Tirei do baú esta velha entrevista, que me parece muito atual:
segunda-feira, 8 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Sem regresso
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), cobrou da cúpula do DEM o documento interno no qual uma ala legenda faz uma avaliação pessimista de suas possibilidades eleitorais e defende a candidatura de Aécio Neves. Rodrigo Maia, presidente da legenda, reiterou o apoio do partido ao governador paulista, embora tenha sinalizado para Aécio que a troca de guarda não seria um problema. Serra não jogará a toalha. A não ser que ocorra um dilúvio em São Paulo, será candidato a presidente da República, mesmo sem Aécio na vice.
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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o grande ausente nas comemorações dos 100 anos de Tancredo Neves, defende o nome do senador Tasso Jereissatti para vice. O ex-governador do Ceará, grande colégio eleitoral do Nordeste, daria outro sotaque à chapa tucana e evitaria uma catástrofe eleitoral na região. O problema é que o DEM quer a vice e oferece os nomes do senador José Agripino (RN) e de Kátia Abreu (CE).
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A relação com o DEM, depois do agastamento com Aécio, é o maior problema de Serra. A legenda está desmotivada com a candidatura e enfraquecida por causa da crise que levou o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, à prisão e o vice, Paulo Octávio, à renúncia. Ambos deixaram a legenda. O prefeito Gilberto Kassab, em São Paulo, amarga o desgaste provocado pelas enchentes. Em alguns estados, democratas e tucanos não se entendem. É o caso de Goiás, onde o senador Demostenes Torres (DEM) e o deputado Ronaldo Caiado (DEM) articulam uma chapa contra o senador Marconi Perilo (PSDB), que tenta voltar ao governo do estado e é o favorito na disputa.
Maquiavel
A licença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se engajar na candidatura de Dilma Rousseff, desmentida pelo próprio e por seus principais assessores, de fato foi discutida na reunião que traçou a estratégia de campanha da petista, da qual também participaram o ex-prefeito Fernando Pimentel e o marqueteiro João Santana. Lula desconversa, mas o vazamento amarrou de vez a aliança com o presidente da Câmara, Michel Temer, do PMDB-SP, que pleiteia a vice de Dilma, e o presidente do Senado, José Sarney, do PMDB-AP, que assumiria a Presidência da República em plena campanha eleitoral.
Dobradinha
O governador da Paraíba, José Maranhão (foto), do PMDB, escolheu o vice para concorrer à reeleição. Será o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego (PSB). O peemedebista assumiu o cargo com a cassação do tucano Cássio Cunha Lima por abuso do poder econômico.
Cadastro
Relatora da CPI da Criança e do Adolescente Desaparecidos, a deputada Andréa Zito (PSDB-RJ) desancou o novo Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. Elaborado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em conjunto com o Ministério da Justiça, segundo ela, é uma maquiagem sobre um cadastro que já existia há mais de 10 anos, e que registrou, em 2009, apenas 117 crianças e adolescentes desaparecidos no país inteiro.
Sumiço
Segundo a CPI da Criança e do Adolecente, as organizações sociais que lidam com desaparecidos falam no desaparecimento anual de 40 mil crianças e adolescentes.
Gemadas
Está na mesa do ministro da Defesa, Nelson Jobim, a lista de indicação dos novos quatro estrelas do Exército: os generais de divisão combatentes Lúcio Mário de Barros Góes, Túlio Cherem, Adriano Pereira Junior e João Carlos Vilela Morgero. Aguardam uma canetada do presidente Lula para a promoção a general de Exército.
Purgatório
O deputado federal Augusto Carvalho (foto), do PPS-DF, saiu do inferno astral para o purgatório das urnas. O ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, relator do escândalo do GDF, informou ao STF, por ofício, que o parlamentar não foi indiciado no inquérito nº 650/DF pelo Ministério Público Federal, nem mencionado nas decisões do relator ou mesmo objeto delas. “Não foi alcançado pelas medidas de busca e apreensão deferidas, bem como não foi alvo de quebra de sigilo bancário e fiscal e não sofreu quaisquer outras medidas constritivas determinadas por este Tribunal.”
Trapézio/ A política do Brasil para o Oriente Médio está cada vez mais agressiva. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu passar uma noite na cidade de Belém, na Cisjordânia, em vez de pernoitar em Jerusalém, para conhecer os territórios ocupados por Israel, durante sua visita ao Oriente Médio, prevista para ter inicio no dia 14 deste mês. É a primeira vez que Lula visita Israel e a Palestina nos oito anos de mandato.
Balão/ Na tentativa de pressionar o PT por uma rápida solução da briga interna entre Geraldo Magela e Agnelo Queiroz, o PCdoB, tradicional aliado dos petistas no DF, começou a testar a receptividade ao nome do advogado Messias de Souza para candidato a governador. Messias é candidato a deputado federal, em dobradinha com o jornalista Carlos Apolinário Rebelo e o cantor Marcelo Sena, líder do grupo Coisa Nossa.
Veto/ Com a provável derrota na votação do projeto de partilha dos royalties do pré-sal, como já admite até o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), o governo se prepara para reverter no Senado o estrago da emenda Ibsen Pinheiro. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que anda muito bem com o presidente Lula, deve ser o relator do projeto na Casa.
Desabou/ O governador licenciado do DF, José Roberto Arruda, já esperava a manutenção de sua prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas não a decisão da Câmara de aprovar seu processo de impeachment.
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), cobrou da cúpula do DEM o documento interno no qual uma ala legenda faz uma avaliação pessimista de suas possibilidades eleitorais e defende a candidatura de Aécio Neves. Rodrigo Maia, presidente da legenda, reiterou o apoio do partido ao governador paulista, embora tenha sinalizado para Aécio que a troca de guarda não seria um problema. Serra não jogará a toalha. A não ser que ocorra um dilúvio em São Paulo, será candidato a presidente da República, mesmo sem Aécio na vice.
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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o grande ausente nas comemorações dos 100 anos de Tancredo Neves, defende o nome do senador Tasso Jereissatti para vice. O ex-governador do Ceará, grande colégio eleitoral do Nordeste, daria outro sotaque à chapa tucana e evitaria uma catástrofe eleitoral na região. O problema é que o DEM quer a vice e oferece os nomes do senador José Agripino (RN) e de Kátia Abreu (CE).
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A relação com o DEM, depois do agastamento com Aécio, é o maior problema de Serra. A legenda está desmotivada com a candidatura e enfraquecida por causa da crise que levou o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, à prisão e o vice, Paulo Octávio, à renúncia. Ambos deixaram a legenda. O prefeito Gilberto Kassab, em São Paulo, amarga o desgaste provocado pelas enchentes. Em alguns estados, democratas e tucanos não se entendem. É o caso de Goiás, onde o senador Demostenes Torres (DEM) e o deputado Ronaldo Caiado (DEM) articulam uma chapa contra o senador Marconi Perilo (PSDB), que tenta voltar ao governo do estado e é o favorito na disputa.
Maquiavel
A licença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se engajar na candidatura de Dilma Rousseff, desmentida pelo próprio e por seus principais assessores, de fato foi discutida na reunião que traçou a estratégia de campanha da petista, da qual também participaram o ex-prefeito Fernando Pimentel e o marqueteiro João Santana. Lula desconversa, mas o vazamento amarrou de vez a aliança com o presidente da Câmara, Michel Temer, do PMDB-SP, que pleiteia a vice de Dilma, e o presidente do Senado, José Sarney, do PMDB-AP, que assumiria a Presidência da República em plena campanha eleitoral.
