quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Jarbas vai à luta
Por Luiz Carlos Azedo
Com Guilherme Queiroz
luizazedo.df@diariosassociados.com.br
Carta fora do baralho na cúpula do PMDB, o senador Jarbas Vasconcelos (PE) comunicou ao presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que vai se candidatar a governador de Pernambuco, cargo que já ocupou por dois mandatos. Comporá sua chapa com o próprio tucano, que disputará a reeleição ao Senado, e Marco Maciel (DEM), que também precisa renovar o mandato de senador. A candidatura de Jarbas fortalece a coligação PSDB-DEM-PPS, da qual é aliado, e que anda mal de alianças no Nordeste.
***
Com a definição de Jarbas, a grande incógnita da eleição em Pernambuco passa a ser a posição do ex-prefeito João Paulo (PT), que pode se lançar candidato a governador. O petista disputaria uma das vagas no Senado, em aliança com Armando Monteiro (PTB-PE), na coligação que está sendo articulada pelo governador Eduardo Campos (PSB), candidato à reeleição. A candidatura de Ciro Gomes (PSB) a presidente da República, porém, estremece a aliança PSB-PT. O nome de João Paulo, por isso mesmo, é uma carta na manga do presidente Lula para forçar Campos a retirar seu apoio à candidatura de Ciro Gomes.
Yesterday
O beatle Paul McCartney pediu US$ 7 milhões para cantar em Brasília em 21 de abril, no megasshow dos 50 anos da capital federal, que deve reunir 2 milhões de pessoas. O Governo do Distrito Federal ofereceu US$ 4 milhões, mas o ídolo pop recusou. A negociação continua.
O cara
Preocupado com a presença do presidente norte-americano, Barack Obama, na reunião do Comitê Olímpico que escolherá a sede das Olimpíadas de 2016 — a cidade de Chicago disputa com o Rio de Janeiro —, o governador fluminense, Sérgio Cabral (foto), do PMDB, era só elogios ao presidente Lula, ontem, em Copenhague, na Dinamarca. “O presidente Obama vem abrilhantar a festa. Mas nós temos o presidente Lula, que trabalha diuturnamente por essa candidatura há dois anos”, apregoava.
Acionistas
O diretor-presidente da BMFBovespa, Edemir Pinto, defendeu o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na compra de ações da Petrobras, durante audiência na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto. Sugeriu que a participação fique limitada a R$ 50 mil
Do contra
Apesar da euforia para o anúncio da sede dos Jogos Olímpicos de 2016, na Câmara, deputados querem instalar a CPI do Esporte, esvaziada meses atrás sob forte pressão do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Entusiastas da investigação avaliam que, se o Rio não for a sede dos jogos, haverá clima favorável para investigar não só os gastos com a candidatura, que consumiu pelo menos R$ 80 milhões dos cofres públicos, como também a política esportiva do governo.
Revoada
Deputados do PMDB em dificuldades eleitorais começam a comunicar à cúpula da legenda que estão abandonando o partido. Buscam outras legendas Geraldo Pudim (RJ), Rita Camata (ES), Antônio Bulhões (SP), Laerte Bessa (DF), Acélio Casagrande (SC) e Paulo Henrique Lustosa (CE). A propósito, Clarissa Garotinho, líder do PMDB na Câmara do Rio, entregou a carta de desfiliação ontem. Será candidata a deputada federal pelo PR.
Cassação
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para hoje o julgamento do recurso, movido pelo PDT, que questiona a competência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de deliberar sobre a perda de mandato de governadores. Os pedetistas argumentam na ação que cabe aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) julgarem os pedidos contra a expedição dos diplomas e que, em vez de determinar a posse de Roseana Sarney (PMDB), novas eleições deveriam ter sido convocadas.
Desmanche
Nunca as relações entre o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e o ex-governador Orestes Quércia estiveram tão tensas. O cacique do PMDB paulista barrou a entrada do presidente da Fiesp, Paulo Scaff, que pretendia disputar o governo do estado pela legenda. Também está bloqueando a entrada do prefeito de Campinas, Dr. Hélio, que tem a mesma pretensão. Na cúpula do PMDB, a avaliação é de que o partido cresce nacionalmente, menos em São Paulo, onde a chapa de deputado federal se desmanchou.
Negritude/ Sob pressão de movimentos sociais, deputados começaram ontem a retirar assinaturas do requerimento que barrava a aprovação conclusiva nas comissões do Estatuto da Igualdade Racial. O recurso impedia que a matéria fosse encaminhada ao Senado sem antes ser votada no plenário da Câmara.
Fica/ Depois de estar com um pé para fora do PSDB, o governador cassado da Paraíba, Cássio Cunha Lima, recuou da intenção de deixar o partido para concorrer ao Senado. O tucano foi demovido da ideia depois de uma conversa com os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, durante o encontro do PSDB em Natal.
Guri/ Pela segunda vez, com a viagem de Tarso Genro para a Dinamarca e do secretário executivo Luiz Paulo Barreto para o Uruguai, assume o exercício da pasta o secretário de Assuntos Legislativos, Pedro Abramovay. O ministro da Justiça interino tem 29 anos.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Bilhões e bilhões
Por Luiz Carlos Azedo
Com Guilherme Queiroz
luizazedo.df@diariosassociados.com.br
A única coisa certa em relação ao projeto de capitalização da Petrobras que o governo encaminhou ao Congresso Nacional é que o Tesouro injetará mais de R$ 50 bilhões na empresa, da qual hoje detém cerca de um terço das ações. Se esses recursos forem contabilizados como dívida pública, o superávit fiscal será zerado. O projeto de capitalização do governo prevê a cessão onerosa de 5 bilhões de barris de reservas do pré-sal que caberiam à União no novo regime de partilha, em troca da emissão de ações novas da Petrobras no mesmo valor.
» » »
Trocando em miúdos: a Petrobras emitirá ações para que a parte que a União comprar dessas ações corresponda ao valor que a empresa precisa lhe pagar pelas reservas que recebeu. Como as reservas novas devem custar o equivalente a 32,2% do bolo de ações emitidas, que é exatamente a participação da União no capital na empresa, também serão emitidas ações em volume proporcional aos minoritários, que têm os outros 67,8%. O dinheiro obtido com a venda irá para o caixa da Petrobras para investimentos. Porém, sempre há um porém, pode ser que os sócios minoritários não se interessem. Nesse caso, o governo ampliaria a participação nas ações e poderia recuperar o total controle acionário da Petrobras, com mais de 50% do seu capital. Será uma espécie de reestatização da empresa, uma sociedade anônima de capital misto controlada pelo governo.
