terça-feira, 10 de setembro de 2013

Silêncio em Washington

Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense - 10/09/2013
 
Oito parlamentares brasileiros estão em Washington a convite da Câmara Americana de Comércio (Amcham) desde ontem, numa missão parlamentar na qual foram recebidos por pesos-pesados da economia norte-americana com interesses no Brasil. No fim da tarde, estiveram com assessores do secretário de Estado norte-americano, Jonh Kerry. Ninguém fala sobre as denúncias de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos no Brasil, embora o assunto esteja em todas as cabeças. O constrangimento é geral.

O embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira — ocupa a cadeira que já foi de Joaquim Nabuco, Oswaldo Aranha, Amaral Peixoto, Roberto Campos, Azeredo da Silveira, Paulo de Tarso Flexa de Lima, Sérgio Correia da Costa, Marcílio Marques Moreira, Antônio Patriota, entre outros —, não sabe ainda o que se passa nos bastidores da crise entre o Brasil e os Estados Unidos. Está zonzo.

Aguarda a chegada do novo ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, que deve se encontrar com a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, na quarta ou quinta-feira. Figueiredo está em Genebra (Suíça). Tem a missão de cobrar as explicações prometidas pelo presidente Barack Obama à presidente Dilma Rousseff. Participam da comitiva parlamentar os senadores Ana Amélia (PP-RS) e Vital do Rêgo (PMDB-PB); e os deputados Júlio Delgado (PSB-MG), Hugo Napoleão (PSD-PI), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Mendes Thame (PSDB-SP), Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Duarte Nogueira (PSDB-SP).

Petrobras
Mais irritada por causa das novas revelações de que os Estados Unidos espionam as atividades da Petrobras, a presidente Dilma Rousseff divulgou nota oficial ontem reiterando declarações que tinha dado em Moscou. "Se forem confirmados os fatos veiculados pela imprensa, fica evidenciado que o motivo das tentativas de violação e de espionagem de dados do Brasil, que agora têm como alvo a Petrobras, não é a segurança ou o combate ao terrorismo, mas interesses econômicos e estratégicos."

Segurança
O Palácio do Planalto resolveu ir além dos justos protestos, do tipo "espionagem de dados e informações são incompatíveis com a convivência democrática entre países amigos, sendo manifestamente ilegítimas". A presidente Dilma Rousseff, finalmente, determinou ao gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência e ao Ministério da Defesa a adoção de medidas "para proteger o país, o governo e suas empresas".

Empresas
Não foi por falta de aviso. Técnicos da Abin há três anos advertiam os superiores que a Petrobras e, também, a Embrapa (embora não tenha surgido nenhuma denúncia, ainda) são alvos permanentes de espionagem dos Estados Unidos e de outros países, assim como outras empresas estratégicas, como as do programa espacial e do submarino nuclear. O programa desenvolvido para as comunicações estratégicas do Palácio do Planalto — o Criptogov — nunca foi levado a sério. Ou melhor, foi; mas com o sinal trocado.

Pré-sal
O senador Pedro Simon (foto), PMDB-RS, classificou como de "extrema gravidade" as denúncias de espionagem norte-americana na Petrobras. "A espionagem do governo dos Estados Unidos é usada como pirataria, inclusive para favorecer as empresas americanas", afirmou. Simon sugeriu a suspensão do leilão do Campo de Libra, localizado na camada de pré-sal na Bacia de Santos (SP). Segundo o senador, muitos especialistas criticam os termos do edital.

Reservas
O Campo de Libra tem potencial de reserva entre 8 bilhões e
12 bilhões de barris

Garantido
A aposentadoria por invalidez do deputado José Genoino (foto), do PT-SP, requerida na quinta-feira passada, é considerada direito líquido e certo pela Mesa da Câmara. A junta médica da Casa Legislativa não deve contestar o laudo assinado pelo cardiologista Roberto Kalil, do Instituto do Coração de São Paulo (InCor ). Genoino receberá integralmente o salário de R$ 26,7 mil e escapará da cassação, embora tenha sido condenado na Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal.

O petróleo é nosso
"Sem dúvida, a Petrobras não representa ameaça à segurança de qualquer país. Representa, sim, um dos maiores ativos de petróleo do mundo e um patrimônio do povo brasileiro" — presidente Dilma Rousseff, ontem, protestando contra a espionagem da estatal pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos .

