Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
A cúpula do PSB se prepara para remover a candidatura do ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes a presidente da República, mas ainda não sabe como. É um desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde quando lançou a tese do candidato único da base, ou melhor, quando ungiu a candidatura da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff. É uma necessidade para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente da legenda, candidato à reeleição que precisa do apoio dos petistas para enfrentar o ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Ciro , porém, está indignado com o PSB.
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“Não consigo entender o que quer de mim o meu partido — o Partido Socialista Brasileiro”, indagava ontem, no próprio site (www.cirogomes.com), estribado em pesquisas eleitorais que revelam a existência de 15 milhões de eleitores dispostos a votar em seu nome. “Mesmo sem que tenha na mão o poder de nenhuma máquina como as portentosas estruturas do governo federal e do governo de São Paulo, ou de, notoriamente, não ser o mais querido da grande mídia ou do baronato que comanda o país”, vangloria-se.
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Ciro se tornou um aliado incômodo. Critica petistas e tucanos. E denuncia as pressões que está sofrendo. “Querem impor que ao invés de uma ampla opção arbitrada pelo povo, o jogo de poder seja decidido em gabinetes de Brasília”, dispara. Ciro considera seu dever lutar até o fim. “Se for derrotado, respeito. Mas amanhã algum brasileiro mais atento dirá que alguns não se omitiram quando se quis tirar o povo da jogada”, avisa.
Engenharia
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) monitora a pré-candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao Planalto. Se Ciro resistir ao cerco petista e conseguir emplacar sua candidatura, o tucano será pressionado a lançar um nome ao governo do Ceará para abrir palanque ao ex-governador José Serra (PSDB-SP).
Novas vagas
Pelo terceiro mês consecutivo, a geração de empregos bateu recorde no Brasil. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, foram criadas no mês de março 266 mil vagas. A estimativa é que abril seja ainda melhor para os trabalhadores, com a abertura de mais postos de trabalho. O número pode chegar a 340 mil.
Escudo
A Advocacia-Geral da União prepara o contra-ataque às queixas da Ordem dos Advogados do Brasil, que chiou da defesa do presidente Lula feita no caso das multas aplicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral por campanha antecipada. Se a polêmica ganhar dimensão, o advogado-geral, Luís Inácio Adams, argumentará que é legítima a defesa, já que o presidente Lula estava em evento oficial.
Dundum
Líder do PSDB na Câmara, o deputado João Almeida, da BA, dispara contra o líder do PT, Fernando Ferro (PE), ao rechaçar as insinuações de que o partido seria o responsável pela invasão que deixou o site do PT fora do ar por dois dias. “Ferro devia procurar entre os aloprados capazes de fazer tal desastre no PT. Não temos absolutamente nada a ver com isso.”
Fundos
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) desceu o sarrafo na decisão do governo de fortalecer com os fundos de pensão de empresas estatais, como a Petrobras, entre outras, os consórcios de empreiteiras que participarão do leilão da construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, Pará. Previsto para o próximo dia 20, o leilão foi suspenso pela Justiça Federal, mas o governo recorreu. Quarta maior do mundo no Brasil, só perde para Itaipu. Seu custo total pode chegar a R$ 30 bilhões ao final das obras.
Aposentados
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), quer barrar na Casa o projeto que extingue a contribuição dos aposentados ao INSS retroativa a 1995, aprovada pelo Senado. “O Senado perdeu o juízo”, reclama. Atrás do prejuízo, que contou com a ajuda da base aliada — o relator do projeto foi o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) —, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (foto), do PMDB-RR, pedirá em plenário que o projeto volte para a Comissão de Assuntos Econômicos.
Escalado
Apesar de corintiano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anda fazendo campanha para que o atacante Neymar, que vem massacrando os adversários do Santos com seus gols, seja convocado pelo técnico Dunga para a seleção brasileira de futebol.
Tucanou - Dirigido pelo deputado Benedito de Lira em Alagoas, o Partido Progressista está em cima do muro. O popular prefeito Cícero Almeida quer fechar com o pedetista Ronaldo Lessa, candidato ao governo, mas é dado como pule de 10 o apoio da legenda à reeleição do tucano Teotônio Vilela. “O PP apoiará o que for melhor para Alagoas. A única certeza agora é nosso palanque para a Dilma Rousseff”, adianta Lira.
Festa - Fanático pela tribuna do Senado, o piauiense Mão Santa (PSC-PI) era só alegria ao discursar ontem para os convidados da sessão em homenagem ao centenário de Chico Xavier. Empolgado com os aplausos, despachou a modéstia e se declarou um dos melhores cirurgiões do Brasil.
Raiz - O presidente da Infraero, Murilo Barboza, quer saber por que o Aeroporto Internacional de São Luís é tão deficitário. Desconfia que o seu status de internacional encarece os custos de operação. O estado não é rota de voo
para o exterior.
Reforço - Arquivo vivo do governo Lula, a ex-deputada Clara Ant deixou o gabinete pessoal da Presidência para atuar na campanha da petista Dilma Rousseff.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
A onça é braba
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
A cúpula do PMDB avalia que chegou a hora de a onça beber água. Isto é, de exigir do PT um tratamento mais cordato nos estados onde os dois partidos enfrentam dificuldades para consolidar a coalizão governista. Depois da indicação do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para a vaga de vice de Dilma, os caciques regionais do PMDB querem resolver seus problemas eleitorais. O momento seria oportuno porque a petista Dilma Rousseff deixou de ser a ministra toda-poderosa do governo Lula e revelou suas fraquezas como pré-candidata petista.
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Ontem, sem a participação do presidente da legenda, Michel Temer — o algodão entre os cristais —, o presidente do PT, Eduardo Dutra, e outros dirigentes petistas se reuniram com os líderes do PMDB na Câmara e no Senado, Henrique Eduardo Alves (RN) e Renan Calheiros (AL), respectivamente, e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Os três foram porta-vozes do descontentamento.
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Quem são os mais insatisfeitos com o PT? Um time da pesada: o presidente do Senado, José Sarney (AP), por causa do Maranhão; o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa, pré-candidato ao governo de Minas; o vice-presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO); os deputados Jader Barbalho (PA) e Eunício Oliveira (CE); e o ex-governador de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira.
Perdido
O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), promoveu reunião da bancada com o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. O cardápio do almoço foi a sucessão. Jefferson pretende apoiar o tucano José Serra, mas uma parte da bancada prefere a petista Dilma Rousseff. No epicentro da divergência está a reeleição do senador Romeu Tuma (SP), que ficou de fora das chapas de Geraldo Alckmin (PSDB) e de Aloizio Mercadante (PT).
Justiça
A Federal Administration Aviation (FAA) — correspondente norte-americana à Agência Nacional de Aviação Civil brasileira (Anac) — pediu ontem ao presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, deputado Milton Monti (PR-SP), uma semana para se manifestar sobre os laudos técnicos e os relatórios entregues pela comissão ao órgão em Washington. Os deputados querem uma punição aos pilotos do jato Legacy que se chocou com o voo 1907 da Gol, em 2006, matando 154 pessoas. “O prazo curto demonstra boa vontade da agência com o caso”, anima-se o deputado.
Gira
A deputada estadual Maria Luiza, do PSC baiano, mulher do prefeito de Salvador, João Henrique, rodou a baiana. Desistiu da candidatura a deputada federal por causa da aliança do ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima com o PR, do senador César Borges. Segundo ela, João Henrique só se submete às exigências de Geddel por causa da administração da cidade. O governador Jaques Wagner (PT), surpreendido pela decisão do PR e pelo barraco doméstico, comemorou.