FGTS//
Uma das 67 emendas do PMDB apresentadas ao projeto do pré-sal prevê a utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra das novas ações da Petrobras. Trabalhadores que compraram ações da empresa com o FGTS, no passado, correm o risco de perdê-las se não aumentarem a participação na Petrobras.
Nunca antes
Economista com intimidade no assunto reestruturação de empresas — é um dos sócios do Grupo Fator —, além de larga experiência no setor público, o deputado federal João Maia, do PR-RN, nunca viu tanto zero num projeto de capitalização de empresa como no encaminhado pelo governo à Câmara dos Deputados em razão do novo marco regulatório do pré-sal. Segundo o relator do projeto de capitalização da Petrobras, é impossível prever o que vai acontecer com a composição acionária da Petrobras. “Nunca antes, na história do capitalismo, houve uma capitalização desse porte”, garante.
Barril
Em tese, com o barril de petróleo cotado a US$ 5, se a Petrobras comprar os 5 bilhões de barris do governo, a operação poderia chegar a US$ 78 bilhões. Ou seja, R$ 155 bilhões
Cariri atômico
O governo não pretende limitar os investimentos em energia nuclear à construção da usina 3 de Angra dos Reis. Rico em urânio, o Brasil domina o ciclo nuclear completo e já tem condições de construir uma nova usina com tecnologia nacional. A quarta usina deve ser instalada no Nordeste, aproveitando a exploração de uma nova mina de urânio no município de Santa Quitéria, no Ceará.
Agência
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quer transformar o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) numa nova agência reguladora para controlar e fiscalizar o setor mineral. Com 1,2 mil funcionários efetivos, o DNPM é uma autarquia reestruturada e fortalecida sob a proteção da ministra, que agora defende a elaboração de um novo marco regulatório para o setor mineral. Dilma foi ministra de Minas e Energia no primeiro mandato do presidente Lula.
Fim de papo
Cotado para concorrer ao governo paulista, o prefeito de Campinas, Dr. Hélio, do PDT, abortou as conversas para retornar ao PMDB. Apesar do assédio de antigos companheiros, o pedetista esbarraria no acordo do presidente estadual do PMDB, Orestes Quércia, de apoiar a candidatura de um tucano ao Palácio dos Bandeirantes.
Imagem
Sob o escrutínio desde sua indicação a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, José Antônio Toffoli, contratou uma consultoria de comunicação para orientá-lo durante o período de exposição. Ele está sob os cuidados da Companhia de Notícias (CDN), que passou a cuidar também da Petrobras durante o bombardeio pré-CPI do Senado.
Conselhos/ A comitiva de deputados da Comissão de Relações Exteriores, que está de viagem marcada para acompanhar o cerco à embaixada brasileira em Tegucigalpa, foi aconselhada pela embaixada de Honduras em Brasília a não desembarcar no país. O grupo aguarda a concessão de um visto especial do legislativo hondurenho.
Afônico/ Rouco devido a uma operação nas cordas vocais, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), foi alvo de brincadeiras dos companheiros, que atribuíam a perda da voz à campanha precoce pelo governo do Rio de Janeiro. A propósito, Lindberg reafirmou ontem, em Brasília, que será adversário do governador Sérgio Cabral (PMDB) na corrida pelo Palácio Guanabara. Precisa combinar com o presidente Lula.
Goela/ Realizado o desejo de ocupar o Ministério de Relações Institucionais com alguém afinadíssimo com o projeto do PT para 2010 — no caso, Alexandre Padilha —, petistas já falavam ontem em colocar um quadro com as mesmas credenciais no lugar do subsecretário de Assuntos Parlamentares, Marcos Lima. Conhecido como o “homem das emendas”, ele disputou o cargo de ministro com Padilha e perdeu a batalha.
Social/ Líderes do governo no Congresso patrocinam hoje um encontro do novo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, com deputados e senadores da Comissão Mista de Orçamento (CMO). O objetivo é azeitar a relação com o colegiado, espécie de caixa de ressonância das insatisfações da base aliada.
Hoje, na coluna Brasília/DF do Correio Braziliense
Com Guilherme Queiroz
luizazedo.df@diariosassociados.com.br
A única coisa certa em relação ao projeto de capitalização da Petrobras que o governo encaminhou ao Congresso Nacional é que o Tesouro injetará mais de R$ 50 bilhões na empresa, da qual hoje detém cerca de um terço das ações. Se esses recursos forem contabilizados como dívida pública, o superávit fiscal será zerado. O projeto de capitalização do governo prevê a cessão onerosa de 5 bilhões de barris de reservas do pré-sal que caberiam à União no novo regime de partilha, em troca da emissão de ações novas da Petrobras no mesmo valor.
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Trocando em miúdos: a Petrobras emitirá ações para que a parte que a União comprar dessas ações corresponda ao valor que a empresa precisa lhe pagar pelas reservas que recebeu. Como as reservas novas devem custar o equivalente a 32,2% do bolo de ações emitidas, que é exatamente a participação da União no capital na empresa, também serão emitidas ações em volume proporcional aos minoritários, que têm os outros 67,8%. O dinheiro obtido com a venda irá para o caixa da Petrobras para investimentos. Porém, sempre há um porém, pode ser que os sócios minoritários não se interessem. Nesse caso, o governo ampliaria a participação nas ações e poderia recuperar o total controle acionário da Petrobras, com mais de 50% do seu capital. Será uma espécie de reestatização da empresa, uma sociedade anônima de capital misto controlada pelo governo.
FGTS//
Uma das 67 emendas do PMDB apresentadas ao projeto do pré-sal prevê a utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra das novas ações da Petrobras. Trabalhadores que compraram ações da empresa com o FGTS, no passado, correm o risco de perdê-las se não aumentarem a participação na Petrobras.
Nunca antes
Economista com intimidade no assunto reestruturação de empresas — é um dos sócios do Grupo Fator —, além de larga experiência no setor público, o deputado federal João Maia, do PR-RN, nunca viu tanto zero num projeto de capitalização de empresa como no encaminhado pelo governo à Câmara dos Deputados em razão do novo marco regulatório do pré-sal. Segundo o relator do projeto de capitalização da Petrobras, é impossível prever o que vai acontecer com a composição acionária da Petrobras. “Nunca antes, na história do capitalismo, houve uma capitalização desse porte”, garante.
