Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
Diante da anunciada mudança do marco regulatório da exploração de minérios, as mineradoras intensificaram os pedidos de licença para pesquisas, principalmente de ferro (3.522 pedidos), areia (3.141), ouro (2.342), argila (1.875), granito (1.675) e manganês (1.111). Os municípios mineiros de Patos de Minas, Presidente Olegário, Tiros e São Gonçalo do Abaetés; Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul; Itaituba, no Pará, e Niquelândia, em Goiás; são as principais fronteiras da exploração mineral.
A discussão do novo marco regulatório, porém, entrou num beco sem saída. Ao mesmo tempo em que provocou uma espécie de nova corrida do ouro, exacerbou a disputa política pelo controle do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) entre o PMDB e o PT. O órgão é subordinado ao Ministério de Minas e Energia, cujo titular é o senador Edison Lobão (PMDB-MA), mas sempre esteve sob controle da presidente Dilma Rousseff, que pretende implantar o novo marco regulatório.
A mudança no regime de concessão da exploração dos minérios, porém, encalhou no fim do governo Lula, quando o projeto do novo marco foi desagregado em três pedaços: o regime de concessão propriamente dito, que deverá ser alterado, possibilitando que o governo tenha mais controle sobre as mineradoras e possa inclusive cassar concessões, a cargo do Ministério de Minas Energia; a criação de uma agência reguladora, tarefa da alçada do Ministério de Minas e Energia; e a partilha dos royalties, proposta que subiu no telhado por causa do precedente criado pelo Congresso ao aprovar a distribuição igualitária dos royalties de petróleo.
Olho grande
A queda de braço do governo com as mineradoras, dentre as quais a Vale do Rio Doce, para obrigá-las a exportar minérios com maior valor agregado e a investir mais em siderurgia, abriu espaço para que prefeitos e governadores começassem a se articular com o objetivo de aumentar as alíquotas dos royalties. Esse movimento assustou o governo, que hoje arrecada sobre a receita líquida das mineradoras. A ideia era cobrar impostos sobre a receita bruta, para facilitar a fiscalização.
Todo prosa
O governador da Bahia, Jaques Wagner prestigiará a posse da bancada baiana no Congresso. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), escreveu uma carta de próprio punho convidando o petista para a solenidade. É a primeira vez que o PT consegue eleger dois senadores e 10 deputados federais na Bahia. Com os aliados, Wagner conta com 25 dos 38 deputados baianos.
Jogo duro
A presidente Dilma Rousseff resolveu jogar duro com a direção do PT em relação à questão do salário mínimo. Considera a legislação atualuma estratégia bem-sucedida de recuperação do poder aquisitivo dos trabalhadores, que não será interrompida com a aprovação do mínimo de R$ 545 previsto pelo governo. Até releva a posição da CUT, que reivindica um mínimo de R$ 580, mas exige solidariedade da bancada petista no Congresso.
Reboque
Pressionada pela Força Sindical, que lidera a luta por um mínimo de R$ 580, a direção da CUT acabou a reboque do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP). Como os sindicalistas da Força Sindical são filiados ao PDT, quem também está na maior saia justa é o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que é presidente da sigla e não consegue enquadrar os sindicalistas.
Cabra macho
O senador José Pimentel (PT-CE) avisou à senadora Marta Suplicy (PT-SP) que não pretende abrir mão da Primeira-Vice-Presidência da Casa por um gesto de cavalheirismo. Vai disputar a posição no voto na reunião de bancada marcada para segunda-feira. Dividida meio a meio, a bancada aguarda a chegada da senadora Fátima Cleide (RO), que estava viajando e deve desempatar a disputa. Pimentel garante que esse 15º voto é seu.
Esperança
Há dentro do Democratas quem ainda acredite que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), não esteja de malas prontas para o PMDB. O grupo atribui as movimentações do paulista e algumas queixas de outros parlamentares da legenda à postura de partir para o confronto que tem sido adotada pelo atual presidente da sigla, deputado Rodrigo Maia (RJ). O desfecho dessa crise está previsto para 15 de março, quando o partido realiza o seu congresso.
domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Alta tensão
Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
A disputa pelo controle de Furnas Centras Elétricas pode provocar um curto-circuito nas relações entre o PMDB e o PT, os dois principais partidos da base do governo Dilma Rousseff. Pivô de uma crise cujo resultado foi a não aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) pelo governo anterior, a empresa de energia vive em alta voltagem: a cúpula é peemedebista e o corpo técnico, petista. E hoje é o epicentro do confronto entre as duas forças políticas pelo controle dos cargos de segundo escalão do Ministério de Minas e Energia.
Dois deputados federais cariocas protagonizam essa disputa e podem acabar eletrocutados. De um lado, o petista Jorge Bittar, ex-presidente do Sindicato dos Engenheiros e influente nas empresas estatais e fundos de pensão com sede no Rio de Janeiro. De outro, o peemedebista Eduardo Cunha, eminência na bancada do partido na Câmara, apontado como responsável pela indicação do atual presidente de Furnas, Carlos Nadalutti Filho, que hoje contaria com pleno apoio da cúpula do PMDB.
O candidato de Bittar à Presidência de Furnas é Fábio Resende, ex-diretor de Operação e Comercialização do Sistema Furnas, irmão do ex-ministro de Ciência e Tecnologia Sérgio Resende. A cúpula do PMDB atribui a ele a articulação das denúncias de que aliados de Cunha seriam responsáveis pelo mau desempenho financeiro da empresa.
Sucessão
A guerra de posições entre o PMDB e o PT no Rio de Janeiro tem muito a ver também com as eleições municipais, nas quais as duas legendas se digladiarão se não houver um bom acordo entre as siglas. Muito forte nas empresas estatais e no funcionalismo público federal, o PT tenta se posicionar para disputar a Prefeitura do Rio de Janeiro, controlada pelo PMDB. Candidato à reeleição, o prefeito Eduardo Paes não teve o apoio do PT no primeiro turno de sua eleição, quando foi lançada a candidatura do deputado Alessando Molon.
Camarada
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), resolveu citar o líder comunista russo Vladimir Ilitch Ulianov para explicar sua candidatura à reeleição sem oposição, ao contrário do que ocorreu em 2009: ´Era um momento em que a paixão se sobrepunha à razão. Então, como disse Lênin, a política transformou-se na arte da guerra, quando não éramos adversários, éramos inimigos`.