Batalha
O apoio à reeleição do governador José Maranhão, do PMDB, rachou o PT na Paraíba. A ala petista que deseja ver o partido apoiando Ricardo Coutinho (PSB) não se deu por vencida: planeja levar a questão à direção nacional da legenda. Os pró-Maranhão conseguiram 60% dos votos dos filiados para embarcar na campanha do peemedebista.
Caracu
Sem abrir mão da vaga ao Senado para o ex-ministro José Pimentel, o PT no Ceará articula uma saída para preservar a aliança com o PSB no estado. O plano inclui ceder a vaga de vice a Eunício Oliveira na chapa à reeleição do governador Cid Gomes (PSB). Só falta combinar com o peemedebista, que é candidato ao Senado.
W.O.
A aliança entre PT e PCdoB no Acre criou um vácuo nas disputas majoritárias no estado. Com a chapa encabeçada pelo senador Tião Viana (PT), o ex-governador Jorge Viana (PT) e o comunista Edvaldo Magalhães ao Senado, a oposição concentra esforços para aumentar sua bancada na Câmara. “Colocaram um time reserva para disputar os cargos majoritários”, desdenha a deputada Perpétua Almeida (PCdoB).
Transfusão
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diminuiu o limite mínimo da Transferência Eletrônica Disponível (TED). Em vez de R$ 5 mil, as transferências em tempo real entre contas de bancos diferentes poderão ser feitas a partir de R$ 3 mil. Espera-se com a mudança um aumento no volume dessas operações, que passariam das atuais 279 mil transações por dia para 335 mil
Mão de vaca
No que depender da equipe econômica, os aposentados que ganham acima de um salário mínimo só receberão 6,14% de reajuste. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem na Câmara que se o Congresso aprovar aumento superior a esse índice, o Tesouro vai sugerir que o presidente Lula vete a proposta.
Federal - O deputado João Maia (PR-RN) desistiu da candidatura majoritária e pretende concorrer à reeleição na chapa do candidato do PSB, Iberê Ferreira de Souza, apoiado pela ex-governadora Wilma de Faria (PSB).
Senador - Gerson Camata (PMDB-ES), com a permanência do governador capixaba Paulo Hartung no cargo, está sendo pressionado a disputar mais um mandato de senador na chapa do vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB). Reluta por causa da mulher, Rita Camata (PSDB), candidata ao Senado na chapa do tucano Luiz Paulo Velozzo Lucas.
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
A cúpula do PMDB avalia que chegou a hora de a onça beber água. Isto é, de exigir do PT um tratamento mais cordato nos estados onde os dois partidos enfrentam dificuldades para consolidar a coalizão governista. Depois da indicação do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para a vaga de vice de Dilma, os caciques regionais do PMDB querem resolver seus problemas eleitorais. O momento seria oportuno porque a petista Dilma Rousseff deixou de ser a ministra toda-poderosa do governo Lula e revelou suas fraquezas como pré-candidata petista.
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Ontem, sem a participação do presidente da legenda, Michel Temer — o algodão entre os cristais —, o presidente do PT, Eduardo Dutra, e outros dirigentes petistas se reuniram com os líderes do PMDB na Câmara e no Senado, Henrique Eduardo Alves (RN) e Renan Calheiros (AL), respectivamente, e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Os três foram porta-vozes do descontentamento.
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Quem são os mais insatisfeitos com o PT? Um time da pesada: o presidente do Senado, José Sarney (AP), por causa do Maranhão; o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa, pré-candidato ao governo de Minas; o vice-presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO); os deputados Jader Barbalho (PA) e Eunício Oliveira (CE); e o ex-governador de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira.
Perdido
O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), promoveu reunião da bancada com o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. O cardápio do almoço foi a sucessão. Jefferson pretende apoiar o tucano José Serra, mas uma parte da bancada prefere a petista Dilma Rousseff. No epicentro da divergência está a reeleição do senador Romeu Tuma (SP), que ficou de fora das chapas de Geraldo Alckmin (PSDB) e de Aloizio Mercadante (PT).
Justiça
A Federal Administration Aviation (FAA) — correspondente norte-americana à Agência Nacional de Aviação Civil brasileira (Anac) — pediu ontem ao presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, deputado Milton Monti (PR-SP), uma semana para se manifestar sobre os laudos técnicos e os relatórios entregues pela comissão ao órgão em Washington. Os deputados querem uma punição aos pilotos do jato Legacy que se chocou com o voo 1907 da Gol, em 2006, matando 154 pessoas. “O prazo curto demonstra boa vontade da agência com o caso”, anima-se o deputado.
Gira
A deputada estadual Maria Luiza, do PSC baiano, mulher do prefeito de Salvador, João Henrique, rodou a baiana. Desistiu da candidatura a deputada federal por causa da aliança do ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima com o PR, do senador César Borges. Segundo ela, João Henrique só se submete às exigências de Geddel por causa da administração da cidade. O governador Jaques Wagner (PT), surpreendido pela decisão do PR e pelo barraco doméstico, comemorou.
Batalha
O apoio à reeleição do governador José Maranhão, do PMDB, rachou o PT na Paraíba. A ala petista que deseja ver o partido apoiando Ricardo Coutinho (PSB) não se deu por vencida: planeja levar a questão à direção nacional da legenda. Os pró-Maranhão conseguiram 60% dos votos dos filiados para embarcar na campanha do peemedebista.
Caracu
Sem abrir mão da vaga ao Senado para o ex-ministro José Pimentel, o PT no Ceará articula uma saída para preservar a aliança com o PSB no estado. O plano inclui ceder a vaga de vice a Eunício Oliveira na chapa à reeleição do governador Cid Gomes (PSB). Só falta combinar com o peemedebista, que é candidato ao Senado.
W.O.
A aliança entre PT e PCdoB no Acre criou um vácuo nas disputas majoritárias no estado. Com a chapa encabeçada pelo senador Tião Viana (PT), o ex-governador Jorge Viana (PT) e o comunista Edvaldo Magalhães ao Senado, a oposição concentra esforços para aumentar sua bancada na Câmara. “Colocaram um time reserva para disputar os cargos majoritários”, desdenha a deputada Perpétua Almeida (PCdoB).
Transfusão
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diminuiu o limite mínimo da Transferência Eletrônica Disponível (TED). Em vez de R$ 5 mil, as transferências em tempo real entre contas de bancos diferentes poderão ser feitas a partir de R$ 3 mil. Espera-se com a mudança um aumento no volume dessas operações, que passariam das atuais 279 mil transações por dia para 335 mil
Mão de vaca
No que depender da equipe econômica, os aposentados que ganham acima de um salário mínimo só receberão 6,14% de reajuste. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem na Câmara que se o Congresso aprovar aumento superior a esse índice, o Tesouro vai sugerir que o presidente Lula vete a proposta.
Federal - O deputado João Maia (PR-RN) desistiu da candidatura majoritária e pretende concorrer à reeleição na chapa do candidato do PSB, Iberê Ferreira de Souza, apoiado pela ex-governadora Wilma de Faria (PSB).
Senador - Gerson Camata (PMDB-ES), com a permanência do governador capixaba Paulo Hartung no cargo, está sendo pressionado a disputar mais um mandato de senador na chapa do vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB). Reluta por causa da mulher, Rita Camata (PSDB), candidata ao Senado na chapa do tucano Luiz Paulo Velozzo Lucas.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Freio de arrumação
Por Luiz Carlos Azedo
COm Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
A petista Dilma Rousseff resolveu dar um freio de arrumação na pré-campanha, depois da confusão em que se meteu em três estados conflagrados da base governista: Minas Gerais, Paraná e Ceará. Em reunião realizada na segunda-feira, a cúpula da campanha chegou à conclusão de que a agenda da pré-candidata, desde que deixou de participar dos eventos oficiais do governo Lula, estava de cabeça para baixo. Em vez de demandar, estava sendo demandada por militantes petistas e aliados, muitas vezes sendo obrigada a caminhar por terrenos minados.