Barril
Em tese, com o barril de petróleo cotado a US$ 5, se a Petrobras comprar os 5 bilhões de barris do governo, a operação poderia chegar a US$ 78 bilhões. Ou seja, R$ 155 bilhões
Cariri atômico
O governo não pretende limitar os investimentos em energia nuclear à construção da usina 3 de Angra dos Reis. Rico em urânio, o Brasil domina o ciclo nuclear completo e já tem condições de construir uma nova usina com tecnologia nacional. A quarta usina deve ser instalada no Nordeste, aproveitando a exploração de uma nova mina de urânio no município de Santa Quitéria, no Ceará.
Agência
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quer transformar o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) numa nova agência reguladora para controlar e fiscalizar o setor mineral. Com 1,2 mil funcionários efetivos, o DNPM é uma autarquia reestruturada e fortalecida sob a proteção da ministra, que agora defende a elaboração de um novo marco regulatório para o setor mineral. Dilma foi ministra de Minas e Energia no primeiro mandato do presidente Lula.
Fim de papo
Cotado para concorrer ao governo paulista, o prefeito de Campinas, Dr. Hélio, do PDT, abortou as conversas para retornar ao PMDB. Apesar do assédio de antigos companheiros, o pedetista esbarraria no acordo do presidente estadual do PMDB, Orestes Quércia, de apoiar a candidatura de um tucano ao Palácio dos Bandeirantes.
Imagem
Sob o escrutínio desde sua indicação a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, José Antônio Toffoli, contratou uma consultoria de comunicação para orientá-lo durante o período de exposição. Ele está sob os cuidados da Companhia de Notícias (CDN), que passou a cuidar também da Petrobras durante o bombardeio pré-CPI do Senado.
Conselhos/ A comitiva de deputados da Comissão de Relações Exteriores, que está de viagem marcada para acompanhar o cerco à embaixada brasileira em Tegucigalpa, foi aconselhada pela embaixada de Honduras em Brasília a não desembarcar no país. O grupo aguarda a concessão de um visto especial do legislativo hondurenho.
Afônico/ Rouco devido a uma operação nas cordas vocais, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), foi alvo de brincadeiras dos companheiros, que atribuíam a perda da voz à campanha precoce pelo governo do Rio de Janeiro. A propósito, Lindberg reafirmou ontem, em Brasília, que será adversário do governador Sérgio Cabral (PMDB) na corrida pelo Palácio Guanabara. Precisa combinar com o presidente Lula.
Goela/ Realizado o desejo de ocupar o Ministério de Relações Institucionais com alguém afinadíssimo com o projeto do PT para 2010 — no caso, Alexandre Padilha —, petistas já falavam ontem em colocar um quadro com as mesmas credenciais no lugar do subsecretário de Assuntos Parlamentares, Marcos Lima. Conhecido como o “homem das emendas”, ele disputou o cargo de ministro com Padilha e perdeu a batalha.
Social/ Líderes do governo no Congresso patrocinam hoje um encontro do novo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, com deputados e senadores da Comissão Mista de Orçamento (CMO). O objetivo é azeitar a relação com o colegiado, espécie de caixa de ressonância das insatisfações da base aliada.
Hoje, na coluna Brasília/DF do Correio Braziliense
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Companheiros de viagem
Por Luiz Carlos Azedp
Com Guilherme Queiroz
luiz.azedo.df@diariosassociados.com.br
Nunca as relações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), estiveram tão boas. O petista sempre teve dificuldades
para lidar com o estilo seco e impessoaldo cacique do PMDB, que manteve obstinada oposição no primeiro mandato e desembarcou de mala e cuia no segundo governo Lula. Hoje, o PMDB é uma força de sustentação mais decisiva do que o próprio PT no Congresso e escanteou os demais aliados do governo. Agora, Temer tem pressa
para fechar a coligação eleitoral com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, certo de que o sucesso nessa empreitada, num momento de baixa da
petista nas pesquisas de intenções de voto, lhe garantirá o lugar de vice na chapa presidencial.
***
Terça-feira, Temer embarca do Rio deJaneiro para Copenhague, na Dinamarca, em companhia do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do prefeito carioca,Eduardo Paes, para a reunião do Comitê Olímpico Internacional
(COI) que vai decidir a sede das Olimpíadas de 2016. Lula faz campanha pelo
Rio de Janeiro, mas o assunto principal entre os companheiros de viagem é a consolidação da aliança do PMDB com o PT na sucessão de 2010. Lula tem pressa. Temer, também. Cabral e Paes são fiadores da aliança com Dilma, mas andam
agastados por causa dopré-sal e querem pagar para ver.
É Galo (13)Voador
Será difícil cumprir o prazo de 10 de novembro para começar a votação dos quatro projetos do pré-sal na Câmara. A proposta de partilha tem 350 emendas sobre a exploração e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos na camada pré-sal. Há 301 emendas aoFundo Social, que está sendo pulverizado. A
criação da Petro-Sal recebeu 105 emendas e a capitalização da Petrobras, 67. A propósito,emenda do deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES)suprime do texto a delimitação de “áreas estratégicas” de exploração por decreto presidencial. “É um cheque em branco, à reveliados estados e do Congresso”, dispara.
Metrô//
A partir de amanhã, o Metrô-DF retoma as negociações com a Cooperação Andina de Fomento (CAF) para financiamento do projeto Corredor Eixo-Sul (Veículo Leve Sobre Pneus), que liga Gama,Santa Maria e Entorno ao Plano Piloto. Seis representantes da
instituição estão em Brasília para análise do empreendimento. BRASÍLIA-DF por Luiz Carlos Azedo » luizazedo.df@diariosassociados.com.br
MIGALHAS
Sob pressão de sete governadores, o Ministério do Planejamento criou um grupo
de técnicos encarregados de estudar a disponibilidade de recursos que poderão ser
destinados às compensações da Lei Kandir,no ano que vem, na proposta da Lei
Orçamentária de 2010. Os estados pedem pelo menos R$ 3,9 bilhões No hangar Esperada para o fim de agosto, a reestruturação da diretoria da Infraero não saiu do hangar. Há quatro meses, o diretor de Operações da estatal, João Márcio Jordão, acumula a Diretoria de Engenharia e MeioAmbiente, departamento encarregado de assinar
ordens de serviço das obras da estatal. Entre elas, as ações do Programa de celeração do Crescimento (PAC), que andam empacadas: nenhum centavo do PAC de 2009 foi executado este ano.