Dobradinha
O governador da Paraíba, José Maranhão (foto), do PMDB, escolheu o vice para concorrer à reeleição. Será o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego (PSB). O peemedebista assumiu o cargo com a cassação do tucano Cássio Cunha Lima por abuso do poder econômico.
Cadastro
Relatora da CPI da Criança e do Adolescente Desaparecidos, a deputada Andréa Zito (PSDB-RJ) desancou o novo Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. Elaborado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em conjunto com o Ministério da Justiça, segundo ela, é uma maquiagem sobre um cadastro que já existia há mais de 10 anos, e que registrou, em 2009, apenas 117 crianças e adolescentes desaparecidos no país inteiro.
Sumiço
Segundo a CPI da Criança e do Adolecente, as organizações sociais que lidam com desaparecidos falam no desaparecimento anual de 40 mil crianças e adolescentes.
Gemadas
Está na mesa do ministro da Defesa, Nelson Jobim, a lista de indicação dos novos quatro estrelas do Exército: os generais de divisão combatentes Lúcio Mário de Barros Góes, Túlio Cherem, Adriano Pereira Junior e João Carlos Vilela Morgero. Aguardam uma canetada do presidente Lula para a promoção a general de Exército.
Purgatório
O deputado federal Augusto Carvalho (foto), do PPS-DF, saiu do inferno astral para o purgatório das urnas. O ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, relator do escândalo do GDF, informou ao STF, por ofício, que o parlamentar não foi indiciado no inquérito nº 650/DF pelo Ministério Público Federal, nem mencionado nas decisões do relator ou mesmo objeto delas. “Não foi alcançado pelas medidas de busca e apreensão deferidas, bem como não foi alvo de quebra de sigilo bancário e fiscal e não sofreu quaisquer outras medidas constritivas determinadas por este Tribunal.”
Trapézio/ A política do Brasil para o Oriente Médio está cada vez mais agressiva. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu passar uma noite na cidade de Belém, na Cisjordânia, em vez de pernoitar em Jerusalém, para conhecer os territórios ocupados por Israel, durante sua visita ao Oriente Médio, prevista para ter inicio no dia 14 deste mês. É a primeira vez que Lula visita Israel e a Palestina nos oito anos de mandato.
Balão/ Na tentativa de pressionar o PT por uma rápida solução da briga interna entre Geraldo Magela e Agnelo Queiroz, o PCdoB, tradicional aliado dos petistas no DF, começou a testar a receptividade ao nome do advogado Messias de Souza para candidato a governador. Messias é candidato a deputado federal, em dobradinha com o jornalista Carlos Apolinário Rebelo e o cantor Marcelo Sena, líder do grupo Coisa Nossa.
Veto/ Com a provável derrota na votação do projeto de partilha dos royalties do pré-sal, como já admite até o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), o governo se prepara para reverter no Senado o estrago da emenda Ibsen Pinheiro. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que anda muito bem com o presidente Lula, deve ser o relator do projeto na Casa.
Desabou/ O governador licenciado do DF, José Roberto Arruda, já esperava a manutenção de sua prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas não a decisão da Câmara de aprovar seu processo de impeachment.
sábado, 6 de março de 2010
No redemoinho
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
A cúpula do PT, reunida ontem, aprovou uma resolução recomendando a não realização de prévias para a escolha de candidatos. O partido tem problemas para indicar os nomes que concorrerão ao Senado no Rio de Janeiro, Pernambuco e Mato Grosso, mas a confusão maior é no Distrito Federal. O ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz, que deixou o PCdoB para ser candidato a governador do GDF pelo PT, está sendo desafiado a disputar as prévias pelo deputado federal Geraldo Magela. Pelos estatutos da legenda, as prévias só não ocorrerão se um dos dois desistir. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que entrar em campo para evitar a disputa.
Como a política de Brasília virou terra arrasada, o racha petista abriu a porteira para o surgimento de novas candidaturas contra Joaquim Roriz (PSC). O ex-governador do GDF aparece nas pesquisas como favorito, mas todos avaliam que será alvo fácil de denúncias quando a campanha eleitoral começar. Tanto que renunciou ao mandato de senador para não ser cassado. Seu governo seria o ovo da serpente dos esquemas de corrupção que levaram o governador José Roberto Arruda (sem partido) à cadeia e ao processo de impeachment.
Diante da confusão, o senador Cristovam Buarque (PDT), que pretende apoiar Agnelo e desestimula a candidatura do deputado distrital José Antônio Reguffe (PDT) a governador, passou a considerar a possibilidade de concorrer ao Governo do Distrito Federal. A dúvida é se a candidatura é para valer ou apenas para forçar o PT a apoiar sua reeleição ao Senado. No último caso, só fulmina as pretensões de Reguffe.
Culatra
Funcionou como um tiro pela culatra a carta de Agnelo Queiroz na qual explica o encontro reservado que teve com o homem-bomba Durval Barbosa — meses antes das denúncias —, quando assistiu e manteve sigilo sobre os vídeos da propina do GDF. Agnelo se defende do disse me disse na luta interna do PT, mas o assunto era tratado à boca miúda. Agora, virou pauta das reuniões petistas.
Poeira
O deputado Geraldo Magela resolveu pisar no barro e intensificar os contatos com os eleitores das cidades satélites. Está de olho nas pesquisas de opinião sobre as eleições no GDF. Diz que não abre mão da candidatura a governador e vai às prévias. Porém, avalia que Agnelo pode recuar. Na cúpula petista, teria mais trânsito do que o ex-ministro, cristão-novo na legenda.
Não abre
Petista histórico, Chico Vigilante não quer saber de conversa sobre um eventual roque de candidaturas no PT, com Agnelo concorrendo ao Senado e Magela ao GDF. O ex-deputado é o líder do Campo Majoritário no PT-DF e foi o artífice da entrada de Agnelo no PT.
Espera
A nova direção do DEM no DF deve sair apenas na segunda quinzena de março. Esse é o prazo que o senador Marco Maciel (DEM-PE), responsável pela reestruturação do diretório regional do DF — dissolvido no final de fevereiro — estabeleceu.
Famoso quem?
Só três brasileiros serão lembrados na história daqui a 200 anos. Um deles, certamente, será o mestre da arquitetura Oscar Niemeyer, que projetou os palácios de Brasília, patrimônio histórico mundial. Os outros dois, bem, os outros dois, deixa para lá. A propósito, como é mesmo o nome do famoso arquiteto que criticou o projeto da Cidade Administrativa em Belo Horizonte na imprensa de São Paulo?
Idosos
O Ministério da Saúde vai ampliar o fornecimento de Cadernetas de Saúde da Pessoa Idosa. Criado em 2007, o documento traz informações importantes sobre os cuidados com a terceira idade e registra o histórico de saúde e acompanhamento da pessoa com mais de 60 anos. Até o fim deste ano, a meta é entregar 19 milhões de cadernetas
Alvo/ Após acatar a imposição do partido e deixar o cargo de secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga (DEM-DF) reassume nesta segunda-feira sua vaga de deputado federal com a artilharia voltada para o PT. Criticando o que chama de oposição fidalga, Fraga promete ocupar a tribuna para bater sistematicamente no mensalão do PT. Resta saber se os democratas na Casa vão querer falar de corda em casa de enforcado.