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É o que aconteceu, por exemplo, no Ceará, agenda que a ex-ministra tentou cancelar no sábado, mas foi impedida pela prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), que anda às turras com o governador Cid Gomes (PSB). Ontem pela manhã, depois de uma noite de tensas negociações, Dilma foi à residência oficial para anunciar seu apoio ao governador cearense.
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Na cúpula da campanha de Dilma, ficou acertado que este será o último evento agendado sem a devida preparação. Doravante, a agenda de Dilma será pró-ativa e passará pelo crivo do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, cada vez mais influente nos rumos da campanha.
À mineira
Do secretário-geral da Presidência da República, ministro Luiz Dulci, ontem, sobre a disputa entre o ex-ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que se digladiam pela vaga de candidato a governador de Minas pelo PT : “Esse assunto só vai se resolver no último minuto”. Pressionado por prefeitos petistas que relutam em apoiar o candidato do PMDB, Hélio Costa, Patrus será candidato. Pimentel, que defende a aliança com o PMDB, na última hora resolveu entrar na disputa para segurar a vaga de candidato a governador e negociar o acordo com o peemedebista.
Acordo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o acordo da Cúpula de Segurança Nuclear, que fortalece a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) e isola ainda mais o Irã. Foi convencido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que protagonizou o encontro. Os dois andavam se estranhando. O compromisso foi assumido por 50 países. O prazo de quatro anos para cumprir as exigências do acordo facilitou o consenso.
Indigesto
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), recebeu ontem a petista Dilma Rousseff para um café da manhã na residência oficial, mas não deixou barato a inoportuna passagem da ex-ministra por Fortaleza. Avisou que não aceita chantagem do PT. Cid anda agastado com as pressões para ceder uma vaga ao Senado ao petista José Pimentel e para que seu irmão Ciro Gomes (PSB) desista da candidatura a presidente da República.
Túnel
Prevendo uma derrota, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), estava disposto a colocar em votação de qualquer jeito o projeto que trata do reajuste das aposentadorias acima de um salário mínimo. Mas retrocedeu. “Eu estava derrotado, mas agora o cenário clareou”, explicou o líder. O relatório de Vaccarezza defende um reajuste de 6,14%, mas o governo admite negociar até o limite de 7%.
Troia
O líder do governo no Senado, o peemedebista Romero Jucá (RR), estava atravessado ontem na garganta dos petistas. Depois de conseguir o consenso para fechar em 7% o reajuste dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo, os deputados souberam que partira do senador a proposta de elevar o índice no Senado para 7,71%. “Quiseram fazer bondade sem combinar com a gente”, alfinetou o líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PE).
Fundo
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) lidera junto ao Congresso Nacional uma ampla campanha pela revisão da legislação que regula o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No ano passado, o FGTS foi corrigido em 3,9%, enquanto a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 4,31%. Segundo Ricardo Patah, presidente da UGT, a perda acumulada do FGTS desde de 2002 chega a R$ 58 bilhões
Pesquisas
Os diretores de institutos de pesquisa farão uma reunião para acertar os ponteiros. O Instituto Sensus, que divulgou pesquisa ontem, e o Datafolha, que deve divulgar novo levantamento no sábado, andam se bicando.
Chapa - O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) tem pressa em dar a largada na pré-campanha ao governo de São Paulo, mas, em reunião com os representantes do PDT, do PR, do PCdoB e do PRB, ouviu da presidenta regional do PCdoB, Nádia Campeão, que para fazer campanha tem que ter chapa montada. Os comunistas desconfiam
de que o PT queira puxar o tapete do cantor Netinho, candidato ao Senado pela legenda.
Dispersão - Cresce entre os petistas de São Paulo a convicção de que mais dois candidatos devem entrar na disputa para garantir o segundo turno no maior colégio eleitoral do país: o deputado Celso Russomano, que concorreria pelo PP, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, do PSB.
COm Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
A petista Dilma Rousseff resolveu dar um freio de arrumação na pré-campanha, depois da confusão em que se meteu em três estados conflagrados da base governista: Minas Gerais, Paraná e Ceará. Em reunião realizada na segunda-feira, a cúpula da campanha chegou à conclusão de que a agenda da pré-candidata, desde que deixou de participar dos eventos oficiais do governo Lula, estava de cabeça para baixo. Em vez de demandar, estava sendo demandada por militantes petistas e aliados, muitas vezes sendo obrigada a caminhar por terrenos minados.
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É o que aconteceu, por exemplo, no Ceará, agenda que a ex-ministra tentou cancelar no sábado, mas foi impedida pela prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), que anda às turras com o governador Cid Gomes (PSB). Ontem pela manhã, depois de uma noite de tensas negociações, Dilma foi à residência oficial para anunciar seu apoio ao governador cearense.
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Na cúpula da campanha de Dilma, ficou acertado que este será o último evento agendado sem a devida preparação. Doravante, a agenda de Dilma será pró-ativa e passará pelo crivo do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, cada vez mais influente nos rumos da campanha.
À mineira
Do secretário-geral da Presidência da República, ministro Luiz Dulci, ontem, sobre a disputa entre o ex-ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que se digladiam pela vaga de candidato a governador de Minas pelo PT : “Esse assunto só vai se resolver no último minuto”. Pressionado por prefeitos petistas que relutam em apoiar o candidato do PMDB, Hélio Costa, Patrus será candidato. Pimentel, que defende a aliança com o PMDB, na última hora resolveu entrar na disputa para segurar a vaga de candidato a governador e negociar o acordo com o peemedebista.
Acordo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o acordo da Cúpula de Segurança Nuclear, que fortalece a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) e isola ainda mais o Irã. Foi convencido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que protagonizou o encontro. Os dois andavam se estranhando. O compromisso foi assumido por 50 países. O prazo de quatro anos para cumprir as exigências do acordo facilitou o consenso.
Indigesto
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), recebeu ontem a petista Dilma Rousseff para um café da manhã na residência oficial, mas não deixou barato a inoportuna passagem da ex-ministra por Fortaleza. Avisou que não aceita chantagem do PT. Cid anda agastado com as pressões para ceder uma vaga ao Senado ao petista José Pimentel e para que seu irmão Ciro Gomes (PSB) desista da candidatura a presidente da República.
Túnel
Prevendo uma derrota, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), estava disposto a colocar em votação de qualquer jeito o projeto que trata do reajuste das aposentadorias acima de um salário mínimo. Mas retrocedeu. “Eu estava derrotado, mas agora o cenário clareou”, explicou o líder. O relatório de Vaccarezza defende um reajuste de 6,14%, mas o governo admite negociar até o limite de 7%.
Troia
O líder do governo no Senado, o peemedebista Romero Jucá (RR), estava atravessado ontem na garganta dos petistas. Depois de conseguir o consenso para fechar em 7% o reajuste dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo, os deputados souberam que partira do senador a proposta de elevar o índice no Senado para 7,71%. “Quiseram fazer bondade sem combinar com a gente”, alfinetou o líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PE).
Fundo
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) lidera junto ao Congresso Nacional uma ampla campanha pela revisão da legislação que regula o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No ano passado, o FGTS foi corrigido em 3,9%, enquanto a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 4,31%. Segundo Ricardo Patah, presidente da UGT, a perda acumulada do FGTS desde de 2002 chega a R$ 58 bilhões
Pesquisas
Os diretores de institutos de pesquisa farão uma reunião para acertar os ponteiros. O Instituto Sensus, que divulgou pesquisa ontem, e o Datafolha, que deve divulgar novo levantamento no sábado, andam se bicando.
