domingo, 22 de agosto de 2010

O ganho demográfico

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos


O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan - a quem o Brasil e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso devem a renegociação da dívida externa brasileira, a política de responsabilidade fiscal, as metas de inflação e a restruturação do nosso sistema bancário - é um dos defensores da tese de que o Brasil de Lula dá certo graças ao ganho demográfico. Segundo ele, a elevação da produtividade e da renda dos brasileiros se deve sobretudo à redução do número de dependentes em relação àqueles que têm atividade produtiva.

No curto espaço de uma geração, essa relação caiu de oito para cinco dependentes para cada 10 pessoas com atividade produtiva, graças ao declínio generalizado da fecundidade. Demograficamente, a população jovem (de até 14 anos) e a idosa (acima de 65 anos) podem ser consideradas dependentes da população em idade ativa (de 15 a 64 anos). Em 1960, por exemplo, o seu valor era de 83%, isto é, para cada 100 pessoas na idade ativa, havia 83 jovens e idosos, ou, mais especificamente, 78 jovens e cinco idosos.Entre 2010 e 2030, teremos, para cada 100 pessoas em idade ativa, apenas 50 jovens e idosos, sendo 40 jovens e 10 idosos.

"É uma mudança excepcional no perfil demográfico do país, que explica em grande parte o sucesso do governo Lula e, provavelmente, garantirá o êxito do próximo governo, seja ele qual for, desde que não seja irresponsável no controle dos gastos públicos", vaticina o deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP), ao justificar as dificuldades da oposição.

Faturando

 Ao mesmo tempo em que o número de jovens se estabiliza, cresce o número de idosos, mas com eles aumenta também o nível de renda, seja porque os que vivem mais ganham mais, seja porque na base da Previdência estão os aposentados do setor privado que recebem até cinco salários mínimos e aposentados rurais do Funrural. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fatura o ganho demográfico como resultado da recuperação do salário mínimo - com grande impacto nas aposentadorias - e dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Seria meia verdade. A outra metade estaria na velha teoria de Malthus.

Natalidade

O clérigo e economista inglês Thomas Robert Malthus (1766-1834), que foi muito contestado por Karl Marx, nunca foi bem visto pela esquerda. Seu Ensaio sobre o princípio da população é a origem das teorias que ainda hoje defendem o controle da natalidade como ferramenta de desenvolvimento. Segundo ele, os assalariados deveriam ter consciência de que "com o número de trabalhadores crescendoacima da proporção do aumento da oferta de trabalho no mercado, o preço do trabalho tende a cair, ao mesmo tempo que o preço dos alimentos tenderá a elevar-se".

Darwinismo

Com base nesse raciocínio, Malthus era radicalmente contra qualquer tipo de filantropia ou ajuda aos deserdados. Acreditava que isso apressaria o restabelecimento do equilíbrio demográfico. Sua teoria foi aproveitada pelos darwinistas para explicar a sobrevivência das espécies, mas nada tem a ver com os social-liberais da equipe de Pedro Malan no governo de Fernando Henrique Cardoso. Foram eles que introduziram na política de estabilização da economia o conceito de "focalização" dos gastos sociais nos mais pobres. Nem por isso deixaram de ser acusados de darwinismo social. Lula adotou a tese de forma radical: focalizou nas 13,5 milhões de famílias abaixo da linha de pobreza, o que marcou o caráter social de seu governo.

A conta

O outro lado da moeda das políticas sociais do governo Lula, segundo o deputado Emanuel Fernandes é a subordinação das políticas "universalistas" ao direcionamento dos gastos públicos para os programas de transferência de renda. Mais dinheiro é injetado no consumo das famílias mais pobres e, em contrapartida, cai a qualidade do ensino fundamental e o atendimento da saúde é caótico. O governo federal fatura com os programas de transferência de renda. Estados e municípios pagam a conta dos hospitais e das escolas.

Classe média

Segundo a Fundação Getulio Vargas, a baixa classe média brasileira (C) cresceu de 42% para 52% entre 2004 e 2008. O consumo da classe D já supera em volume o da classe B (alta classe média). Para a FGV, uma família é considerada de classe média quando tem renda mensal entre R$ 1.064 e R$ 4.591. As classes A e B têm renda superior a R$ 4.591, enquanto a D ganha entre R$ 768 e R$ 1.064. A classe E (pobres), por sua vez, reúne famílias com rendimentos abaixo de R$ 768.

