| Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo |
| Correio Braziliense - 09/07/2013 |
A notícia de que uma das estações de espionagem nas quais agentes da
Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês) e da Agência de
Inteligência (CIA) dos Estados Unidos mantiveram 16 bases de
espionagens em várias capitais, inclusive Brasília, encaixa-se como uma
luva numa das teorias de conspiração que circulam pelo Palácio do
Planalto: a de que há interferência norte-americana na onda de
manifestações populares organizadas por meio das redes sociais em
diversos países do mundo, inclusive no Brasil.
Ao mesmo tempo em que a presidente Dilma declara apoio aos manifestante e procura responder aos seus protestos com uma agenda de ações governamentais, entre as quais a proposta de plebiscito já para uma reforma política e o plano de contratação de médicos estrangeiros para a saúde, o Palácio do Planalto investiga a atuação de organizações estrangeiras, como o Anonymous, nas redes sociais. Dilma Rousseff desconfia da atuação norte-americana manipulando dados e informações nas redes sociais. Os EUA, segundo interlocutores da presidente da República, supostamente, também estariam interessados em desestabilizar o governo brasileiro, que recentemente obteve importantes vitórias internacionais, como a eleição do embaixador Roberto Azevêdo para a direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do ex-ministro José Graziano da Silva o comando da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. 2,3 bilhões de telefonemas e mensagens eletrônicas foram espionados pela rede no Brasil e ainda não se sabe se as interceptações continuam, segundo revelou no domingo o jornal O Globo. Certeza O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou categoricamente ontem não ter dúvidas de que cidadãos e instituições brasileiras foram alvo de espionagem do governo dos EUA. "Até o Parlamento Europeu foi monitorado, você acha que nós não fomos?" A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Polícia Federal estão apurando as circunstâncias em que o monitoramento aconteceu e se essa ação contou com apoio de empresas que atuam no país. O Palácio do Planalto mira o Facebook e o Google, as duas maiores redes de relacionamento. Marco civil A presidente Dilma Rousseff foi mais comedida, mas anunciou que o governo pretende rever o marco civil da internet, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, para determinar que o armazenamento de dados brasileiros deve ser feito obrigatoriamente no Brasil. "A posição do Brasil nessa questão é muito clara e muito firme: não concordamos com interferências dessa ordem no Brasil e em qualquer outro país", disse Dilma, após o lançamento do Programa Mais Médicos, no Palácio do Planalto. Satélite O Brasil depende de outros países para as suas comunicações. Para se ter uma ideia do problema, as ligações telefônicas por satélites para regiões remotas, inclusive bases militares, como as de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira com a Colômbia e a Venezuela, e da Estação Antártica Comandante Ferraz, são feitas via Telespazio, multinacional italiana. O satélite geoestacionário de comunicação e vigilância brasileiro ainda não saiu do papel. Desconversou O embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, negou ontem que o governo norte-americano espione telefonemas ou mensagens eletrônicas de brasileiros. Shannon esteve com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, por 20 minutos. Convocação O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (foto), do PMDB-ES, convocou para hoje uma reunião extraordinária da comissão para esclarecimentos sobre as possíveis informações (milhões de telefonemas e e-mails de brasileiros) que o governo dos Estados Unidos teve acesso. Pretende convocar os ministros da Defesa, Celso Amorim, das Comunicações, Paulo Bernardo, das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do Gabinete de Segurança Institucional, José Elito, como também o Embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, e o jornalista americano Glenn Greenwald. Médicos A presidente Dilma Rousseff lançou ontem as medidas do Pacto Nacional pela Saúde. Quer contratar médicos estrangeiros e construir hospitais e unidades básicas de saúde nas periferias das grandes cidades e municípios do interior. Serão abertas 11.400 vagas para cursos de graduação de médico e de 12.400 para médicos residentes até 2017. Estão previstos incentivos para a fixação de médicos em lugares onde há carência de profissionais. Os alunos que ingressarem nos cursos de medicina a partir de 2015 terão que atuar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma. Mobilidade 1 A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, se reuniu ontem com os governadores e prefeitos das capitais de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Paes (PMDB), e Bahia, Jacques Wagner (PT) e ACM Neto (DEM), para discutir investimentos de recursos federais em obras de mobilidade urbana. Mobilidade 2 Hoje, a ministra do Planejamento se reúne com Alberto Pinto Coelho (PP), vice-governador de Minas, e Márcio Lacerda (PSB), prefeito de Belo Horizonte; Cid Gomes (PSB), do Ceará, e Roberto Bezerra, prefeito de Fortaleza; e Beto Richa (PSDB), governador do Estado do Paraná (PSDB),e Gustavo Fruet (PDT), prefeito de Curitiba; o vice-governador Beto Grill (PSB) e José Fortunati (PDT), prefeito de Porto Alegre. |