Chapa - O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) tem pressa em dar a largada na pré-campanha ao governo de São Paulo, mas, em reunião com os representantes do PDT, do PR, do PCdoB e do PRB, ouviu da presidenta regional do PCdoB, Nádia Campeão, que para fazer campanha tem que ter chapa montada. Os comunistas desconfiam
de que o PT queira puxar o tapete do cantor Netinho, candidato ao Senado pela legenda.
Dispersão - Cresce entre os petistas de São Paulo a convicção de que mais dois candidatos devem entrar na disputa para garantir o segundo turno no maior colégio eleitoral do país: o deputado Celso Russomano, que concorreria pelo PP, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, do PSB.
terça-feira, 13 de abril de 2010
O trem bão
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, está ficando de cabeça branca com o trem de bondades que trafega no Congresso Nacional, onde a base governista está cada vez mais impossível. As votações que oneram o Tesouro se sucedem e, se pudesse, o governo não votaria mais nada. Mas não pode impedir, por exemplo, as votações das medidas provisórias, que perdem efeito se não forem apreciadas no prazo previsto em lei.
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Na Câmara, nove medidas provisórias trancam a pauta. A primeira é a MP nº 474/09, que aumentou de R$ 465 para R$ 510 o valor do salário mínimo. A segunda é a MP nº 475/09, que reajustou em 6,14% os benefícios da Previdência Social e fixou em R$ 3.416,54 o valor máximo do salário de contribuição e do salário de benefício, o que vem dando a maior dor de cabeça ao governo. A oposição quer reajustar todas as aposentadorias do setor pelo salário mínimo e acabar com o fator previdenciário. Até aí, tudo bem.
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O problema é a base. Líderes defendem o aumento do índice para reajuste de aposentados para 7,71%. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, tenta um acordo em torno de 7%, o que ainda poderia ser absorvido pelo governo, apesar do gasto adicional de
R$ 1,1 bilhão nas contas públicas. Se prevalecer o índice de 7,71% — proposto pelo petista Paulo Paim (RS) no Senado —, a conta subirá para R$ 1,7 bilhão.
Obstrução
Duas MPs trancam a pauta do Senado: a nº 473/09, que concede crédito extraordinário de R$ 742 milhões a ministérios para ações de recuperação de estruturas de municípios atingidos por chuvas e secas no fim do ano passado, e a nº 472/09, que concede incentivos fiscais a diversos setores da economia, estimados em cerca de R$ 3 bilhões em 2010. Nada anda no Senado, porém, até que o governo edite uma medida provisória para anistiar dívidas de até R$ 10 mil dos agricultores do semiárido com o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, uma bondade no valor de R$ 1 bilhão. A exigência é do líder do PMDB, Renan Calheiros, de Alagoas.
Língua
Dilma Rousseff usou o Twitter para se reposicionar. Sua polêmica declaração de “nunca ter abandonado o barco” por ter medo da luta — supostamente dirigida ao tucano José Serra, que passou 12 anos no exílio —, segundo a petista, nada tem a ver com os opositores ao regime militar que foram obrigados a sair do país. Desde que deixou a Casa Civil, Dilma ocupa espaço na mídia para explicar declarações, no mínimo, polêmicas.
Prestígio
Numa demonstração de prestígio, Lula recebe os presidentes da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul na quinta para a 2ª Cúpula do Bric, em Brasília. Na quarta, chegam os chefes de estado do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul).
Dura Lex
Levou dez anos para ser executada, com sua prisão neste fim de semana, em Goiânia, a sentença condenatória do ex-dono da Encol Pedro Paulo de Souza. Condenado em 2000 pela Justiça federal em Goiás por crime contra o sistema financeiro, só agora a sentença foi confirmada: quatro anos e dois meses de prisão semiaberta.
Fracasso
Cotado para ser o ministro da Fazenda de um eventual governo Dilma Rousseff (PT), o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, esperneia por causa da política cambial. Segundo ele, o deficit comercial brasileiro torna o país vulnerável e provocará a médio prazo a rápida expansão da dívida externa. “Não me conformo de o Brasil ter perdido peso na exportação mundial”, lamenta. Especialista em política industrial, Coutinho está frustrado com a perda de competitividade das manufaturas brasileiras.
Veterano
Subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Presidência da República, Perly Cipriano será homenageado hoje, às 19h, no Clube da Caixa Econômica (APCEF), no Setor de Clubes Norte, atrás da UnB. Capixaba, Perly ficou dez anos preso durante o regime militar e completa 50 anos de militância.
As bombas
Estados Unidos
5.200 ogivas nucleares e 2.700 ogivas operacionais implantadas (2.200 estratégicas). Deve reduzir seu arsenal para 1.500 ogivas em 2012.
Rússia
14 mil bombas, sendo 3.909 ogivas nucleares estratégicas. Também deve reduzir o arsenal para 1.500 ogivas nucleares até 2012.
França
300 ogivas nucleares, sem contar mísseis de submarino cujo número é desconhecido.
Reino Unido
200 ogivas estratégicas e número desconhecido de mísseis balísticos de quatro submarinos nucleares.
China
250 armas nucleares estratégicas e táticas e capacidade de produzir número muito maior.
Coreia do Norte
Plutônio suficiente para seis a oito bombas.
Índia
50 a 60 ogivas montadas.
Paquistão
580 a 800kg de urânio altamente enriquecido, suficiente para construir entre 30 e 50 bombas.
Israel
200 artefatos nucleares não declarados.
Irã
Signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), o Irã dos aiatolás tem um programa de enriquecimento de urânio supostamente para fins pacíficos. Ninguém acredita.
Estima-se esse arsenal mundial em
25 mil ogivas
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, está ficando de cabeça branca com o trem de bondades que trafega no Congresso Nacional, onde a base governista está cada vez mais impossível. As votações que oneram o Tesouro se sucedem e, se pudesse, o governo não votaria mais nada. Mas não pode impedir, por exemplo, as votações das medidas provisórias, que perdem efeito se não forem apreciadas no prazo previsto em lei.
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Na Câmara, nove medidas provisórias trancam a pauta. A primeira é a MP nº 474/09, que aumentou de R$ 465 para R$ 510 o valor do salário mínimo. A segunda é a MP nº 475/09, que reajustou em 6,14% os benefícios da Previdência Social e fixou em R$ 3.416,54 o valor máximo do salário de contribuição e do salário de benefício, o que vem dando a maior dor de cabeça ao governo. A oposição quer reajustar todas as aposentadorias do setor pelo salário mínimo e acabar com o fator previdenciário. Até aí, tudo bem.
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O problema é a base. Líderes defendem o aumento do índice para reajuste de aposentados para 7,71%. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, tenta um acordo em torno de 7%, o que ainda poderia ser absorvido pelo governo, apesar do gasto adicional de
R$ 1,1 bilhão nas contas públicas. Se prevalecer o índice de 7,71% — proposto pelo petista Paulo Paim (RS) no Senado —, a conta subirá para R$ 1,7 bilhão.
Obstrução
Duas MPs trancam a pauta do Senado: a nº 473/09, que concede crédito extraordinário de R$ 742 milhões a ministérios para ações de recuperação de estruturas de municípios atingidos por chuvas e secas no fim do ano passado, e a nº 472/09, que concede incentivos fiscais a diversos setores da economia, estimados em cerca de R$ 3 bilhões em 2010. Nada anda no Senado, porém, até que o governo edite uma medida provisória para anistiar dívidas de até R$ 10 mil dos agricultores do semiárido com o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, uma bondade no valor de R$ 1 bilhão. A exigência é do líder do PMDB, Renan Calheiros, de Alagoas.
