Por Luiz Carlos Azedo
luizazedo.df@dabr.com.br
Com Norma Moura
O Ministério Público Federal dará entrada hoje em duas ações civis públicas para interromper o processo de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Os procuradores querem o cancelamento da licença prévia, concedida pelo Ibama, e do leilão do empreendimento, que faz parte do rol das obras que o governo se empenha para ver saírem do papel. A pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez com que a obra fosse autorizada, apesar dos pareceres técnicos do Ibama, da Funai e de um conselho de especialistas contrários à construção.
» » »
Entre as várias irregularidades apontadas pelo MPF, estão os estudos de impacto ambiental “cheios de furos” que corroboram a concessão da licença. Os pareceres técnicos ignorados são unânimes ao apontar a inviabilidade ambiental, social e econômica da hidrelétrica. Outro problema seria a falta de audiência pública para ouvir a população diretamente atingida pelo alagamento e pela área que ficará seca após o desvio do rio na região de Volta Grande do Xingu. Por se tratar de terra indígena, tanto os índios quanto o Congresso Nacional deveriam ter sido ouvidos.
» » »
Para complicar ainda mais a construção da usina, ontem a Camargo Corrêa e a Odebrecht anunciaram que estão fora do leilão previsto para o próximo dia 20. Com isso, o único consórcio na disputa é formado pela Andrade Gutierrez, a Neoenergia (Iberdrola, Previ e o Banco do Brasil), a Vale e a Votorantim. Ou seja, o leilão virou carta marcada.
Na manga
Em reunião com a nova manda-chuva da Casa Civil, a ministra Erenice Guerra, o governador em exercício do DF, Wilson Lima, ouviu que o presidente Lula é contrário à intervenção federal, mas se ela for decretada, no mesmo dia, indicará o interventor. O nome do
ex-deputado Sigmaringa Seixas continua liderando a bolsa de apostas.
Controle
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou projeto de lei do senador Pedro Simon, do PMDB-RS, que determina maior rigor nos gastos públicos por meio de ordem bancária ou de cheque nominativo. Conforme o texto, a lei passará a exigir a completa identificação do fornecedor do material ou prestador de serviço, sendo obrigatória a assinatura do ordenador da despesa e do encarregado do setor financeiro. A proposta será submetida a votação no plenário do Senado.
Mudo
O silêncio ameaça os 50 anos de Brasília. É que, até o momento, o GDF não conseguiu fechar a agenda de shows para festejar a data. Como já fez Roberto Carlos, artistas de renome recusam se apresentar na capital. O orçamento, inicialmente previsto em R$ 20 milhões, tinha sido cortado pela metade e já caiu para R$ 7 milhões
Sinal verde
Os deputados ficaram animados ontem com as declarações do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que garantiu à Comissão de Finanças e Tributação da Câmara que o país não corre qualquer risco de desequilíbrio nas contas públicas. Em ano eleitoral, soou como música aos ouvidos dos parlamentares que querem aprovar o reajuste de 7% para as aposentadorias acima de um salário mínimo.
Gringos
De olho no potencial das mídias sociais nas eleições, o secretário nacional de comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), convocou para hoje reunião com os secretários estaduais de Comunicação e assessores do partido para desenvolver o sistema de ação da legenda na internet. Foram convidados também integrantes da agência Pepper Comunicação Interativa — parceira da empresa Blue State Digital, de Ben Self, marqueteiro digital do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama —, e Scott Goodstein, responsável pela campanha em mídias sociais do presidente norte-americano.
Descanso
Temendo o avanço da ocupação de áreas de preservação em todo o país, inclusive na Amazônia Legal, o deputado Sarney Filho, do PV-MA, tenta convencer os colegas a adiar o debate sobre as mudanças no Código Florestal para 2011, longe do calor do momento e do poder de convencimento da bancada ruralista em ano eleitoral.
Conselheiro/ O mais novo membro do Conselho Nacional de Política Carcerária e Penitenciária (CNCP) é o juiz auxiliar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Erivaldo Ribeiro. Assume o cargo de conselheiro depois de receber homenagem durante o VI Congresso Nacional de Execução e Penas e Medidas Alternativas (Conepa), em Salvador, Bahia. No CNCP, promete forte atuação.
Ratinho/ O apresentador do SBT Carlos Massa, o Ratinho, visitou o gabinete do senador Mão Santa (PSC-PI), na manhã de ontem, com o filho, o deputado federal Ratinho Júnior (PSC-PR). Na ocasião, prometeu apoio à reeleição do senador piauiense.
Intervenção/ O Ministério de Minas e Energia vem observando com crescente irritação os constantes blecautes na Esplanada. No último, ocorrido ontem, falou-se até de intervenção na CEB, responsável pelas perdas e danos que a falta de eletricidade causa aos órgãos federais.
Voto/ O deputado José Antônio Reguffe (PDT) anunciou ontem que não participará da eleição indireta do governador de Brasília, dia 17. Nenhum candidato aceitou suas propostas para uma mudança de rumo na gestão do GDF.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Debaixo d’água
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
Como nunca antes, choveu a cântaros no Rio de Janeiro nas últimas 48 horas. A reação do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foi tardia, perplexa e acaciana: ninguém deve sair de casa, disse nas primeiras horas de ontem, quando muitos já estavam na rua. Voltaram para casa aqueles que estavam na rua e não conseguiram transporte. Muitos permaneceram no local de trabalho na segunda à noite, sem poder voltar para casa.
» » »
O governador Sérgio Cabral não fez muito diferente: ao ser entrevistado por uma emissora de TV, ao ver moradores do Morro da Mangueira — uma das favelas mais antigas do Rio — na beira de um barranco que havia desabado, deu uma bronca coletiva nos incautos, ao vivo e em cores. Mas não havia ninguém da Defesa Civil para interditar a área.
» » »
Cabral chamou de irresponsáveis os moradores do local do deslizamento, que ocupam edificações de três a quatro andares construídas em área de risco cuja ocupação está sendo consolidada pelo Minha Casa, Minha Vida. Há 10 mil cariocas morando em áreas de risco, por onde deveria começar o programa.
Foi pior
No entorno da Baía de Guanabara – em Niterói, São Gonçalo, Magé, Duque de Caxias, São João de Meriti e Belford Roxo —, o desastre também foi grande, como de resto em todo litoral fluminense e na região serrana. Mais uma vez faltou um plano de contingenciamento da Defesa Civil, repetindo a tragédia de Angra dos Reis. O que se viu no Maracanã e na Lagoa é pouco perto do que aconteceu em outras áreas.
Bagunça
Não existe um plano de contingência para o caso de fechamento do Aeroporto Santos Dumont, apesar de serem frequentes. Os passageiros dos voos transferidos para o Galeão na noite de terça-feira ficaram insulados. Na madrugada da chuva, quase não havia policiais e bombeiros na Linha Vermelha.
Descaso
Uma velha senhora que embarcaria para Miami às 17h de segunda, num voo da American Airlines que foi cancelado, vagava num táxi que fazia “lotação” às três da manhã de terça sem conseguir chegar ao Jardim Botânico. A Gol também deu um show de incompetência e desrespeito com seus passageiros: oferecia um vale de R$ 39 para cada grupo de três passageiros pagar o táxi até o Santos Dumont e tchau!