Indigência

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais de 18,4 milhões deixaram a situação de pobreza entre 2004 e 2008. Saíram da indigência mais de 9,5 milhões de brasileiros

Aposta

A vantagem de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas tem estimulado especulações sobre a formação de sua equipe. A mais recente é a da indicação de Luciano Coutinho, atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para o Banco Central.

Pandora / A Polícia Federal já concluiu o envio para o Ministério Público Federal (MPF) de todos os dados coletados durante as investigações da Operação Caixa de Pandora. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, adiantou que o MPF só aguardava o recebimento das informações para apresentar os primeiros resultados das investigações.

Ajuda / O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, retornou de viagem a Cuba, Haiti e El Salvador, onde assinou convênios de cooperação para a formação de policiais especializados nesses países. A assinatura faz parte de acordos bilaterais. Nos últimos dias, policiais federais em São Paulo se queixaram da falta de dinheiro para pôr gasolina em viaturas policiais.

sábado, 21 de agosto de 2010

O projeto Dilma

Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos


Embora não tenha sido ainda explicitado claramente - o que deve ser feito no programa eleitoral sobre infraestrutura -, o projeto de governo da petista Dilma Rousseff tem um eixo básico: energia, energia e energia. A segunda prioridade é a educação pública. A terceira, a reforma da Constituição. O resto é o feijão com arroz do governo Lula.

Ex-ministra de Minas e Energia - posição que a levou à condição de gerente do segundo mandato do presidente Lula e sua escolhida para sucedê-lo -, Dilma acredita que o Brasil somente alcançará o desenvolvimento sustentado com a construção de 16 hidrelétricas na Amazônia, seis usinas nucleares e a exploração da energia eólica no Nordeste. Segundo ela, enquanto não sobrar energia os problemas de infraestrutura não serão resolvidos.

Com energia abundante, a logística de transporte poderá passar por uma revolução, com a conclusão das ferrovias Norte-Sul e a Transnordestiona; das hidrovias do Tietê-Paraná e do Tocantins, com todas as eclusas previstas; da transposição do Rio São Francisco; das saídas rodoviárias para o Pacífico, em parceria com os países vizinhos; e da navegação de cabotagem. Com isso, a produção de grãos e de minério, principalmente, poderá ser escoada para o exterior, bem como a circulação das demais mercadorias, com margem de lucro maior, pelo país e pela América Latina.

Geisel

As ideias de Dilma Rousseff não são muito distantes do capitalismo de Estado defendido pelo ex-presidente Ernesto Geisel, cujo sonho de Brasil potência fracassou na crise do petróleo da década de 1970. O 2º Plano Nacional de Desenvolvimento, sob a égide do regime militar, porém, foi o último grande esforço de planejamento de longo prazo realizado no país. Seu maior êxito foi o investimento da Petrobras na exploração de petróleo em alto mar, cujo fruto é a recente descoberta de óleo leve na camada pré-sal.

Petrobras

A propósito da Petrobras, seu plano de capitalização para exploração do pré-sal virou um angu de caroço. O governo não se entende quanto ao valor das jazidas, apesar de a capitalização da estatal ter sido mantida para setembro. Surgiu entre os petistas, alimentada pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, uma teoria conspiratória contra a Petrobras, que seria a causa da queda das ações da empresa.

Fora

Na verdade, o mercado reage ao fato de a Petrobras querer fazer o maior programa decapitalização do mundo com a transferência das reservas de barris de petróleo do governo para a empresa, enquanto os acionistas minoritários terão que entrar com dinheiro vivo para manter a participação acionária. O megainvestidor George Soros caiu fora e vendeu suas ações, liderando a baixa nas bolsas. O plano é capitalizar a empresa com uma operação de R$ 150 bilhões

Vale

Um tema inconcluso deve ser retomado por Dilma Rousseff, se ela ganhar as eleições: o novo marco regulatório dos minérios. A produção para exportação com pouco valor agregado é um dos focos da mudança. O outro é a produção de fertilizantes. Nos dois setores, a joia da coroa é a Vale, administrada pelo Bradesco, mas com grande participação acionária dos fundos de pensão e do BNDES. Os petistas têm um nome na ponta da língua para presidir a empresa no lugar de Roger Agnelli: o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, que hoje é o homem do mercado no comando da campanha de Dilma.

Bastião

O presidente Lula comandará a panfletagem de Dilma Rousseff na porta da Mercedes Benz ao alvorecer de segunda-feira. Será a estreia da presidenciável no corpo a corpo com os peões do ABC, repetindo imagens que são utilizadas nas campanhas petistas na tevê desde quando Lula disputou e perdeu a eleição para o Palácio dos Bandeirantes, em 1982.