Unasul/ O presidente do Suriname, Dési Bouterse, que assumiu a presidência da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), formada por Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, é foragido da Interpol. Foi condenado em 2002 pela Justiça da Holanda a 11 anos de prisão sob a acusação de tráfico de cocaína. Bouterse é acusado de organizar remessas de cocaína colombiana para a Europa, via Brasil, pelo menos até 2006.

Bahia/ O secretário de Relações Internacionais da Bahia, Fernando Schmidt, tomou posse ontem no cargo de presidente do Esporte Clube Bahia. Ele deixou o governo de Jaques Wagner (PT) para assumir as novas funções.

Samurai/ Ministro de Comunicação Social do governo Lula, Luiz Gushiken está em estado grave no Sírio e Libanês. Permanece lúcido, à base de morfina, e ainda recebe os amigos quando está acordado.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Disputa nada pacífica

Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense - 08/09/2013
 
A presidente Dilma Rousseff vai à Organização das Nações Unidas (ONU) propor uma “nova governança contra invasão de privacidade” na internet, que defina normas e mecanismos para coibir a violação de direitos ou espionagem de quaisquer países. Para o Brasil, não se justifica o argumento de que atos de espionagem são decorrência de uma estratégia de combate ao terrorismo.

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“O Brasil é um país que não tem conflitos étnicos, não tem conflitos religiosos, não abriga grupos terroristas e tem, na sua Constituição, expressamente, que nós vedamos o uso e a fabricação de armas nucleares”, disse. Segundo Dilma, a espionagem não tem nada a ver com segurança nacional, mas com fatores geopolíticos e estratégicos ou comerciais e econômicos.

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Exato. O Brasil corre o risco de virar marisco num embate entre uma potência naval, os Estados Unidos e uma potência continental, a China, pelo controle do comércio global, cujo eixo se deslocou do Atlântico para o Pacífico e ocorre no terreno comercial e financeiro via internet. Esse embate resulta de uma nova divisão internacional do trabalho, na qual a China tornou-se o centro da produção de bens de consumo, e a vocação natural do Brasil é ser a maior potência produtora de commodities de minério e de produtos agrícolas. Por isso, nosso principal parceiro comercial deixou de ser os Estados Unidos e passou a ser a China, mesmo que ao preço da nossa desindustrialização.

América Latina/ Essa disputa entre os Estados Unidos e a China já instalou-se na América Latina. A Aliança do Pacífico reúne tradicionais parceiros norte-americanos, como o México, a Colômbia e o Chile, para uma parceria com a China. Argentina, Bolívia, Uruguai e Venezuela, no Mercosul, estão fora da órbita política norte-americana. Mas Barack Obama ainda tem muitas cartas na manga, uma delas é o controle da internet por seus serviços de inteligência.

Oriente Médio/ Nesta “guerra virtual” entre os EUA e a China, a Rússia tenta restabelecer sua influência na Ásia e na África Oriental e retomar o “grande jogo” contra a França e  a Inglaterra, que não querem perder negócios nas ex-colônias. Se os Estados Unidos deixarem de ser o xerife do Oriente Médio e o Irã ampliar seu poder militar na região, a reação de Israel e das monarquias árabes, como Arábia Saudita e Jordânia, será uma luta de vida ou morte contra as repúblicas islâmicas. O Brasil trombou com os Estados Unidos no caso do Irã e, agora, se alia à Rússia, à China e ao próprio Irã no caso da Síria. Entrou em briga de cachorro grande.


Guerra Civil

A guerra civil na Síria, que divide o G20, já deixou
110 mil mortos e
2 milhões de refugiados


Ásia e Europa/ Nunca houve tanta oportunidade para o surgimento de uma real governança mundial, apesar do enfraquecimento recente da ONU. O declínio da hegemonia norte-americana, porém, não levará ao multilateralismo e à paz global por gravidade. A situação é delicada. O Japão e a Alemanha não aceitarão estoicamente o fortalecimento da Rússia e da China. O manto protetor dos Estados Unidos está à prova no caso da Síria. Os japoneses estão se rearmando pra valer por causa da China, a Alemanha irá pelo mesmo caminho, inexoravelmente, se as ex-repúblicas soviéticas da Europa Oriental se sentirem inseguras em relação à Rússia.