Demissões
Como se não bastasse o número de mortos, feridos e desabrigados, Nova Friburgo vive aameaça de uma onda de demissões nas 278 empresas da área, 68% das quais foram duramente prejudicadas pelas chuvas na região serrana do Rio. O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Nova Friburgo (Sindimetal), Cláudio Tângari, adverte que as 50 empresas locais, que respondem por 40% da produção de fechaduras e ferragens para a construção civil no país, operam com apenas 45% da capacidade e acumulam perdas de produção, de matéria-prima e de estoques de produtos acabados. A situação se repete no setor têxtil, que emprega 150 mil trabalhadores na produção.
Confiante
O deputado Sandro Mabel (PR-GO), candidato à Presidência da Câmara, diz que já começou a receber demandas das frentes parlamentares da Casa. Mabel afirma ter encontros programados com pelo menos oito grupos de deputados até o dia das eleições. Eles querem garantias em troca do apoio informal.
Frente GLBT
O deputado gay Jean Wyllys (Psol-RJ), ex-participante de um programa de reality show, tem adotado uma postura ríspida na tentativa de descolar sua imagem de político da passada no programa de televisão. Wyllys conta que terá o apoio da deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) para liderar a Frente Parlamentar pela Cidadania de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais.
Lado a lado
Um esquema especial foi montado para o fim de semana na Câmara dos Deputados com objetivo de recepcionar os novos parlamentares que serão empossados na terça-feira e ainda não conhecem a Casa. Em campanha pela Presidência da Mesa, os deputados Marco Maia (PT-RS) e Sandro Mabel (PR-GO) farão plantão neste fim de semana em Brasília.
Com Leonardo Santos
A disputa pelo controle de Furnas Centras Elétricas pode provocar um curto-circuito nas relações entre o PMDB e o PT, os dois principais partidos da base do governo Dilma Rousseff. Pivô de uma crise cujo resultado foi a não aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) pelo governo anterior, a empresa de energia vive em alta voltagem: a cúpula é peemedebista e o corpo técnico, petista. E hoje é o epicentro do confronto entre as duas forças políticas pelo controle dos cargos de segundo escalão do Ministério de Minas e Energia.
Dois deputados federais cariocas protagonizam essa disputa e podem acabar eletrocutados. De um lado, o petista Jorge Bittar, ex-presidente do Sindicato dos Engenheiros e influente nas empresas estatais e fundos de pensão com sede no Rio de Janeiro. De outro, o peemedebista Eduardo Cunha, eminência na bancada do partido na Câmara, apontado como responsável pela indicação do atual presidente de Furnas, Carlos Nadalutti Filho, que hoje contaria com pleno apoio da cúpula do PMDB.
O candidato de Bittar à Presidência de Furnas é Fábio Resende, ex-diretor de Operação e Comercialização do Sistema Furnas, irmão do ex-ministro de Ciência e Tecnologia Sérgio Resende. A cúpula do PMDB atribui a ele a articulação das denúncias de que aliados de Cunha seriam responsáveis pelo mau desempenho financeiro da empresa.
Sucessão
A guerra de posições entre o PMDB e o PT no Rio de Janeiro tem muito a ver também com as eleições municipais, nas quais as duas legendas se digladiarão se não houver um bom acordo entre as siglas. Muito forte nas empresas estatais e no funcionalismo público federal, o PT tenta se posicionar para disputar a Prefeitura do Rio de Janeiro, controlada pelo PMDB. Candidato à reeleição, o prefeito Eduardo Paes não teve o apoio do PT no primeiro turno de sua eleição, quando foi lançada a candidatura do deputado Alessando Molon.
Camarada
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), resolveu citar o líder comunista russo Vladimir Ilitch Ulianov para explicar sua candidatura à reeleição sem oposição, ao contrário do que ocorreu em 2009: ´Era um momento em que a paixão se sobrepunha à razão. Então, como disse Lênin, a política transformou-se na arte da guerra, quando não éramos adversários, éramos inimigos`.
Demissões
Como se não bastasse o número de mortos, feridos e desabrigados, Nova Friburgo vive aameaça de uma onda de demissões nas 278 empresas da área, 68% das quais foram duramente prejudicadas pelas chuvas na região serrana do Rio. O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Nova Friburgo (Sindimetal), Cláudio Tângari, adverte que as 50 empresas locais, que respondem por 40% da produção de fechaduras e ferragens para a construção civil no país, operam com apenas 45% da capacidade e acumulam perdas de produção, de matéria-prima e de estoques de produtos acabados. A situação se repete no setor têxtil, que emprega 150 mil trabalhadores na produção.
Confiante
O deputado Sandro Mabel (PR-GO), candidato à Presidência da Câmara, diz que já começou a receber demandas das frentes parlamentares da Casa. Mabel afirma ter encontros programados com pelo menos oito grupos de deputados até o dia das eleições. Eles querem garantias em troca do apoio informal.
Frente GLBT
O deputado gay Jean Wyllys (Psol-RJ), ex-participante de um programa de reality show, tem adotado uma postura ríspida na tentativa de descolar sua imagem de político da passada no programa de televisão. Wyllys conta que terá o apoio da deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) para liderar a Frente Parlamentar pela Cidadania de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais.
Lado a lado
Um esquema especial foi montado para o fim de semana na Câmara dos Deputados com objetivo de recepcionar os novos parlamentares que serão empossados na terça-feira e ainda não conhecem a Casa. Em campanha pela Presidência da Mesa, os deputados Marco Maia (PT-RS) e Sandro Mabel (PR-GO) farão plantão neste fim de semana em Brasília.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
O velho Senado
Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), aos 80 anos, anunciou ontem o que todos já sabiam: é candidato à reeleição, desta vez sem concorrentes. A lealdade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem fez questão de acompanhar na volta para casa, em São Bernardo do Campo (SP), quando a presidente Dilma Rousseff assumiu o cargo, garantiu-lhe o apoio do PT. Na eleição passada para a Presidência do Senado, os petistas se aliaram à oposição para tentar eleger o então senador Tião Viana, hoje governador do Acre, mas mesmo assim Sarney venceu a disputa.
Ex-presidente da República, político dos mais longevos, Sarney lembra um daqueles senadores vitalícios do Império descritos por Machado de Assis na crônica que empresta seu título à coluna de hoje. Nela, o grande escritor presta tributo à Casa que dividiu com o Exército brasileiro, durante o Império, a responsabilidade de preservar com mão de ferro a integridade territorial do país e consolidar o Estado brasileiro. Muita coisa mudou entre os integrantes do Senado; outras, não:
“Tinham um ar de família, que se dispersava durante a estação calmosa, para ir às águas e outras diversões e que se reunia depois, em prazo certo, anos e anos. Alguns não tornavam mais, e outros novos apareciam; mas também nas famílias se morre e nasce. Dissentiam sempre, mas é próprio das famílias numerosas brigarem, fazerem as pazes e tornarem a brigar (…) Algumas vozes vibrantes cá fora, calavam-se lá dentro, é certo, mas o gérmen da reforma ia ficando, os programas o acolhiam, e, como em vários outros casos, os sucessos o fizeram lei” — nos relata o maior escritor brasileiro.