Otimista

Presidente do PPS, Roberto Freire não quer saber de discussão sobre os rumos da campanha do tucano José Serra (PSDB), muito criticada pelos aliados. Candidato a deputado federal em São Paulo, Freire argumenta que é hora de pedir voto para o candidato a presidente da República do PSDB e de combater o derrotismo de quem acha que já perdeu a eleição para Dilma. "Eleição não se ganha de véspera, só no dia da votação."

Promovido / O delegado federal Ricardo Saadi é o novo diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça. Para quem não sabe, substituiu seu colega Protógenes Queiroz na condução da Operação Satiagraha. Protógenes foi afastado depois de ter usado agentes da Abin na investigação.

Tertúlia / Essa é para quem quer dar um tempo na campanha eleitoral: debate literário hoje, às 16h, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de Brasília (Lago Norte), sobre Shakespeare e o Amor , com base nas obras Muito barulho por nada, Como gostais e Noite de reis, com os cientistas políticos Caetano Pereira de Araújo e André Eduardo Fernandes, mediado por Cleide de Oliveira Lemos.

Azebudsman / O deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO) é candidato à reeleição, e não ao Senado, como publiquei na coluna intitulada Há vagas, de quinta-feira passada.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Lula indica

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos

"O comando da campanha de Dilma Rousseff é a troika Luiz, Inácio e Silva", brinca um petista. Tudo o que acontece de importante está sendo decidido pelo presidente Lula nas reuniões de domingo à noite no Palácio do Alvorada, nas quais comparecem a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, o marqueteiro João Santana e alguns convidados, com mais frequência o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. Os encontros de coordenação de terça-feira são operacionais, sob comando de Dilma. Lula acompanha diariamente as eleições nos estados, define as prioridades da agenda e do discurso.

Calejado nas escaramuças eleitorais, dita a forma pela qual sua participação pode fortalecer Dilma e fragilizar os adversários, principalmente o tucano José Serra e seus aliados nos estados. Além de eleger Dilma, que catapultou à condição de favorita, Lula pretende interferir na escolha de governadores e senadores aliados diretamente.

Na Bahia, por exemplo, não quer saber de dois palanques, pedirá voto para a reeleição do governador Jaques Wagner, apesar do apoio à Dilma do candidato do PMDB, Geddel Vieira Lima. No Rio de Janeiro, Lula jogou ao mar o candidato preferencial do governador peemedebista Sérgio Cabral ao Senado, Jorge Picciani (PMDB), e gravou depoimentos para o senador Marcelo Crivella (PRB), que está fora da coligação PMDB-PT.

Gravidade

O grande ausente nas campanhas dos candidatos a governador e a senador da oposição nos estados foi o candidato a presidente da República da coligação PSDB-DEM-PPS, José Serra. Os aliados justificaram como tática de campanha a não inclusão de gravações e até de imagens do tucano nos respectivos programas. O fato é que começou uma espécie de "cristianização" midiática. O fenômeno já havia sido observado na propaganda tradicional da maioria dos candidatos proporcionais, sem a foto e o nome de Serra.

Recursos

Terminou ontem o prazo para o julgamento de recursos contra impugnações de candidaturas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Deve ser estendido, já que a Corte recebeu apenas 265 recursos, quando eram esperados pelo menos 2 mil.

Empate

Para julgar o mérito dos recursos dos fichas sujas, o Supremo Tribunal Federal (STF) terá que analisar a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, que já foi referendada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nos bastidores, comenta-se que o placar será apertadíssimo: quatro a quatro. Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello e Celso Mello supostamente seriam a favor dos registros. O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, Cármem Lúcia, Ayres Britto e Joaquim Barbosa votariam pela impugnação.

O voto

O presidente do Supremo, Cezar Peluso, só vota nas sessões plenárias em caso de desempate. Sobre a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a grande incógnita é o voto da ministra Ellen Gracie, que ainda não se manifestou liminarmente sobre o assunto. A propósito, a ex-presidenta do STF tem revelado aos amigos que está cansada do tribunal e pode antecipar a própria saída. Às voltas com milhares de processos, queixa-se de falta de tempo para curtir a própria vida.

Hollywood

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que chegou a ser anunciado como vice de Serra na disputa ao Planalto, provocou a candidata petista Dilma Rousseff ontem. Ele disse que um candidato à Presidência tem que se apresentar ao vivo, "sem Steven Spielberg por trás", fazendo alusãoàs superproduções dos programas de Dilma na televisão. Os tucanos tentam minimizar o impacto dos primeiros programas da candidata do PT, considerados melhores do que os do tucano Serra.