domingo, 28 de julho de 2013
Teoria de conspiração
Dança das cadeiras
| Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo |
| Correio Braziliense - 07/07/2013 |
Há fortes rumores de que a presidente Dilma Rousseff deve antecipar a reforma ministerial que pretendia fazer só no começo do próximo ano. Mudanças poderão ocorrer antes mesmo de agosto, mês considerado aziago pelos políticos, por causa do suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 1954. A reforma ministerial teria dois objetivos: melhorar o desempenho administrativo e recompor a base governista. O trabalho de articulação política do governo no Congresso, que já vinha mal das pernas, após as propostas de constituinte exclusiva e de plebiscito, entrou em colapso. Os petistas são os primeiros a reclamar da atuação das ministras da Casa Civil, Gleisi Hofmann, e de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. O problema é que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, cotado para o cargo, também não é visto como um bom interlocutor perante os líderes da base. Os três são petistas. Outro fator que pode influenciar a decisão de mexer na equipe é a posição do PMDB, cujas bancadas andam rebeladas e defendem a redução de ministérios, inclusive cortando na própria carne, ou seja, reduzindo sua participação no governo. Essa posição não é unânime, mas tem muita força na Câmara, onde os peemedebistas se consideram sem representação na Esplanada. Os rumores são tão fortes que, na tarde de ontem, Dilma se apressou em divulgar nota negando troca na equipe ministerial. Missão impossível A pedido da presidente Dilma Rousseff, o PT resolveu fazer o que pode para tentar viabilizar o plebiscito sobre a reforma política antes de outubro, apesar de a bancada petista na Câmara saber que será muito difícil isso acontecer. O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (foto), de SP, está com o abacaxi nas mãos: “Vamos trabalhar para ver se dá tempo”. Não rasga A presidente Dilma Rousseff apoia as manifestações de protesto, mas não rasga dinheiro. O Tesouro calcula o custo anual do passe livre para estudantes que está para ser aprovado pelo Senado em R$ 40 bilhões Vazamentos Desde 2012, o líder do PPS na Câmara, Rubem Bueno (PR), pede informações sobre passageiros, gastos e trajetos de viagens com aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para atender autoridades. A Mesa da Câmara sempre engaveta. Bastou o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), contrariar o Palácio do Planalto e os dados de sua viagem para assistir à final da Copa das Confederações, com sete convidados, vazaram. Depois, foi a vez do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que usou os serviços da FAB para ir a um casamento em Trancoso (BA). Suburbano Não está fácil a vida do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (foto), do PMDB. Vizinhos do Leblon, na Zona Sul do Rio, organizaram um abaixo-assinado pedindo para que ele se mude do bairro. Não gostam de protestos na rua onde moram, nem de suburbanos vivendo no bairro. Cabral nasceu no Engenho Novo, foi criado em Cavalcanti e só na juventude virou um morador de Copacabana. O Leblon é reduto da elite carioca. Gaveta O presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Alves (PMDB-RN),engavetou o Projeto de Lei 7372/2002, que garante o plano de saúde dos ferroviários. O presidente da Associação Mútua e Auxiliadora dos Empregados da E. F. Leopoldina, Raimundo Neves de Araujo, protesta: não quer resolver uma crise que se arrasta há anos. Fundada em 1917, a entidade é a mais antiga organização de trabalhadores do país. Reforma A OAB/DF promove amanhã à noite um seminário sobre a reforma política. Participam do debate o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) e o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral Torquato Jardim. Punição O senador Blairo Maggi (PR-MT) concluiu seu parecer sobre a PEC que trata da punição de membros do Ministério Público e magistrados. Será votado na próxima quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Leão A Receita Federal deve liberar amanhã a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2013. O órgão também disponibilizará informações sobre lotes residuais de 2008 a 2012. O dinheiro para 1,113 milhão de contribuintes será depositado no dia 15. Marighella O líder comunista Carlos Marighella, fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN) e considerado “inimigo público número um” pelo regime militar, será homenageado amanhã no Senado. Foi morto numa emboscada montada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, em 1969. |
Salvo pelo congo
| Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo |
| Correio Braziliense - 06/07/2013 |
Nove entre 10 petistas, a começar pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acreditam que somente a substituição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, será capaz de restabelecer a confiança dos investidores e evitar que a economia mergulhe numa recessão neste segundo semestre. A presidente Dilma Rousseff, porém, ainda resiste. Por quê? Porque até o ascensorista do Ministério da Fazenda sabe que o chefe cumpre as ordens da presidente da República, que é a principal responsável pela rota em que a economia se encontra, combinando inflação alta, crescimento baixo e risco maior de desemprego. Foi ela que, aconselhada pelos ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Aloizio Mercadante (Educação), insistiu no modelo de crescimento baseado no consumo das famílias e nos juros derrubados a fórceps. Um pouquinho mais de inflação até ajudaria a bombar o Produto Interno Bruto (PIB), mas o que se viu foi exatamente o contrário. O alto custo de vida derrubou a atividade econômica. No mercado, cresce a opinião de que Dilma até poderia ter mantido os estímulos ao consumo e forçado o Banco Central a baixar os juros, desde que o Tesouro Nacional fechasse os cofres e evitasse os desequilíbrios oriundos da gastança. É possível que Mantega tenha ganhado uma sobrevida com a queda da inflação (IPCA) de junho, a menor em um ano: desacelerou de 0,37% em maio para 0,26%. Mas o horizonte é puro nevoeiro. Os preços ainda sentiram o baque da alta do dólar e o mercado de trabalho está perdendo o fôlego com muita velocidade. Desarticulação Ontem, na reunião com os coordenadores da bancada petista, Dilma ouviu críticas à condução da economia, mas fez a defesa do ministro Guido Mantega, reiterou o discurso de que a inflação está sob controle e de que não haverá recessão. Reconheceu, porém, a desarticulação do governo no Congresso, apontada por todos que se pronunciaram, inclusive o líder da bancada, José Guimarães (foto), do PT-CE. Corte Pressionado pelo mercado e com a cabeça a prêmio entre os petistas, Guido Mantega anunciou ontem um corte no Orçamento da União de R$ 15 bilhões Cariocando O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, participou ontem de um debate promovido pelo Instituto Teotônio Vilela para o desenvolvimento de um projeto para o Rio de Janeiro. Organizado pelo centro de estudos do partido, o encontro reuniu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os economistas Edmar Bacha e Armínio Fraga e representantes de vários setores da sociedade. Vai pagar O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), resolveu devolver o dinheiro equivalente ao custo pela utilização de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em 15 de junho, da ordem de R$ 32 mil. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o senador usou a aeronave para ir ao casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), em Porto Seguro (BA). Renan alegou que havia usado avião como presidente do Senado. Petrobras O PSDB resolveu centrar fogo na gestão da Petrobras para desgastar o governo. A tese é de que a estatal foi aparelhada pelo PT e que é preciso investigar as operações da empresa no exterior. Ontem, o líder da bancada tucana na Câmara, Carlos Sampaio (SP), disparou: “É assustadora a notícia de que a companhia teve a menor cotação em oito anos, tanto que seus papéis são o destaque negativo da bolsa de valores hoje (ontem)”, criticou. Guru O marqueteiro João Santana é o principal defensor da estratégia adotada por Dilma Rousseff em relação às manifestações de protesto. Acredita que a presidente da República pode virar uma espécie de “titia” da garotada que vai para as ruas. A fonte Para o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, a reforma política é imprescindível para qualificar a representação parlamentar e criar formas de financiamento de campanha que impeçam as doações por parte de pessoas jurídicas. Segundo ele, nesses itens reside a fonte de toda a corrupção. Azebudsman A OAB retifica a nota publicada na terça-feira passada sobre o Exame da Ordem: os únicos beneficiados com a pontuação de 2,5 foram os candidatos de civil tão somente, ou seja, os da área tributária não, ao contrário do que havíamos publicado. Pediu a cabeça Embora negue, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realmente sugeriu à presidente Dilma Rousseff que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles substituísse o ministro Guido Mantega na Fazenda. Segundo Lula, seria um sinal de que o combate à inflação e à responsabilidade fiscal estariam acima de tudo. |
Fora de controle
| Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo |
| Correio Braziliense - 05/07/2013 |
A presidente Dilma Rousseff mantém a rota de colisão com o Congresso
Nacional. Ontem, na Bahia, ao lançar o Plano Safra, a presidente da
República insinuou que os parlamentares que rejeitaram a proposta de
Constituinte exclusiva, e adiaram para 2014 a eventual convocação de um
plebiscito, não confiam no povo.