Rodízio
Empate na disputa pela Primeira-Vice-Presidência do Senado ontem, durante reunião da bancada do PT, na qual o senador José Pimentel (CE) e a senadora Marta Suplicy (SP) mediram forças. O PT abriu mão da Primeira-Secretaria do Senado, que controla a máquina administrativa da Casa, para não meter a mão numa casa de marimbondos. Sem poder na burocracia, o posto é cobiçado por causa da visibilidade, pois seu ocupante presidirá as sessões nas ausências de Sarney. A solução salomônica na bancada foi promover o rodízio anual na ocupação dos cargos. Mas permanece o impasse sobre quem sentará na cadeira primeiro.
Máfia
O governo resolveu promover um pente-fino nas importações de componentes eletrônicos de procedência chinesa. A Polícia Federal está de olho nos produtos supostamente fabricados no Brasil, mas que na verdade estão chegando já montados da China, com custos muito inferiores aos de similares da indústria nacional.
Expulsão
Para deixar claro que o partido não está fazendo jogo duplo com a candidatura de Mabel (PR-GO) à Presidência da Câmara, integrantes da legenda defendem a expulsão do parlamentar goiano. O assunto deve entrar na pauta da reunião de bancada marcada para segunda-feira.
Transparência
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, determinou que as decisões das reuniões do conselho diretor da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos sejam divulgadas à imprensa. O próprio presidente da estatal, Wagner Pinheiro, será o porta-voz da empresa.
Presente
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (foto), do PMDB, comemorou o aniversário ontem certo de que seu inferno astral acabou. Responsável pelo gerenciamento da maior tragédia natural da história do país, recebeu da presidente Dilma Rousseff a notícia de que 8 mil casas serão construídas para abrigar os flagelados da região serrana. Serão 6 mil pelo programa Minha Casa, Minha Vida e 2 mil doadas por 12 empresas de construção civil responsáveis pelas obras de recuperação dos estragos.
Liderança
A candidatura do deputado Sandro Mabel (GO) à Presidência da Câmara abriu uma disputa pela liderança da bancada do PR, da qual se licenciou. São candidatos ao cargo Luciano Castro (RR), Maurício Trindade (BA), Milton Monti (SP), Lincoln Portela (MG) e Wellington Fagundes (MT).
Cobiça
O deputado Leonardo Quintão (MG), que desafia a liderança de Henrique Eduardo Alves (RN) na bancada do PMDB, está em campanha aberta para assumir o controle do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia. O posto é estratégico porque autoriza a pesquisa e a exploração dos recursos minerais do país.
Vale
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda (foto), iniciou entendimentos com os líderes da Câmara para pedir a aprovação da lei que cria o Vale Cultura ainda neste primeiro semestre. O projeto prevê o pagamento de um valor mensal de R$ 50 em cartão magnético a trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos. O valor poderá ser usado para a compra de livros, CDs e DVDs, ou para assistir a filmes, peças de teatro e espetáculos de dança.
Suspensão
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão do pregão eletrônico n° 153/2010 da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a aquisição de até 660 computadores. Segundo o TCU, foram encontradas ilegalidades no edital de R$ 1,53 milhão
Com Leonardo Santos
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), aos 80 anos, anunciou ontem o que todos já sabiam: é candidato à reeleição, desta vez sem concorrentes. A lealdade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem fez questão de acompanhar na volta para casa, em São Bernardo do Campo (SP), quando a presidente Dilma Rousseff assumiu o cargo, garantiu-lhe o apoio do PT. Na eleição passada para a Presidência do Senado, os petistas se aliaram à oposição para tentar eleger o então senador Tião Viana, hoje governador do Acre, mas mesmo assim Sarney venceu a disputa.
Ex-presidente da República, político dos mais longevos, Sarney lembra um daqueles senadores vitalícios do Império descritos por Machado de Assis na crônica que empresta seu título à coluna de hoje. Nela, o grande escritor presta tributo à Casa que dividiu com o Exército brasileiro, durante o Império, a responsabilidade de preservar com mão de ferro a integridade territorial do país e consolidar o Estado brasileiro. Muita coisa mudou entre os integrantes do Senado; outras, não:
“Tinham um ar de família, que se dispersava durante a estação calmosa, para ir às águas e outras diversões e que se reunia depois, em prazo certo, anos e anos. Alguns não tornavam mais, e outros novos apareciam; mas também nas famílias se morre e nasce. Dissentiam sempre, mas é próprio das famílias numerosas brigarem, fazerem as pazes e tornarem a brigar (…) Algumas vozes vibrantes cá fora, calavam-se lá dentro, é certo, mas o gérmen da reforma ia ficando, os programas o acolhiam, e, como em vários outros casos, os sucessos o fizeram lei” — nos relata o maior escritor brasileiro.
Rodízio
Empate na disputa pela Primeira-Vice-Presidência do Senado ontem, durante reunião da bancada do PT, na qual o senador José Pimentel (CE) e a senadora Marta Suplicy (SP) mediram forças. O PT abriu mão da Primeira-Secretaria do Senado, que controla a máquina administrativa da Casa, para não meter a mão numa casa de marimbondos. Sem poder na burocracia, o posto é cobiçado por causa da visibilidade, pois seu ocupante presidirá as sessões nas ausências de Sarney. A solução salomônica na bancada foi promover o rodízio anual na ocupação dos cargos. Mas permanece o impasse sobre quem sentará na cadeira primeiro.
Máfia
O governo resolveu promover um pente-fino nas importações de componentes eletrônicos de procedência chinesa. A Polícia Federal está de olho nos produtos supostamente fabricados no Brasil, mas que na verdade estão chegando já montados da China, com custos muito inferiores aos de similares da indústria nacional.
Expulsão
Para deixar claro que o partido não está fazendo jogo duplo com a candidatura de Mabel (PR-GO) à Presidência da Câmara, integrantes da legenda defendem a expulsão do parlamentar goiano. O assunto deve entrar na pauta da reunião de bancada marcada para segunda-feira.
Transparência
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, determinou que as decisões das reuniões do conselho diretor da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos sejam divulgadas à imprensa. O próprio presidente da estatal, Wagner Pinheiro, será o porta-voz da empresa.