Do além

O programa eleitoral do DEM na Bahia causou polêmica. Uma voz em off , como se fosse alma do outro mundo, afirma que o candidato a governador da legenda, Paulo Souto, é guardião do carlismo na Bahia. O ex-governador passou o seu programa eleitoral lembrando as realizações de seu padrinho político, o falecido senador Antonio Carlos Magalhães. Souto não citou o candidato à Presidência José Serra (PSDB) nem mostrou imagens do tucano em seu programa.

Encalhou

O Tribunal de Contas da União (TCU) sustou o início das obras do Porto de Vitória, previsto para o próximo mês. Constatou superfaturamento no valor de R$ 26,3 milhões na licitação realizada no início deste ano pela Secretaria dos Portos, cujo valor total era de quase R$ 100 milhões. O TCU já havia determinado, por medida cautelar, a suspensão do pregão eletrônicorealizado pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), por indícios de irregularidades no edital de gerenciamento de obras.

Naufrágio

A Marinha Mercante brasileira, ao contrário dos demais setores da economia, está indo a pique. Com apenas 144 navios, ocupa o 33º lugar no ranking internacional. Em 1970, a frota mercante brasileira transportou 52% do comércio exterior do país, índice que despencou para menos de 3% no ano passado. Assim, em 2009, foram consumidos no pagamento de fretes em navios estrangeiros US$ 14 bilhões

Ataques / A tribuna do Senado virou palco de ataques ao governo Luiz Inácio Lula da Silva ontem. Senadores da oposição aproveitaram a Casa vazia para fazer diversas críticas às políticas de governo de Lula. Os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Níura Demarchi (PSDB-SC) e José Bezerra (DEM-RN) contestaram os resultados apresentados por Dilma na campanha. A sessão foi finalizada após vaias de visitantes ao senador José Bezerra, que falava da importância do voto livre.

Atentado / Termina amanhã o encontro de presidentes dos tribunais regionais eleitorais. A grande expectativa é pela presença do presidente do TRE de Sergipe, desembargador Luiz Mendonça. Mesmo depois do atentado sofrido na última quarta-feira, ele deve participar do encontro em Brasília.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Há vagas

Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
luizazedo.df@diariosassociados.com.br

Será significativa a mudança de composição da Câmara. É grande o número de parlamentares que não voltarão à Casa na próxima legislatura por disputarem outros cargos ou porque resolveram cuidar da vida pessoal. Nada garante que serão substituídos à altura, seja pela experiência política que acumulavam, seja pelo fato de que as eleições cada vez mais favorecem os candidatos com maior poder econômico ou que ingressam na política já famosos por outras atividades, com o craque de futebol Romário e a funkeira Tati Quebra-Barraco.

O atual presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), é o vice da petista Dilma Rousseff; o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), do tucano José Serra. Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), Flávio Dino (PCdoB-MA), Angela Amin (PP-SC), Celso Russomano (PTB-SP), Fernando Gabeira (PV-RJ), Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e José Fernando Aparecido (PV-MG) são candidatos a governador.

Rita Camata (PSDB-ES), Carlos Abicalil (PT-MT), Alberto Fraga (DEM-DF), Ricardo Barros (PP-PR), Eduardo Gomes (PSDB-TO),Eunício Oliveira (PMDB-CE), José Pimentel (PT-CE), Ciro Nogueira (PP-PI), Armando Monteiro (PTB-PE), Raul Jungmann (PPS-PE), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Lídice da Mata (PSB-BA), Walter Pinheiro (PT-BA) e Paulo Rocha (PT-PA) são candidatos ao Senado.

Abandonam a disputa eleitoral Antônio Palocci (PT-SP), José Eduardo Cardozo (PT-SP), Raquel Teixeira (PSDB-GO), Alceni Guerra (DEM-PR), Fernando Coruja (PPS-SC) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), dentre outros. Todos fazem parte da elite da Câmara.

Padrinho

A regulamentação da Medida Provisória n° 494, de 2 de julho de 2010, que adotou novos critérios para a transferência de recursos do Ministério da Integração Nacional para os municípios, provocou uma crise na Defesa Civil. O ministro João Santana, sem consulta aos governadores e aos coordenadores da Defesa Civil nos estados, flexibilizou os critérios e os repasses de recursos para os municípios e favoreceu as cidades baianas para dar uma força ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, candidato a governador do PMDB na Bahia.