José
O jogo do bicho está em vias de provocar um grande racha no PT, que não
esqueceu aorigem dos infortúnios do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva: o famoso caso Waldomiro Diniz,assessor parlamentar do então
ministro da Casa Civil, José Dirceu, que se meteu com a jogatina. Patrocinada pela bancada pernambucana em peso, a legalização dos bingos divide ao meio os petistas na
Câmara. Presidente da legenda, Ricardo Berzoini (SP) trabalha a favor; o secretáriogeral,José Eduardo Cardozo, de São Paulo, faz comício contra. José
Genoíno (SP)acredita que legalizar é a única maneira de impedir sua contaminação
por outras atividades ilegais. Antônio Biscaia (RJ) pensa o contrário: os bingos lavam dinheiro do tráfico de drogas e são controlados por bicheiros.
Não tem
Líder do PMDB na Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (foto), do Rio Grande
do Norte, já avisou ao governo que a bancada não embarcará no projeto de
taxação das cadernetas de poupança com saldo superior a R$ 50 mil, como quer o ministro da Fazenda,Guido Mantega. Argumenta que é matéria antipopular, que dá urticária nos deputados da legenda e nos demais aliados do governo. A proposta
virou bandeira eleitoral da oposição, que já está batendo no governo.
Divórcio/ Responsável pela eleição de 12 dos 46 deputados
federais do Rio de Janeiro, a aliança PMDB-PP não será repetida em 2010. O
diretórioestadual peemedebista quer aumentar sua bancada de 10 para 12 parlamentares, número difícil de atingir dividindo votos da coligação com os exaliados.Apesar do divórcio, o PMDB abriu as portas para progressistas
concorrerem pelo partido.
Barrigada/ Procurado pelo ex-governador Joaquim Roriz, que oferece um palanque no Distrito Federal à candidatura presidencial do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), o PSB brasiliense não quer conversar sobre o assunto antes de 3 de outubro, quando se encerra o prazo de filiação partidária. Os socialistas temem alimentar boatos de uma eventual filiação de Roriz.
Municípios/ Presidente da Confederação Nacionalde Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski promete botar a boca no trombone, amanhã, por causa da queda de arrecadação do Fundeb. O deficit, em relação a 2007, aumentou 1,4%. Formadas por 20%
da arrecadação de tributos como o IPVA e o ICMS e por recursos do FPM e do FPE, as verbas do Fundeb retornam ao município de acordo com o número de
matrículas na rede escolar.
Na coluna Brasília/DF, dia 27 de setembro, domingo, no Correio Braziliense
Com Guilherme Queiroz
luiz.azedo.df@diariosassociados.com.br
Nunca as relações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), estiveram tão boas. O petista sempre teve dificuldades
para lidar com o estilo seco e impessoaldo cacique do PMDB, que manteve obstinada oposição no primeiro mandato e desembarcou de mala e cuia no segundo governo Lula. Hoje, o PMDB é uma força de sustentação mais decisiva do que o próprio PT no Congresso e escanteou os demais aliados do governo. Agora, Temer tem pressa
para fechar a coligação eleitoral com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, certo de que o sucesso nessa empreitada, num momento de baixa da
petista nas pesquisas de intenções de voto, lhe garantirá o lugar de vice na chapa presidencial.
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Terça-feira, Temer embarca do Rio deJaneiro para Copenhague, na Dinamarca, em companhia do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do prefeito carioca,Eduardo Paes, para a reunião do Comitê Olímpico Internacional
(COI) que vai decidir a sede das Olimpíadas de 2016. Lula faz campanha pelo
Rio de Janeiro, mas o assunto principal entre os companheiros de viagem é a consolidação da aliança do PMDB com o PT na sucessão de 2010. Lula tem pressa. Temer, também. Cabral e Paes são fiadores da aliança com Dilma, mas andam
agastados por causa dopré-sal e querem pagar para ver.
É Galo (13)Voador
Será difícil cumprir o prazo de 10 de novembro para começar a votação dos quatro projetos do pré-sal na Câmara. A proposta de partilha tem 350 emendas sobre a exploração e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos na camada pré-sal. Há 301 emendas aoFundo Social, que está sendo pulverizado. A
criação da Petro-Sal recebeu 105 emendas e a capitalização da Petrobras, 67. A propósito,emenda do deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES)suprime do texto a delimitação de “áreas estratégicas” de exploração por decreto presidencial. “É um cheque em branco, à reveliados estados e do Congresso”, dispara.
Metrô//
A partir de amanhã, o Metrô-DF retoma as negociações com a Cooperação Andina de Fomento (CAF) para financiamento do projeto Corredor Eixo-Sul (Veículo Leve Sobre Pneus), que liga Gama,Santa Maria e Entorno ao Plano Piloto. Seis representantes da
instituição estão em Brasília para análise do empreendimento. BRASÍLIA-DF por Luiz Carlos Azedo » luizazedo.df@diariosassociados.com.br
MIGALHAS
Sob pressão de sete governadores, o Ministério do Planejamento criou um grupo
de técnicos encarregados de estudar a disponibilidade de recursos que poderão ser
destinados às compensações da Lei Kandir,no ano que vem, na proposta da Lei
Orçamentária de 2010. Os estados pedem pelo menos R$ 3,9 bilhões No hangar Esperada para o fim de agosto, a reestruturação da diretoria da Infraero não saiu do hangar. Há quatro meses, o diretor de Operações da estatal, João Márcio Jordão, acumula a Diretoria de Engenharia e MeioAmbiente, departamento encarregado de assinar
ordens de serviço das obras da estatal. Entre elas, as ações do Programa de celeração do Crescimento (PAC), que andam empacadas: nenhum centavo do PAC de 2009 foi executado este ano.
José
O jogo do bicho está em vias de provocar um grande racha no PT, que não
esqueceu aorigem dos infortúnios do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva: o famoso caso Waldomiro Diniz,assessor parlamentar do então
ministro da Casa Civil, José Dirceu, que se meteu com a jogatina. Patrocinada pela bancada pernambucana em peso, a legalização dos bingos divide ao meio os petistas na
Câmara. Presidente da legenda, Ricardo Berzoini (SP) trabalha a favor; o secretáriogeral,José Eduardo Cardozo, de São Paulo, faz comício contra. José
Genoíno (SP)acredita que legalizar é a única maneira de impedir sua contaminação
por outras atividades ilegais. Antônio Biscaia (RJ) pensa o contrário: os bingos lavam dinheiro do tráfico de drogas e são controlados por bicheiros.