Se chover?
O presidente Lula não se deu por achado com a catástrofe. Ao contrário do que andou falando sobre São Paulo, minimizou o despreparo do Rio e culpou o volume pluviométrico inédito pela tragédia. Permaneceu ao lado de Sérgio Cabral o tempo todo, apesar de ter cancelado parte da agenda por causa da chuva. Lula disse que o Rio está preparado para a Copa e as Olimpíadas. O saldo de mortos prova exatamente o contrário.
Natural
Na indicação para a vaga de ministro titular do Tribunal Superior Eleitoral, a tendência é a recondução do ministro Marcelo Ribeiro para novo mandato de dois anos. Essa tem sido a praxe (dois mandatos de dois anos).
Implosão
A aliança do PT com o PSB no Ceará está em colapso. O governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição com o apoio dos petistas, e o irmão, o deputado Ciro Gomes (PSB), articulam nos bastidores o apoio à candidatura do tucano Tasso Jereissati ao Senado. O PT defende para o Senado a chapa formada pelo petista José Pimentel (PT) e o peemedebista Eunício Oliveira (PMDB).
Martelo
O PDT fechou o acordo com o PT. Cristovam Buarque será candidato ao Senado na chapa do petista Agnelo Queiroz, mas a dobradinha com o deputado Geraldo Magela na segunda vaga de senador está descartada. A cúpula pedetista prefere o nome do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB). O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente do PDT, conduziu o acordo a pedido do presidente Lula.
Hamlet / O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), vive um dilema em relação ao deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Apesar de confidenciar a pessoas próximas que está convencido de que o cearense deve desistir de sua candidatura à Presidência da República, Campos não quer puxar o tapete de Ciro. E teme que a pré-candidatura acabe se sedimentando com o passar do tempo.
Prevenido / Quem tirou de letra os transtornos com a chuva foi o ex-governador Anthony Garotinho, que voltou de Brasília, depois da reunião do PR, num avião de carreira desviado para o Galeão, em companhia da vereadora Clarisse Matheus, sua filha. A equipe de campanha estava a postos para resgatá-lo. Sorridente no avião, deixou o aeroporto sem alarde.
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
Como nunca antes, choveu a cântaros no Rio de Janeiro nas últimas 48 horas. A reação do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foi tardia, perplexa e acaciana: ninguém deve sair de casa, disse nas primeiras horas de ontem, quando muitos já estavam na rua. Voltaram para casa aqueles que estavam na rua e não conseguiram transporte. Muitos permaneceram no local de trabalho na segunda à noite, sem poder voltar para casa.
» » »
O governador Sérgio Cabral não fez muito diferente: ao ser entrevistado por uma emissora de TV, ao ver moradores do Morro da Mangueira — uma das favelas mais antigas do Rio — na beira de um barranco que havia desabado, deu uma bronca coletiva nos incautos, ao vivo e em cores. Mas não havia ninguém da Defesa Civil para interditar a área.
» » »
Cabral chamou de irresponsáveis os moradores do local do deslizamento, que ocupam edificações de três a quatro andares construídas em área de risco cuja ocupação está sendo consolidada pelo Minha Casa, Minha Vida. Há 10 mil cariocas morando em áreas de risco, por onde deveria começar o programa.
Foi pior
No entorno da Baía de Guanabara – em Niterói, São Gonçalo, Magé, Duque de Caxias, São João de Meriti e Belford Roxo —, o desastre também foi grande, como de resto em todo litoral fluminense e na região serrana. Mais uma vez faltou um plano de contingenciamento da Defesa Civil, repetindo a tragédia de Angra dos Reis. O que se viu no Maracanã e na Lagoa é pouco perto do que aconteceu em outras áreas.
Bagunça
Não existe um plano de contingência para o caso de fechamento do Aeroporto Santos Dumont, apesar de serem frequentes. Os passageiros dos voos transferidos para o Galeão na noite de terça-feira ficaram insulados. Na madrugada da chuva, quase não havia policiais e bombeiros na Linha Vermelha.
Descaso
Uma velha senhora que embarcaria para Miami às 17h de segunda, num voo da American Airlines que foi cancelado, vagava num táxi que fazia “lotação” às três da manhã de terça sem conseguir chegar ao Jardim Botânico. A Gol também deu um show de incompetência e desrespeito com seus passageiros: oferecia um vale de R$ 39 para cada grupo de três passageiros pagar o táxi até o Santos Dumont e tchau!
Se chover?
O presidente Lula não se deu por achado com a catástrofe. Ao contrário do que andou falando sobre São Paulo, minimizou o despreparo do Rio e culpou o volume pluviométrico inédito pela tragédia. Permaneceu ao lado de Sérgio Cabral o tempo todo, apesar de ter cancelado parte da agenda por causa da chuva. Lula disse que o Rio está preparado para a Copa e as Olimpíadas. O saldo de mortos prova exatamente o contrário.
Natural
Na indicação para a vaga de ministro titular do Tribunal Superior Eleitoral, a tendência é a recondução do ministro Marcelo Ribeiro para novo mandato de dois anos. Essa tem sido a praxe (dois mandatos de dois anos).
Implosão
A aliança do PT com o PSB no Ceará está em colapso. O governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição com o apoio dos petistas, e o irmão, o deputado Ciro Gomes (PSB), articulam nos bastidores o apoio à candidatura do tucano Tasso Jereissati ao Senado. O PT defende para o Senado a chapa formada pelo petista José Pimentel (PT) e o peemedebista Eunício Oliveira (PMDB).
Martelo
O PDT fechou o acordo com o PT. Cristovam Buarque será candidato ao Senado na chapa do petista Agnelo Queiroz, mas a dobradinha com o deputado Geraldo Magela na segunda vaga de senador está descartada. A cúpula pedetista prefere o nome do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB). O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente do PDT, conduziu o acordo a pedido do presidente Lula.
Hamlet / O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), vive um dilema em relação ao deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Apesar de confidenciar a pessoas próximas que está convencido de que o cearense deve desistir de sua candidatura à Presidência da República, Campos não quer puxar o tapete de Ciro. E teme que a pré-candidatura acabe se sedimentando com o passar do tempo.
Prevenido / Quem tirou de letra os transtornos com a chuva foi o ex-governador Anthony Garotinho, que voltou de Brasília, depois da reunião do PR, num avião de carreira desviado para o Galeão, em companhia da vereadora Clarisse Matheus, sua filha. A equipe de campanha estava a postos para resgatá-lo. Sorridente no avião, deixou o aeroporto sem alarde.
terça-feira, 6 de abril de 2010
A rota de colisão
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estão em rota de colisão num assunto literalmente explosivo: a questão nuclear. Depois de assinar um acordo de desarmamento com a Rússia, Obama anunciará hoje uma espetacular redução do arsenal nuclear norte-americano para 1.500 ogivas, com o desmonte de velhas bases de mísseis na Alemanha, na Bélgica, em Luxemburgo, na Noruega e na Holanda, todos integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Será o aperitivo para a reunião de cúpula internacional sobre desarmamento atômico na próxima semana em Washington, da qual o Brasil participará.