Presente
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (foto), do PMDB, comemorou o aniversário ontem certo de que seu inferno astral acabou. Responsável pelo gerenciamento da maior tragédia natural da história do país, recebeu da presidente Dilma Rousseff a notícia de que 8 mil casas serão construídas para abrigar os flagelados da região serrana. Serão 6 mil pelo programa Minha Casa, Minha Vida e 2 mil doadas por 12 empresas de construção civil responsáveis pelas obras de recuperação dos estragos.
Liderança
A candidatura do deputado Sandro Mabel (GO) à Presidência da Câmara abriu uma disputa pela liderança da bancada do PR, da qual se licenciou. São candidatos ao cargo Luciano Castro (RR), Maurício Trindade (BA), Milton Monti (SP), Lincoln Portela (MG) e Wellington Fagundes (MT).
Cobiça
O deputado Leonardo Quintão (MG), que desafia a liderança de Henrique Eduardo Alves (RN) na bancada do PMDB, está em campanha aberta para assumir o controle do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia. O posto é estratégico porque autoriza a pesquisa e a exploração dos recursos minerais do país.
Vale
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda (foto), iniciou entendimentos com os líderes da Câmara para pedir a aprovação da lei que cria o Vale Cultura ainda neste primeiro semestre. O projeto prevê o pagamento de um valor mensal de R$ 50 em cartão magnético a trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos. O valor poderá ser usado para a compra de livros, CDs e DVDs, ou para assistir a filmes, peças de teatro e espetáculos de dança.
Suspensão
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão do pregão eletrônico n° 153/2010 da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a aquisição de até 660 computadores. Segundo o TCU, foram encontradas ilegalidades no edital de R$ 1,53 milhão
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Arrocho na Esplanada
Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
O governo pretende começar o corte nos gastos públicos centralizando o controle das despesas de custeio dos ministérios. Não somente dos gastos com passagens, diárias e eventos, que crescem como unha e precisam ser aparados semanalmente, mas também com os serviços de segurança, limpeza, papelaria, compra de água mineral etc. São despesas que deseducam a burocracia por causa dos desperdícios e das eventuais fraudes nas compras e na contratação de serviços.
O Ministério da Fazenda está concluindo um sistema para aumentar o controle sobre esse fluxo de gastos. E o Ministério de Planejamento prepara-se para centralizar a contratação de serviços e a compra de materiais na Esplanada. O objetivo é levar adiante a política do “mais com menos”, preconizada pela presidente Dilma Rousseff como um choque de austeridade no funcionamento dos ministérios.
A ordem é dar o exemplo na Esplanada para ter autoridade perante a máquina administrativa na hora de efetuar os demais cortes de despesasl e até mesmo em investimentos do PAC. Tudo isso sem paralisar a execução dos serviços prestados ao público e as obras públicas.
Arrastão//
Com apoio de mais 11 pequenos partidos, a candidatura de Marco Maia (PT-RS) à Presidência da Câmara dos Deputados já soma a adesão de 21 legendas (das 22 que possuem representação na Casa). Se o petista perder a eleição, será a maior “trairagem” da história da Casa.
Não tem
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior (foto), disse ontem que as reivindicações salariais dos servidores do Judiciário precisam ter um “pé na realidade”. Segundo ela, o Judiciário já tem um salário superior ao do Executivo e o aumento de 31% é uma reivindicação “um tanto salgada” do pessoal da Justiça.
Tesourada
Não se sabe ainda o tamanho dos cortes no Orçamento da União de 2011, mas a proposta da equipe econômica deve ficar pronta em 10 dias. O contingenciamento deve ultrapassar os R$ 40 bilhões
Pressão
Sobre a interpretação de que seus aliados no PR estão passando um rolo compressor na candidatura de Sandro Mabel (PR-GO), inclusive com ameaça de expulsão da legenda, o presidente da Câmara, Marco Maia, candidato à reeleição, desconversa: “Isso é um problema interno do partido e eu não tenho nada a ver com isso”. Ontem, Valdemar da Costa Neto (PR-SP), secretário-geral do PR, e Lincoln Portela (PR-MG), novo líder do partido, procuraram Maia para informar que a executiva fechará questão no apoio ao petista.
Conspiração
O deputado Sandro Mabel (PR-GO), candidato à Presidência da Câmara, evita expor seus apoiadores na disputa. Está ciente dos riscos da candidatura e não quer indispor os aliados com o governo. No boca a boca da campanha, afirma que é candidato do governo e não fará oposição à presidente Dilma Rousseff. Mas seu slogan é desafiador: “O sonho vence a imposição”.
De ouvido
O deputado Aldo Rebelo, do PCdoB de São Paulo, resolveu estrilar por causa das críticas ao novo Código Florestal, do qual foi o relator. “Tanto os jornalistas que escrevem e opinam sobre o Código Florestal quanto os especialistas de plantão contratados por organizações não governamentais deveriam fazer um esforço de leitura e, no mínimo, tentar chegar ao fim das 270 páginas do relatório que foi aprovado pela Comissão Especial do Código Florestal”, critica o parlamentar, que virou Geni para o movimento ambientalista.
Corre-corre/O Palácio do Planalto mobilizou-se para abortar a candidatura do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), que ameaçava concorrer como avulso à Presidência da Câmara. Com apoio da bancada ruralista, poderia forçar um segundo turno na disputa.
Tapete/O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), manda avisar que não tem preferência pela candidatura da deputada Rose Freitas (ES) na disputa pela Primeira-Vice-Presidência da Câmara. Na sua avaliação, os demais candidatos também têm condições de representar a legenda.
Miudinho/Devagarinho, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), reestrutura seu secretariado de olho nas eleições municipais. Ontem, anunciou o nome de mais seis secretários, totalizando 21 integrantes do primeiro escalão. Ainda falta anunciar os titulares de três secretarias: da Promoção da Igualdade, das Relações Institucionais e de Ciência e Tecnologia.
Com Leonardo Santos
O governo pretende começar o corte nos gastos públicos centralizando o controle das despesas de custeio dos ministérios. Não somente dos gastos com passagens, diárias e eventos, que crescem como unha e precisam ser aparados semanalmente, mas também com os serviços de segurança, limpeza, papelaria, compra de água mineral etc. São despesas que deseducam a burocracia por causa dos desperdícios e das eventuais fraudes nas compras e na contratação de serviços.
O Ministério da Fazenda está concluindo um sistema para aumentar o controle sobre esse fluxo de gastos. E o Ministério de Planejamento prepara-se para centralizar a contratação de serviços e a compra de materiais na Esplanada. O objetivo é levar adiante a política do “mais com menos”, preconizada pela presidente Dilma Rousseff como um choque de austeridade no funcionamento dos ministérios.