Não tem
Líder do PMDB na Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (foto), do Rio Grande
do Norte, já avisou ao governo que a bancada não embarcará no projeto de
taxação das cadernetas de poupança com saldo superior a R$ 50 mil, como quer o ministro da Fazenda,Guido Mantega. Argumenta que é matéria antipopular, que dá urticária nos deputados da legenda e nos demais aliados do governo. A proposta
virou bandeira eleitoral da oposição, que já está batendo no governo.
Divórcio/ Responsável pela eleição de 12 dos 46 deputados
federais do Rio de Janeiro, a aliança PMDB-PP não será repetida em 2010. O
diretórioestadual peemedebista quer aumentar sua bancada de 10 para 12 parlamentares, número difícil de atingir dividindo votos da coligação com os exaliados.Apesar do divórcio, o PMDB abriu as portas para progressistas
concorrerem pelo partido.
Barrigada/ Procurado pelo ex-governador Joaquim Roriz, que oferece um palanque no Distrito Federal à candidatura presidencial do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), o PSB brasiliense não quer conversar sobre o assunto antes de 3 de outubro, quando se encerra o prazo de filiação partidária. Os socialistas temem alimentar boatos de uma eventual filiação de Roriz.
Municípios/ Presidente da Confederação Nacionalde Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski promete botar a boca no trombone, amanhã, por causa da queda de arrecadação do Fundeb. O deficit, em relação a 2007, aumentou 1,4%. Formadas por 20%
da arrecadação de tributos como o IPVA e o ICMS e por recursos do FPM e do FPE, as verbas do Fundeb retornam ao município de acordo com o número de
matrículas na rede escolar.
Na coluna Brasília/DF, dia 27 de setembro, domingo, no Correio Braziliense
sábado, 26 de setembro de 2009
Caixa dois, o regresso
Por Luiz Carlos Azedo
Com Guilherme Queiroz
luizazedo.df@diariosassociados.com.br
Projeto que pretende legalizar e recambiar recursos enviados ilegalmente ao exterior acaba de chegar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A proposta extingue os crimes graves cometidos contra a economia nacional, como remessa ilegal de recursos, evasão de divisas e sonegação fiscal. Na última quarta-feira, saltou o primeiro obstáculo: foi aprovada pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT). De autoria do deputado José Mentor (PT-SP), a matéria levantou suspeitas da oposição, que desconfia que o dinheiro repatriado poderá ser usado na campanha eleitoral.
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O líder do PPS, Fernando Coruja (SC), denuncia a manobra e diz que a origem desses valores é “obscura”. Avisa que a oposição não assinará pedido de urgência para a matéria ir a plenário. “Vamos trabalhar para derrubar esse texto, que privilegia um capital que não foi tributado e que pode ter ligação com o crime organizado”, reforça. Segundo ele, em 2002, o PT teria pago R$ 10 milhões a Duda Mendonça, marqueteiro de Lula, que revelou à CPI dos Correios que recebeu o dinheiro de uma conta em paraíso fiscal.
Esqueletos
Há muita controvérsia em relação ao repatriamento de recursos aplicados ilegalmente no exterior. Nos governos Sarney, por causa da rápida desvalorização da moeda, e Collor, devido ao confisco das cadernetas de poupança, muita gente utilizou serviços de doleiros para fazer caixa dois e aplicar recursos no exterior, inclusive grandes empresas. Após o lançamento do Plano Real, o governo de Fernando Henrique Cardoso facilitou o reingresso de grande parte desse dinheiro, através dos bancos de investimento, principalmente durante o programa de privatizações. Mas ainda restam muitos esqueletos nos armários, pois os bancos de investimento brasileiros também operam em paraísos fiscais.
Honduras//
A comitiva de Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aguarda autorização especial do legislativo de Honduras para entrar no país. Como o Brasil não mantém relações diplomáticas com o governo de fato do país, os parlamentares tiveram de pedir vistos de cortesia para acompanhar a mediação entre o presidente Roberto Micheletti e o deposto, Manuel Zelaya, e inspecionar a situação da embaixada brasileira.
Na mídia
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, caiu nas graças da imprensa internacional. Ontem, para desobstruir a agenda congestionada por pedidos de entrevistas de jornais do exterior, concedeu longa coletiva aos correspondentes estrangeiros, em São Paulo. Os assuntos mais abordados foram o novo marco regulatório do petróleo e a candidatura à Presidência da República, que a ministra admite apenas como uma possibilidade, embora fale com postura de candidata oficial do PT.
Retirada
Governador cassado da Paraíba, Cássio Cunha Lima deixou o PSDB e assinou a ficha de filiação ao PSB. O ex-tucano entrou em choque com o partido por apoiar a candidatura do prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), ao governo paraibano. O candidato do PSDB ao governo será o senador Cícero Lucena.
Lixo
A Receita Federal enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei prevendo a tributação de lixo doméstico e hospitalar importado por empresas no Brasil para tornar proibitiva essa prática comercial. O órgão tentou passar a proposta na MP 462, mas a emenda foi retirada a pedido do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, porque o texto abria brechas para que os resíduos permanecessem em solo brasileiro para serem destruídos.
Água
Empenhada em engordar sua fatia no Orçamento de 2010 para o desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro, a Marinha fez uma apresentação do projeto à Comissão Mista do Orçamento (CMO). Estão previstos, para o ano que vem, investimentos na construção da embarcação da ordem de R$ 293 milhões
Perdido/ Recém-filiado ao PSC, o senador Mão Santa (PI) chegou a ensaiar um namoro com o PSDB piauiense. Abortou a ideia de tucanar quando as portas do partido se fecharam. A vaga na aliança com DEM-PSDB será do senador Heráclito Fortes (DEM). Mão Santa também bateu com a cara na porta do PPS.
Juntos/ Os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, participam do seminário Educação e Inclusão Social que o PSDB nacional promove hoje em Natal. Será transmitido ao vivo no site da legenda. O evento será aberto pelos deputados Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), presidente do Instituto Teotônio Vilela, e Rogério Marinho (RN).
Banco/ Preterido pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que se filiará ao PMDB, o PP goiano alçará o secretário estadual de Fazenda, Jocelino Braga, como principal nome progressista para concorrer ao governo do estado. De perfil técnico, como Meirelles, Braga assinará a ficha de filiação na segunda-feira.