Polêmica/ Os senadores Adelmir Santana (DEM) e Cristovam Buarque (PDT) se digladiaram ontem no plenário do Senado. Ambos são contra a intervenção e a eleição indireta pela Câmara Legislativa de um novo governador caso haja vacância do cargo. Cristovam, porém, quer um nome apartidário. Adelmir diz que é inconstitucional, teria que ser alguém filiado a um partido, mas sem mandato distrital.
Frentão/De olho em uma das vagas ao Senado, o deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF) articula um frentão contra Roriz, com o PSB, o PDT, o PDS, o PV, o PRB e o PCdoB para pressionar o PT a fechar a coligação com os aliados. O PSB pleiteia a indicação do vice ou a segunda vaga ao Senado. Os demais sobraram.
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
A cúpula do PT, reunida ontem, aprovou uma resolução recomendando a não realização de prévias para a escolha de candidatos. O partido tem problemas para indicar os nomes que concorrerão ao Senado no Rio de Janeiro, Pernambuco e Mato Grosso, mas a confusão maior é no Distrito Federal. O ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz, que deixou o PCdoB para ser candidato a governador do GDF pelo PT, está sendo desafiado a disputar as prévias pelo deputado federal Geraldo Magela. Pelos estatutos da legenda, as prévias só não ocorrerão se um dos dois desistir. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que entrar em campo para evitar a disputa.
Como a política de Brasília virou terra arrasada, o racha petista abriu a porteira para o surgimento de novas candidaturas contra Joaquim Roriz (PSC). O ex-governador do GDF aparece nas pesquisas como favorito, mas todos avaliam que será alvo fácil de denúncias quando a campanha eleitoral começar. Tanto que renunciou ao mandato de senador para não ser cassado. Seu governo seria o ovo da serpente dos esquemas de corrupção que levaram o governador José Roberto Arruda (sem partido) à cadeia e ao processo de impeachment.
Diante da confusão, o senador Cristovam Buarque (PDT), que pretende apoiar Agnelo e desestimula a candidatura do deputado distrital José Antônio Reguffe (PDT) a governador, passou a considerar a possibilidade de concorrer ao Governo do Distrito Federal. A dúvida é se a candidatura é para valer ou apenas para forçar o PT a apoiar sua reeleição ao Senado. No último caso, só fulmina as pretensões de Reguffe.
Culatra
Funcionou como um tiro pela culatra a carta de Agnelo Queiroz na qual explica o encontro reservado que teve com o homem-bomba Durval Barbosa — meses antes das denúncias —, quando assistiu e manteve sigilo sobre os vídeos da propina do GDF. Agnelo se defende do disse me disse na luta interna do PT, mas o assunto era tratado à boca miúda. Agora, virou pauta das reuniões petistas.
Poeira
O deputado Geraldo Magela resolveu pisar no barro e intensificar os contatos com os eleitores das cidades satélites. Está de olho nas pesquisas de opinião sobre as eleições no GDF. Diz que não abre mão da candidatura a governador e vai às prévias. Porém, avalia que Agnelo pode recuar. Na cúpula petista, teria mais trânsito do que o ex-ministro, cristão-novo na legenda.
Não abre
Petista histórico, Chico Vigilante não quer saber de conversa sobre um eventual roque de candidaturas no PT, com Agnelo concorrendo ao Senado e Magela ao GDF. O ex-deputado é o líder do Campo Majoritário no PT-DF e foi o artífice da entrada de Agnelo no PT.
Espera
A nova direção do DEM no DF deve sair apenas na segunda quinzena de março. Esse é o prazo que o senador Marco Maciel (DEM-PE), responsável pela reestruturação do diretório regional do DF — dissolvido no final de fevereiro — estabeleceu.
Famoso quem?
Só três brasileiros serão lembrados na história daqui a 200 anos. Um deles, certamente, será o mestre da arquitetura Oscar Niemeyer, que projetou os palácios de Brasília, patrimônio histórico mundial. Os outros dois, bem, os outros dois, deixa para lá. A propósito, como é mesmo o nome do famoso arquiteto que criticou o projeto da Cidade Administrativa em Belo Horizonte na imprensa de São Paulo?
Idosos
O Ministério da Saúde vai ampliar o fornecimento de Cadernetas de Saúde da Pessoa Idosa. Criado em 2007, o documento traz informações importantes sobre os cuidados com a terceira idade e registra o histórico de saúde e acompanhamento da pessoa com mais de 60 anos. Até o fim deste ano, a meta é entregar 19 milhões de cadernetas
Alvo/ Após acatar a imposição do partido e deixar o cargo de secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga (DEM-DF) reassume nesta segunda-feira sua vaga de deputado federal com a artilharia voltada para o PT. Criticando o que chama de oposição fidalga, Fraga promete ocupar a tribuna para bater sistematicamente no mensalão do PT. Resta saber se os democratas na Casa vão querer falar de corda em casa de enforcado.
Polêmica/ Os senadores Adelmir Santana (DEM) e Cristovam Buarque (PDT) se digladiaram ontem no plenário do Senado. Ambos são contra a intervenção e a eleição indireta pela Câmara Legislativa de um novo governador caso haja vacância do cargo. Cristovam, porém, quer um nome apartidário. Adelmir diz que é inconstitucional, teria que ser alguém filiado a um partido, mas sem mandato distrital.
Frentão/De olho em uma das vagas ao Senado, o deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF) articula um frentão contra Roriz, com o PSB, o PDT, o PDS, o PV, o PRB e o PCdoB para pressionar o PT a fechar a coligação com os aliados. O PSB pleiteia a indicação do vice ou a segunda vaga ao Senado. Os demais sobraram.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Candidata encarnada
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
Há um certo pânico entre os aliados do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), candidato tucano a presidente da República, principalmente os que estão fora de São Paulo. É medo do que chamam de “processo de encarnação de Lula em Dilma”, ou seja, a transferência do prestígio e dos votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a candidata petista. As últimas pesquisas disseminaram a insegurança; a próxima poderia levar a oposição à apatia e ao desânimo. Por quê?
Analistas de pesquisas projetam um xis de Dilma em Serra nos gráficos das próximas pesquisas, a partir de uma vantagem de 30% para a petista no Norte e no Nordeste, contra uma dianteira de 10% do tucano no Sul do país. A Região Centro-Oeste estaria equilibrada, mas o cenário no Sudeste — que era amplamente vantajoso para o tucano —, mudou com a recusa de o governador de Minas, Aécio Neves, em aceitar a condição de vice de Serra. Os votos de Minas Gerais, com a forte presença de lideranças governistas no estado, migrariam principalmente para Dilma, mesmo com a promessa de forte apoio de Aécio ao governador paulista. Rio de Janeiro e Espírito Santo já seriam territórios governistas.
A situação é muito parecida com a crise da política “café com leite” da Primeira República, quando Antônio Carlos (mineiro) se recusou a apoiar Júlio Prestes (paulista), candidato de Washington Luís, o presidente deposto por Getúlio Vargas na Revolução de 30. Mas a história só se repete como farsa ou tragédia. Quais são as diferenças? Primeiro, a eleição não é a bico de pena, mas por meio de urna eletrônica. Segundo, o adversário do candidato paulista não é um gaúcho de bombachas, mas uma mineira que andou pelo Rio Grande do Sul. Terceiro, Aécio não apoia Dilma, estaria com Serra.