Língua
Dilma Rousseff usou o Twitter para se reposicionar. Sua polêmica declaração de “nunca ter abandonado o barco” por ter medo da luta — supostamente dirigida ao tucano José Serra, que passou 12 anos no exílio —, segundo a petista, nada tem a ver com os opositores ao regime militar que foram obrigados a sair do país. Desde que deixou a Casa Civil, Dilma ocupa espaço na mídia para explicar declarações, no mínimo, polêmicas.
Prestígio
Numa demonstração de prestígio, Lula recebe os presidentes da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul na quinta para a 2ª Cúpula do Bric, em Brasília. Na quarta, chegam os chefes de estado do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul).
Dura Lex
Levou dez anos para ser executada, com sua prisão neste fim de semana, em Goiânia, a sentença condenatória do ex-dono da Encol Pedro Paulo de Souza. Condenado em 2000 pela Justiça federal em Goiás por crime contra o sistema financeiro, só agora a sentença foi confirmada: quatro anos e dois meses de prisão semiaberta.
Fracasso
Cotado para ser o ministro da Fazenda de um eventual governo Dilma Rousseff (PT), o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, esperneia por causa da política cambial. Segundo ele, o deficit comercial brasileiro torna o país vulnerável e provocará a médio prazo a rápida expansão da dívida externa. “Não me conformo de o Brasil ter perdido peso na exportação mundial”, lamenta. Especialista em política industrial, Coutinho está frustrado com a perda de competitividade das manufaturas brasileiras.
Veterano
Subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Presidência da República, Perly Cipriano será homenageado hoje, às 19h, no Clube da Caixa Econômica (APCEF), no Setor de Clubes Norte, atrás da UnB. Capixaba, Perly ficou dez anos preso durante o regime militar e completa 50 anos de militância.
As bombas
Estados Unidos
5.200 ogivas nucleares e 2.700 ogivas operacionais implantadas (2.200 estratégicas). Deve reduzir seu arsenal para 1.500 ogivas em 2012.
Rússia
14 mil bombas, sendo 3.909 ogivas nucleares estratégicas. Também deve reduzir o arsenal para 1.500 ogivas nucleares até 2012.
França
300 ogivas nucleares, sem contar mísseis de submarino cujo número é desconhecido.
Reino Unido
200 ogivas estratégicas e número desconhecido de mísseis balísticos de quatro submarinos nucleares.
China
250 armas nucleares estratégicas e táticas e capacidade de produzir número muito maior.
Coreia do Norte
Plutônio suficiente para seis a oito bombas.
Índia
50 a 60 ogivas montadas.
Paquistão
580 a 800kg de urânio altamente enriquecido, suficiente para construir entre 30 e 50 bombas.
Israel
200 artefatos nucleares não declarados.
Irã
Signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), o Irã dos aiatolás tem um programa de enriquecimento de urânio supostamente para fins pacíficos. Ninguém acredita.
Estima-se esse arsenal mundial em
25 mil ogivas
domingo, 11 de abril de 2010
No palanque de Dilma
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o fato de o vice-presidente José Alencar (PRB) permanecer no cargo e não ser candidato ao Senado por Minas Gerais. Com isso, poderá se licenciar da Presidência e entrar de cabeça na campanha da petista Dilma Rousseff sem gerar grandes polêmicas. Se Alencar saísse do cargo para ser candidato, a presidência seria exercida interinamente pelo senador José Sarney, que neste domingo já voltaria a ocupar a cadeira que foi sua, em razão da viagem de Lula a Washington.
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A capacidade de Dilma Rousseff fazer campanha eleitoral sem a companhia de Lula foi posta à prova na primeira semana da ex-ministra fora da Casa Civil. Em viagem a Minas, gerou controvérsias porque desagradou ao candidato a governador do PMDB, Hélio Costa, ao propor a chapa “Dilmasia”, uma aliança pirata com o governador tucano Antonio Anastasia, candidato à reeleição. A petista também foi criticada por posar sorrindo ao lado do túmulo do presidente Tancredo Neves, que nunca teve apoio do PT. Seu comentário de que o senador Osmar Dias (PDT) era “tchutchuca” com Lula e “tigrão” com o PT, no Paraná, também foi considerado um desastre. O pedetista considerou uma ofensa à sua masculinidade.
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A oposição comemora as supostas mancadas de Dilma. Com ironia, serristas falam em adotar a tática “siga a Dilma”. Ou seja, deixar a candidata chegar primeiro aos estados para depois faturar os desgastes de eventuais trombadas com aliados difíceis.
Radioativo//
Lixo nuclear da antiga Nuclemon, aproximadamente mil toneladas de resíduos radioativos dormem na esquina da Avenida Interlagos com a Avenida Miguel Yunes, em São Paulo. Ao lado, está sendo construída a nova igreja do padre Marcelo Rossi.
Tudo certo
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, minimiza os comentários de Dilma sobre Hélio Costa e Osmar Dias. “A oposição está incomodada com o fato de o governador Antonio Anastasia ter considerado o comentário de Dilma um elogio ao governo de Minas. No dia seguinte, em Brasília, o tucano posou para fotografia ao lado do presidente Lula”, dispara.
Lentidão
Menina dos olhos do presidente Lula, o projeto que prevê a implantação da internet de banda larga nas escolas encontra resistência na Câmara. A oposição acusa o governo de ter dificultado o debate sobre o assunto para mudar as regras previstas para o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). “Querem mudar o modus operandi, ignorando o que já prevê o Fust”, aponta o deputado Julio Semeghini (PSDB-SP).
Minado
Amanhã, Dilma desembarcaria no Ceará, um terreno minado por causa da candidatura do deputado Ciro Gomes a presidente da República pelo PSB. A viagem foi cancelada de última hora. O encontro com o governador Cid Gomes (PSB-CE), que apoia a candidatura do irmão à Presidência, seria inoportuno. A maratona na terra dos Gomes incluia ainda visita à estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, cidade conflagrada por causa de denúncias contra o prefeito Manoel Santana, do PT.
Parado
Especialistas ambientais do Ibama, Ministério do Meio Ambiente e Instituto Chico Mendes esperam adesão maciça à greve da categoria a partir de amanhã. Apenas Roraima e Alagoas ficarão de fora, por enquanto. Os servidores querem reestruturação da carreira e aumento salarial. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Servidores do Ibama, Jonas Corrêa, a carreira anda tão pouco atraente que um especialista em licença ambiental passa no cargo, em média, oito meses.
Desigualdade
O DEM apresentou projeto de lei, batizado de Justiça Fiscal, para isentar de impostos quem ganha até três salários mínimos. Segundo o autor da proposta, Paulo Bornhausen (DEM-SC), quem ganha até R$ 1.020 paga 53,9% de imposto, contra os 29% que incidem sobre os rendimentos de quem recebe mais de 30 salários mínimos. O projeto beneficiará 40 milhões de contribuintes.
Susto/ Vice-líder do PT na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE) diz que é boato espalhado pelos tucanos a suposta intenção do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de apoiar a senadora Marina Silva (PV-AC) na corrida ao Planalto.
Fila/ Dificilmente o PT abrirá mão de uma vaga ao Senado na chapa do petista Agnelo Queiroz, apesar das críticas dos aliados. Se o deputado Geraldo Magela (PT) concorrer à reeleição, reivindicam a vaga os deputados distritais Chico Leite e Paulo Tadeu.
Cineminha/ Com entrada franca, o Teatro dos Bancários apresentará amanhã o filme Lula, o filho do Brasil. Os convites estarão disponíveis na bilheteria do teatro, a partir das 12h.
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o fato de o vice-presidente José Alencar (PRB) permanecer no cargo e não ser candidato ao Senado por Minas Gerais. Com isso, poderá se licenciar da Presidência e entrar de cabeça na campanha da petista Dilma Rousseff sem gerar grandes polêmicas. Se Alencar saísse do cargo para ser candidato, a presidência seria exercida interinamente pelo senador José Sarney, que neste domingo já voltaria a ocupar a cadeira que foi sua, em razão da viagem de Lula a Washington.