Pequim/ O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, está na China, em visita oficial. O que mais desperta interesse da alta magistratura chinesa é a transmissão ao vivo das sessões plenárias do STF. A China tem 4 mil tribunais, 46 mil juízes, 55 mil jurados e 10 milhões de processos em tramitação.
Hoje, na coluna Brasília/DF do Correio Braziliense
Com Guilherme Queiroz
luizazedo.df@diariosassociados.com.br
Projeto que pretende legalizar e recambiar recursos enviados ilegalmente ao exterior acaba de chegar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A proposta extingue os crimes graves cometidos contra a economia nacional, como remessa ilegal de recursos, evasão de divisas e sonegação fiscal. Na última quarta-feira, saltou o primeiro obstáculo: foi aprovada pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT). De autoria do deputado José Mentor (PT-SP), a matéria levantou suspeitas da oposição, que desconfia que o dinheiro repatriado poderá ser usado na campanha eleitoral.
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O líder do PPS, Fernando Coruja (SC), denuncia a manobra e diz que a origem desses valores é “obscura”. Avisa que a oposição não assinará pedido de urgência para a matéria ir a plenário. “Vamos trabalhar para derrubar esse texto, que privilegia um capital que não foi tributado e que pode ter ligação com o crime organizado”, reforça. Segundo ele, em 2002, o PT teria pago R$ 10 milhões a Duda Mendonça, marqueteiro de Lula, que revelou à CPI dos Correios que recebeu o dinheiro de uma conta em paraíso fiscal.
Esqueletos
Há muita controvérsia em relação ao repatriamento de recursos aplicados ilegalmente no exterior. Nos governos Sarney, por causa da rápida desvalorização da moeda, e Collor, devido ao confisco das cadernetas de poupança, muita gente utilizou serviços de doleiros para fazer caixa dois e aplicar recursos no exterior, inclusive grandes empresas. Após o lançamento do Plano Real, o governo de Fernando Henrique Cardoso facilitou o reingresso de grande parte desse dinheiro, através dos bancos de investimento, principalmente durante o programa de privatizações. Mas ainda restam muitos esqueletos nos armários, pois os bancos de investimento brasileiros também operam em paraísos fiscais.
Honduras//
A comitiva de Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aguarda autorização especial do legislativo de Honduras para entrar no país. Como o Brasil não mantém relações diplomáticas com o governo de fato do país, os parlamentares tiveram de pedir vistos de cortesia para acompanhar a mediação entre o presidente Roberto Micheletti e o deposto, Manuel Zelaya, e inspecionar a situação da embaixada brasileira.
Na mídia
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, caiu nas graças da imprensa internacional. Ontem, para desobstruir a agenda congestionada por pedidos de entrevistas de jornais do exterior, concedeu longa coletiva aos correspondentes estrangeiros, em São Paulo. Os assuntos mais abordados foram o novo marco regulatório do petróleo e a candidatura à Presidência da República, que a ministra admite apenas como uma possibilidade, embora fale com postura de candidata oficial do PT.
Retirada
Governador cassado da Paraíba, Cássio Cunha Lima deixou o PSDB e assinou a ficha de filiação ao PSB. O ex-tucano entrou em choque com o partido por apoiar a candidatura do prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), ao governo paraibano. O candidato do PSDB ao governo será o senador Cícero Lucena.
Lixo
A Receita Federal enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei prevendo a tributação de lixo doméstico e hospitalar importado por empresas no Brasil para tornar proibitiva essa prática comercial. O órgão tentou passar a proposta na MP 462, mas a emenda foi retirada a pedido do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, porque o texto abria brechas para que os resíduos permanecessem em solo brasileiro para serem destruídos.
Água
Empenhada em engordar sua fatia no Orçamento de 2010 para o desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro, a Marinha fez uma apresentação do projeto à Comissão Mista do Orçamento (CMO). Estão previstos, para o ano que vem, investimentos na construção da embarcação da ordem de R$ 293 milhões
Perdido/ Recém-filiado ao PSC, o senador Mão Santa (PI) chegou a ensaiar um namoro com o PSDB piauiense. Abortou a ideia de tucanar quando as portas do partido se fecharam. A vaga na aliança com DEM-PSDB será do senador Heráclito Fortes (DEM). Mão Santa também bateu com a cara na porta do PPS.
Juntos/ Os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, participam do seminário Educação e Inclusão Social que o PSDB nacional promove hoje em Natal. Será transmitido ao vivo no site da legenda. O evento será aberto pelos deputados Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), presidente do Instituto Teotônio Vilela, e Rogério Marinho (RN).
Banco/ Preterido pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que se filiará ao PMDB, o PP goiano alçará o secretário estadual de Fazenda, Jocelino Braga, como principal nome progressista para concorrer ao governo do estado. De perfil técnico, como Meirelles, Braga assinará a ficha de filiação na segunda-feira.
Pequim/ O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, está na China, em visita oficial. O que mais desperta interesse da alta magistratura chinesa é a transmissão ao vivo das sessões plenárias do STF. A China tem 4 mil tribunais, 46 mil juízes, 55 mil jurados e 10 milhões de processos em tramitação.
Hoje, na coluna Brasília/DF do Correio Braziliense
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Toffoli no telhado
Por Luiz Carlos Azedo
Com Guilherme Queiroz
luizazedo.df@diariosassociados.com.br
O clima no Senado anda esquisito para o lado do ex-advogado-geral da União José Antônio Toffoli, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), garante que o nome de Toffoli foi uma grande escolha: “Trata-se de um jurista competente, um homem que tem desempenhado funções públicas de relevância e que desfruta do maior conceito no Judiciário e em todos os meios jurídicos do país”, garante. Mas seus aliados no Amapá, Gilvam Borges (PMDB) e Papaléo Paes (PSDB), não votam em Toffoli nem que a vaca tussa. Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), outro aliado de Sarney, também foi à tribuna desancar o petista, o que significa muito trabalho para o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), articular a aprovação de seu nome em plenário.
***
A indicação de Toffoli para o Supremo, gesto monocrático do presidente Lula, atropelou outros pretendentes poderosos. O ministro da Justiça, Tarso Genro, embora tenha colocado o nome de Toffoli na cabeça da lista sêxtupla que enviou ao presidente da República, preferia o conselheiro da OAB Roberto Caldas, ou o ex-procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza, que não pleiteava o cargo. E havia ainda a expectativa dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que o escolhido fosse o presidente daquela Corte, Cesar Asfor Rocha, ou os ministros Jorge Mussi e Gilson Dipp, sugeridos pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.