» » »
O Brasil tem a pré-disposição de não assinar o novo aditivo do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNAN), cujo objetivo é impedir o surgimento de novas potências nucleares, como o Irã. A posição brasileira é balizada pela nova Estratégia Nacional de Defesa, que tem no programa nuclear da Marinha do Brasil um dos seus pilares. A assinatura do TNAN pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nunca foi digerida por nossos militares. O novo aditivo seria uma ameaça ao pool de empresas nacionais e estrangeiras formado para desenvolver o nosso submarino nuclear.
» » »
O rumo de colisão com os Estados Unidos é a posição do presidente Lula em relação ao Irã, cujo programa nuclear “para fins pacíficos” é encarado como um “direito à autodeterminação” pelo governo brasileiro. Essa posição foi isolada no Conselho de Segurança da ONU, pois até a França — o parceiro estratégico da nova política de defesa brasileira — diverge da complacência do Brasil com o Irã.
Duas eras
Em seu primeiro discurso como candidata, em vez de comparar ideias e projetos, a petista Dilma Rousseff exaltou a mudança de padrão de consumo do brasileiro, que teve acesso a casa, carro, computador e celular, muito mais do que à dentadura, ao frango e ao iogurte da Era FHC.
O discurso
O ex-governador paulista José Serra (foto), do PSDB, prepara o discurso de lançamento de sua candidatura a presidente da República, dia 10, em Brasília. Será um contraponto à política econômica do presidente Lula, protagonizada pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Dirá que o Brasil caiu numa armadilha cambial que ameaça o futuro do país devido à sobrevalorização do real e à política de juros. Também vai criticar os gastos excessivos com a área meio do governo em detrimento dos serviços efetivamente prestados à população. E dará uma raquetada no apadrinhamento de negócios privados pelo governo.
O troco
Na base do vem quente que eu estou fervendo, a ex-ministra da casa Civil Dilma Rousseff mandou recado para o tucano José Serra de que não teme o debate ético. Escolhida porque manteve distância da crise ética que tirou da sucessão os ex-ministros Antônio Palocci e José Dirceu, a candidata petista à Presidência da República já prepara um balaio de escândalos envolvendo a oposição para relembrar, caso a campanha descambe para esse lado. Serra questionou o padrão ético do governo Lula no discurso de despedida do Palácio dos Bandeirantes.
Royalties
O líder da bancada do PMDB no Senado, Renan Calheiros, de Alagoas, pretende antecipar o seu parecer sobre o modelo de partilha do petróleo da camada pré-sal. Como quer o governo, em discurso previsto para hoje, irá propor a desvinculação do regime de partilha da distribuição dos royalties entre os entes federados. Essa parte do projeto, que colocou em pé de guerra estados e municípios e bagunçou a base aliada na Câmara, seria apreciada depois das eleições. O argumento para a defesa do regime da partilha é que ele proporciona mais autonomia, lucro e gerência aos estados.
Tapete - O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) conta as horas para assumir a Presidência do PMDB. A aclamação faz parte do pacote negociado para reconduzir Michel Temer (PMDB-SP) à Presidência da legenda, em uma demonstração de força e união em torno de seu nome para a vaga de vice de Dilma Rousseff na chapa para a Presidência da República.
Louro - Disposto a perturbar a paz entre o PT e seu adversário no Rio — o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) —, o candidato ao governo fluminense Anthony Garotinho (PR) ocupou posição estratégica durante a convenção do PR que declarou apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto. Se acotovelou até ficar bem em frente às câmeras, ao lado do presidente do PT, José Eduardo Dutra, e atrás da protagonista da festa, como um papagaio de pirata.
Testemunha - É grave o estado de saúde da última testemunha do tiroteio na Assembleia Legislativa de Alagoas, em 1957, o ex-deputado Geraldo Sampaio, personagem do livro Curral da morte (Record), do jornalista Jorge Oliveira, que relata o episódio. Para quem está espantado com a Câmara Legislativa, vale lembrar que o saldo da disputa alagoana foi de um morto e oito feridos, entre os quais o falecido jornalista e ex-deputado carioca Márcio Moreira Alves, então um jovem repórter.
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estão em rota de colisão num assunto literalmente explosivo: a questão nuclear. Depois de assinar um acordo de desarmamento com a Rússia, Obama anunciará hoje uma espetacular redução do arsenal nuclear norte-americano para 1.500 ogivas, com o desmonte de velhas bases de mísseis na Alemanha, na Bélgica, em Luxemburgo, na Noruega e na Holanda, todos integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Será o aperitivo para a reunião de cúpula internacional sobre desarmamento atômico na próxima semana em Washington, da qual o Brasil participará.
» » »
O Brasil tem a pré-disposição de não assinar o novo aditivo do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNAN), cujo objetivo é impedir o surgimento de novas potências nucleares, como o Irã. A posição brasileira é balizada pela nova Estratégia Nacional de Defesa, que tem no programa nuclear da Marinha do Brasil um dos seus pilares. A assinatura do TNAN pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nunca foi digerida por nossos militares. O novo aditivo seria uma ameaça ao pool de empresas nacionais e estrangeiras formado para desenvolver o nosso submarino nuclear.
» » »
O rumo de colisão com os Estados Unidos é a posição do presidente Lula em relação ao Irã, cujo programa nuclear “para fins pacíficos” é encarado como um “direito à autodeterminação” pelo governo brasileiro. Essa posição foi isolada no Conselho de Segurança da ONU, pois até a França — o parceiro estratégico da nova política de defesa brasileira — diverge da complacência do Brasil com o Irã.
Duas eras
Em seu primeiro discurso como candidata, em vez de comparar ideias e projetos, a petista Dilma Rousseff exaltou a mudança de padrão de consumo do brasileiro, que teve acesso a casa, carro, computador e celular, muito mais do que à dentadura, ao frango e ao iogurte da Era FHC.
O discurso
O ex-governador paulista José Serra (foto), do PSDB, prepara o discurso de lançamento de sua candidatura a presidente da República, dia 10, em Brasília. Será um contraponto à política econômica do presidente Lula, protagonizada pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Dirá que o Brasil caiu numa armadilha cambial que ameaça o futuro do país devido à sobrevalorização do real e à política de juros. Também vai criticar os gastos excessivos com a área meio do governo em detrimento dos serviços efetivamente prestados à população. E dará uma raquetada no apadrinhamento de negócios privados pelo governo.
O troco
Na base do vem quente que eu estou fervendo, a ex-ministra da casa Civil Dilma Rousseff mandou recado para o tucano José Serra de que não teme o debate ético. Escolhida porque manteve distância da crise ética que tirou da sucessão os ex-ministros Antônio Palocci e José Dirceu, a candidata petista à Presidência da República já prepara um balaio de escândalos envolvendo a oposição para relembrar, caso a campanha descambe para esse lado. Serra questionou o padrão ético do governo Lula no discurso de despedida do Palácio dos Bandeirantes.
Royalties
O líder da bancada do PMDB no Senado, Renan Calheiros, de Alagoas, pretende antecipar o seu parecer sobre o modelo de partilha do petróleo da camada pré-sal. Como quer o governo, em discurso previsto para hoje, irá propor a desvinculação do regime de partilha da distribuição dos royalties entre os entes federados. Essa parte do projeto, que colocou em pé de guerra estados e municípios e bagunçou a base aliada na Câmara, seria apreciada depois das eleições. O argumento para a defesa do regime da partilha é que ele proporciona mais autonomia, lucro e gerência aos estados.