Caiu a ficha
A presidente Dilma Rousseff encomendou, antes de viajar para a Rússia, o desfile do Sete de Setembro mais enxuto possível, pois pretendia permanecer na Esplanada apenas uma hora e meia, logo após desembarcar de volta da longa viagem. O resultado foi o desfile mais mixuruca dos últimos tempos. Com mais soldados na segurança do que marchando, a parada serviu para mostrar como estamos despreparados para a guerra eletrônica. Um blindado antiaéreo alemão de segunda mão e duas viaturas equipadas com radares soltando muita fumaça foram os destaques. E, sem a Esquadrilha da Fumaça, o xodó do público foi a histórica Bateria Caiena dos Dragões da Independência, cujos canhões são puxados a cavalo.

Desconfiança
Boa parte da vulnerabilidade do governo à espionagem norte-americana pode ser atribuída à desconfiança da presidente Dilma Rousseff e seus auxiliares em relação à Abin. O Criptogov, o drive desenvolvido pela agência para ser instalado nos computadores e usado pela presidente e os ministros, já em operação no Itamaraty, nunca foi levado a sério no Palácio do Planalto. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também era contra aparelhar a Abin. Tinha medo de ser espionado pelos seus arapongas. Além disso, o santo da presidente Dilma não bate com o do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito.

Tim-tim por tim-tim

Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense - 07/09/2013
 
A presidente Dilma Rousseff disse ontem, em São Petersburgo, na Rússia, que deixou claro para o presidente Barack Obama que deseja explicações completas sobre a espionagem norte-americana via internet no Brasil. Ele assumiu responsabilidade “direta e pessoal” sobre as investigações das ações de espionagem e se comprometeu a dar explicações sobre as denúncias até a próxima quarta-feira.

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“Eu acho muito complicado ficar sabendo dessas coisas pelo jornal. Num dia eu sei uma coisa, passam dois dias eu sei outra coisa, e a gente vai sabendo aos poucos. Eu gostaria de saber o que tem. Eu quero saber o que há. Se tem ou não tem, eu quero saber. Tem ou não tem? Além do que foi publicado pela imprensa, eu quero saber tudo que há em relação ao Brasil. Tudo. A palavra tudo é muito sintética. Ela abrange tudo. Tudinho. Em inglês, everything”, disse Dilma.

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Dilma teme que as conversas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com seus ministros, que as conversas de seus ministros com auxiliares e de integrantes do governo com políticos, empresários e familiares — e dela própria – tenham sido grampeadas. Ou seja, teme ser surpreendida por irregularidades, transgressões ou declarações comprometedoras para seu governo e a sua imagem de presidente da República, obtidas pelos serviços de espionagem norte-americanos e vazadas por quem quer que seja. E isso possa, afinal, comprometer sua reeleição. É disso que se trata esse caso de violação de soberania nacional e privacidade dos cidadãos brasileiros. Simples assim.

Crime e castigo
A presidente Dilma Rousseff , seus ministros e assessores foram alvo de investigações da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que monitorou as comunicações do governo via telefones, e-mails e redes sociais. Os documentos da NSA foram revelados à repórter Sônia Bridi, do Fantástico (TV Globo), pelo jornalista Glenn Greenwald. Ele os obteve do ex-técnico da CIA Edward Snowden, que denunciou as investigações e está asilado na Rússia. Como o personagem Raskólnikov, de clássico Crime e Castigo, o grande romance de escritor russo Fiódor Dostoiévski , ninguém sabe realmente o que se passou, mas Obama sabe.

Beijinhos e tchau / Depois de conversa à americana, Dilma e Obama trocaram até um par de beijinhos antes da foto de encerramento da reunião do G-20. Dilma ameaça cancelar sua viagem de estado à Casa Branca, prevista para outubro, se não receber explicações satisfatórias. “No que se refere à questão da viagem, o presidente Obama reiterou que queria criar as condições políticas para minha viagem aos Estados Unidos (…) Então minha viagem depende de condições políticas”, disse Dilma.

Síria/O presidente norte-americano anunciou que tinha o apoio de 11 países do grupo para atacar a Síria. O Brasil, juntamente com a Rússia, a China e a Índia, que compõem os BRICS, não endossam uma ação militar sem ser aprovada na ONU.

Pesquisa/ A revista Carta Capital divulgou pesquisa do Instituto Vox Populi que mostra a presidente Dilma Rousseff com 38% de intenções de voto, contra 36% para a soma de seus principais adversários: Marina Silva (19%), Aécio Neves (13%) e Eduardo Campos (4%); Dilma ganhou três pontos percentuais sobre o último levantamento, enquanto os três concorrentes perderam, juntos, nove pontos; maior perda ocorreu no campo de Marina; Aécio é o que mais sobe.