A ordem é dar o exemplo na Esplanada para ter autoridade perante a máquina administrativa na hora de efetuar os demais cortes de despesasl e até mesmo em investimentos do PAC. Tudo isso sem paralisar a execução dos serviços prestados ao público e as obras públicas.
Arrastão//
Com apoio de mais 11 pequenos partidos, a candidatura de Marco Maia (PT-RS) à Presidência da Câmara dos Deputados já soma a adesão de 21 legendas (das 22 que possuem representação na Casa). Se o petista perder a eleição, será a maior “trairagem” da história da Casa.
Não tem
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior (foto), disse ontem que as reivindicações salariais dos servidores do Judiciário precisam ter um “pé na realidade”. Segundo ela, o Judiciário já tem um salário superior ao do Executivo e o aumento de 31% é uma reivindicação “um tanto salgada” do pessoal da Justiça.
Tesourada
Não se sabe ainda o tamanho dos cortes no Orçamento da União de 2011, mas a proposta da equipe econômica deve ficar pronta em 10 dias. O contingenciamento deve ultrapassar os R$ 40 bilhões
Pressão
Sobre a interpretação de que seus aliados no PR estão passando um rolo compressor na candidatura de Sandro Mabel (PR-GO), inclusive com ameaça de expulsão da legenda, o presidente da Câmara, Marco Maia, candidato à reeleição, desconversa: “Isso é um problema interno do partido e eu não tenho nada a ver com isso”. Ontem, Valdemar da Costa Neto (PR-SP), secretário-geral do PR, e Lincoln Portela (PR-MG), novo líder do partido, procuraram Maia para informar que a executiva fechará questão no apoio ao petista.
Conspiração
O deputado Sandro Mabel (PR-GO), candidato à Presidência da Câmara, evita expor seus apoiadores na disputa. Está ciente dos riscos da candidatura e não quer indispor os aliados com o governo. No boca a boca da campanha, afirma que é candidato do governo e não fará oposição à presidente Dilma Rousseff. Mas seu slogan é desafiador: “O sonho vence a imposição”.
De ouvido
O deputado Aldo Rebelo, do PCdoB de São Paulo, resolveu estrilar por causa das críticas ao novo Código Florestal, do qual foi o relator. “Tanto os jornalistas que escrevem e opinam sobre o Código Florestal quanto os especialistas de plantão contratados por organizações não governamentais deveriam fazer um esforço de leitura e, no mínimo, tentar chegar ao fim das 270 páginas do relatório que foi aprovado pela Comissão Especial do Código Florestal”, critica o parlamentar, que virou Geni para o movimento ambientalista.
Corre-corre/O Palácio do Planalto mobilizou-se para abortar a candidatura do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), que ameaçava concorrer como avulso à Presidência da Câmara. Com apoio da bancada ruralista, poderia forçar um segundo turno na disputa.
Tapete/O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), manda avisar que não tem preferência pela candidatura da deputada Rose Freitas (ES) na disputa pela Primeira-Vice-Presidência da Câmara. Na sua avaliação, os demais candidatos também têm condições de representar a legenda.
Miudinho/Devagarinho, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), reestrutura seu secretariado de olho nas eleições municipais. Ontem, anunciou o nome de mais seis secretários, totalizando 21 integrantes do primeiro escalão. Ainda falta anunciar os titulares de três secretarias: da Promoção da Igualdade, das Relações Institucionais e de Ciência e Tecnologia.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O mágico
Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonaro Santos
O deputado Sandro Mabel (GO), dono das famosas rosquinhas, resolveu se licenciar da liderança do PR e concorrer à Presidência da Câmara como candidato avulso, apesar de sua bancada ter declarado apoio à reeleição do deputado Marco Maia (PT-RS). É uma atitude fora de padrão para um parlamentar experiente e influente
.Pelas contas de Maia, sua reeleição já contaria com o apoio de mais de 350 dos 513 deputados, a partir do compromisso formal de quase todos os partidos da Casa, inclusive os de oposição. As legendas que ainda negociam, como o pequeno PSol, o fazem para exigir alguns compromissos: respeito à minoria, ao regimento interno e às regras do jogo democrático.
Qual é carta que Mabel tem na cartola para concorrer à eleição? Entraria na disputa com supostos 130 votos. Faltariam, portanto, 121 para se eleger. Precisará, pois, de muita prestidigitação para derrotar o atual presidente da Câmara, tomando-lhe os votos já prometidos. A não ser que haja uma conspiração silenciosa envolvendo líderes da base governista insatisfeitos e dispostos a organizar um motim na hora da votação. Nas eleições da Câmara, às vezes as coisas não são o que parecem. O voto é secreto.
A vice
A deputada capixaba Rose de Freitas é a candidata do líder da bancada do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), à Primeira-Vice-Presidência da Câmara. Veterana na Casa, com grande atuação na Comissão de Orçamento, a deputada enfrenta uma oposição pulverizada. Na bancada, também são candidatos Edinho Bez (SC), Elcione Barbalho (PA), Almeida Lima (SE) e Gastão Vieira (MA).
Catacumba
A Editora Objetiva acaba de lançar o livro Segredo de Estado, de autoria do jornalista Jason Tércio. É uma obra de ficção baseada em fatos reais, a partir de entrevistas e pesquisas exaustivas sobre o sequestro e assassinato do ex-deputado do PTB Rubens Paiva, em janeiro de 1971, por agentes de segurança do regime militar. Seu corpo nunca apareceu.
Anunciado
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), começou a se movimentar como candidato à reeleição. O contraponto com a administração do governador Sérgio Cabral (PMDB) na questão das chuvas, porém, já incomoda os aliados.
Herança
O deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), herdou o gabinete do ex-deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que antes da mudança esvaziou as gavetas e retirou seus livros da estante. Jungmann, porém, deixou um dicionário. Tiririca chegou a ser ameaçado de não assumir o mandato por ser considerado analfabeto pelo Ministério Público. O dicionário é da Câmara.
Tentou
O deputado federal Romário (PSB-RJ), ex-craque de futebol, tentou manter a mística da camisa 11 na política. Romário bem que tentou conseguir um gabinete que tivesse final 11 no número. Mas teve que se contentar com o 825
Cadeira
O deputado Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara, esteve em Belo Horizonte ontem em busca de apoio. No gabinete do prefeito Marcio Lacerda (PSB), sentou-se na cadeira que era usada pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek. Lacerda gosta de mimar os aliados com esse gesto.
Novo líder
A bancada do PSDB se reúne hoje para escolher seu novo líder. Uma mera formalidade. O deputado Duarte Nogueira (SP), ligado ao governador de São Paulo, o também tucano Geraldo Alckmin, é candidato único.