Tapete - O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) conta as horas para assumir a Presidência do PMDB. A aclamação faz parte do pacote negociado para reconduzir Michel Temer (PMDB-SP) à Presidência da legenda, em uma demonstração de força e união em torno de seu nome para a vaga de vice de Dilma Rousseff na chapa para a Presidência da República.
Louro - Disposto a perturbar a paz entre o PT e seu adversário no Rio — o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) —, o candidato ao governo fluminense Anthony Garotinho (PR) ocupou posição estratégica durante a convenção do PR que declarou apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto. Se acotovelou até ficar bem em frente às câmeras, ao lado do presidente do PT, José Eduardo Dutra, e atrás da protagonista da festa, como um papagaio de pirata.
Testemunha - É grave o estado de saúde da última testemunha do tiroteio na Assembleia Legislativa de Alagoas, em 1957, o ex-deputado Geraldo Sampaio, personagem do livro Curral da morte (Record), do jornalista Jorge Oliveira, que relata o episódio. Para quem está espantado com a Câmara Legislativa, vale lembrar que o saldo da disputa alagoana foi de um morto e oito feridos, entre os quais o falecido jornalista e ex-deputado carioca Márcio Moreira Alves, então um jovem repórter.
domingo, 4 de abril de 2010
A volta da vassoura
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
Para menosprezar a candidatura da petista Dilma Rousseff, caciques da oposição costumam comparar a ex-ministra da Casa Civil ao marechal Henrique Teixeira Lott, candidato do presidente Juscelino Kubitschek derrotado pelo paulista Jânio Quadros nas eleições de 1960. O candidato tucano José Serra, porém, parece levar a comparação a sério. Ameaça empunhar uma vassoura na campanha com a retórica de que não “cultiva escândalos, malfeitos, roubalheira” nem incentiva o “silêncio da cumplicidade”, numa alusão aos escândalos do governo Lula.
» » »
A retórica udenista marcou a eleição. Seu símbolo era a vassoura. Jânio derrotou um candidato sem traquejo eleitoral. No fim da campanha, Jânio dizia que não precisava fazer comícios nas cidades por onde Lott passara. O golpe mortal no velho militar foi a dobradinha Jan-Jan, lançada pelos sindicalistas de São Paulo para eleger o vice João Goulart. Com surpreendente renúncia de Jânio, Jango assumiu o poder, mas acabou deposto. Hoje não existe eleição para vice-presidente, é uma chapa só.
» » »
A retórica ensaiada por José Serra ao deixar o governo de São Paulo pode ter alguma eficácia eleitoral, mas transformará a campanha numa guerra de dossiês e denúncias. Na eleição de Jânio, mais importante do que a vassoura foi a esmagadora votação que obteve em São Paulo por serviços prestados como prefeito e governador.
Prestígio
A nova chefe da Casa Civil, Erenice Guerra (foto), testa o próprio prestígio ao indicar para ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o advogado Joelson Dias, que foi seu sócio em um escritório de advocacia em Goiânia. Hoje ele é ministro substituto e responsável pela propaganda eleitoral. Das dezenas de representações por propaganda antecipada contra o presidente Lula e Dilma Rousseff, Dias só aplicou uma multa de R$ 5 mil contra Lula.
Agenda
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança, na próxima terça-feira, em Brasília, a Agenda Legislativa da Indústria 2010. O documento lista 117 projetos em tramitação no Congresso de interesse do setor industrial. O presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, explica que o objetivo da agenda é contribuir para a adoção de políticas públicas que permitam não só o crescimento sustentado da economia, como também o aumento da competitividade das empresas.
Murrinha
Em encontro com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o presidente Lula prometeu conversar com os governadores do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de Mato Grosso do Sul e do Ceará que ainda relutam em aderir ao piso nacional dos professores da educação básica. A briga é para evitar o pagamento do mínimo de R$ 1.024
Força
O deputado estadual Rui Falcão (SP), vice-presidente do PT, comanda a comunicação na coordenação de campanha de Dilma Rousseff. É um veterano da campanha de 1994, na qual Lula foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno.
Rachou
Orlando Pessuti (PMDB), que assumiu o governo do Paraná no lugar de Roberto Requião (PMDB), será candidato à reeleição. Enfrenta o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Não terá, porém, o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta costurar uma aliança do PT com Osmar Dias (PDT). Requião é candidato ao Senado.
Toalha
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, desistiu de concorrer ao Senado. Será candidato a deputado federal.
A prioridade da oposição é reeleger o senador Marco Maciel (DEM). Enquanto isso, o senador Jarbas Vasconcelos mantém suspense sobre a candidatura ao governo de Pernambuco.
Prêmio - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu à Brazilian Express Transportes Aéreos (Beta) o direito de explorar por 10 anos o serviço de transporte público de cargas e mala postal. Em 2009, a empresa foi condenada pelo Tribunal de Contas da União por simular competição em um pregão eletrônico dos Correios. A empresa está impedida de contratar com a administração pública por cinco anos.
Reforço - O eleitor do Rio Grande do Norte vai contar com dois novos fóruns neste ano eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do estado inaugura na próxima semana mais duas das 12 unidades previstas em 2009. As instalações, que atenderão cerca de 86 mil eleitores, somam um investimento de R$ 520 mil.
Posse - O ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento assume amanhã, às 15h, na Câmara dos Deputados, o cargo de presidente nacional do PR. A festa será um ato de apoio à candidata petista Dilma Rousseff.
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
Para menosprezar a candidatura da petista Dilma Rousseff, caciques da oposição costumam comparar a ex-ministra da Casa Civil ao marechal Henrique Teixeira Lott, candidato do presidente Juscelino Kubitschek derrotado pelo paulista Jânio Quadros nas eleições de 1960. O candidato tucano José Serra, porém, parece levar a comparação a sério. Ameaça empunhar uma vassoura na campanha com a retórica de que não “cultiva escândalos, malfeitos, roubalheira” nem incentiva o “silêncio da cumplicidade”, numa alusão aos escândalos do governo Lula.
» » »
A retórica udenista marcou a eleição. Seu símbolo era a vassoura. Jânio derrotou um candidato sem traquejo eleitoral. No fim da campanha, Jânio dizia que não precisava fazer comícios nas cidades por onde Lott passara. O golpe mortal no velho militar foi a dobradinha Jan-Jan, lançada pelos sindicalistas de São Paulo para eleger o vice João Goulart. Com surpreendente renúncia de Jânio, Jango assumiu o poder, mas acabou deposto. Hoje não existe eleição para vice-presidente, é uma chapa só.
» » »
A retórica ensaiada por José Serra ao deixar o governo de São Paulo pode ter alguma eficácia eleitoral, mas transformará a campanha numa guerra de dossiês e denúncias. Na eleição de Jânio, mais importante do que a vassoura foi a esmagadora votação que obteve em São Paulo por serviços prestados como prefeito e governador.
Prestígio
A nova chefe da Casa Civil, Erenice Guerra (foto), testa o próprio prestígio ao indicar para ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o advogado Joelson Dias, que foi seu sócio em um escritório de advocacia em Goiânia. Hoje ele é ministro substituto e responsável pela propaganda eleitoral. Das dezenas de representações por propaganda antecipada contra o presidente Lula e Dilma Rousseff, Dias só aplicou uma multa de R$ 5 mil contra Lula.