De praxe// A presidente Dilma Rousseff fez seu pronunciamento comemorativo do Dia da Independência em cadeia de rádio e televisão ontem à noite. Defendeu as realizações de seu governo, a reforma política e o combate à corrupção. Na área social, o destaque foi o Programa Mais Médicos. Não falou da espionagem norte-americana, revelada domingo passado. O programa foi gravado no sábado.

Chico Bloc
Bombou nas redes sociais ontem a foto de Chico Buarque mascarado, suposta repetição do gesto de Caetano Veloso, com a inscrição “Chico Black Bloc Buarque de Hollanda! 07 de Setembro #VemPraRua #VaiMascarado”. Depois da confusão, os autores do viral esclareceram a situação: “A foto foi tirada por João Wainer em 2009 (...) Não houve declaração oficial de apoio por parte de Chico Buarque. Desculpe-nos a divulgação sem o devido esclarecimento (...) Não é a intenção da Revista Vírus Planetário espalhar boatos.”

Invasão
Integrantes do grupo Black Bloc tentaram invadir o prédio do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) ontem, em protesto contra a prisão de três administradores da página do grupo na internet. Os mascarados prometem pôr pra quebrar neste 7 de Setembro no país inteiro.

Bahia
Pegou fogo a disputa pela presidência do Esporte Clube Bahia, que ocorre hoje, em pleito direto. O favorito é o advogado, professor e ex-presidente do Bahia Fernando Schmidt, seguido por Antônio Tillemont e Rui Cordeiro. Secretário de Relações Internacionais do Governo da Bahia, promete democracia direta com participação popular. Os três concorrem à vaga aberta com a deposição judicial de Marcelo Guimarães Filho. A posse do eleito será na segunda, no novo estádio da Arena Fonte Nova.

Blindados
A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) do Ministério da Justiça liberou recursos para a Polícia Federal adquirir 36 veículos blindados, que serão utilizados na Copa do Mundo 2014 e nas Olimpíadas de 2016. Serão 36 utilitários do tipo SUV. Custarão R$ 11 milhões

Vai pensar
O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) se reuniu ontem em Belo Horizonte com o prefeito Márcio Lacerda e o deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG), em missão da Executiva Nacional de seu partido. Saiu convencido de que o PSB elegerá pelomenos três deputados federais em Minas e que Lacerda analisa sua candidatura ao governo do estado.

Compromisso arriscado

Brasília-DF - Edson Luiz (interino)
Correio Braziliense - 06/09/2013
 

Para garantir a saída dos agentes penitenciários acampados em frente ao Congresso antes do Sete de Setembro, o Ministério da Justiça assumiu um compromisso arriscado. Deve instalar nos próximos dias um grupo de trabalho para tratar de um pleito antigo da categoria: o porte de armas. Embora tenha dito em alto e bom som aos agentes, em reunião na noite de quarta-feira, ser contrário à medida, o ministro José Eduardo Cardozo se comprometeu a estudar o tema.

O olho de Cardozo brilhou ao ser colocada, na mesa de negociação, uma moeda de troca: a exigência de exclusividade no serviço penitenciário. Seria uma forma de evitar o “bico” que os profissionais do setor prisional, geralmente regidos por escalas de 24h de serviço com 48h ou 72h de folga, fazem nas horas de descanso. Ficaria prevista punição rigorosa para quem fosse flagrado com uma segunda ou terceira ocupação. E só concursados para a atividade teriam direito a portar armas.

A simples criação de um grupo de trabalho como este causa desconforto até dentro do governo. Vale lembrar que foi o próprio Ministério da Justiça que recomendou à presidente Dilma Rousseff, três meses atrás, o veto à lei que previa o porte de armas para agentes penitenciários — por contrariar o Estatuto do Desarmamento, que visa a restringir a circulação dos artefatos no país. Muitas outras carreiras, como de advogados e de agentes de trânsito, também querem andar armadas.

Decidido
Em um encontro ontem com o vice-presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (foto), do PSD, garantiu que será candidato ao governo paulista. Além disso, na conversa, ele afirmou que apoiará a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. Isso mostra que Kassab está mesmo se distanciando do ex-governador José Serra (PSDB).

