sábado, 14 de agosto de 2010

Perigo em alto-mar

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos


Não convidem para a mesma mesa o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima. A mesma precaução deve ser tomada em relação ao diretor de Exploração da empresa, Guilherme Estrella, e a diretora da ANP Magda Chambriand, responsável pela fiscalização da exploração e produção de petróleo.

Os quatro protagonizam a crise de confiança entre os dois órgãos causada pela interdição da Plataforma P-33 na Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro, por falta de condições de segurança. A ANP considera "obsoletas" as análises de riscos da plataforma. A Petrobras argumenta que foram atualizadas em 2007 e estaria válida até 2012, "seguindo as melhores práticas internacionais".

O problema é que a Petrobras não dá conta da manutenção completa de suas 150 plataformas, muito menos a ANP tem condições de fiscalizá-las. A maior parte dos equipamentos utilizados nas plataformas é importada e falta gente qualificada para fazer a manutenção nos prazos exigidos. Tanto é assim que plataformas com muitos anos de serviço às vezes precisam ser recauchutadas no exterior.

Soberba

Desde a CPI da Petrobras, que deu com os burros n'água, Gabrielli se acha acima do bem e do mal. Despacha diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não dá a menor bola para os diretores da ANP, nem para o Ministério de Minas e Energia. A casa só caiu por causa das denúncias do Sindipetro-RJ à Delegacia Regional do Trabalho de Macaé, que chegou a interditar a plataforma por falta de segurança, mas teve a medida sustada por uma liminar da Justiça em favor da empresa. O sindicato, então, recorreu à ANP e à Marinha.

Acidentes

Segundo o Sindipetro-RJ, a P-33 apresenta problemas em indicadores de pressão, pisos escorregadios, diversas tubulações com reparos provisórios e vasos de pressão sem válvulas de segurança. Além disso, sofreu dois acidentes recentemente: um vazamento de gás em maio e a explosão de uma válvula em julho, que a Petrobras manteve em sigilo. A estatal alega que opera com 50 trabalhadores a menos, e por isso alterou o cronograma de manutenção dos últimos dois meses.

Jogo duro

O líder do DEM na Câmara, o deputado catarinense Paulo Bornhausen, ameaça frustrar o esforço concentrado convocado pelo governo para a próxima semana. Avisa que o único acordo é pela votação do segundo turno da PEC nº 300, que estabelece um piso salarial para os policiais de todo o país, o que o governo é contra. Enquanto a regulamentação da Emenda nº 29 - que destina recursos para a saúde - não for colocada em pauta, a oposição promete barrar todas as pretensões do governo.

Jaleco

O candidato do PT ao Governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que é médico, foi escalado pela cúpula do PT para falar sobre a política de saúde no programa de tevê de Dilma Rousseff. Ele gravou seu depoimento ontem.

Voando

Segundo dados do Ministério do Planejamento, este ano foram criados 21.357 novos cargos para o Poder Executivo. A Aeronáutica lidera a lista, com a abertura de 13.745 vagas

Mui amigo

Saia justa no candidato do PSDB à Presidência da República durante o debate entre os concorrentes ao governo de São Paulo. Na plateia, José Serra quase morreu de espanto ao ver o tucano Geraldo Alckmin afirmar que, em 1995, quando o governador Mário Covas (PSDB) assumiu o Executivo paulista, o estado estava quebrado. Os ex-governadores Orestes Quércia (PMDB), que também acompanhava o debate, e Luiz Antônio Fleury Filho (PTB) foram os responsáveis pela crise. Ambos saíram no meio do debate.

Entubado / O ex-deputado José Janene (PP-PR) está internado na UTI do InCor, em São Paulo. Suspeito de ser o verdadeiro dono dos 360 mil euros encontrados pela Polícia Federal escondidos na cueca do empresário Enivaldo Quadrado, no Aeroporto de Cumbica, em dezembro de 2008, está na fila dos transplantes por causa de uma insuficiência cardíaca congestiva grave (grau IV).