Agenda
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança, na próxima terça-feira, em Brasília, a Agenda Legislativa da Indústria 2010. O documento lista 117 projetos em tramitação no Congresso de interesse do setor industrial. O presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, explica que o objetivo da agenda é contribuir para a adoção de políticas públicas que permitam não só o crescimento sustentado da economia, como também o aumento da competitividade das empresas.
Murrinha
Em encontro com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o presidente Lula prometeu conversar com os governadores do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de Mato Grosso do Sul e do Ceará que ainda relutam em aderir ao piso nacional dos professores da educação básica. A briga é para evitar o pagamento do mínimo de R$ 1.024
Força
O deputado estadual Rui Falcão (SP), vice-presidente do PT, comanda a comunicação na coordenação de campanha de Dilma Rousseff. É um veterano da campanha de 1994, na qual Lula foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno.
Rachou
Orlando Pessuti (PMDB), que assumiu o governo do Paraná no lugar de Roberto Requião (PMDB), será candidato à reeleição. Enfrenta o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Não terá, porém, o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta costurar uma aliança do PT com Osmar Dias (PDT). Requião é candidato ao Senado.
Toalha
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, desistiu de concorrer ao Senado. Será candidato a deputado federal.
A prioridade da oposição é reeleger o senador Marco Maciel (DEM). Enquanto isso, o senador Jarbas Vasconcelos mantém suspense sobre a candidatura ao governo de Pernambuco.
Prêmio - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu à Brazilian Express Transportes Aéreos (Beta) o direito de explorar por 10 anos o serviço de transporte público de cargas e mala postal. Em 2009, a empresa foi condenada pelo Tribunal de Contas da União por simular competição em um pregão eletrônico dos Correios. A empresa está impedida de contratar com a administração pública por cinco anos.
Reforço - O eleitor do Rio Grande do Norte vai contar com dois novos fóruns neste ano eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do estado inaugura na próxima semana mais duas das 12 unidades previstas em 2009. As instalações, que atenderão cerca de 86 mil eleitores, somam um investimento de R$ 520 mil.
Posse - O ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento assume amanhã, às 15h, na Câmara dos Deputados, o cargo de presidente nacional do PR. A festa será um ato de apoio à candidata petista Dilma Rousseff.
sábado, 3 de abril de 2010
O que fazer com Ciro?
Por Luiz Carlos Azedo
luizazedo.df@dabr.com.br
Com Norma Moura
A candidatura de Ciro Gomes (PSB) a presidente da República virou um fio desencapado para os governistas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez tudo o que pôde para esvaziá-la, deixando o ex-ministro da Integração Nacional isolado. Nenhum partido da base foi liberado por Lula para apoiá-lo. Estão todos comprometidos com a candidatura da petista Dilma Rousseff. Exceto o PTB de Roberto Jefferson, que apoia a candidatura do tucano José Serra. Na cúpula do PSB, a maioria já derivou para Dilma, mas não tem coragem de tomar uma atitude em relação a Ciro.
» » »
Quem está com o alicate na mão para interromper o circuito é o presidente do PSB, o governador Eduardo Campos (PE), mas é complicado mexer em linha viva: Ciro tem 11% de intenções de votos nas pesquisas, o que não é nada desprezível. E sua candidatura ainda é uma garantia de segundo turno na sucessão presidencial. Além disso, quando trocou o PPS pelo PSB, todos sabiam que tinha a ambição de disputar a Presidência. É complicado tirar a legenda de um candidato na marra.
» » »
Lula não quer segundo turno. Prefere uma disputa na base do tudo ou nada. Avalia que a candidatura de Ciro só atrapalha a estratégia governista de “nós contra eles”. E que as críticas de Ciro à aliança com o PMDB levam água para o moinho do candidato tucano José Serra. Mas sabe que não pode dar um ultimato ao PSB para tomar a legenda de seu candidato, pois isso transformaria Ciro num adversário imprevisível, mesmo fora da disputa eleitoral.
Camarão
Se a crise com Fernando Gabeira (PV) não for superada, a única alternativa para o ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia, do DEM, será concorrer ao Senado numa chapa sem candidato a governador. Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM, será o cabeça de chapa nas eleições proporcionais.
Prateleiras
O Tribunal de Justiça da Paraíba quer se destacar no ranking nacional de cumprimento da meta de julgamento dos processos distribuídos até 2006. Trabalho hercúleo para um tribunal onde faltam 20 juízes e que tem encalhadas 823.520 ações
Confiança
O líder do Democratas na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), avalia que as últimas pesquisas confirmaram o teto histórico de 30% de intenção de voto no PT (Dilma teve 27%), enquanto os 36% de Serra não são mero recall de imagem. “O eleitor tende a escolher presidentes com carreira política consolidada ao longo do tempo e preza a alternância de poder, como uma forma empírica de proteger a democracia”, aposta.
Lista
Há uma semana repousa no Ministério da Justiça a lista tríplice para a vaga de titular do Tribunal Superior Eleitoral. Entre os candidatos, o atual ocupante do cargo, o brasiliense Marcelo Ribeiro, que tenta a recondução; Henrique Neves, irmão do ex-ministro do TSE Fernando Neves; e o advogado Joelson Dias. Este último conta com as diligências da nova ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, de quem foi sócio em um escritório de advocacia em Goiânia.
Teimosia
PSDB e DEM ensaiam voltar à carga para fazer do ex-governador de Minas, Aécio Neves, o vice de José Serra na disputa presidencial. Aguardam a consolidação da candidatura do agora governador Antônio Anastasia (PSDB-MG) ao governo de Minas e o anúncio da candidatura de Serra, marcada para o próximo dia 10, para retomar a pressão sobre o mineiro.
Limpinho
Marina Silva pressionou a cúpula do PV a adotar os critérios do projeto Ficha Limpa para formação das chapas de candidatos proporcionais nos estados. Publicada no Diário Oficial da União, a medida é válida já para as eleições de outubro. A resolução impede ainda candidaturas de políticos que tiveram as contas relativas a funções públicas rejeitadas por irregularidades que configurem ato de improbidade administrativa.
Na pista/ Mesmo sem a definição do PSB sobre sua candidatura ao governo de São Paulo, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PSB-SP), resiste às pressões do candidato petista Aloizio Mercadante para que desista da disputa. Sua exoneração do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo já foi publicada no Diário Oficial.
Ordem/Está em gestação no Conselho Nacional de Justiça uma resolução para regular os processos relativos a demandas na área de saúde. O órgão quer definir as diretrizes para juízes que vão julgar ações envolvendo, por exemplo, o fornecimento pelo Estado de medicamentos de alto custo.
luizazedo.df@dabr.com.br
Com Norma Moura
A candidatura de Ciro Gomes (PSB) a presidente da República virou um fio desencapado para os governistas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez tudo o que pôde para esvaziá-la, deixando o ex-ministro da Integração Nacional isolado. Nenhum partido da base foi liberado por Lula para apoiá-lo. Estão todos comprometidos com a candidatura da petista Dilma Rousseff. Exceto o PTB de Roberto Jefferson, que apoia a candidatura do tucano José Serra. Na cúpula do PSB, a maioria já derivou para Dilma, mas não tem coragem de tomar uma atitude em relação a Ciro.