R$ 60 milhões
Quantia que o governo vai gastar para recuperar e transportar à Bolívia equipamentos de energia
elétrica que estão em desuso. A cessão faz parte de um programa de cooperação entre os dois países.

Acordo
Uma conversa entre o ministro da Defesa, Celso Amorim, o comandante do Exército, Enzo Peri, e integrantes da Comissão dos Direitos Humanos do Senado selou o acordo que permitirá que a Comissão Nacional da Verdade da União e do Rio de Janeiro visitem unidades militares usadas pela repressão na ditadura. Na semana passada, o Comando Militar do Leste proibiu a entrada do colegiado estadual no antigo Destacamento de Operações e Informações (DOI), onde se suspeita que havia torturas no regime militar.  A visita acontece no dia 12.

Carona
Na segunda-feira, depois que o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou que a Casa colocaria na pauta o fim do voto secreto, dois parlamentares procuraram o gabinete do deputado Ivan Valente (PSol-SP). Eles queriam que o colega incluísse seus nomes na Frente Parlamentar do Voto Aberto, presidida por Valente. Não conseguiram, já que a participação só é permitida na criação do grupo ou no início da Legislatura.

Sem pressa
O PPS não pretende se apressar para lançar um candidato ao Palácio do Planalto. Ontem, durante a reunião da executiva nacional, o presidente do partido, o deputado Roberto Freire (SP), garantiu que isso será feito no tempo certo. Ele também não descartou apoio dos socialistas a outros postulantes, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB-PE) ou a ex-senadora Marina Silva.

Sucatas
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) retoma hoje, no Recife e em Salvador, o Programa Espaço Livre, que é o desmanche e remoção de aviões de grande porte que estão parados nos pátios dos aeroportos internacionais pelo país. Até agora, 19 aeronaves foram transformadas em sucatas e leiloadas, e o dinheiro arrecadado é revertido em pagamento para os credores das massas falidas.

Casa vazia// Apesar de a Câmara ter acordado trabalhar de terça e quinta-feira, ontem à tarde a Casa estava com poucos parlamentares. Diante disso, teve deputado que aproveitou a falta de movimento para renovar o book, posando para fotografias na tribuna, na cadeira do presidente da Casa e até simulando discursos.

Expectativa/ Os principais advogados dos réus do mensalão voltaram a comparecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento dos embargos de declaração, finalizado esta semana. Entre eles, estavam Márcio Thomaz Bastos, que atua na defesa do Banco Rural, e José Luiz Oliveira, o Juca, defensor de José Dirceu, todos na expectativa dos resultados.

Suplente/ Se for confirmada a aposentadoria do deputado José Genoino (PT-SP), assume a vaga na Câmara o também petista Hélcio Silva, que é vice-prefeito de Mauá, cidade da Grande São Paulo. Genoino alega problemas de saúde e esteve internado recentemente com complicações cardíacas.

Mais um/ O delegado Alciomar Goersch, ex-diretor de Pessoal da Polícia Federal, será o secretário executivo
de Gestão Integrada
do governo de Pernambuco. Ele é o segundo integrante da PF a ocupar cargos no estado. O outro é o secretário de Defesa Social, Wilson Salles Damázio.

Jogo de empurra


Brailia/DF - Correio Braziliense
05/09/2013   Luiz Carlos Azedo 

A queda de braços entre os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em torno da emenda constitucional que acaba com o voto secreto para cassação de mandatos virou um jogo de empurra entre as duas Casas. Desgastada por causa do caso Donadon, a Câmara aprovou a toque de caixa, na terça-feira. À noite, o fim de todas as votações secretas no Legislativo, em nível nacional, estadual e municipal. Com isso atropelou o Senado, que já havia votado o fim do voto secreto para cassações, mantendo-o para outras questões, como a apreciação de vetos presidenciais.

Ontem, Renan Calheiros disse que votará logo a proposta aprovada pelos deputados, mas apenas a parte que trata do fim do voto secreto em processo de cassação de deputados e senadores. Os senadores não concordam com outros pontos da proposta, como o que abre o voto sobre vetos presidenciais. “Do ponto de vista do Parlamento, da democracia, da oposição, e não apenas desta oposição, abrir o voto para apreciação de veto, por exemplo, é delicado, porque permitirá monitoramento político pelo governo – qualquer governo, esse ou outro”, justificou.