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A capacidade de Dilma Rousseff fazer campanha eleitoral sem a companhia de Lula foi posta à prova na primeira semana da ex-ministra fora da Casa Civil. Em viagem a Minas, gerou controvérsias porque desagradou ao candidato a governador do PMDB, Hélio Costa, ao propor a chapa “Dilmasia”, uma aliança pirata com o governador tucano Antonio Anastasia, candidato à reeleição. A petista também foi criticada por posar sorrindo ao lado do túmulo do presidente Tancredo Neves, que nunca teve apoio do PT. Seu comentário de que o senador Osmar Dias (PDT) era “tchutchuca” com Lula e “tigrão” com o PT, no Paraná, também foi considerado um desastre. O pedetista considerou uma ofensa à sua masculinidade.
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A oposição comemora as supostas mancadas de Dilma. Com ironia, serristas falam em adotar a tática “siga a Dilma”. Ou seja, deixar a candidata chegar primeiro aos estados para depois faturar os desgastes de eventuais trombadas com aliados difíceis.
Radioativo//
Lixo nuclear da antiga Nuclemon, aproximadamente mil toneladas de resíduos radioativos dormem na esquina da Avenida Interlagos com a Avenida Miguel Yunes, em São Paulo. Ao lado, está sendo construída a nova igreja do padre Marcelo Rossi.
Tudo certo
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, minimiza os comentários de Dilma sobre Hélio Costa e Osmar Dias. “A oposição está incomodada com o fato de o governador Antonio Anastasia ter considerado o comentário de Dilma um elogio ao governo de Minas. No dia seguinte, em Brasília, o tucano posou para fotografia ao lado do presidente Lula”, dispara.
Lentidão
Menina dos olhos do presidente Lula, o projeto que prevê a implantação da internet de banda larga nas escolas encontra resistência na Câmara. A oposição acusa o governo de ter dificultado o debate sobre o assunto para mudar as regras previstas para o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). “Querem mudar o modus operandi, ignorando o que já prevê o Fust”, aponta o deputado Julio Semeghini (PSDB-SP).
Minado
Amanhã, Dilma desembarcaria no Ceará, um terreno minado por causa da candidatura do deputado Ciro Gomes a presidente da República pelo PSB. A viagem foi cancelada de última hora. O encontro com o governador Cid Gomes (PSB-CE), que apoia a candidatura do irmão à Presidência, seria inoportuno. A maratona na terra dos Gomes incluia ainda visita à estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, cidade conflagrada por causa de denúncias contra o prefeito Manoel Santana, do PT.
Parado
Especialistas ambientais do Ibama, Ministério do Meio Ambiente e Instituto Chico Mendes esperam adesão maciça à greve da categoria a partir de amanhã. Apenas Roraima e Alagoas ficarão de fora, por enquanto. Os servidores querem reestruturação da carreira e aumento salarial. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Servidores do Ibama, Jonas Corrêa, a carreira anda tão pouco atraente que um especialista em licença ambiental passa no cargo, em média, oito meses.
Desigualdade
O DEM apresentou projeto de lei, batizado de Justiça Fiscal, para isentar de impostos quem ganha até três salários mínimos. Segundo o autor da proposta, Paulo Bornhausen (DEM-SC), quem ganha até R$ 1.020 paga 53,9% de imposto, contra os 29% que incidem sobre os rendimentos de quem recebe mais de 30 salários mínimos. O projeto beneficiará 40 milhões de contribuintes.
Susto/ Vice-líder do PT na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE) diz que é boato espalhado pelos tucanos a suposta intenção do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de apoiar a senadora Marina Silva (PV-AC) na corrida ao Planalto.
Fila/ Dificilmente o PT abrirá mão de uma vaga ao Senado na chapa do petista Agnelo Queiroz, apesar das críticas dos aliados. Se o deputado Geraldo Magela (PT) concorrer à reeleição, reivindicam a vaga os deputados distritais Chico Leite e Paulo Tadeu.
Cineminha/ Com entrada franca, o Teatro dos Bancários apresentará amanhã o filme Lula, o filho do Brasil. Os convites estarão disponíveis na bilheteria do teatro, a partir das 12h.
sábado, 10 de abril de 2010
O pós e o anti-Lula
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
Presidente do PPS, Roberto Freire passou um pente-fino no discurso que pretende fazer hoje pela manhã no lançamento da candidatura do ex-governador paulista José Serra (PSDB) a presidente da República. A pedido do tucano, retirou do texto os ataques que pretendia fazer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é adversário figadal.
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O marqueteiro de Serra, Luiz Gonzales, baixou o centralismo na coalizão oposicionista: o fogo agora precisa se concentrar na candidata petista Dilma Rousseff, e não em Lula. Freire será o primeiro orador do evento, no Centro de Convenções Brasil 21, seguido pelo presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), que falará no mesmo diapasão. O ex-governador de Minas Aécio Neves, que apresentará o candidato tucano, é o autor da tese de que o postulante à sucessão de 2010 não pode ser um anti-Lula. Serra adotou a estratégia e resolveu encarnar o candidato pós-Lula no seu aguardado discurso de concorrente à Presidência da República.
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Quem está fora de controle é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que falará de improviso e é imprevisível nessas horas. Como não pode ser o pós-Lula, será o anti-Lula. Aliás, seu esporte favorito é provocar a ira do petista.
Depois
O líder do Democratas na Câmara, Paulo Bornhausen, disse ontem que a legenda não tem pressa para definir o nome do vice de Serra. “Em razão da sua densidade eleitoral, o Democratas tem o direito de reivindicar a posição de vice. Mas isso só vai acontecer nas convenções de junho.” Segundo ele, o vice precisa ser alguém afinado com o tucano.
Fechou
O candidato petista Agnelo Queiroz fechou um pré-acordo para completar a chapa de candidato ao Governo do Distrito Federal. Prometeu entregar a segunda vaga de candidato ao Senado ao líder do PSB na Câmara, deputado federal Rodrigo Rollemberg. Falta combinar com o deputado federal Geraldo Magela (PT), cotado para a mesma vaga. A outra já é do senador Cristovam Buarque (PDT), candidato à reeleição.
Gripe
Postos de saúde de todo o Brasil abrem hoje para o dia “D” da vacinação contra a pandemia de influenza H1N1 (gripe suína) para reforçar a imunização nos grupos que mais sofreram com a doença no ano passado: doentes crônicos, grávidas, crianças de 6 meses a 2 anos e adultos de 20 a 29 anos. A gripe matou no Brasil 2.051 pessoas
Espera
Aloizio Mercadante resolveu empurrar com a barriga a formação da chapa de candidatos ao Senado da coalizão que está montando. O cantor Netinho (PCdoB), que pleiteia uma das vagas, terá que esperar uma definição do PSB, que pode desistir da candidatura do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a governador de São Paulo. Nesse caso, a segunda vaga do Senado ficaria com Gabriel Chalita (PSB). A primeira é de Marta Suplicy (PT).
Desgaste
O presidente Lula está muito preocupado com o desgaste político do governo federal no Rio de Janeiro por causa da distribuição de recursos para a Defesa Civil nos estados. A notícia de que o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) havia privilegiado a Bahia foi muito boa para a candidatura do político baiano a governador. Mas péssima para a candidatura de Dilma Rousseff no Rio. Dos R$ 200 milhões liberados para o estado fluminense por Lula, Niterói e São Gonçalo receberão R$ 35 milhões cada.
Gana
O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) telefonou para os aliados na Câmara Legislativa pedindo voto para o governador interino do Distrito Federal, Wilson Lima (PR), na eleição indireta marcada para o próximo dia 17. Está de olho no apoio da legenda à sua candidatura ao GDF.