Toalha
Derrotado por antecipação, o candidato Marcos Montes (MG) retirou a candidatura à liderança da bancada do DEM. Decidiu apoiar Eduardo Sciarra (PR), que disputa o posto com ACM Neto (BA).
Ausente
Marcela Temer, a jovem esposa do vice-presidente Michel Temer, foi a ausência mais sentida nas comemorações dos 457 anos de fundação de São Paulo. Roubou a cena na posse da presidente Dilma Rousseff, mas já voltou à vida discreta e recatada de sempre.
Com Leonaro Santos
O deputado Sandro Mabel (GO), dono das famosas rosquinhas, resolveu se licenciar da liderança do PR e concorrer à Presidência da Câmara como candidato avulso, apesar de sua bancada ter declarado apoio à reeleição do deputado Marco Maia (PT-RS). É uma atitude fora de padrão para um parlamentar experiente e influente
.Pelas contas de Maia, sua reeleição já contaria com o apoio de mais de 350 dos 513 deputados, a partir do compromisso formal de quase todos os partidos da Casa, inclusive os de oposição. As legendas que ainda negociam, como o pequeno PSol, o fazem para exigir alguns compromissos: respeito à minoria, ao regimento interno e às regras do jogo democrático.
Qual é carta que Mabel tem na cartola para concorrer à eleição? Entraria na disputa com supostos 130 votos. Faltariam, portanto, 121 para se eleger. Precisará, pois, de muita prestidigitação para derrotar o atual presidente da Câmara, tomando-lhe os votos já prometidos. A não ser que haja uma conspiração silenciosa envolvendo líderes da base governista insatisfeitos e dispostos a organizar um motim na hora da votação. Nas eleições da Câmara, às vezes as coisas não são o que parecem. O voto é secreto.
A vice
A deputada capixaba Rose de Freitas é a candidata do líder da bancada do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), à Primeira-Vice-Presidência da Câmara. Veterana na Casa, com grande atuação na Comissão de Orçamento, a deputada enfrenta uma oposição pulverizada. Na bancada, também são candidatos Edinho Bez (SC), Elcione Barbalho (PA), Almeida Lima (SE) e Gastão Vieira (MA).
Catacumba
A Editora Objetiva acaba de lançar o livro Segredo de Estado, de autoria do jornalista Jason Tércio. É uma obra de ficção baseada em fatos reais, a partir de entrevistas e pesquisas exaustivas sobre o sequestro e assassinato do ex-deputado do PTB Rubens Paiva, em janeiro de 1971, por agentes de segurança do regime militar. Seu corpo nunca apareceu.
Anunciado
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), começou a se movimentar como candidato à reeleição. O contraponto com a administração do governador Sérgio Cabral (PMDB) na questão das chuvas, porém, já incomoda os aliados.
Herança
O deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), herdou o gabinete do ex-deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que antes da mudança esvaziou as gavetas e retirou seus livros da estante. Jungmann, porém, deixou um dicionário. Tiririca chegou a ser ameaçado de não assumir o mandato por ser considerado analfabeto pelo Ministério Público. O dicionário é da Câmara.
Tentou
O deputado federal Romário (PSB-RJ), ex-craque de futebol, tentou manter a mística da camisa 11 na política. Romário bem que tentou conseguir um gabinete que tivesse final 11 no número. Mas teve que se contentar com o 825
Cadeira
O deputado Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara, esteve em Belo Horizonte ontem em busca de apoio. No gabinete do prefeito Marcio Lacerda (PSB), sentou-se na cadeira que era usada pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek. Lacerda gosta de mimar os aliados com esse gesto.
Novo líder
A bancada do PSDB se reúne hoje para escolher seu novo líder. Uma mera formalidade. O deputado Duarte Nogueira (SP), ligado ao governador de São Paulo, o também tucano Geraldo Alckmin, é candidato único.
Toalha
Derrotado por antecipação, o candidato Marcos Montes (MG) retirou a candidatura à liderança da bancada do DEM. Decidiu apoiar Eduardo Sciarra (PR), que disputa o posto com ACM Neto (BA).
Ausente
Marcela Temer, a jovem esposa do vice-presidente Michel Temer, foi a ausência mais sentida nas comemorações dos 457 anos de fundação de São Paulo. Roubou a cena na posse da presidente Dilma Rousseff, mas já voltou à vida discreta e recatada de sempre.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O domador
Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
O ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio (PT-RJ), está como aquele domador de circo cercado de felinos numa jaula. No momento, sua prioridade é a reeleição do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), assunto aparentemente bem encaminhado, mas o seu maior problema é administrar as feras da Casa durante a votação de 23 medidas provisórias, a começar pela do novo salário mínimo, de R$ 545.
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Tradicionalmente, a liberação das emendas parlamentares é o instrumento mais utilizado pelo Executivo para amestrar a sua base e amansar a oposição. Por isso, no decorrer do governo Lula, o valor das emendas individuais subiu de R$ 2 milhões para R$ 13 milhões. Acontece que o Orçamento da União de 2011, ao ser aprovado pelo Congresso, foi inflado em R$ 23 bilhões por receitas fictícias.
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No momento, a prioridade do governo Dilma é evitar os desperdícios e tapar os ralos dos desvios de recursos. Nesse aspecto, as emendas parlamentares também viraram uma dor de cabeça. Pela Constituição, a presidente Dilma Rousseff tem 15 dias úteis para sancionar o Orçamento. Ou seja, até 9 de fevereiro. Após essa data os cortes serão anunciados. Estima-se que podem variar entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões. Uma parte desse dinheiro sairá inevitavelmente das emendas parlamentares. O risco é o domador perder o controle das feras.
Crack
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), órgão que passou a fazer parte da estrutura do Ministério da Justiça no último dia 10, foi desmilitarizada. A assistente social Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte, 53 anos, assume o posto no lugar do general de divisão do Exército Brasileiro Paulo Roberto Yog de Miranda Uchôa. Especializada em psicologia social, mestre e doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), sua prioridade é a execução do Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack.
Agenda
O primeiro semestre de Dilma Rousseff na Presidência da República não terá uma agenda legislativa própria. A preocupação do governo se limita a uma pauta de 23 medidas provisórias enviadas ao Congresso. Caso consiga ver aprovadas duas MPs por semana, o governo só estará livre para enviar seus projetos no fim de abril. Os feriados do carnaval e da semana santa e eventuais insatisfações dos parlamentares friccionam a apreciação das MPs.
Charada
O governo federal está à procura de uma fórmula de desoneração tributária para reduzir o custo fiscal do trabalho no Brasil sem aumentar o deficit da Previdência. A reestruturação tributária é uma das prioridades da presidente Dilma Rousseff para gerar mais empregos formais.