Bagunça

A suspensão da sessão de ontem na Câmara dos Deputados já era mais do que prevista depois do fracasso da última terça-feira. A invasão de policiais e agentes penitenciários caiu no colo do presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), como justificativa para interromper o trabalho. Segundo Temer, a segurança dos parlamentares estava comprometida depois da baderna. Temer era foi um dos mais empenhados na votação da PEC, mas o governo era contra.

Fim de festa

Sem clima para votarqualquer matéria na Câmara, o líder do PSDB, João Almeida (BA), avalia que a agenda legislativa do governo para este ano já está encerrada. Os deputados só retornarão ao Congresso depois das eleições. Ainda assim, não deverão votar nada de relevante. Preferem negociar com o governo que vai entrar, e não com o que sai.

Terror

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ficaram chocados com a notícia do atentado contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe, desembargador Luiz Antônio de Araújo Mendonça. O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, cobrou mais rigor dos órgãos competentes para garantir a segurança de autoridades públicas envolvidas no processo eleitoral.

Resposta

No dia seguinte ao programa eleitoral do tucano José Serra, focado na sua gestão como ministro da Saúde, o atual ocupante da pasta, José Gomes Temporão, anunciou a habilitação de mais 28 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), "ampliando o atendimento de urgência e emergência em todo o país". Das 430 anunciadas atéagora, 77 já funcionam, 36 estão sendo equipadas e outras 88 se encontram em construção. O restante está em fase de licitação ou de elaboração de projetos.

Tráfico

O Ministério da Justiça começa a monitorar, a partir de hoje, a saída de mulheres entre 18 e 25 anos do Brasil para Espanha, Portugal e Suíça. A ação visa combater o tráfico internacional de mulheres de baixa renda por redes de prostituição. Por ano, são vítimas dessas redes 60 mil brasileiras

Boneco

Está em criação nos laboratórios eleitorais tucanos um protótipo de boneco do presidenciável José Serra. Ele pode ser usado nas animações do Serrinha em programas eleitorais de televisão e internet. A ideia é ter um boneco nos moldes do feito em 2008 com Gilberto Kassab (DEM). Ainda não se sabe se a animação irá ao ar. O que se sabe é que a primeira versão do Serrinha foi descartada porque o boneco ficou muito parecido com Tancredo Neves. A segunda versão também não passou pelo crivo da equipe comandada pelo marqueteiro Luiz González.

Pipoca / Na noite da última terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atrasou o retorno de Petrolina (PE), onde cumpria agenda, só para assistir pela primeira vez ao programa eleitoral de Dilma Rousseff (PT). Lula foi até a casa do secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra, e viu o programa ao lado do governador Eduardo Campos (PSB), candidato à reeleição em Pernambuco.

Pandora / O Ministério Público Federal não pretende esperar o fim do período eleitoral para apresentar resultados da investigação Caixa de Pandora. Segundo autoridades que acompanham de perto as investigações, as subprocuradoras responsáveis pelo inquérito aguardam mais informações e perícias da Polícia Federal para concluí-los.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Obstrução chapa branca

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos


Discretamente, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), comandou ontem a obstrução dos trabalhos em plenário, desmobilizando a bancada governista para evitar a aprovação da MP nº 487/10, que prevê o aumento em mais R$ 80 bilhões do limite de empréstimo concedido pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Durante a crise financeira internacional, o governo já havia ampliado o limite para R$ 100 bilhões.

Segundo o parlamentar, "o governo está preparado para o caso de as medidas provisórias que estão na pauta não serem votadas neste esforço concentrado". Por trás da manobra, mais uma tentativa de evitar a aprovação de várias emendas feitas pela deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), relatora da medida provisória, com o objetivo de favorecer grandes empresas do setor de infraestrutura. Os benefícios envolvem a construção de usinas nucleares, a instalação de termelétricas, a produção de biodiesel e a construção das ferrovias Norte-Sul e Transnordestina.

A saia justa do líder governista é provocada pelo fato de que a bancada do PMDB, sob comando do deputado Eduardo Cunha (RJ), é a mais empenhada na aprovação dos benefícios fiscais, e o governo quer evitar um confronto com a legenda, à qual pertence o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), vice da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Vacilou

Ontem, na reunião de líderes, por muito pouco o líder do PSDB, deputado João Almeida (BA), não fechou um acordo com a bancada do PMDB para realizar a votação das medidas provisórias, sustando a obstrução. O DEM e o PPS, porém, para alívio do governo, não aceitaram o acordo e mantiveram o boicote à votação.