Persistente / O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargador Rui Ramos Ribeiro, ameaçou usar a força policial se a decisão de afastar o deputado José Geraldo Riva (PP) da Assembleia Legislativa não for cumprida. O parlamentar foi cassado por compra de votos e captação ilícita de recursos, mas continua no comando da Casa.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Trombada federal

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
luizazedo.df@dabr.com.br

Está nas mãos do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, o desfecho dos processos de impugnação com base na Lei da Ficha Limpa envolvendo alguns pesos pesados da política brasileira, como os ex-governadores Joaquim Roriz (PSC), candidato ao governo do Distrito Federal; e Ronaldo Lessa (PDT), que disputa o governo de Alagoas.

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Advogados calejados em questões eleitorais dão de barato que o Ministério Público Federal, leia-se a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), coeso em torno de seu presidente, ministro Ricardo Lewandowski, manterão a interpretação de que a lei tem caráter retroativo e, portanto, os candidatos com a ficha suja ficarão mesmo fora da disputa.

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Ocorre que a mesma interpretação sofre contestações de ministros do Supremo que defendem que a Constituição brasileira não permite que as leis tenham caráter retroativo para prejudicar quem quer que seja.
Essa tese mantém as esperanças dos políticos que estão com o pescoço na forca, com o Roriz e Lesssa, entre outros. O voto de Peluso deve balizar a decisão do Supremo.



Renúncia

Principal aliado do presidenciável tucano, José Serra, no Distrito Federal, o ex-governador Joaquim Roriz (foto) disputa o Palácio do Buriti pela quarta vez, e é o favorito na disputa, graças ao apoio de eleitores das cidades do DF beneficiados com seu programa de doação de terrenos e moradias. Foi impugnado porque renunciou ao mandato de senador em 2007, logo após tomar posse, para evitar uma possível cassação de seu mandato pelos próprios colegas do Senado devido à partilha mal explicada de um cheque de R$ 2 milhões que recebeu do empresário Nenê Constantino, de quem é amigo. Seu principal adversário na corrida pelo Executivo distrital é o petista Agnelo Queiroz.

Abuso

Candidato por insistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-governador Ronaldo Lessa disputa o governo de Alagoas contra o tucano Teotônio Vilela Filho, atual governador, e o ex-presidente da República Fernando Collor (PTB). Lessa foi considerado inelegível por abuso de poder econômico. Em 2004, quando era governador, ele convocou uma reunião com servidores estaduais pedindo que votassem no candidato que apoiava para a Prefeitura de Maceió, Alberto Sextafeira (PSB). O Tribunal Regional Eleitoral alagoano o tornou inelegível por três anos. Ele recorreu ao TSE e ao STF, mas as cortes mantiveram a decisão.

Degola

Segundo levantamento do site Congresso em Foco, 19 candidatos foram excluídos da disputa porque renunciaram à candidatura ou foram alijados pelos partidos após terem o pedido de impugnação feito pelo Ministério Público (MP). Outros 169 correm o risco de serem barrados pelos tribunais regionais, de um total de 482 pedidos de impugnação feitos pelo MP. Esses números, porém, podem chegar a 3 mil candidatos impugnados em todo o país.

 Lua


Nunca se sabe o que o presidente Lula fará em matéria de nomeações, a começar pelo preenchimento de vagas nos tribunais. Na antessala de seu gabinete, a aposta é de que o sucessor do ministro Eros Grau no Supremo Tribunal Federal (STF) ficará mesmo para depois das eleições, mas às vezes esse pessoal erra nos prognósticos. Lula já indicou oito ministros do STF.

Arrecadação

O governo federal avalia que pode arrecadar em 2011 mais de um R$ 1 trilhão. Segundo dados da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que costumam ser subestimados, o valor que será arrecadado no ano que vem deve ser algo em torno de R$ 936 bilhões

Cara do cara/ Amanhã o dia é de reta final para a gravação do programa eleitoral da candidata petista Dilma Rousseff, que será apresentada pelo presidente Lula. Na campanha, comenta-se que vai ser na base do “nós contra eles”. O dia será de gravação e de finalização dos materiais que vão ao ar a partir da próxima terça-feira. Dilma terá 10min38s por programa. Às terças, quintas e sábados, os presidenciáveis aparecerão duas vezes durante a grade de programação.

Bom rapaz/ O tucano José Serra fará um programa de apresentação com foco no reposicionamento de sua imagem como político, na linha do menino de origem humilde que subiu na vida por ser estudioso e se tornou político para lutar contra as injustiças e pela democracia. Em cada um dos dois programas que irão ao ar às terças, às quintas e aos sábados, terá 7min18s.