Gestação//
A votação da PEC que amplia para 180 dias a licença-maternidade na iniciativa privada levará mais tempo para vir à luz. Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), a medida — que já é adotada pelo serviço público — teria um impacto de R$ 1,5 bilhão
Volta
O ex-deputado distrital Carlos Alberto Torres, professor da Universidade de Brasília (UnB), voltou aos velhos tempos da agitação política. Ontem, participou de protesto contra o governador José Roberto Arruda, seu velho desafeto político, na frente do Palácio Buriti. O novo presidente do PPS-DF, Cláudio Abrantes, tenta convencer Carlos Alberto a concorrer ao Senado.
Togas
Levantamento feito pelo Anuário da Justiça 2010, lançado pelo Consultor Jurídico, com apoio da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), mostra que o presidente Lula terá a chance de nomear mais cinco ministros para o Superior Tribunal Militar (STM). Em janeiro, o general Antonio Apparicio pendurou a toga. A partir de março, os ministros Alfredo Lourenço, Sergio Conforto e Marcos Leal entram na compulsória. E a vaga de Flávio Bierrenbach, que era representante da Advocacia e se aposentou no ano passado, ainda não foi preenchida.
Cautela
O ministro da Justiça, Luis Paulo Telles Barreto, determinou todo rigor à Polícia Federal na apuração da denúncia feita pela OAB de possível vazamento de provas do último Exame de Ordem, em Osasco (SP). A principal preocupação do ministro da Justiça se baseia do fato de que os exames de admissão na própria Polícia Federal também são feitos pelo Cespe, da UnB, o mesmo que aplica as provas do Exame da OAB.
Vão
A nova sede do Governo de Minas, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, ganhou as cores vermelha e branca para simbolizar Minas e os mineiros. O imponente Edifício Tiradentes tem o maior vão suspenso do mundo, com 147 metros de comprimento.
Atômico
Governador de Sergipe, Marcelo Déda visita hoje a Usina Nuclear Angra II e o canteiro de obras de Angra III, em Angra dos Reis (RJ). O petista quer levar para o seu estado a primeira central nuclear do Nordeste, já prevista pelo governo federal. Déda quer fazer de Sergipe uma potência energética, pois produz energia elétrica (Hidrelétrica de Xingó), gás e petróleo (Petrobras), etanol e biomassa (bagaço da cana-de-açúcar). Além disso, quer produzir biodiesel e energia eólica.
Cascudo/ Ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia está na berlinda por causa dos chamados “atos secretos” da Mesa da Casa. A comissão de sindicância que analisou o seu caso aprovou sua demissão do serviço público por dois a um. Porém, o voto contrário é considerado juridicamente perfeito pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Agaciel deve pegar uma suspensão de um ano, ficando a cargo do Ministério Público dar continuidade ao caso, por decisão da Mesa do Senado.
Força/ Uma visita do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi o bastante para que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), colocasse em votação a emenda constitucional que estabelece um piso salarial nacional para policiais e bombeiros. Renan disse aos líderes da Câmara que a PEC 41, de sua autoria, seria aprovada pelo Senado sem nenhum problema.
Colisão/ O PR, partido do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, bate de frente com o PMDB do ministro Hélio Costa. Quer a vaga aberta na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reservada para o diretor do time de basquete Universo, Jorge Bastos, indicado do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
Há um certo pânico entre os aliados do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), candidato tucano a presidente da República, principalmente os que estão fora de São Paulo. É medo do que chamam de “processo de encarnação de Lula em Dilma”, ou seja, a transferência do prestígio e dos votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a candidata petista. As últimas pesquisas disseminaram a insegurança; a próxima poderia levar a oposição à apatia e ao desânimo. Por quê?
Analistas de pesquisas projetam um xis de Dilma em Serra nos gráficos das próximas pesquisas, a partir de uma vantagem de 30% para a petista no Norte e no Nordeste, contra uma dianteira de 10% do tucano no Sul do país. A Região Centro-Oeste estaria equilibrada, mas o cenário no Sudeste — que era amplamente vantajoso para o tucano —, mudou com a recusa de o governador de Minas, Aécio Neves, em aceitar a condição de vice de Serra. Os votos de Minas Gerais, com a forte presença de lideranças governistas no estado, migrariam principalmente para Dilma, mesmo com a promessa de forte apoio de Aécio ao governador paulista. Rio de Janeiro e Espírito Santo já seriam territórios governistas.
A situação é muito parecida com a crise da política “café com leite” da Primeira República, quando Antônio Carlos (mineiro) se recusou a apoiar Júlio Prestes (paulista), candidato de Washington Luís, o presidente deposto por Getúlio Vargas na Revolução de 30. Mas a história só se repete como farsa ou tragédia. Quais são as diferenças? Primeiro, a eleição não é a bico de pena, mas por meio de urna eletrônica. Segundo, o adversário do candidato paulista não é um gaúcho de bombachas, mas uma mineira que andou pelo Rio Grande do Sul. Terceiro, Aécio não apoia Dilma, estaria com Serra.
Gestação//
A votação da PEC que amplia para 180 dias a licença-maternidade na iniciativa privada levará mais tempo para vir à luz. Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), a medida — que já é adotada pelo serviço público — teria um impacto de R$ 1,5 bilhão
Volta
O ex-deputado distrital Carlos Alberto Torres, professor da Universidade de Brasília (UnB), voltou aos velhos tempos da agitação política. Ontem, participou de protesto contra o governador José Roberto Arruda, seu velho desafeto político, na frente do Palácio Buriti. O novo presidente do PPS-DF, Cláudio Abrantes, tenta convencer Carlos Alberto a concorrer ao Senado.
Togas
Levantamento feito pelo Anuário da Justiça 2010, lançado pelo Consultor Jurídico, com apoio da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), mostra que o presidente Lula terá a chance de nomear mais cinco ministros para o Superior Tribunal Militar (STM). Em janeiro, o general Antonio Apparicio pendurou a toga. A partir de março, os ministros Alfredo Lourenço, Sergio Conforto e Marcos Leal entram na compulsória. E a vaga de Flávio Bierrenbach, que era representante da Advocacia e se aposentou no ano passado, ainda não foi preenchida.
Cautela
O ministro da Justiça, Luis Paulo Telles Barreto, determinou todo rigor à Polícia Federal na apuração da denúncia feita pela OAB de possível vazamento de provas do último Exame de Ordem, em Osasco (SP). A principal preocupação do ministro da Justiça se baseia do fato de que os exames de admissão na própria Polícia Federal também são feitos pelo Cespe, da UnB, o mesmo que aplica as provas do Exame da OAB.
Vão
A nova sede do Governo de Minas, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, ganhou as cores vermelha e branca para simbolizar Minas e os mineiros. O imponente Edifício Tiradentes tem o maior vão suspenso do mundo, com 147 metros de comprimento.
Atômico
Governador de Sergipe, Marcelo Déda visita hoje a Usina Nuclear Angra II e o canteiro de obras de Angra III, em Angra dos Reis (RJ). O petista quer levar para o seu estado a primeira central nuclear do Nordeste, já prevista pelo governo federal. Déda quer fazer de Sergipe uma potência energética, pois produz energia elétrica (Hidrelétrica de Xingó), gás e petróleo (Petrobras), etanol e biomassa (bagaço da cana-de-açúcar). Além disso, quer produzir biodiesel e energia eólica.
