disputar o segundo turno com Geraldo Alckmin (PSDB). Naquela ocasião, não apareceram todos os votos que esperavam: no Norte, a abstenção foi de 19%; no Nordeste, de 18%; no Sul, de 15% ; e no Sudeste, de 16%.

Empacou

O PT em São Paulo está frustrado com Aloizio Mercadante na reta final da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. A expectativa é de que ele virasse o fim de semana com pelo menos 30% dos votos, mas a campanha do petista perdeu ímpeto na última semana. O Ibope revelou que o tucano Geraldo Alckmin tem 48% das intenções de votos, contra 26% de Mercadante. A esperança de segundo turno somente não morreu porque a mesma pesquisa mostra Celso Russomano (PP) com 8%, Paulo Skaf (PSB) com 3% e Fábio Feldman (PV) com 1%.

Pau a pau

Na disputa pelas vagas do Senado, Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB) aparecem tecnicamente empatados, com 38% e 37% das intenções de voto, respectivamente. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) tem 25% e só não está fora da disputa por duas razões: Romeu Tuma (PTB) tem 20%, mas continua hospitalizado e perde densidade eleitoral; e o segundo voto na eleição paulista é uma incógnita. Ciro Moura (PTC) obteve 7% das intenções de voto e Moacyr Franco (PSL), 5%. Os outros candidatos não ultrapassaram 2%.

Caserna

Começam as especulações na caserna com relação ao nome do futuro ministro da Defesa. Fala-se no embaixador Samuel Pinheiro Guimarães. Porém, se depender do "dedazo" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Nelson Jobim continuará à frente da pasta nos primeiros anos do governo de Dilma Rousseff . Se a petista vencer as eleições, é claro.

Tiros

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, inaugura amanhã, em Canoas (RS), o primeiro Sistema de Detecção de Disparos de Armas de Fogo (SDD) do país. Sensores de áudio detectam explosões e tiros à distância de 3,3 quilômetros. O projeto custou R$ 2 milhões.

Continha

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), já conta votos para a disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados. Estima que a bancada petista terá em torno de 100 deputados, com uma margem de erro de 5%. Já a bancada do PMDB teria um pouco menos: em torno de 95 parlamentares. Segundo ele, como a aliança das duas legendas é fundamental para a montagem do futuro governo, não há hipótese de as duas bancadas se confrontarem na eleição. "Nossa aliança acabou com a roleta russa na escolha do presidente da Câmara", garante, numa alusão à eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE), que renunciou ao mandato depois da denúncia de que teria recebido propina.

Pesado

O governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, trava uma queda de braço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final da eleição. Deve a Lula a remoção da candidatura a governador do petista Lindberg Faria, que disputa uma das vagas do Senado, mas está tendo que engolir o apoio do presidente da República ao senador Marcelo Crivella (PRB). Por causa disso, está suando sangue para tentar eleger ao Senado seu principal aliado, Jorge Picciani (PMDB), atual presidente da Assembleia Legislativa fluminense.

Classe A / Marta Suplicy comemora o aniversário do namorado, o empresário Márcio Toledo, para reunir hoje à noite, no Jockey Club de São Paulo, a elite paulista que apoia a sua candidatura.

Mais uma / O Datafolha vai a campo amanhã para mais uma rodada de pesquisas sobre as eleições. Serão ouvidos 3.220 eleitores.

Um comentário:

Anônimo disse...

Jorge Picciani e Lindberg serão os nossos senadores. Eles são os mais capacitados para nos representar em Brasília. Eles tem o apoio dos melhores líderes políticos. Lula, Cidinha Campos, Wagner Montes, Dornelles, Sergio Cabral, Benedita... dentre outros. Veja esse vídeo de Lindberg e Picciani juntos. http://www.youtube.com/watch?v=Feg8-_ITXBo