Tragédia//
A Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados fará um balanço das investigações do acidente do voo 1907 da Gol, que matou 154 passageiros. A audiência será na terça-feira, 29 de setembro, dia em que a tragédia completa três anos.
Bala de prata
Aliados da ex-prefeita Marta Suplicy voltam à carga para que o senador petista Aloizio Mercadante (foto) seja o candidato da legenda ao Palácio dos Bandeirantes. “Se o Palocci não se viabilizar, será nossa única alternativa competitiva”, avalia o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), preocupado com a falta de um palanque robusto para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), em São Paulo.
Búzios
Governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) acredita mais nos orixás do que nas pesquisas de opinião. “É tudo uma bobageira, a eleição vai se definir quando começar a novela”, dispara, ao desdenhar dos resultados das pesquisas que apontam o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), como favorito para a sucessão de Lula em 2010. Segundo Wagner, as pesquisas apontavam a vitória de Paulo Souto (DEM) em 2006, quando se elegeu governador, e a derrota do prefeito João Henrique (PMDB), nas eleições de 2008.
Remédios
O senador Tião Viana (PT-AC) alerta que o Sistema Único da Saúde (SUS) está ameaçado por gastos decorrentes de decisões judiciais, que obrigam o governo a adquirir medicamentos fora da listagem oficial do Ministério da Saúde. Em 2002, o governo gastou R$ 450 milhões na compra de medicamentos excepcionais, muitos importados e caríssimos; neste ano, já foram gastos R$ 2 bilhões. São 167 mil recursos judiciais.
Animal
O PP também aderiu à moda de engrossar sua lista de candidatos em 2010 com estrelas dos mundos esportivo e artístico. Entre os neoprogressistas, estão o ex-jogador de futebol Edmundo e o cantor brega Elimar Santos, ambos neófitos na política.
Maratona/ Candidato a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, o deputado federal Geraldo Magela (DF) faz campanha em São Paulo. Ontem, participou, na Assembleia Legislativa, do lançamento da candidatura de Edinho Silva à presidência do PT estadual; hoje, visita a Baixada Santista, Suzano, Osasco e a capital.
Dança/ Parte da bancada baiana na Câmara dos Deputados busca uma acomodação melhor para 2010. O deputado Sérgio Brito deixará o PDT para se filiar ao PSC, partido da base de apoio ao PMDB do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Brito assume semana que vem a Secretaria de Administração de Salvador, do prefeito João Henrique (PMDB).
Produção/ Representantes da OAB, Emmanoel Pereira e Cristina Peduzzi batem recordes de julgamentos no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Somente no mês de setembro, por exemplo, os dois julgaram mais de 4 mil processos.
Pelourinho/ O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) resolveu bater duro na Telefônica, que sofreu problemas técnicos em função das enchentes em São Paulo nos serviços de banda larga e telefonia. A empresa se queixa de perseguição.
Hoje, na coluna Brasília/DF do Correio Braziliense
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
A batalha do pré-sal
Por Luiz Carlos Azedo
Com Guilherme Queiroz
luizazedo.df@diariosassociados.com.br
A disputa pela partilha dos royalties do petróleo, que opõe os estados produtores (Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, principalmente) aos demais entes federados, não é a única linha divisória do debate sobre o novo marco regulatório do insumo. Há três brigas de cachorro grande no Congresso Nacional. Uma, entre a Petrobras e as Sete Irmãs, pela participação nos resultados da exploração, que já mobiliza o mundo dos negócios petrolíferos. Outra, entre a União e os estados, devido à centralização exagerada dos recursos nas mãos do governo federal. E, finalmente, um embate sobre a verdadeira natureza do Fundo Social, que foi apresentado à opinião pública pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma espécie de Robin Hood das riquezas do pré-sal, mas é visto como instrumento de equilíbrio cambial para evitar a chamada “doença holandesa”.
***
Esses embates ficaram evidentes durante o seminário “O pré-sal e o futuro do Brasil”, promovido pelos Diários Associados, principalmente no painel de ontem à tarde, que reuniu os governadores da Bahia, Jaques Wagner (PT); do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB); e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Também surgiu uma zona de sombra em relação à exploração do petróleo que vier a ser descoberto fora da camada pré-sal.
Solidariedade
No debate com os governadores Jaques Wagner e Eduardo Campos, que são a favor de uma divisão dos royalties do petróleo com base em critérios demográficos e indicadores de desenvolvimento humano, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, saiu em defesa do colega Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro. Segundo ele, a antiga capital da República foi muito esvaziada economicamente e hoje depende fundamentalmente da economia do petróleo. “Precisamos ajudar os cariocas.”
Multimídia
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em campanha pela redivisão dos royalties de petróleo, encerrou sua intervenção no evento com a apresentação de um vídeo sobre o impacto da economia do petróleo em dois municípios do Rio Grande do Norte, um que recebe royalties e tem excelente qualidade de vida, e outro município vizinho, que não recebe e vive na miséria. Paulo Hartung acusou o golpe: “Isso é campanha eleitoral”, protestou, brincando. Campos é candidato à reeleição.
Brasília, 50 anos//
A Volkswagen lançará em Brasília, na última semana de outubro, a versão comemorativa do cinquentenário da capital federal de um de seus modelos. O governador José Roberto Arruda e o vice-governador Paulo Octávio fecharam o lançamento com a montadora, que celebra 50 anos da inauguração de sua primeira fábrica no Brasil. O carro escolhido ainda é segredo.
Mineirão
Em encontro com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Palácio das Mangabeiras, o governador de Minas, Aécio Neves, do PSDB, apresentou o calendário das obras de reforma do Mineirão, que servirá de palco para os jogos de um dos grupos da Copa do Mundo de 2014. “Até o final de 2012, nós teremos o Mineirão pronto, cumprindo 100% das exigências. E, naturalmente, vamos estar aí discutindo com a CBF, com a Fifa, com o Comitê Executivo, uma participação importante de Minas Gerais.”
Doações
De 57 prestações de contas analisadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Tocantins, 41 foram consideradas irregulares. Os doadores terão que pagar uma multa de R$ 1,2 milhão, sendo que só um deles terá que desembolsar quase R$ 900 mil
Candidata
Presidente em exercício do PMDB, a deputada Íris de Araújo se lançará candidata ao cargo caso haja a antecipação da convenção nacional do partido de março para o fim do ano. A tese tem sido aventada pela ala peemedebista, que é afinada com a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Íris conta com o apoio do PMDB Mulher e do PMDB Afro. O presidente licenciado da legenda, deputado Michel Temer (SP), tenta evitar a antecipação.