Sobrevivência/ Os programas de Marina Silva (PV), com 1min24s, e Plínio Arruda (PSol), com 1min1s, vão redimensionar o papel de ambos nas eleições. A esperança da oposição é de que eles consigam se manter de alguma forma na disputa, levando a eleição para o segundo turno.

Rapidinho/ Os candidatos José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), José Maria de Almeida (PSTU), Ivan Pinheiro (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) terão, cada um, 55 segundos.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Minuano eleitoral

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
luizazedo.df@dabr.com.br

O crescimento de Dilma Rousseff nas próximas pesquisas de opinião, se confirmado, ocorrerá por conta do desempenho da presidenciável do PT no Rio Grande do Sul. A candidatura da governadora tucana Yeda Crusius à reeleição pode ter sido um grande equívoco estratégico da cúpula do PSDB, apesar de um direito legítimo da mandatária gaúcha.

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Yeda empurrou o candidato do PMDB, o ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça, para cima do muro, e as principais lideranças peeemedebistas do estado, como o senador Pedro Simon e o ex-governador Germano Rigotto, que é candidato ao Senado, para a campanha de Dilma. A petista já contava com o apoio do candidato de seu partido, Tarso Genro, que lidera a disputa pelo governo gaúcho.

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Resultado: o Ibope registra 42% de intenções de votos para Dilma contra 40% de Serra no Rio Grande do Sul. No começo do mês passado, o tucano tinha 46% contra 37% da petista. A situação se agrava porque, em Santa Catarina, Dilma passou de 30% para 34%, enquanto Serra oscilou de 46% para 45%. No Paraná, o tucano ainda lidera com 46%, mas Dilma chegou a 35%. Serra precisa recuperar a vantagem no Sul, que sempre foi um reduto da oposição, para neutralizar a situação das regiões Norte e Nordeste.

Torneira

O governo finalmente liberou recursos para ações emergenciais na área de saúde nos estados de Alagoas e Pernambuco, destinando R$ 75,9 milhões para a recuperação dos hospitais e das casas de saúde danificados pelas enchentes. A grana saiu depois de muitas reclamações e de o assunto virar mote para as campanhas de Jarbas Vasconcelos (PMDB), candidato ao governo de Pernambuco, e do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), que concorre à reeleição em Alagoas. Os dois apoiam o tucano José Serra.

Pagou

A propósito da nota Perigo, publicada ontem, o deputado Sarney Filho (PV-MA) esclarece que é a favor da Lei da Ficha Limpa e que não se considera atingido por ela, conforme decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) que autorizou o registro de sua candidatura. “Em nenhum momento meu nome foi impugnado por conduta que comprometa meu passado político. A impugnação feita àquela época foi ter o meu site, na eleição de 2006, acessado duas vezes por um link de uma prefeitura do interior do Maranhão. Em acórdão de 2006, o TRE-MA condenou-me a pagar uma multa mínima de R$ 5,5 mil, considerando propaganda irregular. Paguei a multa e o caso foi encerrado.”

Rejeitado

Líder da reconstrução do PCB, o ex-líder bancário Ivan Pinheiro (foto) explica que virou candidato à Presidência da República por falta de opção. “Tentamos fechar uma aliança com o candidato do PSol, Plínio de Arruda Sampaio, e o PSTU, mas passei uma semana em São Paulo negociando um acordo que não saiu. Uma ala da legenda vetou o PCB na vice, apesar das demais serem a favor.”

Vanguarda

Candidato do PSTU à Presidência da República, José Maria de Almeida promete muito barulho na campanha com os movimentos sociais organizados. “Está difícil fazer campanha contra o presidente Lula, mas há uma parcela mais esclarecida que presta atenção no que estamos falando. O governo do PT prometeu uma mudança que só está acontecendo na propaganda oficial.”

Mais

Pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2001, o investimento público vai superar os gastos com custeio. Segundo os dados do Ministério da Fazenda, a relação entre os dois indicadores, a chamada “produtividade do custeio governamental”, será de 108,6%. O investimento público em 2010 deve superar R$ 130 bilhões

Dobradinha

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), agarrou com as duas mãos a candidatura de Armando Monteiro (PTB) ao Senado, com o propósito de derrotar o senador Marco Maciel (DEM), ex-vice de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e candidato à reeleição. Está dizendo aos aliados que fará com o veterano político pernambucano a mesma coisa que fez seu avô, Miguel Arraes, com outro cacique do antigo pefelê, o deputado Roberto Magalhães.