» » »
Quem está com o alicate na mão para interromper o circuito é o presidente do PSB, o governador Eduardo Campos (PE), mas é complicado mexer em linha viva: Ciro tem 11% de intenções de votos nas pesquisas, o que não é nada desprezível. E sua candidatura ainda é uma garantia de segundo turno na sucessão presidencial. Além disso, quando trocou o PPS pelo PSB, todos sabiam que tinha a ambição de disputar a Presidência. É complicado tirar a legenda de um candidato na marra.
» » »
Lula não quer segundo turno. Prefere uma disputa na base do tudo ou nada. Avalia que a candidatura de Ciro só atrapalha a estratégia governista de “nós contra eles”. E que as críticas de Ciro à aliança com o PMDB levam água para o moinho do candidato tucano José Serra. Mas sabe que não pode dar um ultimato ao PSB para tomar a legenda de seu candidato, pois isso transformaria Ciro num adversário imprevisível, mesmo fora da disputa eleitoral.
Camarão
Se a crise com Fernando Gabeira (PV) não for superada, a única alternativa para o ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia, do DEM, será concorrer ao Senado numa chapa sem candidato a governador. Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM, será o cabeça de chapa nas eleições proporcionais.
Prateleiras
O Tribunal de Justiça da Paraíba quer se destacar no ranking nacional de cumprimento da meta de julgamento dos processos distribuídos até 2006. Trabalho hercúleo para um tribunal onde faltam 20 juízes e que tem encalhadas 823.520 ações
Confiança
O líder do Democratas na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), avalia que as últimas pesquisas confirmaram o teto histórico de 30% de intenção de voto no PT (Dilma teve 27%), enquanto os 36% de Serra não são mero recall de imagem. “O eleitor tende a escolher presidentes com carreira política consolidada ao longo do tempo e preza a alternância de poder, como uma forma empírica de proteger a democracia”, aposta.
Lista
Há uma semana repousa no Ministério da Justiça a lista tríplice para a vaga de titular do Tribunal Superior Eleitoral. Entre os candidatos, o atual ocupante do cargo, o brasiliense Marcelo Ribeiro, que tenta a recondução; Henrique Neves, irmão do ex-ministro do TSE Fernando Neves; e o advogado Joelson Dias. Este último conta com as diligências da nova ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, de quem foi sócio em um escritório de advocacia em Goiânia.
Teimosia
PSDB e DEM ensaiam voltar à carga para fazer do ex-governador de Minas, Aécio Neves, o vice de José Serra na disputa presidencial. Aguardam a consolidação da candidatura do agora governador Antônio Anastasia (PSDB-MG) ao governo de Minas e o anúncio da candidatura de Serra, marcada para o próximo dia 10, para retomar a pressão sobre o mineiro.
Limpinho
Marina Silva pressionou a cúpula do PV a adotar os critérios do projeto Ficha Limpa para formação das chapas de candidatos proporcionais nos estados. Publicada no Diário Oficial da União, a medida é válida já para as eleições de outubro. A resolução impede ainda candidaturas de políticos que tiveram as contas relativas a funções públicas rejeitadas por irregularidades que configurem ato de improbidade administrativa.
Na pista/ Mesmo sem a definição do PSB sobre sua candidatura ao governo de São Paulo, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PSB-SP), resiste às pressões do candidato petista Aloizio Mercadante para que desista da disputa. Sua exoneração do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo já foi publicada no Diário Oficial.
Ordem/Está em gestação no Conselho Nacional de Justiça uma resolução para regular os processos relativos a demandas na área de saúde. O órgão quer definir as diretrizes para juízes que vão julgar ações envolvendo, por exemplo, o fornecimento pelo Estado de medicamentos de alto custo.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
O regime candango
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
Por vias pra lá de tortuosas — a prisão e a cassação do mandato do governador eleito José Roberto Arruda e a renúncia de seu vice, Paulo Octávio, no rastro espantoso da Operação Caixa de Pandora —, Brasília vive inédita experiência parlamentarista, regime no qual a maioria dos integrantes do Legislativo constitui o governo. É o que acontecerá em 17 de abril, com a eleição indireta do novo governador do Distrito Federal. Tudo indica, salvo uma ampla mobilização das forças de oposição, que o governador interino Wilson Lima (PR) será confirmado no cargo.
» » »
Por quê? É simples: a eleição de Wilson Lima como presidente da Câmara Le-gislativa, o que lhe garantiu o lugar de governador interino, foi uma espécie de amostra grátis do que deve ocorrer no dia 17. Lima pactuou o mandato com uma maioria expressiva de deputados distritais, que estão gostando muito da experiência de compartilhar entre si a responsabilidade pela gestão dos investimentos e dos serviços públicos do GDF, além de nomear os integrantes do governo e atender as demandas das suas diversas corporações.
» » »
Mas como o poder é afrodisíaco, como diria o falecido Ulysses Guimarães, outras forças parecem contrariadas com o rumo dos acontecimentos. A cúpula do PT — leia-se o ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz, o deputado federal Geraldo Magela e o presidente do diretório regional, Roberto Policarpo — decidiu lançar um candidato sem mandato parlamentar, que tenha poder de aglutinação para atrair outras legendas. O nome em vista é o do ex-deputado Sigmaringa Seixas, amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ex-tucano, que reluta em aceitar a missão. A decisão deverá ser tomada na segunda-feira.
Outros
O deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), presidente da Comissão de Ética da Câmara Legislativa, ameaça se lançar candidato ao governo do Distrito Federal, desafiando Wilson Lima. Seria candidato do grupo mais ligado ao governador cassado José Roberto Arruda. Novo presidente do DEM-DF, Adelmir Santana articula o lançamento da candidatura do deputado Alberto Fraga (DEM), com apoio da distrital Eliana Pedrosa.
Decisão
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prepara para o início deste mês a lista definitiva dos cartórios que deverão substituir os titulares sem concurso. O conselho analisa cerca de 3 mil recursos contra a decisão, publicada em janeiro pelo CNJ. Nessa situação estão 7.828 cartórios
Amarelou
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não precisou de muitos argumentos para segurar o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no cargo. Depois do chega pra lá da cúpula do PMDB em relação às pretensões de ser vice da petista Dilma Rousseff, Meirelles concluiu que uma candidatura ao Senado por Goiás seria de alto risco.
Chapão
O senador Cícero Lucena (PSDB-PB) perdeu a queda de braço com o ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima (PSDB), cassado por abuso de poder econômico na campanha de 2006. O candidato a governador será o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, do PSB, com Cunha Lima e Efraim Moraes (DEM) ocupando as vagas de candidatos ao Senado. O vice Luciano Agra (PSB) assumiu a prefeitura de João Pessoa.
Andança
A disputa em Minas para saber quem vai concorrer ao Palácio da Liberdade promete se estender por mais um mês. É o prazo em que o ex-ministro Patrus Ananias (PT-MG) diz que saberá suas reais chances frente ao candidato do PMDB, o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa. Até lá, Patrus vai percorrer o estado em busca do apoio da militância para bater o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT-MG), com quem ameaça disputar prévias.