Dilma disse crer na “inteligência, na sagacidade e na esperteza” do povo brasileiro, para responder às perguntas de um plebiscito sobre a reforma política e decidir o melhor caminho para o país. Ela ressaltou que não duvida da capacidade da população em entender as questões. “O povo sempre mostrou, ao longo da história, que suas escolhas foram acertadas. Não acho que ele não seja capaz de aprender porque as perguntas são complicadas”, destacou. O discurso de Dilma obrigou o vice-presidente Michel Temer a desdizer-se, reiterando que a posição do governo é favorável à convocação de um plebiscito, a toque de caixa, para que a reforma política seja feita até outubro e possa vigorar já nas eleições de 2014. Temer havia anunciado que o governo desistira da proposta depois de ouvir a opinião dos líderes da base, a maioria contrária à realização do plebiscito, antes de outubro. A base governista no Congresso está desorientada e fora de controle. O governo perdeu a capacidade de articulação política, principalmente, na Câmara. A posição do Palácio do Planalto, que tenta canalizar as insatisfações populares para pressionar o Congresso, isolou o PT. Voz das ruas Dilma tenta seduzir os manifestantes que foram às ruas protestar contra quase tudo. “Aqui, as ruas falaram por mais direitos, e aqui quero dizer que esta presidenta ouviu claramente a voz das ruas, tanto porque essa voz é legitima, quanto porque temos uma democracia, e faz parte dela a luta por mais direitos”. Dilma tenta recuperar a popularidade, que desabou 27%, depois da eclosão das manifestações. Constituinte Afinado com a presidente da República, o deputado José Genoino, do PT-SP, apresentou formalmente uma proposta para que o Congresso eleito em 2014 tenha poderes de uma assembleia revisora da Constituição de 1988. Segundo Genoino, “a prioridade absoluta ainda é defender a realização imediata de um plebiscito para a reforma política”, sem o qual não haveria reforma. O Congresso teria o direito de revisar somente os capítulos da Constituição que tratam dos temas abordados por uma reforma política. Pedido do rei No encontro de Dilma Rousseff na última quarta-feira com os artistas, o cantor Roberto Carlos pediu um particular com a presidente. Assunto: o rei mobiliza apoios para censurar, na Justiça, um trabalho acadêmico sobre moda e comportamento na Jovem Guarda, escrito por Maria Zimmermann, que, embora traga um desenho do cantor na capa e uma foto sua no miolo, não faz menção à sua vida íntima. Em 2006, o cantor conseguiu impedir a venda da biografia não autorizada Roberto Carlos em Detalhes, do escritor Paulo César Araújo. Morreu O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), mais uma vez, posicionou-se contra o plebiscito: “Nasceu morto e o governo sabia disso. Quando criou a Constituinte exclusiva, que durou 24 horas, o Planalto sabia que era inviável. Quando apresentou uma proposta de plebiscito sobre temas tão complexos, em um prazo tão curto, sabia que era inviável”, disse. O tucano afirma que Dilma quer desviar a atenção da população das questões centrais. “O governo erra muito e quem perde é a população”, disparou. Semiárido O Plano Safra Semiárido anunciado pela presidenta Dilma Rousseff, em Salvador, destinará à agricultura familiar, presente em 95% dos estabelecimentos agropecuários dos municípios da região, um total de R$ 4 bilhões Não deu No encontro de três horas que reuniu representantes de seis confederações empresariais, seis centrais sindicais, seis deputados, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e mais o ministro do Trabalho, Manoel Dias, quarta-feira passada, na Casa Civil da Presidência da República, não houve acordo sobre o trabalho terceirizado (PL 4330/2004). Manifestações O deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), autor do PL 4330/2004, propôs adiar a votação prevista para a próxima quarta-feira (10), na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, em troca do cancelamento da manifestação, mas as centrais sindicais não toparam. Farão o protesto na quinta-feira. Segundo escalão O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Eduardo dos Santos, representará o Brasil, hoje à tarde, no ato de desagravo ao presidente da Bolívia, Evo Morales. Participam do encontro sete presidentes da república: Ollanta Humala (Peru), Cristina Kirchner (Argentina), José Pepe Mujica (Uruguai), Rafael Correa (Equador), Nicolás Maduro (Venezuela) e Dési Bouterse (Suriname), além de Morales. |
A bandeira da ordem
Brasília/DF Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense 04-07-2013
Finalmente caiu a ficha no Palácio do Planalto de que a bandeira da ordem estava ao léu. Ontem, a presidente Dilma Rousseff disse que as interrupções de rodovias federais por caminhoneiros não serão mais toleradas. “Meu governo não ficará quieto durante o processo de interrupção de rodovias. Ordem significa democracia, respeito às condições da produção e de circulação da população. Não tenham dúvidas de que o governo não negocia isso, não concordamos com processos que levem a qualquer turbulência nas atividades produtivas e na vida das pessoas”, disse.