A PEC da Câmara elimina a votação secreta para indicações de autoridades, o que é uma prerrogativa dos senadores. Também acaba com o voto secreto para a eleição das mesas diretoras das duas Casas. Foi aprovada por causa da reação da opinião pública à decisão de manter o mandato do deputado Natan Donadon, condenado criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal. Ele está preso desde junho e foi condenado a 13 anos de prisão por peculato e formação de quadrilha. Como ninguém é bobo no Congresso, muito menos Henrique Alves, sabia-se de antemão que a proposta não passaria pelo Senado.

Susto/ O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), era um dos passageiros do avião da Gol que foi abalroado pela aeronave da Emirades ontem à tarde no Galeão. Saiu ileso, mas muito irritado com o acidente. Segundo ele, houve desrespeito às normas aéreas.

Pra tudo O senador Walter Pinheiro, do PT/BA, reiterou ontem que a bancada do PT no Senado defenderá a proposta de voto aberto para todas as decisões do Congresso no Senado. “Por que voto apenas para cassação? Por que não pode ser voto aberto para as questões de veto? Por que o parlamentar vai sofrer pressão? Parlamentar tem que sofrer pressão é da sua base, para a base saber como vota o parlamentar que ela colocou aqui”, questionou. Pinheiro criticou ainda a intenção de fatiar a PEC.

Rapidinho A cúpula do PSol agiu rapidamente para defenestrar a deputada Janira Rocha do comando da legenda no Rio de Janeiro. Ela é acusada por ex-assessores, que tentaram chantageá-la, de desviar recursos do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social- Sindisprevi — para a própria campanha eleitoral, o que ela nega. Ontem, num encontro com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) teve que ouvir um comentário irônico do petista, que é seu amigo.

Malvinas A publicação de um artigo sobre as Malvinas na Revista de História da Biblioteca Nacional de julho gerou reação do governo da Argentina. Segundo o texto, “a obsessão pelo arquipélago ainda é um obstáculo para a integração da Argentina no mundo”. A embaixada refutou as críticas, embora um dos autores do artigo seja o argentino Vicente Palermo, pesquisador do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas.

Veto O Palácio do Planalto negocia com o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, do Rio de Janeiro, uma saída para o impasse em torno da votação do veto contra a extinção da multa de 10% do FGTS pago pelas empresas ao governo em caso de demissão sem justa causa.

No azul Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o lucro líquido da Petrobras este ano vai superar R$ 20 bilhões

Unanimidade Referendada em primeiro turno em setembro de 2006, a proposta de emenda à Constituição dormiu na gaveta da Presidência da Câmara por sete anos, antes de ser votada em segundo turno e aprovada por 452 votos

Lançamento/ Representando o “Movimento PT”, a deputada federal Fátima Bezerra (PT-RN) participou na terça-feira, em Brasília, do lançamento da Chapa Nacional “Partido é para todos na Luta”, que disputará o Processo de Eleições Diretas do Partido dos Trabalhadores e apoiará a reeleição de Rui Falcão para presidente do PT. Os ministros Aloísio Mercadante (Educação) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) foram ao evento.

Portal/ o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), lançou ontem o Portal Social da legenda, com objetivo de formar uma rede de trabalhadores e gestores sociais. “O novo espaço interativo criado pelo partido disseminará programas e práticas sociais desenvolvidas pelo PSDB para o combate à pobreza e redução das severas desigualdades vividas pelos mais pobres”, explicou. O site foi desenvolvido em parceria com o Instituto Teotônio Vilela (ITV), núcleo de estudos e formação política do partido.

Transparência/ O Movimento Global pela Transparência Orçamentária, Responsabilidade e Participação (BTAP) se reúne hoje e amanhã durante a cúpula do G20 na Rússia para pedir as maiores economias do mundo que se comprometam com o avanço da transparência, responsabilidade e participação orçamentária em seus países. O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) participa do evento.