Prestígio
Considerados bons aliados pelo Palácio do Planalto, Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo na Câmara, e Romero Jucá (foto), do PMDB-RR, líder do governo no Senado, têm muitas chances de continuarem nos respectivos cargos. A confirmação, porém, ainda depende do resultado da eleição das Mesas da Câmara e do Senado.
Justiça
O professor e advogado Paulo Abrão, 35 anos, é o novo secretário nacional de Justiça. Continuará, porém, à frente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
Baixa
O secretário-geral da Mesa da Câmara, Mozart Vianna, deixa o cargo. Profundo conhecedor dos ritos legislativos, Vianna fará parte da assessoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Deixa uma legião de admiradores na burocracia da Casa e entre os próprios parlamentares.
Leão
A receita de impostos da União cresceu 9,85% em 2010. Foram arrecadados R$ 805 bilhões
Atrasados
A menos de uma semana da posse, metade dos deputados ainda não está quite com toda a documentação necessária para serem efetivados no mandato. Além do diploma expedido pela Justiça Eleitoral, os parlamentares precisam entregar a declaração do Imposto de Renda de 2010. Até ontem, apenas 260 deputados estavam com a documentação em dia.
Origem
Apoiadores do deputado Marco Maia (PT-RS) para a reeleição na Presidência da Câmara avaliam que a candidatura avulsa do líder do PR na Casa, Sandro Mabel, tem um problema de origem: o parlamentar goiano não contaria com o apoio do próprio partido, que está fechado com Maia. Mabel pretende abrir mão da liderança e pagar para ver.
Com Leonardo Santos
O ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio (PT-RJ), está como aquele domador de circo cercado de felinos numa jaula. No momento, sua prioridade é a reeleição do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), assunto aparentemente bem encaminhado, mas o seu maior problema é administrar as feras da Casa durante a votação de 23 medidas provisórias, a começar pela do novo salário mínimo, de R$ 545.
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Tradicionalmente, a liberação das emendas parlamentares é o instrumento mais utilizado pelo Executivo para amestrar a sua base e amansar a oposição. Por isso, no decorrer do governo Lula, o valor das emendas individuais subiu de R$ 2 milhões para R$ 13 milhões. Acontece que o Orçamento da União de 2011, ao ser aprovado pelo Congresso, foi inflado em R$ 23 bilhões por receitas fictícias.
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No momento, a prioridade do governo Dilma é evitar os desperdícios e tapar os ralos dos desvios de recursos. Nesse aspecto, as emendas parlamentares também viraram uma dor de cabeça. Pela Constituição, a presidente Dilma Rousseff tem 15 dias úteis para sancionar o Orçamento. Ou seja, até 9 de fevereiro. Após essa data os cortes serão anunciados. Estima-se que podem variar entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões. Uma parte desse dinheiro sairá inevitavelmente das emendas parlamentares. O risco é o domador perder o controle das feras.
Crack
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), órgão que passou a fazer parte da estrutura do Ministério da Justiça no último dia 10, foi desmilitarizada. A assistente social Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte, 53 anos, assume o posto no lugar do general de divisão do Exército Brasileiro Paulo Roberto Yog de Miranda Uchôa. Especializada em psicologia social, mestre e doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), sua prioridade é a execução do Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack.
Agenda
O primeiro semestre de Dilma Rousseff na Presidência da República não terá uma agenda legislativa própria. A preocupação do governo se limita a uma pauta de 23 medidas provisórias enviadas ao Congresso. Caso consiga ver aprovadas duas MPs por semana, o governo só estará livre para enviar seus projetos no fim de abril. Os feriados do carnaval e da semana santa e eventuais insatisfações dos parlamentares friccionam a apreciação das MPs.
Charada
O governo federal está à procura de uma fórmula de desoneração tributária para reduzir o custo fiscal do trabalho no Brasil sem aumentar o deficit da Previdência. A reestruturação tributária é uma das prioridades da presidente Dilma Rousseff para gerar mais empregos formais.
Prestígio
Considerados bons aliados pelo Palácio do Planalto, Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo na Câmara, e Romero Jucá (foto), do PMDB-RR, líder do governo no Senado, têm muitas chances de continuarem nos respectivos cargos. A confirmação, porém, ainda depende do resultado da eleição das Mesas da Câmara e do Senado.
Justiça
O professor e advogado Paulo Abrão, 35 anos, é o novo secretário nacional de Justiça. Continuará, porém, à frente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
Baixa
O secretário-geral da Mesa da Câmara, Mozart Vianna, deixa o cargo. Profundo conhecedor dos ritos legislativos, Vianna fará parte da assessoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Deixa uma legião de admiradores na burocracia da Casa e entre os próprios parlamentares.
Leão
A receita de impostos da União cresceu 9,85% em 2010. Foram arrecadados R$ 805 bilhões
Atrasados
A menos de uma semana da posse, metade dos deputados ainda não está quite com toda a documentação necessária para serem efetivados no mandato. Além do diploma expedido pela Justiça Eleitoral, os parlamentares precisam entregar a declaração do Imposto de Renda de 2010. Até ontem, apenas 260 deputados estavam com a documentação em dia.
Origem
Apoiadores do deputado Marco Maia (PT-RS) para a reeleição na Presidência da Câmara avaliam que a candidatura avulsa do líder do PR na Casa, Sandro Mabel, tem um problema de origem: o parlamentar goiano não contaria com o apoio do próprio partido, que está fechado com Maia. Mabel pretende abrir mão da liderança e pagar para ver.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Dilma e a peste
Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
A ´doença holandesa` - ou a ´maldição dos recursos minerais` - ronda a economia brasileira como uma peste embarcada nos navios em quarentena. Na teoria, as receitas decorrentes de recursos naturais podem desindustralizar uma nação devido à valorização cambial, que torna o setor manufatureiro menos competitivo em relação aos bens importados. É mais ou menos o que está acontecendo com o Brasil, com a diferença de que outros fatores pesam na balança.
A Petrobras, por exemplo, durante o ano passado, comprou R$ 19,57 bilhões de dólares de fornecedores estrangeiros, ou 10,78% das importações nacionais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Pode-se afirmar que a peste chegou? Ainda não, apesar da valorização do real e do derretimento` do dólar, para usar a expressão cunhada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Embora a exploração do petróleo da camada pré-sal possa, futuramente, contribuir para a chamada ´doença holandesa`, o nosso problema hoje é outro. Os dois principais gargalos para o nosso desenvolvimento sustentável são as deficiências de infraestrutura e o atraso tecnológico. O primeiro encarece as exportações; o segundo, inviabiliza a transferência de tecnologia para que as empresas brasileiras possam competir com as estrangeiras. É por isso que a Petrobras busca fornecedores no exterior e o país importa trilhos para ferrovias e chapas de aço para construir navios.