Feminista - A ex-ministra do Meio Ambiente da
França Ségolène Royal deu rasante ontem em Brasília para uma tarefa partidária. Além do encontro com o presidente Lula, a francesa veio declarar apoio à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Como Dilma, Ségolène disputou a Presidência da França contra um homem, o hoje presidente Nicolas Sarkozy.
Criminal - Começa amanhã, na Bahia, o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, com cerca de 4 mil especialistas representando 140 países.
Socorro - O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) arrancou do governo a ajuda aos microprodutores rurais do semiárido nordestino. Calheiros se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para costurar a medida provisória que refinancia os empréstimos e anistia os débitos de até R$ 10 mil dos microempresários endividados.
Oprimidos - A Universidade de Northwestern, em Ilinóis
(Estados Unidos), realiza hoje um seminário em comemoração aos 40 anos da tradução do livro Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire, para o inglês. Reunirá especialistas em educação e em outras áreas, todos norte-americanos.
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
Presidente do PPS, Roberto Freire passou um pente-fino no discurso que pretende fazer hoje pela manhã no lançamento da candidatura do ex-governador paulista José Serra (PSDB) a presidente da República. A pedido do tucano, retirou do texto os ataques que pretendia fazer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é adversário figadal.
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O marqueteiro de Serra, Luiz Gonzales, baixou o centralismo na coalizão oposicionista: o fogo agora precisa se concentrar na candidata petista Dilma Rousseff, e não em Lula. Freire será o primeiro orador do evento, no Centro de Convenções Brasil 21, seguido pelo presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), que falará no mesmo diapasão. O ex-governador de Minas Aécio Neves, que apresentará o candidato tucano, é o autor da tese de que o postulante à sucessão de 2010 não pode ser um anti-Lula. Serra adotou a estratégia e resolveu encarnar o candidato pós-Lula no seu aguardado discurso de concorrente à Presidência da República.
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Quem está fora de controle é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que falará de improviso e é imprevisível nessas horas. Como não pode ser o pós-Lula, será o anti-Lula. Aliás, seu esporte favorito é provocar a ira do petista.
Depois
O líder do Democratas na Câmara, Paulo Bornhausen, disse ontem que a legenda não tem pressa para definir o nome do vice de Serra. “Em razão da sua densidade eleitoral, o Democratas tem o direito de reivindicar a posição de vice. Mas isso só vai acontecer nas convenções de junho.” Segundo ele, o vice precisa ser alguém afinado com o tucano.
Fechou
O candidato petista Agnelo Queiroz fechou um pré-acordo para completar a chapa de candidato ao Governo do Distrito Federal. Prometeu entregar a segunda vaga de candidato ao Senado ao líder do PSB na Câmara, deputado federal Rodrigo Rollemberg. Falta combinar com o deputado federal Geraldo Magela (PT), cotado para a mesma vaga. A outra já é do senador Cristovam Buarque (PDT), candidato à reeleição.
Gripe
Postos de saúde de todo o Brasil abrem hoje para o dia “D” da vacinação contra a pandemia de influenza H1N1 (gripe suína) para reforçar a imunização nos grupos que mais sofreram com a doença no ano passado: doentes crônicos, grávidas, crianças de 6 meses a 2 anos e adultos de 20 a 29 anos. A gripe matou no Brasil 2.051 pessoas
Espera
Aloizio Mercadante resolveu empurrar com a barriga a formação da chapa de candidatos ao Senado da coalizão que está montando. O cantor Netinho (PCdoB), que pleiteia uma das vagas, terá que esperar uma definição do PSB, que pode desistir da candidatura do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a governador de São Paulo. Nesse caso, a segunda vaga do Senado ficaria com Gabriel Chalita (PSB). A primeira é de Marta Suplicy (PT).
Desgaste
O presidente Lula está muito preocupado com o desgaste político do governo federal no Rio de Janeiro por causa da distribuição de recursos para a Defesa Civil nos estados. A notícia de que o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) havia privilegiado a Bahia foi muito boa para a candidatura do político baiano a governador. Mas péssima para a candidatura de Dilma Rousseff no Rio. Dos R$ 200 milhões liberados para o estado fluminense por Lula, Niterói e São Gonçalo receberão R$ 35 milhões cada.
Gana
O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) telefonou para os aliados na Câmara Legislativa pedindo voto para o governador interino do Distrito Federal, Wilson Lima (PR), na eleição indireta marcada para o próximo dia 17. Está de olho no apoio da legenda à sua candidatura ao GDF.
Feminista - A ex-ministra do Meio Ambiente da
França Ségolène Royal deu rasante ontem em Brasília para uma tarefa partidária. Além do encontro com o presidente Lula, a francesa veio declarar apoio à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Como Dilma, Ségolène disputou a Presidência da França contra um homem, o hoje presidente Nicolas Sarkozy.
Criminal - Começa amanhã, na Bahia, o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, com cerca de 4 mil especialistas representando 140 países.
Socorro - O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) arrancou do governo a ajuda aos microprodutores rurais do semiárido nordestino. Calheiros se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para costurar a medida provisória que refinancia os empréstimos e anistia os débitos de até R$ 10 mil dos microempresários endividados.
Oprimidos - A Universidade de Northwestern, em Ilinóis
(Estados Unidos), realiza hoje um seminário em comemoração aos 40 anos da tradução do livro Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire, para o inglês. Reunirá especialistas em educação e em outras áreas, todos norte-americanos.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Alerta de tsunami
Por Luiz Carlos Azedo
luizazedo.df@dabr.com.br
Vem aí mais um tremor de terra em Brasília. A Polícia Federal concluiu ontem o relatório parcial da Operação Caixa de Pandora. É parcial porque surgiram novos fatos a serem investigados, mas conclusivo em relação ao que já foi divulgado. Mantido em sigilo, será encaminhador pelo delegado federal Alfredo Junqueira ao ministro Fernando Gonçalves, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça. Faltam ainda novas perícias nos HDs dos computadores apreendidos e nas mídias, inclusive as gravações feitas pelo ex-secretário de Relações Institucionais do GDF Durval Barbosa. Mais deputados estariam envolvidos no mensalão do GDF, segundo o relatório parcial da Polícia Federal.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou uma espécie de intervenção branca da Controladoria-Geral da União (CGU) no GDF. Como? Por meio das auditorias nos repasses de verbas federais, cuja aplicação está sofrendo uma devassa. Durval Barbosa prestou depoimento detalhado na CGU sobre o esquema de propina que supostamente estaria desviando recursos federais para a caixinha dos políticos do GDF.
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Em tempo: o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, não será o relator do pedido de intervenção no GDF feito pelo Ministério Público Federal. Como deixará o posto no próximo dia 23, a tarefa ficará a cargo do ministro Cezar Peluso, que assumirá o comando da Suprema Corte.
Desconfiança
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) anda receoso de que a eleição indireta do novo governador sirva para acobertar irregularidades que podem levar o GDF à implosão. O senador defende que os distritais adotem transparência da gestão das contas públicas do DF e revejam decisões polêmicas, como o Plano Diretor de Ordenamento Terrritorial.
Mutirão
Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Gilmar Mendes voltou a alfinetar o Ministério Público. Depois de desferir ao longo de dois anos inúmeras críticas ao órgão, ele elogiou o fato de o Conselho Nacional do MP ter decidido fazer mutirões país afora. “Será ótimo, mas não será original. Bendita provocação. Hoje, estamos institucionalizando esse modelo”, disse. Ao avaliar os dois anos de sua gestão no Supremo e no CNJ, Gilmar Mendes, garante que seu sucessor, Cezar Peluso, partirá “de outro patamar”. Sem modéstia, avalia que os jornais sentirão sua falta por causa das polêmicas que criou. Peluso é avesso a dar entrevistas.