Anotações/ Mesmo declarando sua preferência pela disputa ao Senado, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) circula com um caderninho onde vem listando suas ações para um eventual retorno ao Palácio do Buriti, para o caso de um remoto racha entre o PT e os aliados de esquerda.
Fantasma/ Em conversa com o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), pré-candidato ao governo do Maranhão, o presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, manifestou preocupação com a possibilidade de o aeroporto Marechal Cunha Machado, em São Luís, perder o status de internacional. Em 2009, o estado não registrou nenhum voo com destino ou origem no exterior, nem na modalidade charter.
Missão/ A assessoria do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, informa que ele esteve em Teresina (PI) para a inauguração da Ponte Estaiada Mestre João Isidoro França, de 363 metros de extensão, que contou com investimentos de R$ 26,42 milhões do Ministério do Turismo — graças a emenda de parlamentares do estado. Após a cerimônia, o ministro participou de jantar oferecido pelo ex-governador Wellington Dias (PT), que deixou o cargo para concorrer ao Senado.
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
Por vias pra lá de tortuosas — a prisão e a cassação do mandato do governador eleito José Roberto Arruda e a renúncia de seu vice, Paulo Octávio, no rastro espantoso da Operação Caixa de Pandora —, Brasília vive inédita experiência parlamentarista, regime no qual a maioria dos integrantes do Legislativo constitui o governo. É o que acontecerá em 17 de abril, com a eleição indireta do novo governador do Distrito Federal. Tudo indica, salvo uma ampla mobilização das forças de oposição, que o governador interino Wilson Lima (PR) será confirmado no cargo.
» » »
Por quê? É simples: a eleição de Wilson Lima como presidente da Câmara Le-gislativa, o que lhe garantiu o lugar de governador interino, foi uma espécie de amostra grátis do que deve ocorrer no dia 17. Lima pactuou o mandato com uma maioria expressiva de deputados distritais, que estão gostando muito da experiência de compartilhar entre si a responsabilidade pela gestão dos investimentos e dos serviços públicos do GDF, além de nomear os integrantes do governo e atender as demandas das suas diversas corporações.
» » »
Mas como o poder é afrodisíaco, como diria o falecido Ulysses Guimarães, outras forças parecem contrariadas com o rumo dos acontecimentos. A cúpula do PT — leia-se o ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz, o deputado federal Geraldo Magela e o presidente do diretório regional, Roberto Policarpo — decidiu lançar um candidato sem mandato parlamentar, que tenha poder de aglutinação para atrair outras legendas. O nome em vista é o do ex-deputado Sigmaringa Seixas, amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ex-tucano, que reluta em aceitar a missão. A decisão deverá ser tomada na segunda-feira.
Outros
O deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), presidente da Comissão de Ética da Câmara Legislativa, ameaça se lançar candidato ao governo do Distrito Federal, desafiando Wilson Lima. Seria candidato do grupo mais ligado ao governador cassado José Roberto Arruda. Novo presidente do DEM-DF, Adelmir Santana articula o lançamento da candidatura do deputado Alberto Fraga (DEM), com apoio da distrital Eliana Pedrosa.
Decisão
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prepara para o início deste mês a lista definitiva dos cartórios que deverão substituir os titulares sem concurso. O conselho analisa cerca de 3 mil recursos contra a decisão, publicada em janeiro pelo CNJ. Nessa situação estão 7.828 cartórios
Amarelou
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não precisou de muitos argumentos para segurar o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no cargo. Depois do chega pra lá da cúpula do PMDB em relação às pretensões de ser vice da petista Dilma Rousseff, Meirelles concluiu que uma candidatura ao Senado por Goiás seria de alto risco.
Chapão
O senador Cícero Lucena (PSDB-PB) perdeu a queda de braço com o ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima (PSDB), cassado por abuso de poder econômico na campanha de 2006. O candidato a governador será o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, do PSB, com Cunha Lima e Efraim Moraes (DEM) ocupando as vagas de candidatos ao Senado. O vice Luciano Agra (PSB) assumiu a prefeitura de João Pessoa.
Andança
A disputa em Minas para saber quem vai concorrer ao Palácio da Liberdade promete se estender por mais um mês. É o prazo em que o ex-ministro Patrus Ananias (PT-MG) diz que saberá suas reais chances frente ao candidato do PMDB, o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa. Até lá, Patrus vai percorrer o estado em busca do apoio da militância para bater o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT-MG), com quem ameaça disputar prévias.
Anotações/ Mesmo declarando sua preferência pela disputa ao Senado, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) circula com um caderninho onde vem listando suas ações para um eventual retorno ao Palácio do Buriti, para o caso de um remoto racha entre o PT e os aliados de esquerda.
Fantasma/ Em conversa com o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), pré-candidato ao governo do Maranhão, o presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, manifestou preocupação com a possibilidade de o aeroporto Marechal Cunha Machado, em São Luís, perder o status de internacional. Em 2009, o estado não registrou nenhum voo com destino ou origem no exterior, nem na modalidade charter.
Missão/ A assessoria do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, informa que ele esteve em Teresina (PI) para a inauguração da Ponte Estaiada Mestre João Isidoro França, de 363 metros de extensão, que contou com investimentos de R$ 26,42 milhões do Ministério do Turismo — graças a emenda de parlamentares do estado. Após a cerimônia, o ministro participou de jantar oferecido pelo ex-governador Wellington Dias (PT), que deixou o cargo para concorrer ao Senado.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A nova ministra
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), como era de se esperar, emplacou sua secretária executiva, Erenice Guerra, no cargo que ocupava, mas a pasta foi esvaziada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, durante a troca de guarda ministerial, deixou claro para todos os ministros que a nova dama de ferro da Esplanada se chama Miriam Belchior, sua assessora especial, que comandará a execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o principal projeto da pasta.
» » »
Erenice perde poder também para o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, espécie de eminência parda na cozinha do governo. E para o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, principalmente no plano do relacionamento político com os colegas. A nova ministra andou trombando com auxiliares do presidente Lula que julgava concorrentes ao cargo que ocupa. Sem Dilma por perto, seu poder será menor do que era, apesar da caneta cheia de tinta.
» » »
Trocando em miúdos: o presidente Lula criou grande expectativa de poder em torno de Dilma-candidata, mas adotou medidas para manter o poder centralizado em suas próprias mãos e apartou do governo a estrutura de campanha da petista.
Uai
“E aí, Meirelles, decidiu?”, perguntou o então ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT-MG), ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB-GO), sobre sua desincompatibilização. “E você, já?”, devolveu Meirelles. “Estou indo conversar com o presidente”, disse o mineiro. “Eu também", retrucou o peemebebista, que acabou não se encontrando com Lula. Meirelles queria ser vice de Dilma, mas Lula descartou essa hipótese. Até agora, não sabe se sai ou se fica.
Contrariado
Outro recado dado na solenidade de transferência de cargos de ontem foi o apoio inequívoco do presidente Lula à candidatura à reeleição do governador da Bahia, Jaques Wagner (foto), do PT, seu velho amigo. Entre os elogios de praxe ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (foto), do PMDB, que voltou à Câmara, Lula disse que o deputado lhe fez oposição durante quatro anos, entrou no ministério no segundo mandato a pedido de Wagner e que, se dependesse dele, Lula, Geddel não seria candidato a governador da Bahia, permaneceria no ministério até o fim de seu mandato.