Cascudo/ Ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia está na berlinda por causa dos chamados “atos secretos” da Mesa da Casa. A comissão de sindicância que analisou o seu caso aprovou sua demissão do serviço público por dois a um. Porém, o voto contrário é considerado juridicamente perfeito pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Agaciel deve pegar uma suspensão de um ano, ficando a cargo do Ministério Público dar continuidade ao caso, por decisão da Mesa do Senado.
Força/ Uma visita do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi o bastante para que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), colocasse em votação a emenda constitucional que estabelece um piso salarial nacional para policiais e bombeiros. Renan disse aos líderes da Câmara que a PEC 41, de sua autoria, seria aprovada pelo Senado sem nenhum problema.
Colisão/ O PR, partido do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, bate de frente com o PMDB do ministro Hélio Costa. Quer a vaga aberta na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reservada para o diretor do time de basquete Universo, Jorge Bastos, indicado do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
quinta-feira, 4 de março de 2010
Ninguém tasca
Por Luiz Carlos Azedo
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), está convencido de que a vaga de vice da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), está no papo. O dispositivo que montou na cúpula do PMDB ao ser reconduzido ao cargo de presidente da legenda seria robusto o suficiente para barrar qualquer outra possibilidade, além de garantir uma situação confortável para outros caciques peemedebistas que estão em queda de braço com o PT nos seus estados. Caso dos ministros das Comunicações, Hélio Costa, candidato ao governo de Minas, e da Integração Nacional, Geddel Vieira de Lima, que pretende concorrer ao governo da Bahia. E dos deputados Jader Barbalho, candidato ao governo do Pará, e Eunício de Oliveira, que pleiteia uma vaga no Senado pelo Ceará.
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Temer teria ainda a solidariedade do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que não quer marola no Maranhão, estado sob comando de sua filha Roseana Sarney, e já não enfrenta a mesma oposição do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, mais preocupado com a própria reeleição em Alagoas. Sente-se tão forte que se deu ao luxo de esperar um apelo formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aceitar o convite de participar da recente convenção do PT, na qual Dilma foi ungida candidata da legenda.
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Quanto à ala dissidente do PMDB, favorável à candidatura própria, estaria derrotada por antecipação. Em conversa sem intermediários, Temer fulminou as pretensões do governador do Paraná, Roberto Requião, de ser candidato a presidente da República pelo PMDB. Disse-lhe que a coligação com o PT está fechada e que o partido não terá candidato próprio, pois indicará o vice de Dilma, ele próprio, Temer.
Empacou
Do governador de Minas, Aécio Neves, ontem, ao rechaçar a proposta de ser vice de José Serra na disputa pela Presidência da República, durante entrevista no saguão do Senado: “Vou repetir Tancredo — não adianta empurrar, empurrado eu não vou”.
Fumaça
O governador José Serra (PSDB) resolveu emitir sinais de que é candidato e não abre. Mandou o seu vice, Alberto Goldman, descansar 10 dias e se preparar para assumir o governo. Indicou o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, para coordenar sua campanha. E escalou o presidente do Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas da Administração Municipal), Felipe Soutello, para ser o elo com o marqueteiro Luís Gonzales.
Criador e criatura
Os ex-presidentes Itamar Franco (foto) e Fernando Henrique Cardoso (foto), ao lado do governador de São Paulo, José Serra, serão as grandes estrelas, hoje, na inauguração da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em que serão homenageados os presidentes Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves. A nova sede do governo de Minas é o ponto alto da gestão de Aécio Neves.
Intervenção
O senador Adelmir Santana entregou o manifesto dos empresários de Brasília contra a intervenção no Distrito Federal aos presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, da Câmara dos Deputados, Michel Temer, e do Senado Federal, José Sarney. Todos deixaram claro que a intervenção não é o melhor caminho para o DF. À noite, relatou as conversas ao governador em exercício, Wilson Lima.
Cegueira
Temendo uma guerra fratricida, a nova aliança de esquerda no DF já trabalha com um cenário sem nomes do PT. Pelos cálculos do presidente do PCdoB do DF, Arnaldo Madeira, seu partido e o PDT, o PSB, o PRV, o PPS, o PV e o PMDB têm força para montar uma chapa contra o ex-governador Joaquim Roriz (PSC-DF), tido como uma ameaça que estaria sendo ignorada pelos petistas, que se digladiam por cargos majoritários.
Poupança
O governo desistiu de mexer nas cadernetas de poupança, mas está de olho no perfil dos poupadores: em 2009, atraiu 4.980 investidores com aplicações superiores a R$ 1 milhão
Fisco/ Representantes da Receita Federal do México desembarcaram ontem em Brasília para visitar a fábrica da AmBev no Distrito Federal, que implementou um sistema antissonegação em 100% das suas linhas, uma referência internacional. Foram acompanhados por representantes da Receita Federal e diretores da Casa da Moeda do Brasil. Na segunda-feira, é a vez de uma equipe do Marrocos conhecer o dispositivo, que fornece ao Leão informações sobre produção das empresas, tipo de embalagem, natureza do produto e volume.
Carreiras/Policiais civis de Brasília e policiais federais deram mais um passo, ontem, no sentido de implantar o Plano de Reestruturação das Carreiras e o reajuste de 22%, a ser pago ao longo de dois anos, para ambas as categorias. Reunidos com o secretário executivo do Ministério do Planejamento, João Bernardo, ficou decidida a criação de uma comissão, coordenada pelo secretário de Gestão do ministério, Tiago Falcão, para estabelecer de que forma as reivindicações serão atendidas, segundo o deputado Geraldo Magela (PT-DF), que vem intermediando as negociações.
Eleito/ O delegado Reinaldo de Almeida César foi aclamado ontem presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF). Ligado ao ex-diretor do Departamento de Inteligência da PF Renato Porciúncula, Reinaldo assume a associação com a missão de ajudar a recompor os salários da categoria.
Com Norma Moura
luizazedo.df@dabr.com.br
O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), está convencido de que a vaga de vice da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), está no papo. O dispositivo que montou na cúpula do PMDB ao ser reconduzido ao cargo de presidente da legenda seria robusto o suficiente para barrar qualquer outra possibilidade, além de garantir uma situação confortável para outros caciques peemedebistas que estão em queda de braço com o PT nos seus estados. Caso dos ministros das Comunicações, Hélio Costa, candidato ao governo de Minas, e da Integração Nacional, Geddel Vieira de Lima, que pretende concorrer ao governo da Bahia. E dos deputados Jader Barbalho, candidato ao governo do Pará, e Eunício de Oliveira, que pleiteia uma vaga no Senado pelo Ceará.
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Temer teria ainda a solidariedade do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que não quer marola no Maranhão, estado sob comando de sua filha Roseana Sarney, e já não enfrenta a mesma oposição do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, mais preocupado com a própria reeleição em Alagoas. Sente-se tão forte que se deu ao luxo de esperar um apelo formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aceitar o convite de participar da recente convenção do PT, na qual Dilma foi ungida candidata da legenda.
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Quanto à ala dissidente do PMDB, favorável à candidatura própria, estaria derrotada por antecipação. Em conversa sem intermediários, Temer fulminou as pretensões do governador do Paraná, Roberto Requião, de ser candidato a presidente da República pelo PMDB. Disse-lhe que a coligação com o PT está fechada e que o partido não terá candidato próprio, pois indicará o vice de Dilma, ele próprio, Temer.