Calendas

No fim da tarde, Vaccarezza minimizou o impasse e anunciou que o governo não terá problemas se a medida provisória não for votada, pois os dispositivos realmente importantes podem ser transformados em novas medidas provisórias ou encaminhados à Câmara como projetos de lei após as eleições.

Esporte

Além da MP nº 487, estão na pauta da Câmara a MP n° 488/10, que autoriza a União a criar a Empresa Brasileira de Legado Esportivo S.A. - a "Brasil 2016" - e a MP n° 489/10, que autoriza a União a integrar a Autoridade Pública Olímpica (APO), entidade que irá coordenar as ações governamentais relativas aos Jogos Olímpicos de 2016, na cidade do Rio de Janeiro. Outra matéria a ser votada é a Proposta de Emenda à Constituição nº 300. A PEC estabelece o piso nacional para policiais e bombeiros militares e já foi votada em primeiro turno.

Aguardem

Líder da famosa passeata dos 100 Mil, em 1968, no Rio de Janeiro, o petista Vladimir Palmeira resolveu voltar à Câmara como uma espécie de "maluco beleza". Aparece na capa de seu jornal de campanha de cartola e bengala de mágico ridicularizando a atuação dos atuais ocupantes da Casa. Na propaganda, fotos históricas de sua atuação como líder estudantil e deputado federal nas ruas do Centro do Rio de Janeiro.

Salto alto

O PT voltou atrás e decidiu enviar o deputado José Eduardo Cardozo (SP) para o Foro de São Paulo, que começa amanhã em Buenos Aires. Secretário-geral do PT, o parlamentar faz parte do seleto grupo que se reúne com o presidente Lula e a candidata petista Dilma Rousseff, no Palácio do Alvorada, nas noites de domingo, para discutir os rumos da campanha eleitoral. Os petistas não queriam alimentar a suposta ligação do PT com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), mas a situação mudou no país vizinho e o assunto não tirou votos de Dilma.

Making of

O publicitário baiano Duda Mendonça, responsável pela campanha de Lula em 2002, lançou ontem o videoblog Making of para reposicionar a própria imagem. O site mostra em vídeos como ele compõe jingles e slogans, como são feitas as pesquisas qualitativas e dá dicas sobre estratégias de marketing eleitoral. Além disso, mostrará bastidores de suas campanhas atuais, como a de Marta Suplicy (PT-SP) ao Senado e a da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, que tenta se reeleger.

Ausentes

Presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) quer que os 200 deputados que faltaram à sessão de ontem na Câmara apresentem justificativa pela ausência. Caso contrário, cada um deles terá um desconto de R$ 3 mil no salário. Com isso, a Casa pode economizar até R$ 600 mil

Confiantes

Políticos do PSol andam comemorando o desempenho do candidato do partido à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, que já é percebido nasruas. O deputado Ivan Valente (SP) conta que a legenda ganhou mais respeito por onde o candidato anda, principalmente em São Paulo, e deve aumentar a bancada na Câmara. O PSol tem três deputados.

Confederados / Tucanos do Nordeste andam criticando a maneira como Serra conduz a campanha eleitoral. Avaliam que a estratégia está voltada para as regiões Sul e Sudeste, principalmente São Paulo.

Azebudsman / Flatônio José da Silva corrige a coluna de domingo: "Devem (e não deve, como escrevi) chover recursos no Tribunal Superior Eleitoral (#)". Motivo: o verbo só é impessoal quando indica fenômeno da natureza, na 3ª pessoa do singular: chove, choveu, chovia, chovera, choverá, choveria, chova, chovesse, chover. Em sentido figurado, o verbo concorda com o sujeito: Choviam cartas de protestos.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Horário eleitoral

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos


Começa hoje a propaganda eleitoral de tevê e rádio. Segundo as pesquisas, os 15 primeiros dias de campanha são de grande audiência, equiparável, inclusive, à do Jornal Nacional, da TV Globo. Só perdem para as duas semanas que antecedem o dia da eleição, 3 de outubro.

Esse começo de propaganda eleitoral gratuita na tevê e no rádio é o momento no qual cada candidato diz ao que veio. Dilma Rousseff (PT) não será uma novidade, se apresentará como a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e das forças que apoiam o atual governo. Ou melhor, ela será apresentada pelo presidente Lula. Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (Psol), com pouquíssimo tempo de televisão, serão o que já mostraram nas entrevistas e nos debates. Os demais candidatos, menos conhecidos, idem.