Pesquisa

As empresas que realizam pesquisas eleitorais já receberam uma bolada para apurar as intenções de votos pelo país. Um levantamento feito por esta coluna sobre todas as pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde 6 de julho, mostra que já custaram mais de R$ 7,4 milhões.

Julgamentos/ O Supremo Tribunal Federal (STF) pode concluir ainda hoje o julgamento sobre a incidência da CSLL e da CPMF sobre as receitas decorrentes de exportações. Talvez também decida se o Ministério Público tem legitimidade para impugnar acordos firmados entre os estados e empresas beneficiárias por vantagens fiscais.


Lugo/ O presidente Lula, que gosta do colega paraguaio Fernando Lugo, fez questão de ligar para o cardiologista Roberto Kalil para se informar do tratamento do presidente do Paraguai aqui no Brasil. O médico particular de Lula também tratou do vice-presidente José Alencar e da candidata petista Dilma Rousseff. O presidente do Paraguai tem um câncer no sistema linfático.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O “já ganhou”

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
luizazedo.df@dabr.com.br

Alimentado pelas pesquisas de intenção de voto favoráveis a Dilma Rousseff, graças à transferência de prestígio do presidente Lula, pelos níveis de aprovação do governo e pela situação da economia, o discurso da inevitabilidade da vitória está na ponta da língua dos petistas. E o da infalibilidade do presidente Lula na condução da campanha também. E assim será, para desespero da oposição, até o dia da eleição.

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A esperança da oposição é que o eleitor não pode ser puxado pelo nariz. Mas é puro iluminismo tucano acreditar que somente Serra sabe tudo o que é melhor para o Brasil. Serve para a definição dos programas de tevê, da agenda e da forma de lidar com os aliados nos estados, mas não para desobstruir gargalos da campanha. Que o digam Jarbas Vasconcelos, candidato do PMDB ao governo de Pernambuco; Fernando Gabeira, candidato do PV no Rio de Janeiro; e Paulo Souto, candidato do DEM na Bahia — todos com um rosário de queixas em relação ao tucanão.

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O “já ganhou” petista se diverte. As críticas da oposição ao hegemonismo do PT, às alianças com os velhos oligarcas, à partidarização de órgãos e serviços públicos e à cooptação das agências da sociedade civil pelo governo são irrelevantes. A política brasileira é assim mesmo, tripudiam. Afinal, o governo sempre esteve a serviço dos adversários do PT, até ser capturado pelo voto por Lula. É o troco, justificam os petistas.

Recursos//

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende intensificar o trabalho. Até o próximo dia 19, os ministros têm que julgar todos os recursos contra as decisões de impugnação dos tribunais eleitorais dos estados. São 3 mil em todo o país, alguns de grande repercussão eleitoral.

Torcidas

Mauro Paulino, diretor do Datafolha, resolveu responder aos críticos dos resultados do instituto — o último registrou um empate técnico entre os candidatos José Serra e Dilma Rousseff. Argumenta que a reação é igual à que aconteceu quando o tamanho das torcidas do Corinthians e do Flamengo foi avaliado pelo Datafolha. Na próxima sexta-feira, será divulgado mais um levantamento do instituto. A aposta dos concorrentes é de que haverá a confirmação da petista à frente do tucano.

A missão

O candidato do PRTB à Presidência, Levy Fidelix, é aquele que propõe a construção do “aerotrem” ligando o Rio a São Paulo, entre outros projetos arrojados. Dono de um pequeno partido, já traçou sua estratégia para a tevê. Elogiará o governo Lula o tempo todo. E descerá o sarrafo no tucano José Serra.

Necessidade

O ex-ministro Ciro Gomes (PSB) desceu dos tamancos e procura os aliados petistas. Quer o apoio da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, e do candidato ao Senado, José Pimentel, ex-ministro da Previdência, ao governador Cid Gomes (PSB). A preocupação de Ciro com a reeleição do irmão aumenta por causa do crescimento da candidatura do ex-governador Lúcio Alcântara (PR), que também compõe a base de Dilma Rousseff.