Empacou
Do governador de Minas, Aécio Neves, ontem, ao rechaçar a proposta de ser vice de José Serra na disputa pela Presidência da República, durante entrevista no saguão do Senado: “Vou repetir Tancredo — não adianta empurrar, empurrado eu não vou”.
Fumaça
O governador José Serra (PSDB) resolveu emitir sinais de que é candidato e não abre. Mandou o seu vice, Alberto Goldman, descansar 10 dias e se preparar para assumir o governo. Indicou o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, para coordenar sua campanha. E escalou o presidente do Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas da Administração Municipal), Felipe Soutello, para ser o elo com o marqueteiro Luís Gonzales.
Criador e criatura
Os ex-presidentes Itamar Franco (foto) e Fernando Henrique Cardoso (foto), ao lado do governador de São Paulo, José Serra, serão as grandes estrelas, hoje, na inauguração da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em que serão homenageados os presidentes Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves. A nova sede do governo de Minas é o ponto alto da gestão de Aécio Neves.
Intervenção
O senador Adelmir Santana entregou o manifesto dos empresários de Brasília contra a intervenção no Distrito Federal aos presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, da Câmara dos Deputados, Michel Temer, e do Senado Federal, José Sarney. Todos deixaram claro que a intervenção não é o melhor caminho para o DF. À noite, relatou as conversas ao governador em exercício, Wilson Lima.
Cegueira
Temendo uma guerra fratricida, a nova aliança de esquerda no DF já trabalha com um cenário sem nomes do PT. Pelos cálculos do presidente do PCdoB do DF, Arnaldo Madeira, seu partido e o PDT, o PSB, o PRV, o PPS, o PV e o PMDB têm força para montar uma chapa contra o ex-governador Joaquim Roriz (PSC-DF), tido como uma ameaça que estaria sendo ignorada pelos petistas, que se digladiam por cargos majoritários.
Poupança
O governo desistiu de mexer nas cadernetas de poupança, mas está de olho no perfil dos poupadores: em 2009, atraiu 4.980 investidores com aplicações superiores a R$ 1 milhão
Fisco/ Representantes da Receita Federal do México desembarcaram ontem em Brasília para visitar a fábrica da AmBev no Distrito Federal, que implementou um sistema antissonegação em 100% das suas linhas, uma referência internacional. Foram acompanhados por representantes da Receita Federal e diretores da Casa da Moeda do Brasil. Na segunda-feira, é a vez de uma equipe do Marrocos conhecer o dispositivo, que fornece ao Leão informações sobre produção das empresas, tipo de embalagem, natureza do produto e volume.
Carreiras/Policiais civis de Brasília e policiais federais deram mais um passo, ontem, no sentido de implantar o Plano de Reestruturação das Carreiras e o reajuste de 22%, a ser pago ao longo de dois anos, para ambas as categorias. Reunidos com o secretário executivo do Ministério do Planejamento, João Bernardo, ficou decidida a criação de uma comissão, coordenada pelo secretário de Gestão do ministério, Tiago Falcão, para estabelecer de que forma as reivindicações serão atendidas, segundo o deputado Geraldo Magela (PT-DF), que vem intermediando as negociações.
Eleito/ O delegado Reinaldo de Almeida César foi aclamado ontem presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF). Ligado ao ex-diretor do Departamento de Inteligência da PF Renato Porciúncula, Reinaldo assume a associação com a missão de ajudar a recompor os salários da categoria.
quarta-feira, 3 de março de 2010
A deriva dos democratas
Por Luiz Carlos Azedo
luizazedo.df@dabr.com.br
Com Norma Moura
Era inevitável. Começou o ataque especulativo à candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), à Presidência da República. Assediado nas pesquisas de opinião pela candidata governista, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), o tucano agora enfrenta as especulações de que não teria pegada para derrotar a ampla coalizão formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em torno da petista. E que uma nova pesquisa, caso Dilma ultrapasse Serra nas intenções de voto, poderia levá-lo a jogar a toalha e optar por concorrer à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
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Uma velha raposa do Democratas revelou à coluna, ontem, que a maioria da cúpula da legenda deriva em direção à outra candidatura. Quereria resgatar a candidatura do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), convencida de que a teimosia com que Serra adia a oficialização de sua candidatura é puro cálculo político para desistir da disputa. Tal decisão poderia ocorrer nos próximos 15 dias, diante do fato de que a situação eleitoral na Região Sudeste está se modificando irreversivelmente em favor de Dilma, principalmente no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Serra teria plena consciência de que enfrenta um quadro cada vez mais desfavorável, além de ver reduzida sua vantagem em São Paulo.
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Por essa razão, a cúpula da legenda já sinalizou para Aécio Neves — que se recusa a aceitar ser vice de Serra — que o considera um candidato com mais perspectivas, pois arrastaria a maioria dos votos do Sudeste, com uma vantagem avassaladora em Minas, muito maior que a de Serra em São Paulo. Além disso, atrairia novos aliados para a coalizão oposicionista.
Pressão
Porta-voz de Serra na bancada tucana da Câmara, o deputado Jutahy Magalhães (BA) perdeu a fleuma e resolveu engrossar o coro dos que pressionam Serra para assumir formalmente a candidatura a presidente da República. Está cada vez mais difícil acalmar o grupo carlista na Bahia, cujo candidato a governador, Paulo Souto, se queixa da indefinição de Serra.
Fracasso
Sem consenso interno, PT e PSDB vão liberar suas bancadas durante a votação da PEC que efetiva os donos de cartórios sem concurso público. Após a alteração do texto original, incluindo entre os beneficiados apenas os titulares que assumiram as funções entre 1988 e 1994, os líderes decidiram votar o projeto. Petistas e tucanos apostam na falta de vontade política, representada em 308 votos, para enterrar a proposta.
Fatura
Segundo o corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp,
há cartórios que chegam a movimentar R$ 500 mil por mês
Vai e vem
Ciro Gomes (foto) pretende comunicar ao presidente Lula que não aceita ser candidato a governador de São Paulo, garantem caciques do PSB que apoiam sua corrida ao Palácio do Planalto. Está convencido de que sua candidatura à Presidência é robusta, tanto que vem resistindo ao rolo compressor governista. O problema de Ciro é o tempo de televisão, que assusta a bancada federal. O ex-ministro da Integração Nacional precisa desesperadamente de uma coligação para garantir a legenda. Se não conseguir, perderá o apoio do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, que dificilmente continuará apoiando-o.
Sinal
Renato Simplício foi reeleito presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal, por 271 votos a 84, derrotando Paulo Castanheira, candidato apoiado pelo ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Renato é aliado do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), autor do projeto de regularização dos assentamentos de Brasília.
Apoio
A existência de um pacto no Judiciário contra a impunidade, defendido pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, foi saudada na tribuna do Senado por Pedro Simon (PMDB-RS), que previu “uma nova forma de fazer política” após a prisão do governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda. O senador disse concordar plenamente com o posicionamento de Ophir Cavalcante quanto à necessidade de se priorizar processos contra quem tem o dever de cuidar dos recursos públicos.
Arrogância
“O PT criou com completo ineditismo no Poder Legislativo a figura da ‘desconvocação’ de uma autoridade governamental que deporia no Congresso Nacional”, comentou o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA). A irritação do tucano deve-se à manobra da base aliada, que conseguiu “desconvocar” a ministra Dilma Rousseff, que iria depor na Comissão de Constituição e Justiça do Senado sobre o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). Segundo Almeida, nem no tempo da ditadura isso aconteceu.