A novidade do horário eleitoral será o Zé, codinome eleitoral que o marqueteiro Luiz González convenceu o candidato José Serra (PSDB) a adotar na tevê e no rádio para aparecer como um político mais popular, de fácil acesso e convivência e,assim, ser melhor aceito por aquele eleitor que "é Lula e não abre" e deseja a continuidade dos programas de seu governo. Se colar, a estratégia do tucano tem alguma chance de dar certo. E se não colar? Serra vira Mané.

Solteiro

O candidato do PSDB ao governo do Piauí, o ex-prefeito Sílvio Mendes, não usa foto do tucano José Serra na propaganda nem prepara palanque para o presidenciável. Já Dilma vai subir em dois palanques: o de João Vicente Claudino (PTB) e o de Wilson Martins (PSB).

De carona

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pegou carona na iniciativa do Supremo Tribunal Federal (STF) de enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei propondo mudanças nos reajustes dos magistrados de todo o país e enviou um pedido de aumento para a Câmara. O projeto prevê um reajuste de 14,79% a partir de 1º de janeiro de 2011 para procuradores e sub-procuradores. O teto salarial do procurador-geral da República é equiparado ao dos ministro do Supremo: R$ 30.675,48.

A conta

O projeto de novo teto salarial do Ministério Público também dispensa o Congresso de aprovar os reajustes futuros dos procuradores da República a partir de 2012. O impacto orçamentário da proposta é de R$ 173 milhões.

Ecossocialista

O candidato do Psol à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio (foto), resolveu se intitular ecossocialista para espicaçar a campanha de Marina Silva (PV). Cristão-marxista convicto, o veterano político paulista diz que passa as madrugadas "tuitando" com a garotada que aderiu à sua candidatura. E faz mais sucesso com os jovens do que com a turma da terceira idade, da qual faz parte e, de certa forma, aos 80 anos, é um exemplo de vitalidade e participação política.

Encontro

Eike Batista quer um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o que fazer com o gás que encontrou no Maranhão. Antes de anunciar a descoberta de uma meia Bolívia de gás no estado, o empresário ligou para Lula para contar a novidade. O encontro com o presidente pode ocorrer amanhã ou quinta-feira.

Sabia

O presidente Lula foi informado dos detalhes da compra da Tam pela chilena Lan. Na sexta-feira, o presidente da empresa, Líbano Barroso, voou para Porto Velho para, ainda no aeroporto, conversar com Lula sobre o assunto.No mercado, a anunciada fusão das duas empresas está sendo vista com suspeita de que houve venda mesmo.

Esforço

Para evitar que mais uma semana de esforço concentrado passe em vão, o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), priorizou a votação de três medidas provisórias e o segundo turno da PEC nº 300, proposta estabelece um novo piso para todos os policiais do Brasil. Já a MP nº 487 capitaliza o BNDES para facilitar os empréstimos a municípios; a MP nº 488 cria a Empresa do Legado Esportivo; e a MP nº 489 cria a Autoridade Pública Olímpica.

Liberados

Caso a pauta da Câmara seja mesmo desobstruída, os deputados ficarão livres para fazer campanha e voltarão ao Congresso apenas depois das eleições. Caso contrário, o governo fará nova tentativa de esforço concentrado, em 31 de agosto, 1º e 2 de setembro. Se mesmo assim não houver votação, a MP nº 487 perderá validade.

Plataformas / O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, admitiu que a empresa realmente tem problemas de manutenção nas plataformas de exploração de petróleo, mas frisou que nenhum deles compromete a segurança dos trabalhadores. Os petroleiros discordam e entraram em operação padrão. Gabrielli mandou antecipar o cronograma de manutenção dos equipamentos em alto-mar.

Lulismo / Será hoje o lançamento do livro Lulismo: da era dos movimentos sociais à ascensão da nova classe média brasileira, do sociólogo Rudá Ricci (Editora Contraponto e Fundação Astrojildo Pereira), em Brasília, no Carpe Diem (104 Sul), a partir das 19h.

domingo, 15 de agosto de 2010

O jacaré e o tucano

Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
luizazedo.df@diariosassociados.com.br

A campanha eleitoral na tevê começa na terça-feira. Dilma Rousseff (PT) voa em céu de brigadeiro e José Serra (PSDB) navega num mar proceloso. A situação de seus aliados nos estados não é nada boa, com exceção do tucano Geraldo Alckmin, em São Paulo. Além disso, a pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira assombrou a campanha de Serra: o gráfico das pesquisas do instituto mostra um jacaré de boca aberta prestes a engolir o tucano.