Dilma resgatou a bandeira da ordem ao anunciar a lista de 50 portos privados que poderão ser abertos no país, com aporte de R$ 11 bilhões em investimentos particulares. O bloqueio de estradas sinalizava aos investidores que o ambiente de negócios no Brasil estaria se deteriorando. Toda vez que um governo de esquerda abdica da bandeira da ordem, ela é empunhada pela direita.
A presidente também estava sendo cobrada por governadores de todo o país por causa da omissão do governo federal em relação aos atos de vandalismo e atentados à ordem pública, cuja repressão acabou exclusivamente a cargo dos aliados. O pior é que o PT, em alguns lugares, jogou para a plateia, enquanto os parceiros desciam o pau nos manifestantes. É o caso do Rio de Janeiro, onde o senador Lindbergh Farias (PT), pré-candidato ao governo fluminense, comemora o desgaste do governador Sérgio cabral (PMDB).
Abastecimento O ministro dos Transportes, César Borges, advertiu ontem que o país corre o risco de enfrentar uma crise no abastecimento de alimentos e combustíveis em consequência dos bloqueios nas rodovias federais, promovidos pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), comandado pelo empresário Nélio Botelho. “Achamos que, por trás desse movimento, há interesses específicos, que devem ser apurados”, disse Borges.
Pedágio Às vésperas da realização de novas privatizações de rodovias, o movimento contra os pedágios pode afugentar investidores. “O não pagamento de pedágio é algo que contraria contratos existentes. Não está na pauta rever esses contratos no momento em que o país precisa, mais ainda, investir na melhoria das estradas, especialmente na duplicação da malha rodoviária brasileira”, advertiu o ministro César Borges.
Gol de placa A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem a PEC 20/2013, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que acaba com todas as votações secretas no Congresso Nacional. O texto, relatado pelo senador Sérgio Souza, do PMDB paranaense, será votado em regime de urgência no plenário. O petista gaúcho está exultante.
Festa A presidente Dilma Rousseff, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, lançam hoje, em Salvador, o Plano Safra Semiárido 2013/2014, que atenderá agricultores familiares e produtores rurais do semiárido nordestino e do norte de Minas Gerais. Apesar do risco de novas manifestações, o clima será de agenda de campanha: Dilma entregará 130 retroescavadeiras, 191 motoniveladoras e 250 ônibus escolares, de um total de 500 veículos, para prefeitos baianos.
Violência O país ocupa, atualmente, a sétima posição em um ranking com 84 países em quantidade de mulheres vítimas de homicídio, segundo o Mapa da violência 2012: homicídio de mulheres no Brasil. O número de mortes aumentou de 4.297, em 2010, para 4.465 no ano passado
Golpe/ A destituição do presidente egípcio, Mouhamed Mursi, pelas Forças Armadas do Egito, ontem, assustou os políticos brasileiros. Os militares voltaram a exercer o poder com apoio dos manifestantes que tomaram as ruas do país. A presidente Dilma Rousseff protestou contra destituição de Mursi, eleito há um ano.
É o amor… Colegas do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), atribuíam o “voo da alegria” de 14 convidados do parlamentar num jatinho da FAB para assistir à final da Copa das Confederações no Rio de Janeiro à paixão do decano da Casa pela jornalista e blogueira Laurita Arruda, sua noiva. Na recente viagem oficial a Moscou, cuja volta foi antecipada devido às manifestações no país, Alves estava acompanhado da noiva e relutou muito antes desistir de uma escala de dois dias em Paris. A bela Laurita foi primeira-dama por dois dias, quando Alves assumiu interinamente a Presidência.
Greve/ Vem aí mais confusão no setor de transportes: os portuários decidiram cruzar os braços na quarta e na quinta-feira da semana que vem. A greve foi decidida em reunião de estivadores com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. Estima-se que cerca de 25 mil trabalhadores participarão da paralisação.
Passe/ O PSTU entregará hoje, à Câmara, projeto de lei que prevê a estatização do transporte público coletivo na cidade de São Paulo e tarifa zero para todos os usuários. O partido apoiou as primeiras manifestações do Movimento Passe Livre.