Forca
Aloizio Mercadante (PT) voltou do Chile, depois de participar da viagem de Lula àquele país, com a corda no pescoço. Daqui pra frente, a pressão para que seja candidato ao governo de São Paulo só vai aumentar. Entre os petistas de São Paulo, está sendo chamado de fujão por insistir em disputar a reeleição ao Senado. Mercadante reiterou a Lula que não aceita o sacrifício.
luizazedo.df@dabr.com.br
Com Norma Moura
Era inevitável. Começou o ataque especulativo à candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), à Presidência da República. Assediado nas pesquisas de opinião pela candidata governista, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), o tucano agora enfrenta as especulações de que não teria pegada para derrotar a ampla coalizão formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em torno da petista. E que uma nova pesquisa, caso Dilma ultrapasse Serra nas intenções de voto, poderia levá-lo a jogar a toalha e optar por concorrer à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
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Uma velha raposa do Democratas revelou à coluna, ontem, que a maioria da cúpula da legenda deriva em direção à outra candidatura. Quereria resgatar a candidatura do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), convencida de que a teimosia com que Serra adia a oficialização de sua candidatura é puro cálculo político para desistir da disputa. Tal decisão poderia ocorrer nos próximos 15 dias, diante do fato de que a situação eleitoral na Região Sudeste está se modificando irreversivelmente em favor de Dilma, principalmente no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Serra teria plena consciência de que enfrenta um quadro cada vez mais desfavorável, além de ver reduzida sua vantagem em São Paulo.
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Por essa razão, a cúpula da legenda já sinalizou para Aécio Neves — que se recusa a aceitar ser vice de Serra — que o considera um candidato com mais perspectivas, pois arrastaria a maioria dos votos do Sudeste, com uma vantagem avassaladora em Minas, muito maior que a de Serra em São Paulo. Além disso, atrairia novos aliados para a coalizão oposicionista.
Pressão
Porta-voz de Serra na bancada tucana da Câmara, o deputado Jutahy Magalhães (BA) perdeu a fleuma e resolveu engrossar o coro dos que pressionam Serra para assumir formalmente a candidatura a presidente da República. Está cada vez mais difícil acalmar o grupo carlista na Bahia, cujo candidato a governador, Paulo Souto, se queixa da indefinição de Serra.
Fracasso
Sem consenso interno, PT e PSDB vão liberar suas bancadas durante a votação da PEC que efetiva os donos de cartórios sem concurso público. Após a alteração do texto original, incluindo entre os beneficiados apenas os titulares que assumiram as funções entre 1988 e 1994, os líderes decidiram votar o projeto. Petistas e tucanos apostam na falta de vontade política, representada em 308 votos, para enterrar a proposta.
Fatura
Segundo o corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp,
há cartórios que chegam a movimentar R$ 500 mil por mês
Vai e vem
Ciro Gomes (foto) pretende comunicar ao presidente Lula que não aceita ser candidato a governador de São Paulo, garantem caciques do PSB que apoiam sua corrida ao Palácio do Planalto. Está convencido de que sua candidatura à Presidência é robusta, tanto que vem resistindo ao rolo compressor governista. O problema de Ciro é o tempo de televisão, que assusta a bancada federal. O ex-ministro da Integração Nacional precisa desesperadamente de uma coligação para garantir a legenda. Se não conseguir, perderá o apoio do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, que dificilmente continuará apoiando-o.
Sinal
Renato Simplício foi reeleito presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal, por 271 votos a 84, derrotando Paulo Castanheira, candidato apoiado pelo ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Renato é aliado do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), autor do projeto de regularização dos assentamentos de Brasília.
Apoio
A existência de um pacto no Judiciário contra a impunidade, defendido pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, foi saudada na tribuna do Senado por Pedro Simon (PMDB-RS), que previu “uma nova forma de fazer política” após a prisão do governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda. O senador disse concordar plenamente com o posicionamento de Ophir Cavalcante quanto à necessidade de se priorizar processos contra quem tem o dever de cuidar dos recursos públicos.
Arrogância
“O PT criou com completo ineditismo no Poder Legislativo a figura da ‘desconvocação’ de uma autoridade governamental que deporia no Congresso Nacional”, comentou o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA). A irritação do tucano deve-se à manobra da base aliada, que conseguiu “desconvocar” a ministra Dilma Rousseff, que iria depor na Comissão de Constituição e Justiça do Senado sobre o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). Segundo Almeida, nem no tempo da ditadura isso aconteceu.
Forca
Aloizio Mercadante (PT) voltou do Chile, depois de participar da viagem de Lula àquele país, com a corda no pescoço. Daqui pra frente, a pressão para que seja candidato ao governo de São Paulo só vai aumentar. Entre os petistas de São Paulo, está sendo chamado de fujão por insistir em disputar a reeleição ao Senado. Mercadante reiterou a Lula que não aceita o sacrifício.
Pela metade
A última pesquisa DataFolha sobre a corrida para suceder o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva pôs em xeque o favoritismo
do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que caiu de
37% para 32% na preferência dos eleitores. E aumentou
ainda mais a expectativa de poder em torno da ministrachefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), que subiu de 23%
para 28% de intenções de voto. Petistas comemoram o
resultado com uma espécie de “já ganhou”, que em
outras circunstâncias seria um suicídio, mas neste
ambiente pré-eleitoral é tudo o que precisam para
manter o amplo bloco de forças da coligação governista
sem ter que definir agora quem será o vice de Dilma.
» » »
O governador José Serra, porém, recebeu o resultado da pesquisa com
sangue-frio, não teme um xeque-mate. O que os adversários dizem ser
um copo que se esvazia, avalia como um copo cheio o suficiente para
matar a sede de poder da oposição. Ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), que
alguns responsabilizam pela redução da diferença em relação a Dilma em
São Paulo, Serra disse ontem que a petista ainda vai crescer um pouco mais.
Porém, não o suficiente para derrotá-lo.
Entre os aliados de Serra, também é grande a expectativa em torno dos dois
encontros com o governador de Minas, Aécio Neves, previstos para amanhã, em
Brasília e em Belo Horizonte, nos quais tudo poderia acontecer. Paulistas torcem para que Aécio aceite a vice; mineiros, que Serra desista da candidatura presidencial. Por ora, é mais provável ficar tudo como está.
Devagar
A assessoria da ministra Dilma Rousseff preparou uma agenda intensa de visitas a São Paulo,que cobre todas as cidades mais importantes do estado. A pré-candidata, inclusive, estará em Sorocaba na quinta, para mais um compromisso oficial. O plano é considerado vitalpara reduzir a vantagem de
Serra no eleitorado paulista,mas continuará na gaveta nas próximas semanas. A ordem é ir devagar com o andor, porque o santo é de barro. O Planalto está de olho nas conversas entre Serra e Aécio Neves. E
teme que o governador paulista jogue a toalha se for ultrapassado por Dilma antes do fim de março.