Extinção
A população de fumantes no Brasil caiu pela metade em 20 anos. A constatação foi feita pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008, divulgada ontem pelo Ministério da Saúde. Em 1989, o número de fumantes chegava a 33%, contra os atuais 17,2%. Este ano, no Brasil, o tabagismo deve provocar a morte de
27 mil pessoas
Chororô
A temporada de despedidas no Senado foi aberta ontem com a saída do senador Sadi Cassol (PT-TO), que devolve o cargo para o titular, Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Além de discurso, a despedida teve direito até a choro. Apontado pelo colega Mão Santa (PSC-PI) como sendo do “PT do bem”, Cassol encerrou o discurso com a voz embargada. Outro que se despediu foi o senador petista João Pedro (AM), suplente do senador Alfredo Nascimento.
A jato
Na terça-feira à noite, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, pegou um jatinho da Força Aérea Brasileira e se mandou para Teresina (PI) para convencer o governador Wellington Dias (PT) a se candidatar ao Senado, a pedido do presidente Lula. Jatinho oficial não pode ser usado para fins eleitorais.
Bigode
Muito notada, a ausência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na solenidade de troca de ministros, não foi pirraça por causa dos desafetos petistas do Maranhão. Sarney foi operado na noite de terça, em São Paulo, de um pequeno tumor no lábio superior.
Cadeias/ A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) apresentou dois requerimentos nas comissões de Assuntos Sociais e na de Educação, Cultura e Esportes do Senado para discutir a relação cadeia-escola. Rosalba ficou impressionada com as estatísticas do Ministério da Justiça. De 2005 a 2009, houve aumento de 99,24% no número de presidiários. Desses, 68,19% são analfabetos, o que representa quase dois terços dos encarcerados.
Prensa/ A cúpula do PT prepara uma “discussão ideológica” com a seção maranhense da legenda. Quer reverter a decisão de apoiar o candidato do PCdoB a governador do estado, deputado Flávio Dino, sem fazer a intervenção. Para o presidente Lula, é incompreensível o PT não apoiar a reeleição de Roseana Sarney (PMDB).
Controle/ A criação de conselho para fiscalizar os Tribunais de Contas de todo o país será tema de audiência pública no Senado. A decisão foi tomada ontem, com a aprovação de requerimento do senador Romeu Tuma (PTB-SP) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Dos 34 Tribunais de Contas do Brasil, 14 possuem processos em andamento envolvendo seus conselheiros.
Azebundsman/ Chama-se Maynard Marques de Santa Rosa, e não Santa Cruz, o general quatro estrelas citado na nota intitulada Pijama, ontem, que noticia sua passagem para a reserva.
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), como era de se esperar, emplacou sua secretária executiva, Erenice Guerra, no cargo que ocupava, mas a pasta foi esvaziada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, durante a troca de guarda ministerial, deixou claro para todos os ministros que a nova dama de ferro da Esplanada se chama Miriam Belchior, sua assessora especial, que comandará a execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o principal projeto da pasta.
» » »
Erenice perde poder também para o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, espécie de eminência parda na cozinha do governo. E para o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, principalmente no plano do relacionamento político com os colegas. A nova ministra andou trombando com auxiliares do presidente Lula que julgava concorrentes ao cargo que ocupa. Sem Dilma por perto, seu poder será menor do que era, apesar da caneta cheia de tinta.
» » »
Trocando em miúdos: o presidente Lula criou grande expectativa de poder em torno de Dilma-candidata, mas adotou medidas para manter o poder centralizado em suas próprias mãos e apartou do governo a estrutura de campanha da petista.
Uai
“E aí, Meirelles, decidiu?”, perguntou o então ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT-MG), ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB-GO), sobre sua desincompatibilização. “E você, já?”, devolveu Meirelles. “Estou indo conversar com o presidente”, disse o mineiro. “Eu também", retrucou o peemebebista, que acabou não se encontrando com Lula. Meirelles queria ser vice de Dilma, mas Lula descartou essa hipótese. Até agora, não sabe se sai ou se fica.
Contrariado
Outro recado dado na solenidade de transferência de cargos de ontem foi o apoio inequívoco do presidente Lula à candidatura à reeleição do governador da Bahia, Jaques Wagner (foto), do PT, seu velho amigo. Entre os elogios de praxe ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (foto), do PMDB, que voltou à Câmara, Lula disse que o deputado lhe fez oposição durante quatro anos, entrou no ministério no segundo mandato a pedido de Wagner e que, se dependesse dele, Lula, Geddel não seria candidato a governador da Bahia, permaneceria no ministério até o fim de seu mandato.
Extinção
A população de fumantes no Brasil caiu pela metade em 20 anos. A constatação foi feita pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008, divulgada ontem pelo Ministério da Saúde. Em 1989, o número de fumantes chegava a 33%, contra os atuais 17,2%. Este ano, no Brasil, o tabagismo deve provocar a morte de
27 mil pessoas
Chororô
A temporada de despedidas no Senado foi aberta ontem com a saída do senador Sadi Cassol (PT-TO), que devolve o cargo para o titular, Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Além de discurso, a despedida teve direito até a choro. Apontado pelo colega Mão Santa (PSC-PI) como sendo do “PT do bem”, Cassol encerrou o discurso com a voz embargada. Outro que se despediu foi o senador petista João Pedro (AM), suplente do senador Alfredo Nascimento.
A jato
Na terça-feira à noite, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, pegou um jatinho da Força Aérea Brasileira e se mandou para Teresina (PI) para convencer o governador Wellington Dias (PT) a se candidatar ao Senado, a pedido do presidente Lula. Jatinho oficial não pode ser usado para fins eleitorais.
Bigode
Muito notada, a ausência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na solenidade de troca de ministros, não foi pirraça por causa dos desafetos petistas do Maranhão. Sarney foi operado na noite de terça, em São Paulo, de um pequeno tumor no lábio superior.
Cadeias/ A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) apresentou dois requerimentos nas comissões de Assuntos Sociais e na de Educação, Cultura e Esportes do Senado para discutir a relação cadeia-escola. Rosalba ficou impressionada com as estatísticas do Ministério da Justiça. De 2005 a 2009, houve aumento de 99,24% no número de presidiários. Desses, 68,19% são analfabetos, o que representa quase dois terços dos encarcerados.
Prensa/ A cúpula do PT prepara uma “discussão ideológica” com a seção maranhense da legenda. Quer reverter a decisão de apoiar o candidato do PCdoB a governador do estado, deputado Flávio Dino, sem fazer a intervenção. Para o presidente Lula, é incompreensível o PT não apoiar a reeleição de Roseana Sarney (PMDB).
Controle/ A criação de conselho para fiscalizar os Tribunais de Contas de todo o país será tema de audiência pública no Senado. A decisão foi tomada ontem, com a aprovação de requerimento do senador Romeu Tuma (PTB-SP) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Dos 34 Tribunais de Contas do Brasil, 14 possuem processos em andamento envolvendo seus conselheiros.
Azebundsman/ Chama-se Maynard Marques de Santa Rosa, e não Santa Cruz, o general quatro estrelas citado na nota intitulada Pijama, ontem, que noticia sua passagem para a reserva.
Assinar:
Postagens (Atom)