Correio Braziliense 04-07-2013
Finalmente caiu a ficha no Palácio do Planalto de que a bandeira da ordem estava ao léu. Ontem, a presidente Dilma Rousseff disse que as interrupções de rodovias federais por caminhoneiros não serão mais toleradas. “Meu governo não ficará quieto durante o processo de interrupção de rodovias. Ordem significa democracia, respeito às condições da produção e de circulação da população. Não tenham dúvidas de que o governo não negocia isso, não concordamos com processos que levem a qualquer turbulência nas atividades produtivas e na vida das pessoas”, disse.
Dilma resgatou a bandeira da ordem ao anunciar a lista de 50 portos privados que poderão ser abertos no país, com aporte de R$ 11 bilhões em investimentos particulares. O bloqueio de estradas sinalizava aos investidores que o ambiente de negócios no Brasil estaria se deteriorando. Toda vez que um governo de esquerda abdica da bandeira da ordem, ela é empunhada pela direita.
A presidente também estava sendo cobrada por governadores de todo o país por causa da omissão do governo federal em relação aos atos de vandalismo e atentados à ordem pública, cuja repressão acabou exclusivamente a cargo dos aliados. O pior é que o PT, em alguns lugares, jogou para a plateia, enquanto os parceiros desciam o pau nos manifestantes. É o caso do Rio de Janeiro, onde o senador Lindbergh Farias (PT), pré-candidato ao governo fluminense, comemora o desgaste do governador Sérgio cabral (PMDB).
Abastecimento O ministro dos Transportes, César Borges, advertiu ontem que o país corre o risco de enfrentar uma crise no abastecimento de alimentos e combustíveis em consequência dos bloqueios nas rodovias federais, promovidos pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), comandado pelo empresário Nélio Botelho. “Achamos que, por trás desse movimento, há interesses específicos, que devem ser apurados”, disse Borges.
Pedágio Às vésperas da realização de novas privatizações de rodovias, o movimento contra os pedágios pode afugentar investidores. “O não pagamento de pedágio é algo que contraria contratos existentes. Não está na pauta rever esses contratos no momento em que o país precisa, mais ainda, investir na melhoria das estradas, especialmente na duplicação da malha rodoviária brasileira”, advertiu o ministro César Borges.
Gol de placa A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem a PEC 20/2013, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que acaba com todas as votações secretas no Congresso Nacional. O texto, relatado pelo senador Sérgio Souza, do PMDB paranaense, será votado em regime de urgência no plenário. O petista gaúcho está exultante.
Festa A presidente Dilma Rousseff, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, lançam hoje, em Salvador, o Plano Safra Semiárido 2013/2014, que atenderá agricultores familiares e produtores rurais do semiárido nordestino e do norte de Minas Gerais. Apesar do risco de novas manifestações, o clima será de agenda de campanha: Dilma entregará 130 retroescavadeiras, 191 motoniveladoras e 250 ônibus escolares, de um total de 500 veículos, para prefeitos baianos.
Violência O país ocupa, atualmente, a sétima posição em um ranking com 84 países em quantidade de mulheres vítimas de homicídio, segundo o Mapa da violência 2012: homicídio de mulheres no Brasil. O número de mortes aumentou de 4.297, em 2010, para 4.465 no ano passado
Golpe/ A destituição do presidente egípcio, Mouhamed Mursi, pelas Forças Armadas do Egito, ontem, assustou os políticos brasileiros. Os militares voltaram a exercer o poder com apoio dos manifestantes que tomaram as ruas do país. A presidente Dilma Rousseff protestou contra destituição de Mursi, eleito há um ano.
É o amor… Colegas do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), atribuíam o “voo da alegria” de 14 convidados do parlamentar num jatinho da FAB para assistir à final da Copa das Confederações no Rio de Janeiro à paixão do decano da Casa pela jornalista e blogueira Laurita Arruda, sua noiva. Na recente viagem oficial a Moscou, cuja volta foi antecipada devido às manifestações no país, Alves estava acompanhado da noiva e relutou muito antes desistir de uma escala de dois dias em Paris. A bela Laurita foi primeira-dama por dois dias, quando Alves assumiu interinamente a Presidência.
Greve/ Vem aí mais confusão no setor de transportes: os portuários decidiram cruzar os braços na quarta e na quinta-feira da semana que vem. A greve foi decidida em reunião de estivadores com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. Estima-se que cerca de 25 mil trabalhadores participarão da paralisação.