Fênix/Com apoio do PSDB, dissidentes do antigo Partido Liberal (PL) — renomeado Partido da República (PR) depois da fusão com o Prona — correm para refundar a legenda antes de 2 de outubro. O novo PL ainda precisa de 118 mil das 468 mil assinaturas exigidas pela Justiça Eleitoral para que a legenda conquiste seu registro definitivo e seus membros possam disputar as eleições de 2010.
Currículo/O líder do governo no Senado, Romero Jucá
(PMDB-RR), enviou ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR) uma volumosa pasta com currículos, certidões e credenciais do advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, indicado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dias bateu forte na indicação, ontem, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Tucanou/O senador Geraldo Mesquita Jr. (PMDB-AC) tenta organizar parlamentares governistas simpáticos à eleição de um tucano à Presidência da República. O peemedebista propôs, ontem, a criação de uma frente nacional de apoio ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O movimento de Mesquita começará pelo Acre, onde o PMDB é contra os tucanos.
Dança/Parte da bancada baiana na Câmara dos Deputados busca uma acomodação melhor para 2010. O deputado Sérgio Brito deixará o PDT para se filiar ao PSC, partido da base de apoio ao PMDB do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Brito assume semana que vem a Secretaria de Administração de Salvador, do prefeito João Henrique (PMDB).
Hoje, na coluna Brasília/DF do Correio Braziliense
Com Guilherme Queiroz
luizazedo.df@diariosassociados.com.br
A disputa pela partilha dos royalties do petróleo, que opõe os estados produtores (Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, principalmente) aos demais entes federados, não é a única linha divisória do debate sobre o novo marco regulatório do insumo. Há três brigas de cachorro grande no Congresso Nacional. Uma, entre a Petrobras e as Sete Irmãs, pela participação nos resultados da exploração, que já mobiliza o mundo dos negócios petrolíferos. Outra, entre a União e os estados, devido à centralização exagerada dos recursos nas mãos do governo federal. E, finalmente, um embate sobre a verdadeira natureza do Fundo Social, que foi apresentado à opinião pública pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma espécie de Robin Hood das riquezas do pré-sal, mas é visto como instrumento de equilíbrio cambial para evitar a chamada “doença holandesa”.
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Esses embates ficaram evidentes durante o seminário “O pré-sal e o futuro do Brasil”, promovido pelos Diários Associados, principalmente no painel de ontem à tarde, que reuniu os governadores da Bahia, Jaques Wagner (PT); do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB); e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Também surgiu uma zona de sombra em relação à exploração do petróleo que vier a ser descoberto fora da camada pré-sal.
Solidariedade
No debate com os governadores Jaques Wagner e Eduardo Campos, que são a favor de uma divisão dos royalties do petróleo com base em critérios demográficos e indicadores de desenvolvimento humano, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, saiu em defesa do colega Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro. Segundo ele, a antiga capital da República foi muito esvaziada economicamente e hoje depende fundamentalmente da economia do petróleo. “Precisamos ajudar os cariocas.”
Multimídia
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em campanha pela redivisão dos royalties de petróleo, encerrou sua intervenção no evento com a apresentação de um vídeo sobre o impacto da economia do petróleo em dois municípios do Rio Grande do Norte, um que recebe royalties e tem excelente qualidade de vida, e outro município vizinho, que não recebe e vive na miséria. Paulo Hartung acusou o golpe: “Isso é campanha eleitoral”, protestou, brincando. Campos é candidato à reeleição.
Brasília, 50 anos//
A Volkswagen lançará em Brasília, na última semana de outubro, a versão comemorativa do cinquentenário da capital federal de um de seus modelos. O governador José Roberto Arruda e o vice-governador Paulo Octávio fecharam o lançamento com a montadora, que celebra 50 anos da inauguração de sua primeira fábrica no Brasil. O carro escolhido ainda é segredo.
Mineirão
Em encontro com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Palácio das Mangabeiras, o governador de Minas, Aécio Neves, do PSDB, apresentou o calendário das obras de reforma do Mineirão, que servirá de palco para os jogos de um dos grupos da Copa do Mundo de 2014. “Até o final de 2012, nós teremos o Mineirão pronto, cumprindo 100% das exigências. E, naturalmente, vamos estar aí discutindo com a CBF, com a Fifa, com o Comitê Executivo, uma participação importante de Minas Gerais.”
Doações
De 57 prestações de contas analisadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Tocantins, 41 foram consideradas irregulares. Os doadores terão que pagar uma multa de R$ 1,2 milhão, sendo que só um deles terá que desembolsar quase R$ 900 mil
Candidata
Presidente em exercício do PMDB, a deputada Íris de Araújo se lançará candidata ao cargo caso haja a antecipação da convenção nacional do partido de março para o fim do ano. A tese tem sido aventada pela ala peemedebista, que é afinada com a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Íris conta com o apoio do PMDB Mulher e do PMDB Afro. O presidente licenciado da legenda, deputado Michel Temer (SP), tenta evitar a antecipação.
Fênix/Com apoio do PSDB, dissidentes do antigo Partido Liberal (PL) — renomeado Partido da República (PR) depois da fusão com o Prona — correm para refundar a legenda antes de 2 de outubro. O novo PL ainda precisa de 118 mil das 468 mil assinaturas exigidas pela Justiça Eleitoral para que a legenda conquiste seu registro definitivo e seus membros possam disputar as eleições de 2010.
Currículo/O líder do governo no Senado, Romero Jucá
(PMDB-RR), enviou ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR) uma volumosa pasta com currículos, certidões e credenciais do advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, indicado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dias bateu forte na indicação, ontem, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Tucanou/O senador Geraldo Mesquita Jr. (PMDB-AC) tenta organizar parlamentares governistas simpáticos à eleição de um tucano à Presidência da República. O peemedebista propôs, ontem, a criação de uma frente nacional de apoio ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O movimento de Mesquita começará pelo Acre, onde o PMDB é contra os tucanos.
Dança/Parte da bancada baiana na Câmara dos Deputados busca uma acomodação melhor para 2010. O deputado Sérgio Brito deixará o PDT para se filiar ao PSC, partido da base de apoio ao PMDB do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Brito assume semana que vem a Secretaria de Administração de Salvador, do prefeito João Henrique (PMDB).
Hoje, na coluna Brasília/DF do Correio Braziliense
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