Ponto

Rui Costa Pimenta, candidato do PCO ao Palácio do Planalto, reeditará na tevê o velho bordão de sua campanha anterior: “Quem bate cartão não vota em patrão”. O fundador e presidente do pequeno Partido da Causa Operária acusa o governo Lula de não deixar um legado histórico de conquistas para os trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

Prateleira

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa não pretende mesmo ceder às pressões de alguns de seus colegas para que se afaste definitivamente do tribunal em razão de suas prolongadas licenças para tratamento de saúde. Amanhã, pretende reaparecer de toga em plenário para dar sequência ao processo do mensalão. Barbosa é relator de 11.726 processos

Para todos/ Dilma Rousseff evitará gravar programas com políticos de estados com dois palanques. Nessas unidades da Federação, a candidata deve gravar mensagens dedicadas a cada um, mas sem aparecer no vídeo com eles. Nem a Bahia deve ser exceção.

Bastidores/ Vice na chapa de Dilma, Michel Temer (PMDB) atua nos bastidores para fortalecer o apoio à presidenciável nos estados onde candidatos do PMDB apoiam José Serra. A agenda de Temer está tão independente de Dilma que o peemedebista foi a Minas para um encontro com empresários e voltou para Brasília antes da realização do comício de Hélio Costa (PMDB) com a presença do presidente Lula. O estado não é problema.

Perigo/ A Procuradoria Regional Eleitoral no Maranhão encaminhou um recurso contra o registro de candidatura de José Sarney Filho (PV), o Zequinha Sarney. Ele havia sido atingido pela Lei da Ficha Limpa, mas foi beneficiado pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado e conseguiu se candidatar para disputar o cargo de deputado federal.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O patinho feio

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
luizazedo.df@dabr.com.br

Se tem um assunto que tira do sério o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, é a situação da campanha em Brasília. Antes do escândalo que abateu o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), o Distrito Federal era o colégio eleitoral onde o tucano teria menos problemas para armar o seu palanque. A Operação Caixa de Pandora, porém, implodiu a gestão do ex-democrata.

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Entretanto, a cúpula tucana acreditou na possibilidade de recuperar o terreno perdido fechando uma aliança com o ex-governador Joaquim Roriz, que havia renunciado ao mandato de senador para escapar de uma cassação pelos colegas de Senado e migrara do PMDB para o pequeno PSC. Bancada pelo vice-presidente tucano, Eduardo Jorge, e pela ex-governadora Maria Abadia, candidata ao Senado, a aliança vai de vento em popa no plano eleitoral. Mas foi parar no olho do furacão da Lei da Ficha Limpa.

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Roriz teve o registro impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e deverá acontecer o mesmo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo assim, o veterano político goiano, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o Governo do Distrito Federal, promete se manter na disputa. Avisa que não joga a toalha e recorrerá até ao Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo com risco de ganhar e não levar. Serra finge que o problema não é com ele. Mas até agora não foi a nenhum evento de campanha de Roriz, um patinho feio no ninho tucano.

Centro-Oeste


Apesar de ser tratado como um aliado incômodo, Roriz garante para José Serra uma projeção de votos que pode lhe dar a vitória na região Centro-Oeste. Em Mato Grosso, Wilson Santos (PSDB) disputa a liderança nas pesquisas com Sinval Barbosa (PMDB). No Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), pró-Serra, pode vencer no primeiro turno. Em Goiás, Marconi Perillo (PSDB) está à frente de Iris Rezende (PMDB) e, em Tocantins, Siqueira Campos (PSDB) e Carlos Gaguim (PMDB) estão empatados. Mesmo assim, a última pesquisa Ibope deu 40% para Dilma Rousseff (PT) e 33% para Serra na região.

Sintonia


É muita coincidência. O presidente Lula, com todo o seu aparato, vai a Divinópolis, cidade do interior de Minas, inaugurar o novo câmpus da Universidade Federal de São João Del-Rei, que leva o nome de sua mãe: Dona Lindu. À noite, será a estrela do ato de campanha de Dilma Rousseff (PT) em Belo Horizonte.

Esquece

Presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ) desembarcou de vez da campanha de José Serra depois de mais um bate-boca com o tucano por telefone, devido a declarações à imprensa. O pai, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia, companheiro de exílio de Serra, e o vice Índio da Costa tentam pôr panos quentes. Acostumado a não levar desaforo para casa, Rodrigo, que é deputado federal, resolveu cuidar da própria campanha de reeleição.