Passe/ O PSTU entregará hoje, à Câmara, projeto de lei que prevê a estatização do transporte público coletivo na cidade de São Paulo e tarifa zero para todos os usuários. O partido apoiou as primeiras manifestações do Movimento Passe Livre.
A base na fogueira
| Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo |
| Correio Braziliense - 03/07/2013 |
Foi mal recebida pela maioria dos deputados e senadores a proposta de
reforma política encaminhada ao Congresso pela presidente Dilma
Rousseff. Nos bastidores, mesmo parlamentares do PT, se queixam de que o
Palácio do Planalto estava tentando jogar sobre os ombros do
parlamento toda a responsabilidade pelas insatisfações sociais no país.
Uma das propostas irritou particularmente os parlamentares: o fim do voto secreto. A inclusão na mensagem do governo de um assunto polêmico, que já está sendo debatido no Congresso, foi uma espécie de atestado de que a presidente da República resolveu jogar para a arquibancada e deixou sua própria base na fogueira. A bancada do PMDB na Câmara é majoritariamente contra a convocação de um plebiscito antes das eleições. Também é o caso das frentes do PSB e do PDT, partidos que formalmente apoiaram a proposta junto com o PT. O troco A bancada do PMDB, que se reuniu ontem, deu o troco na presidente Dilma: defendeu a redução de ministérios, a aprovação do projeto que destina 10% do Orçamento da União para a saúde, o fim da reeleição e a adoção do parlamentarismo em uma consulta a ser realizada nas eleições de 2014. Divisões Cinco propostas de consulta foram encaminhadas por Dilma Rousseff ao Congresso: financiamento público, privado ou misto de campanha; voto proporcional, distrital ou misto; continuidade ou não da suplência para senador; fim ou não do voto secreto em deliberações do parlamento; e continuidade ou não de coligações partidárias proporcionais. Todas dividem a própria base do governo. Antagonismo Autor da tese do plebiscito no lugar da constituinte exclusiva, o vice-presidente Michel Temer está sendo muito criticado por aliados. Um cacique do PT acredita que o objetivo de Temer é viabilizar o “distritão”, no qual são eleitos os deputados mais votados de cada estado, independentemente da legenda, e o financiamento privado de campanha. Ou seja, o contrário das propostas do PT: voto em lista e financiamento público. Na prancha O mercado está na maior expectativa em relação à divulgação do IPCA de junho. Espera-se uma alta em torno de 0,33%, o que levaria a inflação em 12 meses para 6,77%, ultrapassando novamente o teto de 6,5% da meta de inflação, que é de 4,5%. A alta da inflação aumenta o zum-zum-zum contra a permanência do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Paisagem Na maior data popular da Bahia, ontem, o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM) receberam vaias com cara de paisagem e não se intimidaram, na festa do 2 de julho. Separadamente, marcharam pelas ladeiras de Salvador e ainda cumprimentaram os manifestantes. A data cívica é comemorativa da independência do Brasil na Bahia. “A rua grita e o político tem que ouvir”, disse Wagner, que conseguiu se desviar de uma lata de cerveja atirada em sua cabeça. Salário O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o governo, para fixar médicos estrangeiros e brasileiros no interior do país e nas periferias, pagará um salário de R$ 10 mil Greve A Associação Médica Brasileira (AMB) convocou uma paralisação nacional da categoria para hoje. Protesta contra a decisão do governo federal de trazer médicos do exterior para que trabalhem no SUS (Sistema Único de Saúde). Serão mantidos apenas os serviços de urgência e emergência. Tarifas A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado concluiu a votação do projeto de lei que cria o Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Reitup). A proposta tem como objetivo reduzir as tarifas de ônibus. Quebrou O Bank of America Merrill Lynch cortou o preço-alvo para as ações da OGX Petróleo e Gás de R$ 1 para R$ 0,10. A recomendação é de venda dos papéis da empresa de Eike Batista, cujos negócios estão sendo volatilizados pela crise. Jorjão Embaixador de Minas em Brasília, Jorge Ferreira, o Jorjão, dono do restaurante Feitiço Mineiro, do Mercado Municipal e de outros bares em Brasília, teve sua morte cerebral decretada ontem. Grande empreendedor, era muito querido na cidade. |
Congresso esvazia a pauta
| Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo |
| Correio Braziliense - 02/07/2013 |
O Congresso, que virou uma espécie de Geni da política nacional, por
incrível que pareça, se saiu melhor diante dos protestos populares do
que o Executivo. Enquanto a presidente Dilma Rousseff foi obrigada a
recuar da proposta de uma constituinte exclusiva para a tese de
plebiscito sobre a reforma política, ainda muito nebulosa, o Congresso
trabalhou para esvaziar a pauta de reivindicações dos manifestantes com
relativo sucesso. O descenso das manifestações mostra isso, embora os
atos de vandalismo ainda persistam.