Investimento
´Não temos empresas qualificadas para absorver a transferência de tecnologia`, queixa-se a presidente Dilma Rousseff, que resolveu turbinar o Ministério da Ciência e Tecnologia. Seu novo titular, o ex-senador petista Aloizio Mercadante deu um novo status à pasta. Economista da Unicamp, um dos principais centros de pesquisa do país, ele tem como tarefa organizar ´arranjos` de empresas capazes de absorver a tecnologia indispensável para que a indústria nacional possa fornecer máquinas, equipamentos e serviços de qualidade às grandes empresas do país, a começar pela Petrobras.
Formação
Por que as empresas brasileiras não são capazes de absorver tecnologia? Em primeiro lugar, porque fecharam os departamentos de engenharia e pesquisa ou desistiram da inovação por falta de demanda nas últimas décadas, e de capital para investir, neste novo ciclo de expansão da economia. Em segundo, porque há um déficit de mão de obra qualificada num país de bacharéis. Sem investimento na formação de técnicos, tecnólogos e engenheiros e estímulo à pesquisa, não há como as empresas brasileiras competirem. Mesmo que não admita publicamente, Dilma Rousseff sabe que é preciso enfrentar o problema para que a peste permaneça ao largo.
Da China
Cresce o número de grandes importadores da China. Em 2005, só 12 empresas compravam mais de US$ 50 milhões. Agora, são mais de 40. O número de empresas brasileiras que compram produtos chineses mais que dobrou em quatro anos: cresceu 135%.No ano passado, as empresas que importaram bens de consumo, insumos ou máquinas chinesas chegaram a 16,8 mil
Escravos
Em levantamento sobre as siderúrgicas que mantém negócios com carvoeiras e usam trabalho escravo está em fase final no governo. O assunto deve vir à tona nas próximas semanas. O foco principal está nas usinas de ferro gusa.
Racha
Embora esteja adotando uma postura cautelosa para a disputa da liderança do DEM na Câmara, o deputado ACM Neto (BA) se prepara para uma disputa acirrada na bancada. Porém, não perdeu a esperança de que haja acordo. A disputa pelo comando nacional da legenda, cuja convenção será em março, ameaça implodir o DEM.
Despedida
O líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (PSDB-BA), se despede do mandato sem saber o próprio destino político. Almeida acredita que a legenda está bem posicionada para continuar fazendo oposição ao governo. ´O partido tem tamanho suficiente para fiscalizar, acompanhar o executivo, discutir os projetos de lei e, quando necessário, atrasar as votações para a população tomar conhecimento das novas leis`, argumenta.
Com Leonardo Santos
A ´doença holandesa` - ou a ´maldição dos recursos minerais` - ronda a economia brasileira como uma peste embarcada nos navios em quarentena. Na teoria, as receitas decorrentes de recursos naturais podem desindustralizar uma nação devido à valorização cambial, que torna o setor manufatureiro menos competitivo em relação aos bens importados. É mais ou menos o que está acontecendo com o Brasil, com a diferença de que outros fatores pesam na balança.
A Petrobras, por exemplo, durante o ano passado, comprou R$ 19,57 bilhões de dólares de fornecedores estrangeiros, ou 10,78% das importações nacionais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Pode-se afirmar que a peste chegou? Ainda não, apesar da valorização do real e do derretimento` do dólar, para usar a expressão cunhada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Embora a exploração do petróleo da camada pré-sal possa, futuramente, contribuir para a chamada ´doença holandesa`, o nosso problema hoje é outro. Os dois principais gargalos para o nosso desenvolvimento sustentável são as deficiências de infraestrutura e o atraso tecnológico. O primeiro encarece as exportações; o segundo, inviabiliza a transferência de tecnologia para que as empresas brasileiras possam competir com as estrangeiras. É por isso que a Petrobras busca fornecedores no exterior e o país importa trilhos para ferrovias e chapas de aço para construir navios.
Investimento
´Não temos empresas qualificadas para absorver a transferência de tecnologia`, queixa-se a presidente Dilma Rousseff, que resolveu turbinar o Ministério da Ciência e Tecnologia. Seu novo titular, o ex-senador petista Aloizio Mercadante deu um novo status à pasta. Economista da Unicamp, um dos principais centros de pesquisa do país, ele tem como tarefa organizar ´arranjos` de empresas capazes de absorver a tecnologia indispensável para que a indústria nacional possa fornecer máquinas, equipamentos e serviços de qualidade às grandes empresas do país, a começar pela Petrobras.
Formação
Por que as empresas brasileiras não são capazes de absorver tecnologia? Em primeiro lugar, porque fecharam os departamentos de engenharia e pesquisa ou desistiram da inovação por falta de demanda nas últimas décadas, e de capital para investir, neste novo ciclo de expansão da economia. Em segundo, porque há um déficit de mão de obra qualificada num país de bacharéis. Sem investimento na formação de técnicos, tecnólogos e engenheiros e estímulo à pesquisa, não há como as empresas brasileiras competirem. Mesmo que não admita publicamente, Dilma Rousseff sabe que é preciso enfrentar o problema para que a peste permaneça ao largo.
Da China
Cresce o número de grandes importadores da China. Em 2005, só 12 empresas compravam mais de US$ 50 milhões. Agora, são mais de 40. O número de empresas brasileiras que compram produtos chineses mais que dobrou em quatro anos: cresceu 135%.No ano passado, as empresas que importaram bens de consumo, insumos ou máquinas chinesas chegaram a 16,8 mil
Escravos
Em levantamento sobre as siderúrgicas que mantém negócios com carvoeiras e usam trabalho escravo está em fase final no governo. O assunto deve vir à tona nas próximas semanas. O foco principal está nas usinas de ferro gusa.
Racha
Embora esteja adotando uma postura cautelosa para a disputa da liderança do DEM na Câmara, o deputado ACM Neto (BA) se prepara para uma disputa acirrada na bancada. Porém, não perdeu a esperança de que haja acordo. A disputa pelo comando nacional da legenda, cuja convenção será em março, ameaça implodir o DEM.
Despedida
O líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (PSDB-BA), se despede do mandato sem saber o próprio destino político. Almeida acredita que a legenda está bem posicionada para continuar fazendo oposição ao governo. ´O partido tem tamanho suficiente para fiscalizar, acompanhar o executivo, discutir os projetos de lei e, quando necessário, atrasar as votações para a população tomar conhecimento das novas leis`, argumenta.
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