Multa

A vice-procuradora Eleitoral Sandra Cureau (foto) já recebeu toda a documentação referente ao discurso do presidente Lula no lançamento do edital do trem-bala no último 13 de julho. Ela ainda não decidiu se abre uma representação contra Lula, que teria feito elogios à candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff. Quando solicitou as informações do discurso, Lula reagiu e chamou Cureau de uma “procuradora qualquer”.

Novo teto

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reivindicam um reajuste de 14,79% nos salários a partir de janeiro de 2011. Caso seja aprovado no Congresso, o teto salarial do poder público brasileiro saltará de R$ 26,7 mil para R$ 30,6 mil

Camisa

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, resolveu vestir literalmente a camisa da candidata de seu partido à Presidência da República, Dilma Rousseff: bordou o nome da petista em todas as roupas que usa. Wagner disputa o palanque da candidata do presidente Lula com o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB), ex-ministro da Integração Nacional, que é candidato a governador e também apoia Dilma.

Mais um

O candidato do PSDC a presidente da República, José Maria Eymael, resolveu incorporar ao seu programa de governo a criação do Ministério da Família. Veterano democrata cristão, recebeu a sugestão do arcebispo metropolitano de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer. Eymael disputa a Presidência pela terceira vez.

Sacerdócio/ O monsenhor Gaspar Sadoc da Natividade, 94 anos, um dos religiosos mais conhecidos da Bahia, será homenageado amanhã pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Receberá a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, em reconhecimento aos 68 anos de dedicação ao sacerdócio.

Desistiu/ O candidato tucano na disputa ao Planalto, José Serra, também desistiu de recorrer em pelo menos uma multa aplicada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda antecipada em inserções regionais no Rio Grande do Sul. O valor da multa é de R$ 10 mil.

Encontro/ Na próxima sexta-feira, a candidata petista Dilma Rousseff deve se reunir em Porto Alegre com prefeitos do Rio Grande do Sul. O encontro não terá dedos de Tarso Genro na organização porque os coordenadores da campanha não querem restringir o encontro ao PT. O objetivo da visita será fazer uma reunião suprapartidária para reforçar o apoio a Dilma na região.

domingo, 8 de agosto de 2010

Caroço no angu

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
luizazedo.df@dabr.com.br

Há uma queda de braço entre o governo e a bancada do PMDB na Câmara, protagonizada pelo líder Cândido Vaccarezza (PT-SP) e o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP). O centro da disputa é a votação da Medida Provisória nº 487/2010, que autoriza a concessão de subvenção econômica ao BNDES em operações de financiamento destinadas à aquisição e à produção de bens de capital e à inovação tecnológica. Relatada pela deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), a MP, porém, segundo a equipe econômica, virou uma grande farra fiscal.

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O artigo 1º da MP altera o artigo 1º da Lei nº 12.096/09, aumentando de “até R$ 44 bilhões”, para “até R$ 124 bilhões” a subvenção econômica da União ao BNDES, na modalidade de equalização de taxas de juros, para operações de financiamento destinadas à aquisição e à produção de bens de capital e à inovação tecnológica, acrescentando aquelas operações destinadas à produção de bens de consumo para exportação e ampliando a subvenção às operações contratadas até 31 de dezembro de 2010.

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Por trás da linguagem cifrada de seus dispositivos estão grandes negócios envolvendo a construção de usinas nucleares, os interesses de fornecedores das ferrovias Transnordestina e Norte-Sul, a reciclagem de resíduos sólidos para a indústria, a instalação de termelétricas, facilidades para financiamentos subsidiados do BNDES aos estados, municípios e empresas e, ainda, a venda de ações de companhias nas quais o Estado é o acionista minoritário.

Manobra

Para evitar a votação da MP n° 487/2010, o governo contou apenas com a obstrução dos trabalhos pela oposição, que empurra com a barriga três medidas provisórias: a que aumenta a subvenção econômica do governo para o BNDES e outras duas, referentes aos Jogos Olímpicos do Rio em 2016 e à Copa do Mundo de 2014. A oposição barganha a aprovação da Emenda n° 29, que amplia recursos destinados à saúde.