Compressor
O governo está seguro de que consegue atropelar a oposição e dissidentes da base nas votações do novo marco regulatório do petróleo no decorrer da semana. Pretende,inclusive, antecipar a votação da emenda Ibsen Pinheiro, quepropõe a partilha dos royalties de petróleo segundo os mesmos critérios dos fundos constitucionais de participação de estados e municípios.Apesar do otimismo, é certa a derrota governista em relação à utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na ampliação da participação do Fundo dos Trabalhadores no capital da Petrobras. Em ano eleitoral, muitos parlamentares da base não querem cair em desgraça com os petroleiros.
Chapas
A cúpula do PT fez uma série de pesquisas qualitativas e testou várias possibilidades de composição da chapa de Serra. Chegou à conclusão que, para baixar o sarrafo na oposição, o melhor vice seria o líder do DEM
no Senado, José Agripino Maia,democrata do Rio Grande do Norte. O nome do senador tucano Tasso Jereissati,por ser considerado dversário de Serra e aliado do candidato do PSB, Ciro Gomes, no Ceará, não foi testado.
PATINHO
O presidente Lula resolveu acelerar a definição do candidato governista em São Paulo. A situação se complicou com a inscrição do senador Eduardo
Matarazzo Suplicy como candidato às prévias do PT, ontem, contrariando toda a cúpula petista.Considerado um patinho por dirigentes do PT,
Suplicy amarga as consequências de ter desafiado o presidente Lula a disputar prévias eleitorais para confirmar sua candidatura vitoriosa de 2002. Em 2006, foi reeleito senador com 8.986.803 votos
Nos trilhos/Mesmo com a implosão do comando do GDF, a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) mantém as conversas para o empréstimo do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A garantia da União está sendo negociada principalmente com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Segundo a agência, a cláusula anticorrupção não se aplica aos últimos eventos da capital. Depois de autorizado pela Casa Civil e pelo Senado, o empréstimo garantirá aos cofres do DF 134 milhões de euros.
Soberba/“O PT do DF está se sentindo muito poderoso”, disparou ontem o senador Cristovam Buarque (PDT-DF, ex-PT).O ex-governador do GDF credita a mudança de comportamento ao crescimento da candidata petista à Presidência nas últimas pesquisas e à queda do que chama de forças conservadoras no DF. “O Roriz é uma liderança. Quem o ignorar, cometerá erro ravíssimo”, alertou.
Rachou/Como a coluna antecipou, o deputado Geraldo Magela (PT-DF) registrou sua pré-candidatura ao Governo do DistritoFederal. Com isso, haverá prévias para a escolha entre seu nome e o do ex-ministro Agnelo Queiroz. A divisão do PT candango é tão grande, dizem aliados, que haveria até uma guerra de dossiês contra os candidatos ao Palácio do Buriti.
Publicada no Correio Braziliense em 02 de março de 2010
presidente Luiz Inácio Lula da Silva pôs em xeque o favoritismo
do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que caiu de
37% para 32% na preferência dos eleitores. E aumentou
ainda mais a expectativa de poder em torno da ministrachefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), que subiu de 23%
para 28% de intenções de voto. Petistas comemoram o
resultado com uma espécie de “já ganhou”, que em
outras circunstâncias seria um suicídio, mas neste
ambiente pré-eleitoral é tudo o que precisam para
manter o amplo bloco de forças da coligação governista
sem ter que definir agora quem será o vice de Dilma.
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O governador José Serra, porém, recebeu o resultado da pesquisa com
sangue-frio, não teme um xeque-mate. O que os adversários dizem ser
um copo que se esvazia, avalia como um copo cheio o suficiente para
matar a sede de poder da oposição. Ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), que
alguns responsabilizam pela redução da diferença em relação a Dilma em
São Paulo, Serra disse ontem que a petista ainda vai crescer um pouco mais.
Porém, não o suficiente para derrotá-lo.
Entre os aliados de Serra, também é grande a expectativa em torno dos dois
encontros com o governador de Minas, Aécio Neves, previstos para amanhã, em
Brasília e em Belo Horizonte, nos quais tudo poderia acontecer. Paulistas torcem para que Aécio aceite a vice; mineiros, que Serra desista da candidatura presidencial. Por ora, é mais provável ficar tudo como está.
Devagar
A assessoria da ministra Dilma Rousseff preparou uma agenda intensa de visitas a São Paulo,que cobre todas as cidades mais importantes do estado. A pré-candidata, inclusive, estará em Sorocaba na quinta, para mais um compromisso oficial. O plano é considerado vitalpara reduzir a vantagem de
Serra no eleitorado paulista,mas continuará na gaveta nas próximas semanas. A ordem é ir devagar com o andor, porque o santo é de barro. O Planalto está de olho nas conversas entre Serra e Aécio Neves. E
teme que o governador paulista jogue a toalha se for ultrapassado por Dilma antes do fim de março.
Compressor
O governo está seguro de que consegue atropelar a oposição e dissidentes da base nas votações do novo marco regulatório do petróleo no decorrer da semana. Pretende,inclusive, antecipar a votação da emenda Ibsen Pinheiro, quepropõe a partilha dos royalties de petróleo segundo os mesmos critérios dos fundos constitucionais de participação de estados e municípios.Apesar do otimismo, é certa a derrota governista em relação à utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na ampliação da participação do Fundo dos Trabalhadores no capital da Petrobras. Em ano eleitoral, muitos parlamentares da base não querem cair em desgraça com os petroleiros.
Chapas
A cúpula do PT fez uma série de pesquisas qualitativas e testou várias possibilidades de composição da chapa de Serra. Chegou à conclusão que, para baixar o sarrafo na oposição, o melhor vice seria o líder do DEM
no Senado, José Agripino Maia,democrata do Rio Grande do Norte. O nome do senador tucano Tasso Jereissati,por ser considerado dversário de Serra e aliado do candidato do PSB, Ciro Gomes, no Ceará, não foi testado.
PATINHO
O presidente Lula resolveu acelerar a definição do candidato governista em São Paulo. A situação se complicou com a inscrição do senador Eduardo
Matarazzo Suplicy como candidato às prévias do PT, ontem, contrariando toda a cúpula petista.Considerado um patinho por dirigentes do PT,
Suplicy amarga as consequências de ter desafiado o presidente Lula a disputar prévias eleitorais para confirmar sua candidatura vitoriosa de 2002. Em 2006, foi reeleito senador com 8.986.803 votos
Nos trilhos/Mesmo com a implosão do comando do GDF, a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) mantém as conversas para o empréstimo do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A garantia da União está sendo negociada principalmente com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Segundo a agência, a cláusula anticorrupção não se aplica aos últimos eventos da capital. Depois de autorizado pela Casa Civil e pelo Senado, o empréstimo garantirá aos cofres do DF 134 milhões de euros.
Soberba/“O PT do DF está se sentindo muito poderoso”, disparou ontem o senador Cristovam Buarque (PDT-DF, ex-PT).O ex-governador do GDF credita a mudança de comportamento ao crescimento da candidata petista à Presidência nas últimas pesquisas e à queda do que chama de forças conservadoras no DF. “O Roriz é uma liderança. Quem o ignorar, cometerá erro ravíssimo”, alertou.
Rachou/Como a coluna antecipou, o deputado Geraldo Magela (PT-DF) registrou sua pré-candidatura ao Governo do DistritoFederal. Com isso, haverá prévias para a escolha entre seu nome e o do ex-ministro Agnelo Queiroz. A divisão do PT candango é tão grande, dizem aliados, que haveria até uma guerra de dossiês contra os candidatos ao Palácio do Buriti.
Publicada no Correio Braziliense em 02 de março de 2010
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