Dolce vita
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso curtia ontem, na 5ª Avenida, em Nova York, momentos de solidão. Amanhã discursará para um público estimado em duas mil pessoas no lançamento da candidatura do tucano José Serra, na convenção do PSDB, em Brasília.
Colheita
A briga entre ambientalistas e ruralistas na Comissão do Meio Ambiente promete ser ferrenha. Relator do parecer que tem despertado a ira de colegas da bancada verde, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) defende que o trabalho é consistente, nascido do diálogo com 18 estados, não cabendo mais delongas. “Os ambientalistas têm todo o tempo do mundo. Os produtores rurais, não; eles tem uma safra para colher”, defendeu o comunista.
Disputa
O PT se prepara para mais uma prévia. Desta vez em Pernambuco. Apesar de praticamente fechado o apoio ao governador Eduardo Campos (PSB-PE), que tenta a reeleição, o partido não se entende quanto à vaga de senador na chapa majoritária. O ex-ministro Humberto Costa e o ex-prefeito de Recife João Paulo não arredam pé, e estão dispostos a deixar a decisão para os filiados.
Vidraça
Quem está gostando da entrada em cena do ex-presidente FHC é o líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (foto). “Eles vão ter que explicar para 80% do eleitorado o antilulismo e os oito anos do governo de FHC”, provocou, referindo-se ao time escalado pelo núcleo da campanha de José Serra para rebater ataques na Câmara. O escudo tucano é composto pelos líderes do PSDB, João Almeida (BA), do PPS, Fernando Coruja (SC), e do DEM, Paulo Bornhausen (SC).
Desastre
Considerado o melhor prefeito da história de Niterói (RJ) e idealizador do Caminho Niemeyer, o maior conjunto arquitetônico do arquiteto Oscar Niemeyer fora de Brasília, Jorge Roberto Silveira (PDT) entrou em depressão no seu quarto mandato. Com a tragédia do Morro do Bumba — denominação proveniente das explosões de gás metano do antigo lixão no Cubango —, o saldo de mortes no município pode passar de 200.
Pressão - No mesmo dia em que a nova ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciava a redução recorde do desmatamento na Amazônia Legal, funcionários do Ibama faziam barulho para exigir a reestruturação da carreira de especialista em Meio Ambiente. Em greve desde quarta-feira, eles ameaçam emperrar o PAC, interrompendo a concessão de licenças ambientais para empreendimentos do governo federal.
Batom - De olho na questão do gênero, que favorece a candidata petista Dilma Rousseff, o PSDB vai desembarcar amanhã em Brasília com mais de mil mulheres militantes do partido para apoiar o lançamento da candidatura à Presidência da República do tucano José Serra.
luizazedo.df@dabr.com.br
Vem aí mais um tremor de terra em Brasília. A Polícia Federal concluiu ontem o relatório parcial da Operação Caixa de Pandora. É parcial porque surgiram novos fatos a serem investigados, mas conclusivo em relação ao que já foi divulgado. Mantido em sigilo, será encaminhador pelo delegado federal Alfredo Junqueira ao ministro Fernando Gonçalves, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça. Faltam ainda novas perícias nos HDs dos computadores apreendidos e nas mídias, inclusive as gravações feitas pelo ex-secretário de Relações Institucionais do GDF Durval Barbosa. Mais deputados estariam envolvidos no mensalão do GDF, segundo o relatório parcial da Polícia Federal.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou uma espécie de intervenção branca da Controladoria-Geral da União (CGU) no GDF. Como? Por meio das auditorias nos repasses de verbas federais, cuja aplicação está sofrendo uma devassa. Durval Barbosa prestou depoimento detalhado na CGU sobre o esquema de propina que supostamente estaria desviando recursos federais para a caixinha dos políticos do GDF.
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Em tempo: o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, não será o relator do pedido de intervenção no GDF feito pelo Ministério Público Federal. Como deixará o posto no próximo dia 23, a tarefa ficará a cargo do ministro Cezar Peluso, que assumirá o comando da Suprema Corte.
Desconfiança
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) anda receoso de que a eleição indireta do novo governador sirva para acobertar irregularidades que podem levar o GDF à implosão. O senador defende que os distritais adotem transparência da gestão das contas públicas do DF e revejam decisões polêmicas, como o Plano Diretor de Ordenamento Terrritorial.
Mutirão
Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Gilmar Mendes voltou a alfinetar o Ministério Público. Depois de desferir ao longo de dois anos inúmeras críticas ao órgão, ele elogiou o fato de o Conselho Nacional do MP ter decidido fazer mutirões país afora. “Será ótimo, mas não será original. Bendita provocação. Hoje, estamos institucionalizando esse modelo”, disse. Ao avaliar os dois anos de sua gestão no Supremo e no CNJ, Gilmar Mendes, garante que seu sucessor, Cezar Peluso, partirá “de outro patamar”. Sem modéstia, avalia que os jornais sentirão sua falta por causa das polêmicas que criou. Peluso é avesso a dar entrevistas.
Dolce vita
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso curtia ontem, na 5ª Avenida, em Nova York, momentos de solidão. Amanhã discursará para um público estimado em duas mil pessoas no lançamento da candidatura do tucano José Serra, na convenção do PSDB, em Brasília.
Colheita
A briga entre ambientalistas e ruralistas na Comissão do Meio Ambiente promete ser ferrenha. Relator do parecer que tem despertado a ira de colegas da bancada verde, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) defende que o trabalho é consistente, nascido do diálogo com 18 estados, não cabendo mais delongas. “Os ambientalistas têm todo o tempo do mundo. Os produtores rurais, não; eles tem uma safra para colher”, defendeu o comunista.
Disputa
O PT se prepara para mais uma prévia. Desta vez em Pernambuco. Apesar de praticamente fechado o apoio ao governador Eduardo Campos (PSB-PE), que tenta a reeleição, o partido não se entende quanto à vaga de senador na chapa majoritária. O ex-ministro Humberto Costa e o ex-prefeito de Recife João Paulo não arredam pé, e estão dispostos a deixar a decisão para os filiados.
Vidraça
Quem está gostando da entrada em cena do ex-presidente FHC é o líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (foto). “Eles vão ter que explicar para 80% do eleitorado o antilulismo e os oito anos do governo de FHC”, provocou, referindo-se ao time escalado pelo núcleo da campanha de José Serra para rebater ataques na Câmara. O escudo tucano é composto pelos líderes do PSDB, João Almeida (BA), do PPS, Fernando Coruja (SC), e do DEM, Paulo Bornhausen (SC).
Desastre
Considerado o melhor prefeito da história de Niterói (RJ) e idealizador do Caminho Niemeyer, o maior conjunto arquitetônico do arquiteto Oscar Niemeyer fora de Brasília, Jorge Roberto Silveira (PDT) entrou em depressão no seu quarto mandato. Com a tragédia do Morro do Bumba — denominação proveniente das explosões de gás metano do antigo lixão no Cubango —, o saldo de mortes no município pode passar de 200.
Pressão - No mesmo dia em que a nova ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciava a redução recorde do desmatamento na Amazônia Legal, funcionários do Ibama faziam barulho para exigir a reestruturação da carreira de especialista em Meio Ambiente. Em greve desde quarta-feira, eles ameaçam emperrar o PAC, interrompendo a concessão de licenças ambientais para empreendimentos do governo federal.
Batom - De olho na questão do gênero, que favorece a candidata petista Dilma Rousseff, o PSDB vai desembarcar amanhã em Brasília com mais de mil mulheres militantes do partido para apoiar o lançamento da candidatura à Presidência da República do tucano José Serra.
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