Berlinda

Temer antecipou o próximo esforço concentrado da primeira semana de setembro para os dias 17 e 18 deste mês. Vaccarezza está na maior saia justa, pois Temer é o vice de Dilma e o PMDB, o principal aliado do PT. O petista não pode se confrontar publicamente com a bancada do PMDB, que segue a orientação do deputado Eduardo Cunha (RJ) em matéria econômica.

Centralismo

Crescem as queixas entre os caciques tucanos com relação ao estilo monocrático de condução da campanha de José Serra (PSDB). Aécio Neves (MG), Tasso Jereissati (CE) e Arthur Virgílio (AM), pesos pesados da legenda, começam a reclamar do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, de PE, e do próprio presidenciável.

Plano B

O projeto de construção do Estaleiro de Biguaçu, na Grande Florianópolis, contestado pelo Ibama, subiu no telhado. O Grupo EBX estuda a construção de um grande estaleiro no canal Campos-Açu, em São João da Barra, litoral norte do Rio de Janeiro, em parceria com a Hyundai. Valor do investimento: R$ 1,7 bilhão

Impugnação

O senador Alfredo Nascimento, do PR, candidato ao governo do Amazonas, pedirá à Justiça Eleitoral a cassação do registro da candidatura do governador Omar Aziz (PMN), que concorre à reeleição pela coligação Avança Amazonas. Quatro funcionários do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) foram presos com motores de popa, casas de farinha, sementes e uma lista de supostos eleitores que seriam beneficiados com as doações.

Campanha


A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) volta à mídia com a campanha Eleições Limpas, com o objetivo de conscientizar a sociedade brasileira sobre a importância do voto, além do papel de cada eleitor na fiscalização de um pleito limpo e transparente. O slogan é “Não vendo meu voto”. Será lançada na terça-feira, em Brasília.

Revoada/ O ex-governador do Pará Almir Gabriel bateu asas do PSDB, partido que ajudou a fundar. Deixou a legenda para se engajar nas campanhas dos candidatos do PMDB ao governo, deputado Domingos Juvenil, e ao Senado, Jader Barbalho. Desde dezembro passado, Gabriel ameaça deixar a legenda.

Reação/ O ex-governador do Acre Jorge Viana (PT) promete dormir menos para reverter a vantagem do tucano José Serra no estado, onde seu irmão, o senador Tião Viana (PT), é candidato a governador. A petista Dilma Rousseff é a terceira colocada nas pesquisas, atrás de Marina Silva (PV). O presidente Lula puxou as orelhas dos irmãos Viana.

Fronteiras/ O Exército quer mais tempo para entrar em ação como polícia de fronteira, conforme lei aprovada pelo Senado. As Forças Armadas poderão reforçar o combate a crimes como o tráfico de drogas, o desmatamento e o comércio de animais silvestres. Precisa de mais adestramento e equipamentos adequados.

Extratos/ O Tribunal Superior Eleitoral cruzará os dados das prestações de contas parciais dos candidatos com os extratos enviados pelos bancos para aumentar o controle sobre os caixas de campanha. Se houver divergência, rejeitará as contas.

sábado, 7 de agosto de 2010

Ao vencedor, as batatas

Por Luiz Carlos Azedo
Com Leonardo Santos
luizazedo.df@dabr.com.br

É falsa a conclusão de que não houve um vencedor no debate da TV Bandeirantes, na noite de quinta-feira passada, quando a audiência chegou à média de três pontos no Ibope. O veterano político democrata-cristão Plínio de Arruda Sampaio, candidato do PSol à Presidência da República, faturou as duas horas de debate.

Plínio foi brevíssimo nas perguntas e comentários. Seco, foi o mais provocativo e bem-humorado. E surpreendeu pelo esquerdismo quase juvenil, embora, aos 80 anos, seja o mais velho dos candidatos a presidente da República. Evitou o “politicamente correto” e insistiu em temas polêmicos que envolvem as relações entre trabalho e capital (jornada de 40 horas) e de propriedade privada (reforma agrária).

No mais, José Serra (PSDB) não demoliu Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) se comportou como boa evangélica. Plínio foi quem salvou o debate da monotonia. Por isso mesmo, bombou no Twitter junto à garotada. E por que, então, leva as batatas? Ora, Plínio pertence a um pequeno partido e quase não tem tempo de televisão. É o anticandidato desta eleição.