Marina e a floresta

Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense - 04/09/2013
A ex-senadora Marina Silva está prestes a viabilizar o seu partido, a Rede Sustentabilidade. Seria um espanto não conseguir legalizar a agremiação por causa da burocracia dos cartórios eleitorais. Dos nove estados nos quais precisa se estabelecer para obter o registro, já garantiu sete: Santa Catarina, Tocantins, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Acre e Mato Grosso do Sul. Oito aguardam decisão da Justiça Eleitoral.
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Pelo andar do processo, apesar das dificuldades, conseguirá viabilizar sua candidatura a presidente da República em legenda própria. Ou seja, com um partido zero-quilômetro, em sintonia com muitos dos corações e mentes que ocupam as ruas das cidades brasileiras e que estão contra quase tudo o que está aí na política.
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Marina Silva é uma ex-seringueira acreana que enxergou a floresta. Metabilizou as manifestações que se multiplicaram pelo país. Graças a isso, muito mais do que pelo recall das eleições passadas, ocupa posição eleitoral privilegiada no campo da oposição. Sem tempo de televisão, nem arco de alianças políticas, muitos analistas calculam que não conseguirá manter a atual posição — 26% de intenções de voto — quando começar pra valer a campanha eleitoral. Essa é uma aposta lógica de quem vê a eleição de 2014 como uma "guerra de posições", polarizada pela tevê. Essa pode ser uma avaliação equivocada numa "guerra de movimento" pautada pelas redes sociais. Eis a grande incógnita das próximas eleições.

Filiações
Das 492 mil fichas de filiação da Rede Sustentabilidade entregues à Justiça Eleitoral, 330 já mil foram aprovadas. Sem contar as recusadas, aguardam validação nos cartórios 250 mil

O que fazer?
O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), classificou como mera especulação o ingresso do tucano José Serra (PSDB-SP) na legenda até amanhã. Muito pressionado pelos aliados, o
ex-governador paulista disse-lhe que ainda não decidiu seu destino. Amanhã, haverá reunião da Executiva da legenda em Vitória, para decidir o rumo que o PPS irá tomar.

Frente da Reforma//

Foi lançada ontem a Coalizão Democrática por Reforma Política e Eleições Limpas, na sede da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com participação de 100 organizações não governamentais. É liderada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Cautela
O Palácio do Planalto baixou o tom contra os Estados Unidos, pelo menos até a conversa de Dilma Rousseff com o presidente americano, Barack Obama, no encontro do G-20, em São Petersburgo, na Rússia. Ontem, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (foto), evitou comentar a nota do Departamento de Estado dos EUA, que explica que "colhe inteligência estrangeira do tipo coletado por todas as nações".

Go home
Foi instalada ontem no Senado a CPI da Espionagem. Estava articulada desde junho pelo PT e pelo PCdoB. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) preside a comissão. O partido dela tem relações históricas com o PC chinês e vê os Estados Unidos como o inimigo principal.

Dissenso
A relação entre uma ala do PMDB e o líder Eduardo Cunha (RJ) está complicada. Na tarde de hoje, quando a reunião da bancada estava no fim, Esperidião Amin (PP-SC) entrou fazendo graça: "Com licença, posso usar a palavra ali, deputado?", disse, dirigindo-se a um peemedebista que estava mais perto da porta. O dissidente disparou: "Vai lá, estamos precisando mesmo de um novo líder".

Mais Médicos
A bancada do jaleco no Congresso não chega a um acordo sobre a medida provisória do governo que criou o Programa Mais Médicos. Relator do texto, o deputado Rogério Carvalho (foto), do PT-SE, é pressionado pelo Ministério da Saúde e pela Frente de Defesa da Saúde. A maioria dos deputados médicos, porém, discorda da posição do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a contratação de profissionais cubanos.

Multiplicação/ A MP nº615 foi aprovada ontem na Comissão Mista, depois de muitas idas e vindas ao Palácio do Planalto do relator Gim Argello (PTB-DF). Foi ampliado de 16 para 52 o número de artigos, passando de três para 35 assuntos, com destaque para a reabertura do prazo do Refis da crise, para empresários endividados com a União.

Espião via satélite

Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense - 03/09/2013
 

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, deu a declaração mais bombástica sobre a espionagem norte-americana das comunicações da presidente Dilma Rousseff com seus auxiliares, revelada domingo à noite no Fantástico, da TV Globo. “Estamos numa situação de emergência por causa dessas denúncias”, disse ontem, depois de mais uma reunião no Palácio do Planalto para tratar do assunto.

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Os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Celso Amorim (Defesa), Paulo Bernardo (Comunicações) e o novo titular das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, também foram ao Planalto. Antes, o chanceler se reuniu com o embaixador norte-americano no Brasil, Thomas Shannon, que foi chamado às falas. A conversa durou meia-hora.