l l l As pesquisas de opinião do fim semana, por outro lado, revelam quedas espetaculares de aprovação da presidente Dilma Rousseff, dos governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e os respectivos prefeitos das capitais, Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Haddad (PT). Esses resultados, um ano antes das eleições de 2014, complicam tudo para tais grandes atores da política nacional. A começar pela presidente Dilma, cuja reeleição parecia certa e, em curto espaço de tempo, tornou-se muito mais difícil. l l l No caso da presidente Dilma Rousseff, que pretendia colocar o Congresso contra a parede, o desgaste sofrido com as manifestações custará desde já muito caro. Além de ter que atender a pauta de reivindicações com mais eficiência do governo — tema central da reunião ministerial de ontem —, Dilma terá mais dificuldades com sua base no Congresso, que agora tem mais poder de barganha junto ao palácio do Planalto e já sonha com a volta de Lula. O plebiscito em relação a isso é um placebo, não resolve o problema. Na fila A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 90/2011, que inclui o transporte no grupo de direitos sociais destinados a todas as pessoas, estabelecidos pela Constituição. Também foi aprovada a admissibilidade da PEC 196/2012, que institui o voto aberto para processos de cassação de mandato parlamentar por falta de decoro e pela condenação criminal com sentença transitada em julgado. Plebiscito//
A presidente Dilma Rousseff pretende
anunciar ainda hoje a proposta de plebiscito para a reforma política.
Passou o fim de semana em reuniões para acertar o texto que encaminhará
ao Congresso, onde o ambiente hoje é mais favorável ao referendo. Esse
será o debate político da semana.
Vota tudo Na Câmara dos Deputados, a toque de caixa, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), conseguiu pôr em votação e aprovar o projeto que destina recursos dos royalties de petróleo para a educação e a saúde (PL 323/2007) e a redução das alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre os serviços de transporte público municipal rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de passageiros. Os deputados também rejeitaram a PEC 37/2011, que atribuía exclusivamente às polícias Federal e Civil a competência para realizar investigação criminal. No Senado O presidente da Casa, Renan Calheiros, do PMDB-AL, também foi rápido no gatilho. Além de aprovar o novo modelo de partilha do Fundo de Participação dos Estados — FPE (PLS 240/2013), colocou em votação e aprovou o PLS 204/2011, que classifica a corrupção como crime hediondo, com a inclusão, peça proposta do senador Pedro Taques (PDT-MT), da corrupção ativa e passiva no rol desses crimes. A mudança retira o acesso ao livramento condicional e à progressão de regime. O rei da festa O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin , faturou praticamente sozinho a festa de encerramento da Copa das Confederações. Sem ser recebido pela presidente Dilma Rousseff, e execrado pelos manifestantes contrários à realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, Marin distribuiu beijos e abraços aos atletas campeões, sem concorrência. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, discretamente, representou o governo. Demissões A Câmara deve votar hoje a lei complementar que acaba com a multa de 10% paga pelo empregador ao governo, em caso de demissão sem justa causa. Favorece as empresas, mas deve elevar o índice de desemprego. Além disso, o Tesouro deixará de arrecadar, por ano, R$ 3 bilhões Prêmio/ Os deputados Chico Alencar (PSol-RJ), Jean Wyllys (PSol-RJ) e Reguffe (PDT-DF) lideram a lista que elege os melhores deputados do site Congresso Em Foco. A escolha está sendo feita entre os jornalistas que cobrem a Casa. Ordem/ Bacharéis em direito de todo o país estão denunciando a OAB e também a FGV por falhas e omissões na segunda fase do exame de Ordem. Os que fazem as provas das áreas civil e tributária foram beneficiados com dois pontos e meio nas correções, não previstos em edital, o que é um flagrante desrespeito aos princípios da isonomia. Protestos estão sendo marcados nas redes sociais. Royalties/ Aprovado na Câmara, o projeto de lei que destina 75% dos royalties da exploração do petróleo para a educação e 25% para a saúde deve ser votado ainda hoje no Senado. Blecaute/ Desde ontem, caminhoneiros fazem paralisações nas principais estradas do país. Não querem pagar pedágios e pedem mais subsídios para o diesel. |
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