Já ganhou


Os petistas saíram exultantes do debate entre os presidenciáveis. Na avaliação do presidente do PT, José Eduardo Dutra, Dilma provou que é capaz de enfrentar Serra e isso garante um equilíbrio de forças na tevê que somente favorece a petista, já que ela lidera as pesquisas de intenção de voto e tem o apoio do presidente Lula. Os momentos em que gaguejou, fugiu da pergunta ou mostrou um ar autoritário, para o petista, não têm a menor importância e podem ser corrigidos nos próximos debates.

Confiança

O marqueteiro de José Serra, Luiz González, se deu por satisfeito com o desempenho do candidato do PSDB. No tracking (pesquisa em tempo real feita por telefone) da campanha, o tucano teria se saído melhor porque partiu para a ofensiva contra a petista Dilma Rousseff em alguns momentos, como no caso do corte de verbas do Ministério da Educação para as Associações de Pais e Amigos de Excepcionais (Apaes). O tucano foi mais confiante, falou de sua gestão nos governos de São Paulo e de Fernando Henrique Cardoso.

Chance para o azar


O próximo debate na tevê aberta confirmado até agora está marcado para 12 de setembro, na Rede TV! Serra, Dilma, Marina e Plínio Sampaio garantiram presença. A MTV tenta marcar um debate para 24 de agosto, mas Dilma ainda reluta. Na campanha, a orientação ainda é evitar entrevistas e debates sempre que possível.

No solo

Depois do caos nos voos, os passageiros da Gol correm o risco de um pandemônio ainda maior: a greve dos pilotos marcada para 13 de agosto ganha cada vez mais força. A empresa cresceu em meio à crise da aviação civil, tratando aeronautas como rodoviários, mas o pessoal de bordo agora resolveu exigir mais respeito aos direitos trabalhistas.

Babel

O Google vai digitalizar o maior número de livros do mundo. O nome da biblioteca virtual será Google Books. Um levantamento feito pela gigante da internet inventariou cerca de 129 milhões de títulos

Socorro

Foi criado um grupo de trabalho para “aliviar” a tarefa do ministro da Integração Nacional, João Santana, na liberação de recursos para as áreas afetadas pelas enchentes. O Palácio do Planalto resolveu dar um basta nas lamúrias dos prefeitos baianos que sofreram com catástrofes no início do ano e que até agora não receberam recursos. Por trás do atraso está a disputa entre o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que ainda controla a pasta, e o governador Jaques Wagner (PT). Ambos concorrem ao Palácio de Ondina.

Reforço

O vice de Dilma Rousseff, Michel Temer (PMDB), trabalha para, nas próximas semanas, reforçar o apoio à petista em três estados onde o PMDB tem candidato próprio ou está na chapa concorrente. Em Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB) tem larga vantagem sobre Zeca do PT nas pesquisas. No Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) está na frente de José Fogaça (PMDB). Em Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira (PMDB) é vice de Raimundo Colombo (DEM), e está na disputa com Ideli Salvatti (PT) pela segunda posição, enquanto Angela Amin (PP) lidera as pesquisas.

Corda

A estratégia do ex-governador Joaquim Roriz — que está com o pescoço na forca na Justiça Eleitoral — é mesmo esticar a corda. Não pode desistir da candidatura em favor de sua filha Jaqueline Roriz sem explodir a coligação com o PSDB e o DEM, a não ser que seja uma decisão às vésperas do pleito. Por isso, Roriz pretende recorrer em todas as instâncias e manter seu nome na lista de candidatos ao Governo do Distrito Federal.

Pegou/ Presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante avalia que a Lei da Ficha Limpa será aplicada em todo o território nacional. “Veio, pegou, é constitucional e, para o bem da sociedade brasileira, já está sendo aplicada às próximas eleições.” Segundo ele, decisões de Tribunais Regionais Eleitorais que estão liberando candidatos chamados fichas sujas “serão corrigidas” pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Apoio/ Está prevista para a semana que vem uma viagem do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, para Haiti e El Salvador. Na ocasião, serão firmados acordos de treinamento de policiais especializados para os dois países. O Brasil chefia uma missão de paz no Haiti, que ainda tenta se reconstruir após terremoto que devastou o país no início do ano.