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Deixando de lado as declarações oficiais, uma análise fria da situação concluirá que o monitoramento das comunicações do governo via internet pelos norte-americanos foi uma violação da soberania nacional, sem dúvida. Mas passaria em brancas nuvens se não fosse denunciada por um desertor dos serviços de segurança dos EUA. Ou seja, é um problema mais nosso do que dos Estados Unidos, que continuarão a fazer espionagem via satélite pelo mundo, mesmo que digam o contrário. É que o Brasil não tem seu próprio satélite geoestacionário e usa os serviços espaciais de outras potências, inclusive norte-americanos. É aquela estória das mensagens sigilosas: é preciso confiar no portador.

Quem somos
O mais importante de tudo o que foi revelado até agora é o fato de que os serviços de inteligência dos Estados Unidos hoje não sabem se o Brasil é um aliado, um inimigo ou problema para a Casa Branca. A política externa brasileira e a política nacional de defesa formalmente tratam os Estados Unidos como uma nação amiga, porém, não aceitam a condição de força-auxiliar do grande irmão do Norte na relação com outros países. Até aí, tudo bem, mas a desconfiança entre os Estados Unidos e o Brasil hojé é maior do que nos tempos de George Bush.
No telhado/ A “visita de Estado” da presidente Dilma Rousseff à Casa Branca, para um encontro de alto nível com o presidente Barack Obama, subiu no telhado. A denúncia de que os EUA espionam o governo brasileiro criou um problema diplomático complicado para ambos. Ou Obama pede desculpas, ou Dilma fica numa situação humilhante, se mantiver a viagem. Como temos uma eleição pela frente, o mais provável é Dilma fazer desse limão uma limonada.

Satélite/ A nova denúncia de espionagem, com base nos documentos revelados pelo ex-agente da Agência de Segurança Nacional Edward Snowden, corrobora a decisão da Embratel de adquirir de um consórcio franco-italiano o satélite geoestacionário brasileiro de comunicação e vigilância. Norte-americanos, canadenses e japoneses foram descartados.

Reforma//
O grupo de trabalho da reforma política na Câmara inicia amanhã a apreciação de propostas apresentadas pelos deputados. Entre os temas, financiamento das campanhas, limitações para a propaganda política, fim das coligações proporcionais, fim da reeleição para cargos do Executivo, voto em lista e mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos.

Sabedoria
O economista carioca Mauro Osório, citando John Kenneth Galbraith, para quem abraçar a realidade era mais perigoso do que endossar a sabedoria convencional, exumou artigo do economista Chico Lopes, que criticava o pessimismo dos colegas. “Ele afirmou que as análises econômicas estavam contaminadas pelo pessimismo e o resultado do PIB do segundo trimestre seria bem superior ao estimado. Chico Lopes, na ocasião, sofreu todo tipo de crítica, inclusive insinuações. Ou seja, como afirmou Galbraith, é mais seguro errar com os outros do que correr o risco de acertar sozinho.”

Novo PIB
De acordo com a pesquisa do Banco Central com instituições financeiras, a estimativa para a expansão do PIB passou de 2,20% para 2,32%

E agora?
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), está numa sinuca de bico: o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso suspendeu ontem a decisão que preservou o mandato do deputado federal Natan Donadon (sem partido-RO), preso em Brasília após ter sido condenado pelo STF a mais de 13 anos de prisão. Barroso atendeu  um pedido de liminar feito pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). A Mesa da Câmara teria agora que formalizar a cassação ou recorrer da decisão.

Ícones
Os publicitários João Santana e Marcelo Kertész resolveram dar à presidente Dilma Rousseff o status de estadista reconhecida universalmente: além de comparada na propaganda do PT os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, foi equiparada a Abraham Lincoln, John Kennedy, Mahatma Gandhi, Nelson Mandela e Charles de Gaulle.

Novo papa
O jornalista Gerson Camarotti lança hoje na Livraria Cultura, do Casa Park, a partir das 19h30, o livro Segredos do conclave (Geração Editorial), sobre a eleição do papa Francisco, que já está na segunda edição.

Segura ele
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu ontem a legitimidade do ex-governador José Serra em pleitear seu nome como pré-candidato à sucessão presidencial para 2014, mas afirmou que essa é uma questão partidária. Há uma grande operação em curso, comandada pelo senador Aécio Neves (MG), que preside a legenda, para manter Serra no PSDB. Ele ameaça migrar para o PPS.