Dilma (41%) tem oito pontos percentuais de vantagem em relação a Serra (33%). Marina Silva (PV), porém, manteve seus 10 pontos percentuais, empurrando a disputa para o segundo turno, cuja simulação aponta vitória de Dilma por 49% a 41%. Esses resultados não seriam nada demais, mas Serra tem uma trajetória descendente. Despencou de 40% para 33% na mostra induzida; o voto espontâneo empacou nos 16%; e a rejeição passou de 26% para 28%.

Serra não amarra os votos do eleitor, nem barra a ascensão de Dilma. Essa constatação é de tirar o rumo. Há algo de errado na campanha de Serra oua correlação de forças é mais desfavorável do que a oposição imagina. Pior: pode ser as duas coisas.

Licença

Decano do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Celso de Mello (foto) desfalcará ainda mais a Alta Corte até o fim do mês: se submeteu a uma cirurgia nos olhos. Até lá, o STF ficará com apenas oito ministros no plenário, quorum mínimo para julgamento de matéria constitucional, porque Eros Grau se aposentou e Joaquim Barbosa ainda está de licença para tratar de problemas na coluna. Entre os temas em pauta está a validade da Lei da Ficha Limpa nestas eleições.

Finalmente

Em férias, o assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia (PT) passa o fim de semana debruçado sobre o programa de governo da petista Dilma Rousseff, que está sendo finalizado. Coordenado por Alessandro Teixeira, o texto será escoimado de tudo o que possa caracterizá-lo como um projeto político antidemocrático. Os pontos mais sensíveis envolvem as relações com a Igreja, as Forças Armadas e os meios de comunicação.

Cenários

Largada da campanha pela televisão nos principais estados. Candidatos à reeleição, Sérgio Cabral (PMDB), no Rio de Janeiro, e Eduardo Campos (PSB), em Pernambuco, têm possibilidades de vencer no primeiro turno. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo, também. Hélio Costa (PMDB), em Minas; Beto Richa (PSDB), no Paraná; Tarso Genro (PT), no Rio Grande do Sul; e Joaquim Roriz, no Distrito Federal, largam na frente, mas a eleição está mais indefinida.

Murici

Candidato à reeleição, o governador de Sergipe, Marcelo Déda, está com o pescoço na forca. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve agendar o julgamento do pedido de cassação de seu mandato por abuso de poder econômico e propaganda irregular na campanha de 2006. A propósito, Déda perdeu o controle sobre a campanha do Senado no estado. Agora, Albano Franco (PSDB), Antônio Carlos Valadares (PSB), Eduardo Amorim (PSC) e Antônio Leite (PV) disputam o voto do eleitor na base do cada um cuida de si. Quem comemora é o candidato a governador pelo DEM, João Alves.

Processos

Deve chover recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por causa do horário eleitoral de rádio e televisão que começa na terça-feira. Serão apenas dois dias para julgar boa parte dos quase 1,5 mil registros de candidaturas indeferidos pela Justiça Eleitoral nos estados. Desse total, os políticos já recorreram em 765 casos, mas apenas 67 recursos chegaram ao TSE.

Segurança

Levantamentos do governo apontam um aumento de R$ 1 bilhão nos gastos federais com segurança pública federal. A polícias Federal, Rodoviária e Penitenciária, além do Pronasci e do Fundo Nacional de Segurança Pública, gastarão R$ 7 bilhões neste ano. A PF triplicou a folha de pagamento nos últimos 10 anos. Em 2000, o gasto era de R$ 764 milhões; em 2010, saltou para R$ 2,3 bilhões

Expurgo

De uma canetada só, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, assinou a demissão de 10 servidores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal por infrações administrativas e criminais. Quatro policiais rodoviários foram demitidos por terem achacado uma motorista na pista. A cidadã filmou tudo.

Vazamento / Líderes do PSDB na Câmara e da Minoria, respectivamente, João Almeida (BA) e Gustavo Fruet (PR) entraram com representação no Ministério Público para que se investigue o vazamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Informações como CPF, número da carteira de identidade, nome dos pais e o endereço de cerca de 12 milhões de candidatos, misteriosamente, foram expostas internet.

Quinto / Dois ex-presidentes da seccional da OAB do Distrito Federal, Esdras Dantas de Souza e Estefânia Viveiros, sonham em deixar a advocacia e se tornarem ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eles estão inscritos para concorrer às vagas na Corte pelo Quinto Constitucional da Advocacia.